31 de outubro de 2010

A eleição de Dilma Rousseff

O Brasil já conhece seu novo presidente. Com praticamente 56% dos votos, a canditada Dilma Rousseff foi eleita presidente. Estranho que até agora não vi nenhum pronunciamento do José Serra.

O PT desta forma consegue realizar aquilo que pretendia com a eleição do Lula, mas não conseguiu… conquistar o poder. Sim, porque em algum momento, o Lula se tornou maior que o PT. Ao partido, restou seguir sob a sombra do fenômeno Lula.

Parece que ninguém se deu conta que Lula só fez um bom governo porque anteriormente a administração de Fernando Henrique Cardoso colocou o país nos eixos. Enquanto o governo trabalhava, o PT apenas fazia oposição. Hoje deu uma prova disso durante o programa da TV Bandeirantes: um de seus integrantes disse que oposição é oposição e que tem sempre que votar contra, seja o que for e que não existe esta postura de votar pelo melhor do país. Tem que votar por orientação partidária. Um absurdo…

Como o próprio ex-presidente FHC disse:

“O presidente Lula passa por momentos de euforia que o levam a inventar inimigos e enunciar inverdades. Para ganhar sua guerra imaginária, distorce o ocorrido no governo do antecessor, autoglorifica-se na comparação e sugere que se a oposição ganhar será o caos. Por trás dessas bravatas está o personalismo e o fantasma da intolerância: só eu e os meus somos capazes de tanta glória”.

Lula e o PT distorceram a política e os fatos. Tudo por um projeto de poder. Usando as palavras do José Aníbal, “Lula colheu aquilo que o FHC plantou”. E isto é um fato incontestável.

Mas, eleição se ganha com marketing e não somente com consiência política. Em um país onde se fomenta o descaso pela educação, a estratégia foi investir no assistencialismo e na política de bravatas. E na imagem do Lula. Após a vitória, o constrangimento óbvio: as pessoas gritam “Lula!” e não “Dilma!”.

Mas agora, o Brasil escolheu e como o William Bonner disse em seu Twitter:

“De agora em diante, a democracia pede que os cidadãos vejam Dilma Roussef respeitosamente como presidente eleita. Não mais como candidata”

E eu respondo a isso com uma pergunta: Ok… mas será que podemos pedir a presidente Dilma que veja a oposição respeitosamente e que respeite a diversidade de idéias?

Não sei o que esperar deste governo. Não acho que este governo me represente. Mas é um governo que sou obrigado a aceitar. E veja o que nos espera…

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Até em seu discurso da vitória ela não teve personalidade. Usou um jargão adaptado do presidente Obama: “Sim… a mulher pode” (em alusão ao famoso “Yes… we can”).

Em seu discurso, destaco três promessas:

  • Liberdade de imprensa
  • Liberdade de religião e culto
  • Proteção dos direitos constitucionais

Curioso… ela fala em liberdade de imprensa, mas tem como grande aliado uma pessoa que censurou um dos maiores jornais do país para que suas falcatruas não fossem investigadas.

Curioso… ela fala de liberdade de religião e culto e passou a utilizar a palavra “Deus” deliberadamente, apenas para garantir proximidade com os segmentos evangélicos.

Curioso… ela fala de proteger os direitos constitucionais, mas não admite que a mesma constituição seja aplicada em seus projetos de poder.

Que mais posso dizer?

Quanto ao Serra e o PSDB… espero que mantenham suas posições políticas. Continuarei a votar e acreditar em suas idéias.

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O Brasil perdeu hoje… e muito. Mas a democracia tem que ser respeitada. E teremos quatro anos para nos lembra que a democracia tem que ser usada com muito… muito cuidado.

29 de outubro de 2010

Efeitos estranhos da insônia…

Às vezes, eu me sinto assim…

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Os melhores conselhos a se receber

Bom, não é necessariamente um post com idéias sobre auto-ajuda. É que lendo uma revista antiga (Época de 19/10/2009) encontrei um artigo intitulado “O melhor conselho que recebi”. Ali várias personalidades citaram conselhos que receberam ao longo da vida.

