24 de maio de 2018

Autoramas - "Nada pode parar os Autoramas” (Disco da Semana #26)

Manolo, que cacetada esse segundo disco dos cariocas do Autoramas. Sensacional!!!

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Deveria ser considerada até como coletânea de hits, dada a quantidade de clássicos presentes nessa bolachinha. Abre esporrento e romântico com "Você Sabe" e termina instrumental e insano com "HxCxIx", mas com um miolo de qualidade absurda, "Nada a Ver", "Rei da Implicância", "Resta 1" e "O Inferno são os Outros", essas duas últimas na voz da ex-baixista, Simone Dash.

Disquinho gravado com a formação original, além de Simone, Bacalhau na batera e Gabriel Thomaz na voz/guitarra.

Um puta disco de rock. Uma caldeirão de boas influências: garage, punk rock, jovem guarda e new wave, ou seja, os Autoramas fazem o que prometem, rock pra dançar.

Produzido e gravado como nos anos 60/70, em analógico e com instrumental quase todo gravado ao vivo, numa paulada só. Sem medo de errar a mão na sonoridade vintage.

Esse disco cheira a distorção valvulada. Que timbres! Guitarras cheias de efeitos de "echo", "tremolos" e "vibratos", além daquele drive orgânico que só um belo par de válvulas EC84 são capazes de dar. O baixo, com uma distorção do capeta. Pesado. A batera minimalista e seca, sem efeitos de gravação. Só cacetada e ritmo. Se não é o melhor trabalho dos caras, tá bem perto disso. Um baita disco.

Clássico. Ouça ontem.

Para ouvir, clique aqui.

Logo menos, tem mais!

19 de maio de 2018

Sonhos de uma noite em que não tive insônia

Quem me conhece sabe que eu sofro de um problema crônico…Insônia.

E eu já nem me lembro quando isto começou. Não foi culpa da internet ou da televisão. Eu simplesmente sofro de insônia… uma insônia persistente que atrapalha muito minhas noites…

Mas, em raras ocasiões, ocorre de eu dormir e dormir bem. E até sonhar… pois é…

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Alguns especialistas dizem que sonhamos todas as noites, mas a questão é que nem sempre nos lembramos aquilo que sonhamos.

Bom… hoje eu dormi… e dormi bem… das 20:30 até as 05:00… São mais de 9 horas de sono… tempo suficiente para descansar… e sonhar.

E o mais engraçado, é que eu me lembro do que sonhei hoje. Nada muito complexo ou escabroso. Foram sonhos aparentemente desconexos… E em razão de algo tão inusitado ter acontecido (eu dormir… dormir bem, sonhar e ainda por cima lembrar do sonho), resolvi colocar no papel aquilo que sonhei, antes que os detalhes me escapem pela memória.

E lembre-se… são apenas sonhos…

[ Sonho 1 – Exercício ilegal de profissão ]

Eu estava em um conjunto de escritórios… algumas salas que estavam sendo esvaziadas por algumas pessoas em um daqueles conjuntos típicos de sobreloja. Eu andava de uma sala para outra enquanto observava o movimento das pessoas. Depois de um tempo, percebi que estavam desmontando o que seria uma escola de informática… levavam computadores,, mesas e cadeiras, equipamentos de aulas. Inevitável não me lembrar das minhas experiências anteriores (afinal de contas, eu trabalhei por 8 anos como instrutor de informática) em escolas assim. De certa forma, eu estava satisfeito em ver mais uma daquelas escolas de bairro que só serviam para pegar dinheiro em troca de uma formação fraca fechando as portas…

Em algum momento, descubro que a tal escola está saindo dali por uma razão específica: eu era o novo locatário do espaço.

Por que diabos eu alugaria um conjunto de salas, eu não faço a menor ideia… mas o fato é que após uma passagem de tempo (que em sonhos nunca são precisas), eu vi aquele espaço convertido em pequenos consultórios de atendimento médico.

Com o detalhe importante: eu tinha consciência que não era médico formado. Mas estava ali, com direito a um jaleco e a um estetoscópio. Eu lembro de olhar para as paredes das salas buscando desesperadamente por um diploma em medicina que justificasse tudo aquilo.

E aí para o meu terror, entra em minha sala (oras… meu consultório) um novo cliente… digo… paciente.

E o que fazer? Acomodei o paciente, sentei em minha cadeira e atendi o cidadão… ele relatou sintomas e em seguida eu o examinei… e enquanto conduzia a consulta, eu tentava lembrar de detalhes das minhas aulas de semiologia médica nos tempos da faculdade.

