31 de julho de 2009

Happy Hour na Casa Branca

Parece história de pescador: um professor negro perdeu a chave da sua casa. A polícia é chamada e um oficial (branco) da voz de prisão ao professor mesmo ele se identificando como porprietário da casa.

Conflito racial. Isso aconteceu nos Estados Unidos. Bom, depois a polêmica chegou na Casa Branca. E então, o presidente Barack Obama, opiniou favoravelmente ao professor. Até aí, tudo bem, se ele não tivesse utilizado o termo “imbecilidade”.

O que era apenas uma opinião tornou-se uma confusão. Para apaziguar os ânimos, um happy hour na Casa Branca. Cerveja, amendoins, Obama, o professor, o policial e o vice presidente.

E aí, nova polêmica. A imprensa descobriu as marcas de cerveja preferidas por cada um (curiosidade: Obama gosta de cerveja Belgo-Brasileira… será que ele é Brahmeiro?) e aí criou-se uma nova polêmica pela marca da cerveja.

Às vezes a imprensa parece que não tem muito o que fazer não é mesmo? É a morte do Michael Jackson e um possível quarto filho, a cerveja do Obama, o tamanho da mola que atingiu o Massa.

Saudades do tempo que a imprensa era mais informativa formadora de opinião. Esse “jornalismo de entretenimento” simplemente enche o saco.

29 de julho de 2009

Aulas adiadas em São Paulo

Por conta do processo de seleção para secretário escolar de que estou participando, estive ontem na escola que desejo trabalhar. Uma escola de tamanho médio (700 alunos) e contando, é claro, com todos os problemas do ensino público.

Por sorte, a equipe da escola parece ser muito boa: a diretora e a vice são muito atenciosas e todos no geral estão dispostos a ajudar bastante.

A curiosidade fica por conta das informações desencontradas. Vi muitos alunos irem até lá para saber se as aulas começam ou não. A diretora não sabia. E não é por incompetência não. Foi por falta de organização da Secretaria da Educação que não repassou as informações para a diretoria de ensino que por sua vez, não tem como passar a informação para as escolas.

A conclusão é de que é fácil apontar a escola como culpada. Mas o problema não é da escola. O problema vem de cima.

Massa

Geralmente assisto aos treinos e às corridas de Fórmula 1. Este ano não está sendo diferente. Mas, por ironia do destino, calhou deste final de semana não ter conseguido ver o treino.

E foi justamente neste treino que o Massa se acidentou.

Um bom piloto que com um carro bom nas mãos pode realmente fazer muita coisa. E aí, uma mola de suspensão tira-o de combate.

Ganhou o Hamilton. Mas eu também não vi a corrida. Ainda bem, não teria sido uma corrida interessante mesmo.

A próxima só no mês que vem.

23 de julho de 2009

O anão nazista

Pois é. Algumas coisas beiram ao exagero. Na Alemanha, uma escultura de um anão de jardim está dando o que falar. O motivo? Bom, aparente ele está fazendo uma saudação nazista no melhor estilo “Heil Hitler”.

Não é brincadeira. O portal G1 noticiou o anão. A procuradoria geral do governo alemão está investigando a preparação da obra. A dúvida é se a obra é ilegal (símbolos nazistas são proibidos na Alemanha, aliás, por motivos mais do que justificáveis) ou se é apenas uma tentativa de ridicularizar o Führer.

Se a idéia é de ridicularizar com certeza é uma boa idéia. Não vivi naquela época, mas se os filmes e os livros retratam fielmente o que aconteceu, então um anão é muito pouco. Deveria ser pelo menos os 7 anões.

21 de julho de 2009

A UNE e o movimento estudantil

A União Nacional dos Estudantes (UNE) realizou seu congresso nacional nesta última semana na cidade de Brasília. A entidade mostra ao público como sendo o órgão máximo dos estudantes e que suas opiniões refletem a opinião dos estudantes de modo geral.

É uma entidade politizada, e infelizmente, partidária. Em suas manifestações estão presentes bandeiras de partidos ditos “reacionários” como PC do B, PT, PSTU entre outros. Em minha opinião, é um grande erro misturar política partidária com movimento estudantil.

