19 de abril de 2010

Empresas auto-destrutivas

Quem trabalha com administração, convive em um ambiente corporativo ou assiste ao Fantástico no Domingo já deve ter ouvido falar em Max Gehringer.

De modo gera, Max é um consultor de carreiras que analisa o mundo corporativo de maneira crítica, mas com muito bom humor. Podemos ouvi-lo diariamente na rádio CBN que exibe um comentário sempre às 08h00.

Antes disso ele foi executivo de grandes empresas chegando até a presidência de multi-nacionais como a Elma Chips. Considerado como um dos melhores executivos do mundo, no auge da carreira ele simplesmente jogou tudo para o alto e decidiu ser comentarista e escritor.

Devo confessar que sou grande fã de sua filosofia de trabalho e de vida. Acho sensacional o fato dele trocar fama e fortuna por uma carreira incerta como escritor. Seus livros e suas palestras são super concorridas e o que era uma carreira incerta, tornou-se certamente (com o perdão do trocadilho) uma escolha acertada.

Em seus inúmeros comentários, um deles é muito interessante.

A seguir, a transcrição do comentário:

Existem empresas que são autodestrutivas, ou seja, elas trabalham para diminuir e não para crescer. É claro que naquele quadrinho que tem "A nossa missão", não está escrito: "Nosso objetivo é ser a empresa que mais encolhe no Brasil". Pelo contrário, sempre está escrito que ela vai ser a maior, a melhor, a mais rápida e a mais eficiente. Só que, na prática, as ações não condizem com as palavras.

Existem 10 sintomas de que uma empresa possa estar se autodestruindo:

  1. Primeiro: uma dificuldade muito grande para implantar idéias novas.
  2. Segundo: muito trabalho que é feito, tem que ser refeito, porque, no fim, se descobre que não era bem aquilo.
  3. Terceiro: muitos documentos são produzidos sem uma clara finalidade. São memorandos, emails, relatórios e cópias de relatórios, que vão para o arquivo ou para o lixo, sem ninguém ler.
  4. Quarto: existe uma grande dificuldade para achar alguém que realmente possa tomar uma decisão. Um sempre manda falar com o outro.
  5. Quinto: projetos raramente são implantados na data prevista. E não raramente são adiados para uma data indefinida, mas nunca muito próxima.
  6. Sexto: os funcionários têm dificuldade para conseguir conversar com os superiores, que estão sempre muito ocupados e não podem atender naquele momento.
  7. Sétimo: a comunicação é falha. Os funcionários não são informados das coisas, eles descobrem as coisas.
  8. Oitavo: a inconsistência é a regra. O mesmo problema é tratado de um jeito hoje e de outro jeito amanhã.
  9. Nono: exemplos de coisas positivas que acontecem fora da empresa são sempre citadas de modo negativo. Por exemplo, um concorrente lança um novo produto e a empresa se preocupa mais em achar os defeitos dele, do que tentar enxergar as suas possíveis qualidades.
  10. Décimo: o clima é pesado. Em empresas assim, os funcionários passam o dia inteiro sentindo uma espécie de desconforto, que ninguém consegue explicar direito.

A explicação é que a empresa está, lentamente, se autodestruindo.

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