Pelo sim, pelo não… aí vão eles:

  • Pare e respire
  • Nada acontece se a gente não se esforçar, não trabalhar, não tiver um planejamento
  • Cumpra metas traçadas com disciplina e constância
  • Nunca se explique, pois para seus amigos não é preciso se explicar e para seus inimigos é inútil se explicar.
  • Cuide mais das qualidades
  • O estudo traz uma releitura da vida
  • Pense em como ajudar as crianças
  • Na vida, às vezes o ótimo é inimigo do bom
  • A magia está nas coisas mais simples da vida
  • Seja político
  • Nunca tenha medo ou timidez de falar com quem quer que seja. Lembre-se de que somos todos iguais
  • Sucesso ou fracasso não são para sempre
  • Só você pode se derrotar
  • A pior coisa a fazer é deixar de ser o que somos para ser algo para as pessoas que amamos só para não desapontá-las
  • Celebre sua comunhão com o mundo
  • Mostre suas glórias com simplicidade e humildade
  • Deixe de lado a opinião dos outros… eles vão falar bem de você um dia e mal no outro
  • Não se preocupe com a dor da pena, pois o tempo dá conta dela
  • Invista no seu potencial
  • Decisões só de cabeça fria… nunca decida nada no calor das emoções
  • Planeje sua vida

Concordo com algumas, discordo de outras… mas confesso que não tenho pique para comentar cada uma delas… de qualquer fora, eu tenho minha receitinha de bolo também:

  1. Planejar é só metade do trabalho… depois do planejamento vem a execução. Não adianta nada ter um grande plano de vida se ele não é posto em prática
  2. Pense no dinheiro como um caminho para pagar as contas e não como o seu único objetivo de vida
  3. Guarde um pouco daquilo que ganha. Você nunca sabe o dia de amanhã
  4. Se em uma conversa só você tem uma opinião diferente do outros, guarde-a para você. É mais fácil deixar que o tempo mostre quem está ou não com a razão do que criar uma discussão que não levará a nada
  5. Ao fazer algo, tenha consciência se aquele ato causará algo de ruim para as pessoas que ama. Em caso positivo, não faça…
  6. Vale a máxima: “Se conselho fosse bom…”

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28 de outubro de 2010

Mais uma boa do passado…

Achei mais uma revista antiga… uma Veja de 2005. A capa por si só, é bem explicativa…

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Pelo que li, a Veja foi inclusive processada pelo PT sob a alegação de que o conteúdo era ofensivo. Será mesmo? Vejamos o que diz parte do artigo:

O grande salto para trás

Depois de tentar oficializar a cultura e coibir a liberdade de imprensa, o governo investe no aparelhamento das agências reguladoras e anuncia uma reforma universitária que agride o bom senso, a economia de mercado e o mérito acadêmico

O presidente Lula fará um favor a seu governo e um bem ao país se der ao projeto de reforma universitária produzido pelo MEC o mesmo destino que deu ao texto original de criação na Agência Nacional do Cinema e do Audiovisual: a lata do lixo.

(…) A peça constitui talvez o mais frontal ataque à sociedade aberta já tentado por um órgão de governo no Brasil. O documento combina agressões ao bom senso, ao mérito acadêmico, à economia de mercado e à ordem jurídica, com um desprezo solene pela busca do conhecimento e da propriedade privada.

“O conceito de meritocraciam, base da produção acadêmica, é massacrado pela proposta petista de reforma”, diz Claudio de Moura Castro, especialista em educação superior.

Bastaria isso para que o projeto fosse rapidamente esquecido. (…)

O texto segue falando sobre os desmandos da administração pública do PT e sua tentativa de controlar as agências reguladoras de acordo com suas diretrizes. Fala ainda das cotas raciais, fim dos incentivos para pesquisas (por conta da extinção das fundações de fomento do setor privado)… enfim, uma proposta de reforma que acaba com a mais sagrada conquista acadêmica: o mérito acadêmico.

Seria mais inteligente e produtivo para o Brasil tratar da universalização da educação básica, torná-la melhor. O Prouni trouxe a vaga, mas não pagou pelos livros, transporte, alimentação e moradia dos alunos. Uma alteração deficiente que a médio prazo mostrará o quão deficiente serão os profissionais despreparados que entraram na universidade tão somente porque o governo deu uma “mãozinha”.

Mas um Brasil melhor não é o que o governo do PT quer… o PT quer governar pelo poder, pela teimosia de impor suas idéias e seus ideais, sem direito a discussão. Durante o governo militar, vivemos uma ditadura de direita. Aí, durante uns vintes anos, entre erros e acertos, vivemos em um estado democrático.