Mas será que a UNE reflete mesmo a opinião dos estudantes?

Algumas coisas para se pensar:

1) O congresso reuniu cerca de 6 mil estudantes de todo o país. Em parceria com o Ministério da Educação (MEC), utilizaram a infra-estrutura de várias escolas de educação básica utilizando as escolas como alojamento durante o evento. Após a saída dos estudantes, as instalações foram depredadas (na falta de um termo melhor), encontraram muito lixo, preservativos usados sinais de drogas e muitas bebidas alcóolicas. Eventos dessa magnitude tem um lado social é claro. Mas é isso que os estudantes pensam? O Congresso tem essa finalidade? Um lugar para drogas, sexo fácil e bebida?

2) O evento foi patrocinado pela Petrobrás que doou R$ 100 mil para a entidade na realização do evento. Eu já participei na organização de eventos na época de faculdade e sei que patrocínio é necessário, mas isso sempre implica em retorno para o patrocinador. No caso da UNE, houve uma passeata em prol do petróleo e com bandeiras de apoio à Petrobrás.

É isso o que se discute? E sobre as políticas educacionais? E sobre as mudanças no ENEM? A reestruturação da educação básica?

A UNE transformou-se quase em uma facção política. Forma futuros deputados, vereadores, pessoas nem sempre preocupadas com os rumos da nação.

Movimento estudantil? Não, apenas um bando de crianças brincando como adultos agindo de forma irresponsável.

15 de julho de 2009

Animamundi

Imagine a seguinte situação: você é uma fatia de pão de forma. No caso, a primeira fatia do pacote do pão de forma. Aquela que a maioria das pessoas despreza quando abre um pacote de pão de forma. Como você se sentiria desprezado pelas pessoas?

Parece piada, mas não é. Este é o enredo de um curta-metragem de animação que será apresentado no Animamundi 2009. O evento é uma grande mostra de filmes de animação sobre os mais variados temas. E sabe qual o principal tema dos filmes do Animamundi para este ano? As doenças e fobias sociais. Depressão, síndrome persecutória, síndrome do pânico entre outras.

O evento será realizado no Rio de Janeiro a partir de 17/07 e desembarca em São Paulo entre os dias 22 e 26 de Julho.

Aliás, sobre o pão de forma. O curta mostra o pão indo até o psicólogo e realizando sua terapia.  No mínimo, curioso…

O site é bem legal também. Aproveite para conhecê-lo.

10 de julho de 2009

A imprensa imperdoável

Correu no dia de hoje uma foto tirada pela agência Reuters onde o presidente dos EUA – Barack Obama – dá uma espiadinha nos dotes de uma jovem trajada em um vestido bem provocante. Ao lado, o presidente francês – Nicolas Sarkozy – observa a cena com um ar maroto.

A imagem foi feita durante o encontro dos líderes do G8 (os oito países mais desenvolvidos e a Rússia) que ocorreu na Itália. Ali são discutidas questões estratégicas referentes à recuperação da economia mundial, combate ao terrorismo, futuro do Iraque como nação soberana e a preocupação quanto aos programas nucleares desenvolvidos pela Coréia do Norte e Irã.

Estranho pensar nisso. São coisas bem importantes e merecem destaque e ampla discussão na sociedade. E a espiadinha do Obama foi notícia em vários noticiários, sites, jornais. Até o Jornal Nacional deu destaque para a espiadinha.

A imprensa tem o papel de informar, noticiar, relatar os fatos. Mas isso não passa de estratégia tosca para aumentar audiência, vender mais jornal e ter mais acessos nos sites. Pensei que a imprensa fosse mais responsável. Ledo engano.

Fatos e Fotos

Comecei hoje a execução de um projeto antigo: digitalizar minhas fotos de família. Lembro que minha mãe dizia que eu não gostava de tirar fotos quando era pequeno. De fato, não tenho muitas fotos e uma das primeiras fotos de que me lembro eu estava chorando.

