13 de setembro de 2009

A Fórmula 1 também tem seus podres

Hoje teve corrida. O GP da Itália viu a Brawn brilhar e fazer uma dobradinha. Desta vez, Barrichello venceu e Button chegou em segundo. Uma estratégia muito boa que funcionou. Vitória mais do que merecida.

Agora, a notícia mesmo foi o escândalo envolvendo Renault, Flávio Briatore e Nélson Piquet Jr., também conhecido como Nelsinho. No ano passado, durante o GP de Cingapura, Nelsinho provocou uma batida que causou a entrada do Safety Car. Esta manobra favoreceu seu companheiro de equipe (Fernando Alonso) que ganhou a corrida.

Nelsinho nunca teve um bom histórico na F1. Seus resultados medíocres culminaram com sua demissão neste ano antes mesmo do final da temporada. Aí surge a denúncia, surge a confissão, surge o escândalo.

Não foi a primeira, nem a última marmelada da F1.

Seu pai, Nelson Piquet, apesar de tricampeão mundial também utilizou táticas “questionáveis”, como por exemplo usar lastro nos carros para não ter problemas de pesagem. Michael Schumacher foi campeão por 7 vezes e alguns destes títulos vieram com a providencial ajuda da equipe que favoreu o alemão prejudicando a corrida de seu companheiro de equipe (Barrichello). Senna foi campeão pela McLaren jogando seu carro para cima de Alain Prost, que no ano anterior fez a mesma coisa. Aliás, Prost em 1993 proibiu contratualmente que Senna fosse para a Williams o que permitiu a conquista de seu quarto título mundial já que na ocasião Senna estava em uma McLaren tecnicamente inferior. Aliás, a McLaren sofreu punições por espionar a Ferrari em 2007.

O que dá para concluir é que a Fórmula 1 está longe de ser um esporte de cavalheiros. Bons pilotos, boas equipes e muito dinheiro em jogo. E o dinheiro fala mais alto.

Entre um problema e outro, a única boa notícia é que finalmente Rubens Barrichello pode lutar por um título mundial em igualdade de condições sem que marmeladas favoreçam um ou outro piloto. Mas não vamos nos esquecer: o diretor da equipe é Ross Brawn. O mesmo que comandava a Ferrari na época em que Schumcher e Barrichello eram os pilotos da Ferrari.

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