E ao que parece, agora caminhamos para uma ditadura de esquerda. Uma ditadura sem armas, é verdade. Mas de que adianta ter um governo que se diz do povo, não governar para o povo e sim para o partido?

Informática do passado…

Vejamos… até a trilha sonora é apropriada para o post (Huey Lewis ans The News – Power of Love – Back of the future)

Comecei pelas caixas de revistas que tenho aqui guardadas… sou (ou em alguns casos, fui) leitor de várias revistas: Veja, Época, Istoé, Superinteressante, Informática Exame (que hoje é conhecida apenas como “Info”), Chico Bento, etc…

Em uma das caixas, vários exemplares da Informática Exame. Anos de 1997 até 1999. É uma viagem e tanto no tempo.

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E é uma viagem divertida também… alguém teria coragem de pagar R$ 3500 em um computador com um processador Pentium MMX com 32 MB de RAM, HD de 2.1 GB (isso mesmo, dois ponto um), modem de 33,6 kbps (sim… para internet discada!) e monitor CRT de 15”? Pois saiba que esta configuração era o “estado da arte” dos computadores vendidos pela Itautec na época…

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O que dizer dos notebooks então? Um bem simples custava uma verdadeira fortuna… sem contar que a configuração era pelos uns 70% de potência comparado com os desktops da época.

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E se hoje babamos no Windows 7 e toda sua tecnologia, a versão da época era o Windows 98 e sua badalada interação com a Internet (isto é, trazia o navegador embutido).

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E que tal comprar uma câmera digital? Elas já existiam na época… só que a qualidade… bom, até as fotos que eu tiro no meu celular são melhores. E as máquinas custavam verdadeiras fortunas com uma capacidade de armazenamento mínima (em torno de 20 fotos). Megapixels? Esqueça… a melhor resolução chegava a 786432 pixels. Isto dá em torno de 0,8 Megapixel.

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A internet já existia naquela época e – dentro das limitações da tecnologia vigente – era bem interessante e rica em conteúdo. Hoje, usamos o Google para pesquisa. Em 1997, o site referência em pesquisa atendia pelo nome de Altavista. E tinha até propaganda de página inteira na revista.

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E já que o assunto é internet, como era o acesso? Eu lembro que a primeira vez que acessei a Internet aqui de casa foi por meio de um BBS (um intermediário entre a internet e o provedor que conhecemos hoje. Na época, conectávamos a um serviço BBS e só então navegávamos pela Internet). Mas o Brasil estava muito atrasado em relação às tecnologias…  e ainda discutia o sexo dos anjos definindo se utilizaria o ISDN ou o ADSL (que hoje é oferecido pelo serviço Speedy da telefônica)

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E encerrando minha visita pelas páginas destas antigas revistas, um artigo sobre celulares digitais. Na foto, a ilustração de um Motorola Startac (sonho de consumos dos usuários de celulares).

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Honestamente, não vejo motivo para manter estas revistas. Artigos tecnologicamente defasados, conteúdo obsoleto e não tenho a intenção de ser um colecionador. Também não acredito que algum colecionador se interesse. Portanto, irão para a fragmentadora para se tornar no futuro, papel reciclado.

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Agora, de volta à arrumação e a insônia…

Arrumando as coisas…

Sim… a insônia anda implacável. Esta é mais uma noite que ando para lá e para cá como um zumbi.

Já que não consigo dormir e também inspiração para escrever tem limites, resolvi terminar a arrumação do meu quarto. Diga-se de passagem… estava uma zona.

Tem dias que meu quarto parece quarto de um ginasial. Roupas pra um lado, livros em outros e coitadinha da gatinha que tem que ficar caçando um canto para dormir.

Culpa em parte da minha mania de guardar papéis e cacarecos. Na categoria papéis, por exemplo, eu tenho uma caixa só com recibos de aluguel da época que morei em Campinas. E olha que eu voltei para São Paulo em 2001. Meus livros de cursinho da década de 90 também estão por aqui. Já na categoria cacarecos tem um monte de equipamento de informática sem condições de funcionamento… teclados… mouses… placas… drives. Tudo obsoleto e sem condições de uso. Mas está aqui.

E as coisas estão se acumulando…

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A noiva já intimou que quando casarmos não será desta forma, portanto terei que me livrar de muita coisa antes de me mudar.

Repaginando…

Este post foi censurado devido ao fato de que as críticas ainda não são bem toleradas.

