28 de outubro de 2010

Informática do passado…

Vejamos… até a trilha sonora é apropriada para o post (Huey Lewis ans The News – Power of Love – Back of the future)

Comecei pelas caixas de revistas que tenho aqui guardadas… sou (ou em alguns casos, fui) leitor de várias revistas: Veja, Época, Istoé, Superinteressante, Informática Exame (que hoje é conhecida apenas como “Info”), Chico Bento, etc…

Em uma das caixas, vários exemplares da Informática Exame. Anos de 1997 até 1999. É uma viagem e tanto no tempo.

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E é uma viagem divertida também… alguém teria coragem de pagar R$ 3500 em um computador com um processador Pentium MMX com 32 MB de RAM, HD de 2.1 GB (isso mesmo, dois ponto um), modem de 33,6 kbps (sim… para internet discada!) e monitor CRT de 15”? Pois saiba que esta configuração era o “estado da arte” dos computadores vendidos pela Itautec na época…

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O que dizer dos notebooks então? Um bem simples custava uma verdadeira fortuna… sem contar que a configuração era pelos uns 70% de potência comparado com os desktops da época.

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E se hoje babamos no Windows 7 e toda sua tecnologia, a versão da época era o Windows 98 e sua badalada interação com a Internet (isto é, trazia o navegador embutido).

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E que tal comprar uma câmera digital? Elas já existiam na época… só que a qualidade… bom, até as fotos que eu tiro no meu celular são melhores. E as máquinas custavam verdadeiras fortunas com uma capacidade de armazenamento mínima (em torno de 20 fotos). Megapixels? Esqueça… a melhor resolução chegava a 786432 pixels. Isto dá em torno de 0,8 Megapixel.

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A internet já existia naquela época e – dentro das limitações da tecnologia vigente – era bem interessante e rica em conteúdo. Hoje, usamos o Google para pesquisa. Em 1997, o site referência em pesquisa atendia pelo nome de Altavista. E tinha até propaganda de página inteira na revista.

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E já que o assunto é internet, como era o acesso? Eu lembro que a primeira vez que acessei a Internet aqui de casa foi por meio de um BBS (um intermediário entre a internet e o provedor que conhecemos hoje. Na época, conectávamos a um serviço BBS e só então navegávamos pela Internet). Mas o Brasil estava muito atrasado em relação às tecnologias…  e ainda discutia o sexo dos anjos definindo se utilizaria o ISDN ou o ADSL (que hoje é oferecido pelo serviço Speedy da telefônica)

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E encerrando minha visita pelas páginas destas antigas revistas, um artigo sobre celulares digitais. Na foto, a ilustração de um Motorola Startac (sonho de consumos dos usuários de celulares).

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Honestamente, não vejo motivo para manter estas revistas. Artigos tecnologicamente defasados, conteúdo obsoleto e não tenho a intenção de ser um colecionador. Também não acredito que algum colecionador se interesse. Portanto, irão para a fragmentadora para se tornar no futuro, papel reciclado.

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Agora, de volta à arrumação e a insônia…

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