30 de agosto de 2009

GP da Bélgica – Spa-Francorchamps

Muito alarde para a quarta posição de Barrichello no grid. Quem acompanhou os treinos viu que a Ferrari estava mais consistente. Pessoalmente, apostava no Raikkonen. E acertei. Não esperava muito do Fisichella e errei feio.

Barrichello largou mal (não sei se por erro, ou falha do carro) e caiu para último. Por sorte, logo em seguida um acidente permitiu a entrada do safety car e com isso ele pôde refazer sua estratégia. Ainda com mais sorte, o Button estava entre os acidentados e ficou fora da prova.

O piloto brasileiro fez uma boa corrida de recuperação e o “plano B” funcionou. No final, um susto: um vazamento de óleo a três voltas do final quase o tirou da prova. Mas mesmo assim ele conseguiu levar o carro até o final na sétima posição. Mostrou muita competência. E diminuiu um pouco a diferença. Ainda está na briga do título. Difícil, mas torço por ele.

Resultado final: 1º Raikkonen, 2º Fisichella, 3º Vettel. Leiam a reportagem no Terra.

Funcionário Público… vocação ou necessidade?

Um dos chavões populares diz que “Todo funcionário público é encostado”. Quem é funcionário público fica mordido com a fama de preguiçoso e incompetente e tenta desfazer a má fama. A questão é: será que a fama é merecida?

Bom, eu sou funcionário público. Trabalhar para o Estado nem sempre significa trabalhar com aquilo que se pretende. As funções disponíveis na maioria das vezes são burocráticas e/ou mal remuneradas. Outro fator é que muitas vezes o setor privado paga melhor. Assim, um médico ou um engenheiro ganhará mais trabalhando no setor privado do que no público.

Para algumas funções de nível médio, a situação é ainda pior. Pois a remuneração é ruim em ambos os casos (público ou privado) e aí, a escolha pelo público recai na questão da estabilidade. Pelo menos o emprego público é garantido…

A consequência é que em sua maioria, funcionário público está lá trabalhando em determinada função pelo salário. E apenas pelo salário. Dane-se a vocação… dane-se a dedicação. Infelizmente, muitos pensam assim.

Isso gera muitos problemas. O principal deles, em minha opinião, é que o serviço é executado por pessoas desmotivadas que só estão pensando em seu salário e não gostam nem um pouco do que fazem. Em uma escola por exemplo: alguns professores por motivo de saúde são readaptados para trabalhar em outras funções. Então vão para – de acordo com meu exemplo – para a secretaria da escola. Trabalham mal, sem dedicação e de forma pouco produtiva e eficiente.

Aí, alguém pode estar pensando que uma boa conversa pode resolver a situação. Ledo engano. O fato de que na coletividade impera o a filosofia do “trabalho mínimo” faz com que quem queira trabalhar de verdade seja visto com desconfiança e até mesmo como um inimigo.

Nesta luta pelo trabalho competente contra o desinteresse pela eficiência e o bom trabalho, o mais comum é que as pessoas desistem de mudar e acabam adotando a máxima “se não pode contra eles, junte-se à eles” ou então desistem e procuram outra coisa para fazer.

Dinheiro é importante? Claro… sem ele não podemos continuar a tocar nossas vidas. Não podemos realizar projetos. Mas o salário, o dinheiro é só parte da vida. Será que ninguém se importa em fazer um bom trabalho e poder encostar a cabeça no travesseiro a noite e dormir tranquilamente sabendo que fez o seu melhor?

Eu não vou desistir…

27 de agosto de 2009

Xuxa e suas idiotices…

Tudo bem… é natural que uma criança de 10 anos ainda se atrapalhe com algumas palavras. Quem nunca cometeu um erro ao escrever uma palavra que atire a primeira pedra.

Mas, honestamente, achei que ela foi muito arrogante (como sempre é, aliás…) ao informar que a filha foi alfabetizada em inglês.

E daí? Grande coisa…

Sasha tem muito a aprender sobre a língua portuguesa. E a Xuxa tem ainda muito o que aprender sobre humildade.

Que mulher petulante…

23 de agosto de 2009

Schumacher ou Senna?

Hoje teve GP da Europa. Hoje deu Barrichello. E como sempre, surgiram vozes contra e a favor do piloto. Uns dizem que ele é talentoso. Outros que ele é um fiasco.