27 de outubro de 2010

Morre Paul, o polvo

Em julho, durante a Copa do Mundo, eu escrevi sobre o simpático polvo que previa os resultados dos jogos da copa com uma alta taxa de sucesso. Na verdade, 100% de sucesso…

E hoje enquanto jantava, a notícia… Paul morreu de causas naturais. Enquanto dormia…

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26 de outubro de 2010

Insônia

Não será a primeira e nem a última vez que falo sobre insônia. E também não é inédito o fato de eu – estando com insônia – resolver escrever para ver se o sono vem.

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Já não me lembro desde quando sofro com a falta de sono. Nos tempos de Campinas eu tinha dias ruins e ficava noites em claro. Depois de um tempo, tornou-se normal não dormir quando tinha um dia ruim.

Entretanto hoje não foi um dia ruim. Para ser honesto, foi um dia sem nenhum sobressalto. Nada demais. Fiquei em casa a maior parte do tempo arrumando algumas coisas. Falei com minha noiva algumas vezes, fui ao varejão comprar tomate e alface, enfim… nada que justifique a ausência de sono.

Mas já são 05h00… e nada do sono vir.

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E para ajudar, tenho prova hoje na faculdade…

25 de outubro de 2010

Os gatos da casa…

Finalmente, depois de quatro anos eu consegui tirar uma foto deste gato caipira. É o Bóris:

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Acho que ele estava feliz porque tinha acabado de devorar um bifão…

Gatos são bichos divertidos. Por quase vinte anos convivi com o Piolim – um sagrado da Birmânia – que me acompanhou por boa parte da vida. Ganhei-o ainda quando era criança e o perdi quando eu já era homem feito.

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Com a morte do Piolim eu realmente havia desistido de animais de estimação. Dói pra caramba quando eles partem. Mas aí, eis que veio o Bóris… e a Borrão… a gatinha mais fofa e branquinha que já vi:

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Sim… eu acho bacana tirar foto dos bichos dormindo… ainda pego o Bóris dormindo…

Fontes de alimentação com medo de escuro

Recentemente peguei uma manutenção de computador para levantar um dinheiro extra. O serviço consistia basicamente em desmontar o equipamento, realizar a limpeza dos componentes e reinstalar os programas.

A curiosidade ficou por conta da fonte de alimentação. A ventoinha estava travada por conta do excesso de poeira. Tive que desmontar a fonte para limpá-la

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A surpresa ficou para depois que liguei a fonte no computador. Ela tem uma luz neon internamente. Claro que em gabinetes personalizados com tampa acrílica é possível ver o interior do computador e aí o neon faria sentido.

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Agora, cá entre nós… quem tem tempo de ficar vendo o neon da fonte de alimentação enquanto utiliza o computador?

Eu blogo, tu blogas, todos blogam…

Este post foi censurado devido ao fato de que as críticas ainda não são bem toleradas.

Trinta anos do “Menino Maluquinho”

Nem sempre valorizamos nossa cultura nacional. Esquecemos que nossa cultura é rica e nossos artistas são extremamente talentosos e criativos. Um deles é Ziraldo.

Ziraldo é um cartunista que retrata a cultura nacional com seu traço forte. Seus personagens fizeram muito sucesso. Um deles é o “Menino maluquinho”. Que até filme virou.

E hoje eu fiquei surpreso em ver que o Google, em uma homenagem muito simpática, lembrou da data em sua página principal.

Muito legal…

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24 de outubro de 2010

A candidata inventada e o governo fantoche

A eleição está chegando ao fim. Ao que parece, dona Dilma irá faturar o segundo turno com margem relativamente confortável.

É uma pena…

Uma pena porque quem ganha não é o Brasil. E também não é o Serra (ou o PSDB) quem perderá. O Brasil está elegendo uma pessoa de passado duvidoso. Um produto criado pelo marketing político. Há uns dois, três anos atrás, o Lula era quem estava colocando o país nos eixos. Agora, foi o governo do Lula e da Dilma quem fez tudo.

O Lula inventou a Dilma… o PT aceitou a invenção pois assim os medalhões do partido poderão apitar alguma coisa. José Dirceu, Genoíno, Pallocci, Zé Cardoso e outros poderão pegar o seu quinhão de governo graças a vitória da Dilma.