Enquanto a consulta progredia eu examinava detalhes da sala… uma sala simples daquelas criadas com divisórias de fórmica bege claro, mesa, cadeiras, uma maca, um pequeno armário com alguns remédios. Nem mesmo uma plantinha ou quadro para decoração.

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Terminei a consulta e dispensei o paciente… não lembro de prescrever nada, nem preencher ficha médica, ou então algum receituário… mas lembro do paciente sair satisfeito…

Ao sair da sala, percebi que havia mais de um consultório  e que havia até mesmo uma pequena recepção…

Eu estava em pânico (no sonho)… como eu poderia estar ali?

Em seguida, peguei meu celular e mandei uma mensagem para o meu amigo Michel (médico de verdade). Eu não poderia manter aquilo tudo sem um médico de verdade… e me lembro de que queria mandar uma mensagem mais ou menos assim:

“Quer clinicar aqui na região da zona lesta? Consultório disponível. Despesas por minha conta"

E assim, o sonho acabou…

[ Sonho 2 – Passeio de carro ]

Este é curto… eu estava dirigindo um carro e minha esposa Ana Paula me fazia companhia. Acho que fazíamos um trajeto pela região da Marginal Tietê. Conversávamos banalidades.

E é engraçado como em alguns sonhos temos consciência de algumas coisas… eu lembro que ficava pensando quem estava com a nossa filha Mariana enquanto nós estávamos no carro.

Em determinado momento, tive a impressão de que algumas pontes da marginal estavam sendo desativadas e desmontadas… pouco tempo depois, entramos em um grande campo gramado e vários corretores de imóveis estava com suas tendas e quiosques ali.

Desembarcamos do carro e descobrimos que os corretores estavam ali vendendo apartamentos daquela que seria a futura vila olímpica de São Paulo… Toda aquela região se transformaria no parque olímpico paulistano que seria utilizado nos jogos olímpicos de São Paulo.

Aparentemente, eu estava em um futuro distópico, onde a cidade seria sede de uma nova edição dos jogos…

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E assim, o sonho acabou…

[ Sonho 3 – A fita VHS alugada ]

Eu fazia algum tipo de limpeza em minhas coisas. E então descobri que tinha uma fita VHS alugada de algum filme do Jean Claude Van-Damme (sonho é sonho). Percebi que a fita já estava há muito tempo e que tinha que devolver o tal VHS.

Lá fui eu até o endereço da locadora que ainda (pasmem!) existia.

O rapaz do balcão me atendeu e percebeu que a entrega estava bem atrasada… dei um um sorriso amarelo.

Em seguida ele me informou que o valor total do aluguel, acrescido de taxa de atraso, somavam R$ 140,00.

Por um filme do Van Damme!!!

Eu argumentei com ele que provavelmente ele levaria meses para alugar novamente o filme e para minha surpresa, ele mostrou que na verdade, havia uma pequena espera para alugar o tal filme.

Depois de algum tempo, o rapaz resolveu me oferecer uma proposta… eu pagaria R$ 150 pelo aluguel e atraso, mas em troca poderia levar o filme que eu quisesse em DVD ou Blu-Ray como compensação.

Com um tino comercial como esse, fico me perguntando agora como a tal locadora ainda sobrevivia no mundo dos negócios.

Aceitei e assim percorremos a locadora em busca de um filme que chamasse a atenção. A locadora era na verdade um casarão com cômodos apertados, lembrando um grande labirinto.

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Lembro também que pelas janelas da locadora eu conseguia avistar uma piscina com algumas pessoas em volta. Parecia algum tipo de confraternização.

Voltando aos filmes, a situação mais divertida era que todos os filmes que eu sugeria simplesmente não existiam na locadora. Cheguei a sugerir aqueles boxes de séries de tv em DVD e o sonho acabou com eu avistando uma gôndola onde estavam algumas caixas do seriado Big Bang Theory e também do seriado ER (Plantão Médico).

[ Enfim, acordado ]

Após o sonho da locadora, eu acordei… olhei no relógio do celular que marcava 05:04. Eu estava totalmente desperto e descansado. Algo raro…

E lembrava bem dos sonhos…

Então vim aqui e escrevi… não são sonhos conexos e na verdade são cenários bem inverossímeis considerando a minha atual realidade.

Mas é divertido poder pensar que – em algum lugar – a realidade pode ser diferente, distópica e bagunçada. E ainda assim, crível.

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