Com o scanner emprestado da noiva eu comecei o trabalho hoje. Encontrei fotos dos tempos do Jardim de Infância no Colégio João XXIII, minha “formatura” de 8ª série no mesmo colégio (onde eu trajava um blazer bem estilo new wave anos 80), minha 1ª comunhão, a viagem ao Rio de Janeiro em 1982 e a viagem à Salvador em 1983.

Aproveitarei para digitalizar algumas fotos dos meus pais. Acabou o tempo dos pesados álbuns de fotografias.

5 de julho de 2009

Secretário de Escola – A longa espera

Em 2008 interessei-me por um concurso público para o cargo de “secretário de escola”. Aos aprovados, um salário inicial de R$ 964,00 acrescido de alguns benefícios. O local de trabalho será uma unidade escolar dentro da circunscrição da Secretária Estadual da Educação (SEE/SP).

Fiz a inscrição em Junho de 2008. A prova foi realizada em Agosto do mesmo ano e os aprovados foram divulgados em Outubro. A seguir a classificação. Fiquei em 280. Nada mau. Entretanto, deveríamos esperar a publicação com a data para escolha de vagas de acordo com a ordem de classificação.

O tempo passou e continuei meu trabalho em uma empresa privada. Infelizmente com um salário menor do que o de secretário e sem perspectiva de evolução profissional. E isso foi agravado pelo fato de pessoas exercendo a mesma função que eu recebiam salários de R$ 1.500,00. Este desequilíbrio foi delapidando aos poucos minha motivação. Realmente trabalhar naquela empresa tornou-se um grande problema. Algo que eu queria evitar.

Para ajudar, problemas de saúde. Internações, afastamento do trabalho, crises de insônias. Muitas alterações. Chegamos em 2009 e nada de sair a convocação. Assim, desmotivado, ofendido e realmente irritado com a falta de respeito da empresa, resolvi me desligar (amigavelmente) e aguardar a convocação da SEE/SP.

O mês de Março veio e foi embora sem nenhuma novidade, até que em Abril, finalmente veio a convocação para escolha de vagas. Escolhi uma escola próxima da minha casa atual e também da minha casa futura. A escolha também foi feita de modo a facilitar o meu acesso ao transporte público para que eu possa freqüentar mais uma vez a faculdade (se possível, Ciências Biológicas na USP).

Daí seríamos submetidos à uma perícia médica e – com tudo ok – seríamos nomeados e empossados. E daí, o exercício da função.

Em 25 de Maio fui à perícia. Não fui aprovado, nem reprovado. Fiquei retido para uma nova consulta com um perito em endocrinologia. Caberá a ele habilitar-me ou não.

Entrementes, publicaram a nomeação em 10 de Junho. Ou seja, desde que meu lado esteja ok, basta ir à escola e tomar posse. E trabalhar.

O pé atual da história: até agora não me chamaram para a nova perícia. Já fui algumas vezes ao Departamento de Perícias Médicas do Estado (DPME) e em nenhuma destas vez consegui algo concreto. Já fui à escola de minha escolha, onde fui muito bem recebido (muito bem mesmo) e solicitei a prorrogação de posse (estou procurando neste momento a publicação do ato no Diário Oficial do Estado) e continuo aguardando…

Por que escrevi tudo isso? Bom, porque não adianta entrar em pânico. Não adiantar brigar com ninguém. Mas isto estava entalado. Então meu blog serviu para me ouvir… mesmo que ninguém leia isto.

2 de julho de 2009

Há 15 anos atrás..

Lembro como se fosse hoje. Em 01/07/1994 fui à uma agência bancária e troquei meus CR$ 34.800,00 (Cruzeiros Reais) por R$ 12,65. Na época pensei: “Lá vem mais uma mudança de moeda e mais um corte de três zeros”. Isto foi num tempo em que o preço de um produto era “X” e amanhã “X+Y”. E às vezes “X+Y+Z” ainda no mesmo dia.