O que ela fez? Ela defendeu o que? Há 20 anos atrás eu lia sobre o Serra e suas realizações (algumas boas, outras ruins, mas o fato é que ele existia). A Dilma só passou a existir quando o Lula deu sua benção para isso… passou por cima de tudo e todos (inclusive de aliados como o Ciro Gomes que ingenuamente acreditou que teria o apoio do Lula para ser seu sucessor)

Não posso aceitar um governo que não aceita a democracia nem a diversidade de opiniões. Não posso aceitar um governo que utiliza um cabide de empregos. Não aceito um governo que dá as costas para denúncias de corrupção. Não aceito uma candidata que não tem projeto, não tem postura, não tem história… não dá para aceitar isso…

Mas a maioria dos brasileiros irá aceitar. Preferem um governo que subsidia a pobreza a um governo que prega o crescimento sustentável.

Pense na Dilma sem o Lula… ela existia? Como bem falaram, a Dilma só foi a escolhida porque os medalhões do PT de alguma forma estavam ligados à denúncias ou problemas de popularidade. Restou ela…

Mas o Brasil sobreviveu a Lula… provavelmente sobreviverá a Dilma. Parafraseando um ex-colega de faculdade: apesar de Dilma Roussef e Lula, amanhã há de ser outro dia.

21 de outubro de 2010

De volta aos 15 anos de idade

Estou curtindo meu período de férias do trabalho. Quinze dias de descanso e sem amolações. Já que estou aproveitando as férias, falarei um pouco sobre diversão…

Tenho que confessar que sou fã de alguns jogos de computador. Sim City, Civilization, Ragnarok são especiais para mim. Agora, se o papo for Fallout ou Fórmula 1 então eu volto a ser um garoto de 15 anos de idade.

Fallout: um pouco de história

Conheci o Fallout em 1996 quando ainda estudava medicina na Unicamp. Tratava-se de um jogo em RPG ambientado em um futuro pós-apocalíptico destruído por uma guerra nuclear global onde você assumia a personalidade de um morador de um Vault (o famoso e mitológico Vault 13). Na história (se quiser, clique aqui e veja a introdução do jogo), os Vaults são habitações subterrâneas criadas antes do conflito nuclear para salva as pessoas. Estes Vaults foram lacrados e durante algumas gerações, a humanidade viveria lá até que o planeta se recuperasse do desastre nuclear.

Seu personagem nasceu no Vault e todos seguiam sua vida pacata até que um dia… puff… o chip do computador responsável pela purificação da água utilizada pelo Vault pifou e não existia uma peça de reposição. E a coisa era muito simples e objetiva: sem água… sem Vault.

Você fica sabendo disto quando o supervisor do Vault lhe chama para pedir sua ajuda. Você deveria sair da segurança e tranquilidade do Vault 13 e ir até o Vault mais próximo (o Vault 15) buscar ajuda ou um chip para substituição. Neste link você pode ver no YouTube o xaveco que o supervisor joga em você para sair do Vault.

Armado com uma pistola e uma faca você sai do Vault e descobre que o mundo não acabou totalmente. Sobreviventes de vários lugares recomeçaram suas vidas e você descobre um novo mundo. Ao longo do jogo você descobre que além de encontrar o chip, deverá lutar contra mutantes e facções religiosas e contará com a ajuda de diversos aliados.

O grande barato do jogo é que você pode escolher seu perfil… você poderá ser um herói ou então um vilão. Tudo depende do seu “role playing”. Desta forma, o jogo pode tomar diversos caminhos diferentes e um final não é necessariamente igual ao outro.

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Quando joguei pela primeira vez eu fiquei no computador por 41 horas ininterruptas… um absurdo! Depois de uma semana eu terminei o jogo e em seguida eu recomecei (desta vez com um personagem malvado…).

No final do mesmo ano eu e meu amigo Gustavo Kawanami compramos o Fallout 2 e vimos o trailer (que na época era de cair o queixo). Ficamos horas e horas neste segundo episódio. Desta vez, a história se passa 80 anos após os eventos originais e você é um descendente do famoso “Vault Dweller” (em uma tradução livre é “Aquele que habita o Vault”) e mora em uma aldeia fundada pelo nosso herói.

O perigo agora consiste na escassez de recursos da aldeia… a caça está diminuindo, a água está acabando e o gado (os “bhramin” são vacas de duas cabeças) está morrendo. Seu trabalho é localizar o lendário G.E.C.K. (Garden of Eden Creation Kit) que é um dispositivo que permitirá a criação de uma cidade auto-suficiente. A única informação de que você dispõe provém de um mercador chamado Vic… e para sua sorte, ele está desaparecido. Neste link, você vê o vídeo onde a líder da aldeia lhe conta sobre isso.

