7 de setembro de 2010

Eleições 2010

Após a Copa do Mundo o Brasil lembrou que neste ano deverá eleger um novo presidente, um novo governador, renovar 2/3 do Senado (em São Paulo) e ainda escolher um deputado estadual e outro federal. Isto sem colocar na conta os vices e suplentes.

Não sei quanto aos outros, mas eu fico preocupado nesta época. Eu tento escolher meus candidatos com base nas minhas opiniões políticas e nos respectivos projetos de governo, bem como suas principais “bandeiras” (no caso dos deputados e senadores).

Esta semana fiquei assustado com o comentário de um professor: “Eu vou votar em quem defende minha categoria! Eu sou PT de ponta a ponta”. Isso é preocupante. O tal professor deixa claro com essa opinião que desde que ele tenha aumento salarial, ele não está nem aí se a saúde, se a economia, se a educação vão bem.

Mas a dura verdade é que o brasileiro pensa e vota assim: com o umbigo. A escolha do candidato recairá naquele que lhe deu mais vantagens e concessões. E neste caso… para as classe C, D e E (a maioria) não há dúvidas: o candidato é o Lula… ops… a Dilma.

Nunca fui a favor do governo Lula e também não acredito na proposta política do PT. Um partido que criou um “projeto de poder”, um meio para governar e adotar a política do “se você é meu amigo, então você é do meu governo”. Me preocupa ver que uma mulher que veio do lugar nenhum, que quando estudante adotava práticas de guerrilha e de terror para manifestar (ou melhor, impor) suas opiniões políticas, agindo como uma democrata, a mãe dos pobres (Lula é o pai). O Lula construiu uma candidata sem experiência política, sem conhecimento do Brasil que precisa, apenas para manter toda a estrutura do PT no governo.

Infelizmente, isto está dando certo. É praticamente certo que Dilma vença Serra ainda no primeiro turno e com uma vantagem esmagadora.

Não entendo porque o PSDB não colocou o Aécio na disputa. Em minha visão, uma chapa forte seria Aécio como presidente, Jereissati como vice e em São Paulo, o Serra canditato a reeleição e Alckmin para o Senado. Não sei se ganharia, a presidência, mas teria muito mais chances contra a máquina do PT.

O governo brasileiro virou o governo dos amigos. O cabidão… o amigos do partido tem lugar e vez… o PMDB, que nunca perde uma chance de ser governo, está lá. O mesmo que criticou duramente o PT em outras ocasiões. O mesmo que tinha uma visão política diametralmente oposta do PT.

A política no Brasil virou uma tragédia. Não virou piada porque desta ainda podemos rir e nos divertir. E não será nada divertido ver o país afundar lenta e vagarosamente só para que um partido político possa se vangloriar de estar no poder.

Ainda assim, tenho minhas crenças e opiniões. Por isso mesmo, votarei conforme minhas convicções e no que acho melhor para o Brasil e não apenas para minha categoria trabalhista. Não posso votar sem esquecer do vexame dado pelo Mercadante recuando em sua decisão de renúncia ao posto de líder do governo no senado. Não posso votar só porque ele prometeu aumentar salário de professor ou porque ele irá terminar a progressão continuada. Não posso votar em um partido que acredita que a educação é um negócio de milhões e que deve ser incentivado para que mais e mais o Prouni possa dar bolsas.

Não posso votar em uma mulher que agiu como terrorista e que planejava assaltos a banco para financiar a atividade política de seu grupo na juventude. Não posso votar em uma mulher que veio do nada e que não tem nenhuma experiência política ou administrativa. Não posso votar numa mulher que tem uma “eminência parda”. Não posso votar no retrocesso. Não posso votar no sucateamento do ensino superior. Não posso votar na continuidade das bolsas assistências que em sua maioria apenas estimulam a ociosidade e não insere o povo no mercado de trabalho gerando produção. Apenas distribui renda sem nenhuma criação de força produtiva.

Contra tudo isso, meu voto vai para o PSDB. E se o candidato é o José Serra, meu voto é do José Serra. Meu candidato a governador é o Geraldo Alckmin e no senado, Aloysio Nunes Ferreira (não tenho um segundo candidato), Quanto aos Deputados, ainda estou me decidindo.

Uma coisa é certa: não vou votar em quem me promete apenas aumento de salário. Vou votar em quem se propõe a fazer um Brasil melhor em todos os aspectos.

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