18 de dezembro de 2009

A força de uma ameaça

Imagine o seguinte: você acaba de sair do seu trabalho e vai até o estacionamento pegar seu carro. O carro está lá, sem nenhum arranhão. O problema é que justamente na entrada do estacionamento há um carro parado bloqueando sua saída.

Você se pergunta o que pode ser feito… olha para os lados, procura pelo motorista descuidado, começa a articular o pedido para retirar o carro educamente, mas nada do dono aparecer.

Aí, depois de algum tempo, surge uma viatura policial. A viatura para para verificar o que está acontecendo. Você explica rapidamente e eles resolvem autuar o cidadão imprudente.

Milagrosamente surge o motorista. Estava no estabelecimento em frente a escola, numa espécie de festa, comemoração, enfim…

Os argumentos do motorista de nada adiantam. Ele é multado. O cidadão então se vira para você e solta a seguinte frase: “Obrigado, hein?”. E em seguida: “Obrigado por avisar. Mas pode deixar, você não perde por esperar…”

Bom, isto aconteceu comigo hoje… e agora fico me perguntando o que não vou perder por esperar…

Complicado isso… você tenta seguir as regras da sociedade e aí alguém que se julga melhor do que você e acima das leis resolve ameaçá-lo. O problema não está na ameaça em si, mas no que está por vir: o desconhecido. Você não sabe se ele vai puxar um pedaço de pau ou uma arma. Não sabe se ele jogará uma pedra ou mandará alguns amigos para te dar uma surra.

Sou grande e acho que me garanto numa briga. Mas em igualdade de condições. Contra uma arma ou então contra um grupo de pessoas, fica um pouco mais difícil. Medo? Não… não se trata disso. Mas é que ao pensar bem, concluo que tenho muito mais a perder do que o cara…

E aí você percebe o quão forte pode ser a ameaça vinda de uma pessoa que você nunca viu em sua vida…

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