O mundo agora começa a ter uma nova ordem social e política. Humanos, mutantes e ghouls tentam conviver e sobreviver em um mundo repleto de perigos. E ao longo do jogo você descobre que existem conflitos políticos e comerciais que deverão ser resolvidos com muita conversa ou com muita pancada.

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Pelas telas você pode perceber que a jogabilidade é muito similar nos dois episódios. É claro que ao final do jogo fiquei ansioso por um Fallout 3. Jogo este que demorou mais de dez anos para sair.

A franquia Fallout ficou muitos anos sem uma sequência digna porque a sua produtora (Interplay) faliu. E só depois que a Bethesda comprou os direitos da franquia é que o Fallout 3 foi produzido e lançado.

Eu fiquei babando atrás do Fallout 3 e na ocasião do seu lançamento (2008), meu computador não atendia os pré-requisitos necessários (pedia-se um computador com processador de 2,0 GHz e 1 GB de memória) então a solução foi convencer meu cunhado a comprar o jogo para Playstation 3 (fiz uma campanha de marketing enorme). É claro que era praticamente outro jogo, mas com a mesma filosofia e mesma ambientação. Só depois de um ano é que troquei o computador e consegui o Fallout 3 para PC.

Nesta versão você pensa ter nascido em um Vault (Vault 101) e é filho do médico do Vault. O jogo tem início na ocasião do seu nascimento, passando por alguns episódios da sua infância e adolescência (quando você aprender a andar, a festa de aniversário onde você ganha o seu próprio PipBoy, o exame de aptidão) até que um dia, já adulto, você é subitamente acordado com a notícia de que seu pai fugira do Vault para não ser morto e que agora o supervisor do Vault está atrás de você para matá-lo.

E você nem ao menos sabe o porquê.

Assim, você deve abandonar o Vault 101 e sair por toda Wasteland a procura de seu pai. E nessa procura, muita coisa vai acontecer.

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Para ser honesto, ainda não terminei o Fallout 3 (estou explorando todo o mapa… e isso demora muito). Eu já terminei as missões principais e boa parte do jogo está resolvida.

E por que estou parecendo uma criança de 15 anos? Simples… ontem foi lançado o novo episódio de Fallout… New Vegas. E eu estou doido pra jogar…

3 de outubro de 2010

Eleições…

Democracia é algo difícil de se conquistar. Mas também é difícil de se compreender. A mesma democracia que garante a qualquer pessoa o direito de votar e ser votado (desde que ela se candidate) permite que surjam candidatos como Tiririca, Netinho, Simony, Moacyr Franco, os irmãos do KLB, Bambam do Big Brother e mulheres-frutas (pera, melancia entre outras).

É um fato que a vida política exige um mínimo de preparo. Talvez eles sejam muito bons em suas áreas de atuação. Mas o que o Tiririca sabe sobre o Brasil? O que os irmão do KLB fariam como parlamentares? O que a mulheres frutas têm a oferecer para o Brasil?

É duro conviver com isso e na minha opinião um desperdício do direto de votar. Mas, a democracia permite isto.

Quanto aos resultados, algumas surpresas. Felizmente a eleição presidencial não será definida em primeiro turno. Ainda acredito que o Serra tem muito o que dizer na campanha e seria de uma arrogância insuportável a vitória petista ainda no primeiro turno.

A eleição do governo de São Paulo também pode ir para o segundo turno. Confesso que baseados nas pesquisas, mudei meu voto. Estava pronpenso a votar no Skaf ou até mesmo no Feldman. Mas temi um segundo turno e resolvi votar diretamente no Geraldo. Afinal, meu voto seria dele de qualquer forma no segundo turno.

No senado, o Aloysio Nunes surgiu como vencedor da eleição. Isto tira da disputa Netinho ou Marta. Entre os dois, o menos pior é a Marta… O Netinho foi o pior vereador e o mais faltoso. É um absurdo que ele seja um senador ou ocupe qualquer cargo público.

Para deputado federal é impressionante o que São Paulo está fazendo ao disperdiçar o voto com um humorista semi-alfabetizado que usou como mote de campanha sua completa ignorância e descaso com a política.

Pelo menos o brasileiro terá quatro anos para se arrepender da bobagem que está fazendo hoje.

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