Obviamente, surgem discussões também sobre quem foi o melhor: Senna ou Schumacher. Inclusive nesta semana, uma revista inglesa divulgou uma lista com os melhores 50 pilotos de todos os tempos. Schumacher é o primeiro, Senna é o segundo. Tanto o Felipe Massa como Rubens Barrichello estão nesta lista também.

Não sou uma autoridade em F1, mas sempre assisti às corridas desde 1984. Acompanhei a ascensão de Prost, o triunfo de Piquet, a consagração de Lauda, os azares do Mansell, o surgimento do Schumacher, a sorte do Hill entre outros bons pilotos.

Não dá para dizer quem é o melhor. O ano em que eles competiram diretamente foi o ano em que o Senna morreu e sendo assim, nunca existirá uma comparação direta.

Desta forma, eu proponho uma divisão em três categorias: os gênios, os bons pilotos e o resto.

Claro que minha lista não incluirá gênios como Jim Clark ou Graham Hill pois minha história com a F1 vem depois desdes grandes campeões (ou até Gilles Villeneuve que era extraordinário, mas nunca foi campeão).

Sendo assim, e correndo risco de críticos despreparados, lá vai:

  1. Gênios absolutos: Alain Prost, Ayrton Senna e Michael Schumacher
  2. Bons pilotos: Nikki Lauda, Heinz Harald Frentzen, Rubens Barrichello, Felipe Massa, Nigel Mansell, Gerhard Berger, Mikka Hakkinen, Elio de Angelis, Nelson Piquet, Keke Rosberg, Robert Kubica, Mika Hakkinen, Andrea de Cesaris, Michelle Alboreto
  3. Aparentam ser melhores do que realmente são: Juan Pablo Montoya, Damon Hill, Kimi Raikkonen (apesar de ser campeão mundial), Lewis Hamilton (idem), Jean Alesi, JJ Lehto, Jos Vestarpen, David Coulthard, Jacques Villeneuve.
  4. O resto

Vou reler um pouco sobre a história da F1, quem sabe mudo alguma coisa nesta lista…

Ainda muito rápido…

Usain Bolt venceu… de novo. E com recorde mundial. Venceu nos 200m rasos. Também venceu o revezamento 4x100m na equipe da Jamaica. Sem recorde.

Mas não deixa de ser impressionante. Até onde ele pode chegar?

GP da Europa (Valencia – Espanha)

É muito provável que os críticos de plantão “afiem suas penas” e escrevam sobre a “sorte” de Barrichello ao invés de parabenizá-lo.

Sim, Rubens Barrichello venceu o GP da Europa. Hamilton em segundo e Raikkonen em terceiro.

Não acho que tenha sido sorte. Acredito em talento. Sim, fale o que quiserem, mas é um fato inegável: ele é bom. Provável que não seja o melhor. Mas decididamente é um bom piloto de Fórmula 1.

E ele venceu. Venceu usando tática, venceu usando o carro, venceu usando o talento.

Parabéns! É a sua 10ª vitória. A 100ª vitória brasileira na F1.

21 de agosto de 2009

Incoerência política

Ontem postei minha posição sobre  a crise política desencadeada pelo Senador José Sarney (PFL/AP) e a posição do Senador Aloysio Mercadante (PT/SP) ao qual eu confiei meu voto em 2002.

Terminei meu comentário declarando que se ele mantivesse sua decisão em sair do partido eu teria certeza de que não teria desperdiçado meu voto.

Cometi dois erros graves.

O primeiro foi supor que a saída seria do partido. Na verdade, ele sairia apenas da liderança do governo no Senado Federal e não do PT.

O segundo foi acreditar que meu voto em Aloysio Mercadante não seria em vão.

Aprendendo com os erros… pena que por culpa deste erro, o Brasil teve um mau representante do povo por 8 anos.

20 de agosto de 2009

Vale a pena…

Leiam isto aqui… vale a pena:

Coerência política

Há quase 8 anos atrás tomei um decisão que contrariava muitas das minhas convicções políticas: resolvi votar em Aloizio Mercadante (PT/SP) para o Senado Federal. Meu outro candidato seria José Aníbal (PSDB/SP).

Sempre que opinei sobre discussões políticas dentro da faculdade eu tentava ao máximo expressar uma opinião apartidária. Que fosse coerente com a situação atual e não contrariasse minhas crenças e ideais.

Desta maneira, na época a decisão me pareceu bastante acertada. Afinal de contas, acredito que toda unanimidade é burra. E que para cada opinião, temos que ter uma visão contrária. Desta forma, podemos todos crescer com o debate de idéias.

