27 de junho de 2009

Mídias alternativas

Ouvi na rádio CBN esta manhã. Sites como YouTube, Orkut, Facebook, Twitter e similares são classificados pela imprensa como “mídias alternativas”.

É um fato: muita coisa teve uma repercussão muito maior graças a sua discussão em sites de relacionamento: a morte do Michael Jackson é só um exemplo. Os problemas sociais do Irã, o acidente do avião da Air France e a explosão da crise na GM (que quase foi a falência) tiveram ampla discussão nestas mídias.

Que estes serviços funcionam muito mais do que um simples meio de troca de informações entre usuários já estava claro para mim há bastante tempo. Que estes sites pode servir como canais de comunicação eu também já sabia. Mas será que o termo “alternativo” é justo?

Eu acho que não por vários motivos: o primeiro deles é justamente  pelo fato de que alternativo é algo fora do oficial, algo que não é utilizado pelos meios comuns; aquilo que é fora do padrão. E já são muitos programas de rádio e tv, além de site que utilizam estes serviços.

Vou citar exemplos: praticamente todos os âncoras da rádio CBN têm seus canais no Twitter. Muitos comunicadores de diversos programas também mantêm canais no Twitter e Facebook (Danilo Gentili  Marcelo Tas são dois bem conhecidos). Sites de comércio eletrônico também estão lá divulgando promoções e ofertas. Jornais impressos como “O Estado de São Paulo”, “Diário de São Paulo” e “Folha de São Paulo” também divulgam notas por lá, além das revistas “Época” e “Veja”. Até mesmo os telejornais da Rede Globo estão divulgando seus canais. Estou falando mais do Twitter porque é um serviço que utilizo, mas sei que alguns destes que citei também estão no Facebook.

O Orkut é um caso a parte… dada sua popularidade no Brasil, acaba perdendo confiabilidade pois a comunidade está repleta de perfis falsos. Acredito que o mesmo irá ocorrer em breve com o Twitter. O caso mais célebre que conheço no Twitter é o “fake” do João Gordo brigando com o Danilo Gentili (do CQC). O caso teve repercussão em alguns noticiários da Web (Terra e Uol) e chegou até mesmo a ser discutido ao vivo no programa do João Gordo na MTV (não, eu não assisti. Acho que o João Gordo é o perfil do verdadeiro babaca).

Se tantos canais “oficiais” utilizam os serviços como chamá-los de “alternativos”. Já fazem parte do cotidiano e serve como divulgação para algo maior. Exatamente como eu mesmo faço. Há mais ou menos 15 dias eu me habituei a postar no Twitter quando faço um novo post no Blog. Uma pequena chamada para algo maior.

Com amplo acesso a todas estas ferramentas, imagino que poderemos em breve dizer que a informação está em todo lugar e ao mesmo tempo em lugar nenhum. Diversidade de idéias… mas são tantas que você não terá como conhecer todas elas. E quando você tem 10 opiniões sobre um assunto, você pode formar uma opinião. Mas se você tem 1.000.000 de opiniões você não tem como formar uma opinião contestando ou concordando com tanta diversidade. Resultado: você acaba tomando mais ou menos umas dez opiniões para formar a sua. Dá quase no mesmo.

Ou pior, fala qualquer bobagem aumentando o número de opiniões sem nenhum fundamento. As mídias não são alternativas. O que temos são alternativas para buscar uma informação.

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