O fenômeno chama-se hiperinflação. Tempos difíceis. Quando garotinho eu recebia uma mesada de Cr$ 500,00 do meu pai. Lembro que a quantia era suficiente para comprar um gibi do Pato Donald, uma caçulinha (uma espécie de guaraná antartica em miniatura) e ainda sobra Cr$ 50,00. A moeda chamava-se Cruzeiro. Entretanto, lá por volta de de 1986 minha mesada tinha aumentado bastante: eu ganhava cerca de Cr$ 5.000,00. Mas o nosso atual presidente do senado, José Sarney, que já tinha um vasto bigode, uma cara de pau enorme (naquela época eu não estava nem aí para política, mas lembrando daquele tempo, era muita cara de pau dele vir à TV e conclamar os “Fiscais do Sarney”) e era o Presidente desta esculhambação chamada Brasil, mudou a moeda. Agora o dinheiro no Brasil chamava-se Cruzado e cortaram três zeros. Assim, Cz$ 1,00 = Cr$ 1.000,00. Eu lembro de ter ficado bravo com ele. Afinal, ele diminuiu minha mesada.

Os primeiros meses foram diferentes, o preço estável, sem grandes mudanças de preço. Mas aí tudo começou de novo. Minha mesada começou a aumentar novamente e de tempos surgiam notas mais graúdas. Para se ter uma idéia, as primeiras notas (1986) foram de Cz$ 10,00, Cz$ 50,00 e Cz$ 100,00; além de moedas com valor em centavos até Cz$ 1,00. Em 1989 as notas  já tinham valores de Cz$ 10.000,00 e Cz$ 5.000,00. Voltavámos à inflação.

Então, o desastrado presidente bigodudo lançou um novo plano econômico: o Plano Verão. Novo corte nos zeros, nova moeda: Cruzado Novo (NCz$). As notas mais graúdas de Cruzados foram carimbadas e novas notas foram impressas. Nesta época eu já entendia um pouco mais sobre o corte de zeros e sendo assim, não fiquei bravo quando minha mesa foi reduzida.

Bom, aí o Fernando Collor de Mello ganhou a eleição para presidente, assumiu e então, mais um pacote. Confisco da poupança e mudança da moeda. Voltamos ao Cruzeiro. Voltou a moeda e voltou a inflação. As primeiras notas com valores na casa da centena em pouco mais de um ano eram troco para comprar balas na padaria.

Inflação galopante e nova mudança de moeda. Desta vez, no governo “tapa-mandato” de Itamar Franco. Em 1993, novo corte de zeros e novo nome: Cruzeiro Real (CR$). Puxa, se eu tivesse 08 anos novamente (minha idade em 1984) e ainda estivéssemos nos tempos do Cruzeiro, eu seria bilionário. Afinal, considerando apenas o valor de face, temos que CR$ 1,00 = Cr$ 1.000.000,00.

Teria comprado muitos gibis e tomado muitas caçulinhas…

Aí, em 1994 veio o Fernando Henrique Cardoso, ainda como Ministro da Fazenda propondo uma tal de “Unidade Real de Valor” que era um índice atualizável de acordo com o dólar. E aí, finalmente, a inflação parou. Bom, pelo  menos diminuiu bastante.

E aí chegamos ao dia 01 de Julho daquele ano. O dia em que fui mais uma vez trocar o meu dinheiro. E nos últimos quinze anos, foi a última vez.

1 de julho de 2009

Quem é pobre trabalha mais e ganha menos…

Esta conclusão não é minha, mas sim do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) que realizou um estudo sobre a desigualdade da carga tributária entre pessoas de diferentes faixas de renda.

Segundo o estudo, famílias com renda de até dois salários mínimos comprometem 53,9% de sua renda com o pagamento de impostos e tributos diretos. Já para quem tem renda mais alta (acima de 30  salários mínimos) o impacto é bem menor: 29%.

Em termos práticos isto significa que o assalariado de baixa renda precisa trabalhar em torno de 200 dias por ano só para pagar impostos. Quase o dobro da população mais abastada (em torno de 106 dias).

Quem trabalha mais e ganha menos paga mais imposto proporcionalmente. Isso é a idéia que o governo tem de “igualdade social”?

Ouvi a notícia na rádio CBN, mas você pode encontrar facilmente mais detalhes pesquisando no Google. Vários órgãos de imprensa noticiaram isso.

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