Assim, votei em meus candidatos do PSDB para os diversos cargos da ocasião (Presidente, Deputados e Governador) e para Senador, optei pelo Aloizio. A princípio, a decisão me pareceu equivocada: obviamente ele apoiou incondicionalmente o Presidente Lula e muitas de suas decisões absurdas. Além disso, protegeu o governo de diversas formas quando surgiram escândalos que colocavam em xeque a credibilidade do governo.

Nestes últimos dias, acompanhei com certa apreensão a impunidade no Senado em relação ao Senador José Sarney (PMDB/AP). Este canalha hipócrita (não consigo encontrar um termo menos correto) que tem sede de poder e transformou o estado do Maranhão em seu curral político e que transformou o Senado Federal em um cabide de empregos para familiares e amigos. O Conselho de Ética livrou a cara do Sarney, arquivando as denúncias que o acusavam. Mais uma pizza para a grande pizzaria chamada Brasília tendo como pizzaiolo-mor nosso presidente barbudo.

Agora me ocorreu que o barbudo salvou o bigodudo…

Bom, alguns políticos mostraram ter vergonha na cara. Marina Silva saiu do PT depois do embate que teve com a Dilma. Um nome que eu desconhecia – Flávio Arns (PT/PR) – também saiu do partido envergonhado com a impunidade que o PT preparava para Sarney. E agora o Mercadante anuncia que deixará a liderança do PT no Senado.

Se ele decidir sair do partido, pelo menos terei a tranquilidade de finalmente poder acreditar que meu voto – há quase 8 anos atrás – não foi em vão.

18 de agosto de 2009

Rápido… rápido mesmo.

Pense em algo que você poderia fazer em apenas 10 segundos. Este foi o tempo que eu levei para escrever este parágrafo.

Não consigo pensar em que eu poderia fazer neste curto espaço de tempo. Um pensamento sobre a vida? Uma piada de última hora? Ir até a cozinha buscar um suco? Não… eu levaria mais tempo que isso.

Eu fiquei simplesmente assombrado com o que fez o jamaicano Usain Bolt. Ele percorreu 100 m em apenas 9”58 na final dos 100m rasos do Mundial de Atletismo. Novo recorde mundial. Lembro que em 1988 um canadense bateu o então recorde mundial de 9”93 nos Jogos Olímpicos de Seul. Ben Johson correu sob efeito de doping e assombrou o mundo naquela época e cravou 9”83 mas teve seu recorde anulado quando descobriram o doping.

Aliás, se tomarmos os resultados dos três primeiros colocados desta prova, o maior tempo foi 9”84, ou seja, se estes três atletas estivessem na prova de Seul, o recorde mundial seria simplesmente fulminado.

Para completar, o próprio Bolt prometeu: em dois anos pretende correr abaixo de 9”40.

Impressionante.

16 de agosto de 2009

Igreja Universal versus Rede Globo

Esta briga é antiga. Em 1999 a Rede Globo veio a plena carga com argumentos contra a Igreja Universal do Reino de Deus. Dízimos forçados, denúncias de mau uso das doações, irregularidades na administração da igreja e outras acusações.

Não é a primeira vez que a emissora carioca, incomodada com a constante queda de audiência e o consequente avanço da Record, tenta atingir seu principal motor: a igreja.

Esquecendo por alguns minutos a fé dos fiéis que inegavelmente é verdadeira e jamais poderia ser questionada como certa ou errada (afinal, o Brasil é um país onde a liberdade de culto é preservada constitucionalmente), pensemos apenas na estrutura da igreja. Não é necessário muito brilhantismo acadêmico para perceber que realmente há algo errado ali.

A igreja enriqueceu, o bispo enriqueceu, a Record cresceu. O dinheiro angariado por meio das oferendas tinha que ir para algum lugar. Os canais de televisão serviram como lavanderia. O dinheiro pago pelos horários alugados à igreja ia para a televisão que por ser uma empresa comercial, gerou lucro. E por meio deste lucro, o bispo enriqueceu. Montou até um segundo canal de notícias.

Esquecendo também por um momento o desespero da Globo é verdade que a qualidade da emissora melhorou. Bons seriados (House, Monk, CSI, entre outros…), boas novelas (pelo menos na produção), uma grade de programação estável e bons patrocínios (que aliás, renderam os direitos de transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres; um duro golpe para a Globo). A Record copiou a receita de sucesso da Globo e está se dando muito bem.

A questão de tudo isto é: a Globo pretende derrubar a ascensão da emissora concorrente ou denunciar uma igreja que abusa da fé dos seus fiéis?

Porque se a questão é denúncia, a Globo também não tem um passado muito saudável. Basta lembrarmos da manipulação dos debates políticos de 1989 em favor de Fernando Collor, da guerra de bastidores pelos direitos de transmissão do futebol nas copas e nos campeonatos brasileiros (que chegou mesmo a gerar campeonatos paralelos), da sua parcialidade durante o período do regime militar em que a sua supremacia na televisão foi absoluta dado o favorecimento político que o regime lhe proporcionava.

A Globo deveria fazer as duas coisas: uma denúncia consistente contra o abuso da fé dos fiéis da Igreja Universal e melhorar sua programação com atrações melhores. E a Record cresceu. Poderia tentar andar pelas próprias pernas e não com o dinheiro do dízimo.

A briga vai longe.

10 de agosto de 2009

Caos no transporte de SP

Era uma reprise, mas dei sorte de assistir hoje ao programa Roda Viva que foi exibido em 03/08. O entrevistado foi o Secretário Municipal de Transportes da cidade de São Paulo, Sr. Alexandre de Moraes.

Não é novidade que o transporte público em São Paulo e o trânsito como um todo é um verdadeiro inferno: desrespeito às leis de trânsito, transporte público de má qualidade e em quantidade insuficiente, péssima distribuição dos itinerários… a lista é longa. A palavra “caos” resume bem a situação aqui na cidade.

Bem é verdade que algumas coisas estão sendo feitas. O metrô está em expansão. Existe um projeto consistente de expansão dos corredores de ônibus. O rodoanel está tomando forma. Aumentaram o tempo de utilização do bilhete único. Até mesmo a idéia da ciclovia na Radial Leste e os bicicletários nas estações do metrô mostraram-se eficazes.

Mas nem tudo tem sido bem planejado. O melhor exemplo é a nova lei para o transporte privado (ônibus fretados) que foram restritos a áreas de circulação que pouco contribuem para melhoria do transporte. Um efeito colateral desta medida é aumentar ainda mais a lotação do metrô e fazer com que muitos voltem a utilizar seus automóveis, aumentando ainda mais o trânsito.

Entretanto, o secretário parece não ter conhecimento da situação real do transporte público em São Paulo. Ao afirmar que a situação do transporte público está apenas “um pouco complicada” no momento em que ele foi solicitado a responder diretamente sobre isso, ele caiu em total descrédito.

Talvez o senhor secretário aprendesse um pouco mais sobre o transporte público da cidade se ele experimentasse embarcar no metrô por volta das 07h00 ou embarcasse em um ônibus no extremo sul da cidade em direção ao centro no mesmo horário.

Aliás, os administradores públicos deveriam experimentar de vez em quando os serviços oferecidos por eles: deveriam usar o metrô, ir a um posto de saúde, embarcar em um ônibus, ir a um cartório eleitoral, ao posto da previdência social.

Quem sabe eles aprenderiam um pouco mais sobre a realidade do Brasil.

9 de agosto de 2009

Propagandas antigas – O Tio da Sukita

Vez ou outra fico no YouTube procurando vídeos interessantes. Gosto principalmente dos vídeos de propagandas antigas (década de 1980 e 1990). Em minha opinião são ótimas em criatividade, conceito e venda do produto.

Uma muito legal é aquela do “Tio da Sukita”: um homem na faixa dos quarenta anos de idade se encanta por uma garota na faixa dos dezoito e tenta se enturmar com ela agindo jovialmente. Invariavelmente ela o despacha chamando ao final de “Tio”. A propaganda em si é ótima.

O que eu não sabia é que um tempo depois a dupla que encenou a campanha da Sukita fez uma campanha para o Classe A, veículo produzido no Brasil pela Mercedes-Benz. Obviamente, tratava-se de um carro para um segmento mais adulto e de maior poder aquisitivo. E é então que o “Tio da Sukita” se vinga da garota. Genial…

Quer ver? Vá ao You Tube:

4 de agosto de 2009

Argumento brilhante

Na TV, o programa “Todo Seu” do Ronnie Von na TV Gazeta. Entre seus convidados, Heródoto Barbeiro (âncora do Jornal da CBN) disse uma frase perfeita sobre educação: “É assustador pensar que o sistema de ensino superior atualmente está se ancorando em universidades que mostram como seu principal diferencial ter uma academia de ginástica ou então ser perto do metrô”.

Perfeito… mostra claramente o quanto a educação se banalizou no Brasil. Ponto para o Heródoto. Ponto para o Ronnie.

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