25 de novembro de 2010

O Estado Paralelo no Rio de Janeiro

Acompanhei durante o dia com apreensão a crise do Rio de Janeiro. Está a existência de um estado paralelo e que as medidas para conter o crime organizado não são suficientes.

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O que vi foi um estado permante de guerra urbana: veículos incendiados, arrastões, atos criminosos… o estado se desintegrou a ponto de recorrer à União.

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Veículos blindados da marinha foram utilizados para o transporte de policiais. Cercaram todo um complexo de favelas e sitiaram bandidos e cidadãos.

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No morro, os criminosos preparavam-se para o combate. fortificando suas posições. Subindo o morro. Caramba… nunca vi algo parecido.

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Ao final do dia, a polícia tomou o morro. Mas os bandidos fugiram para as proximidades. O estado paralelo continua. Enquanto o estado não atuar fortemente na educação e geração de trabalho de verdade, assistirei por mais dias o que aconteceu por lá hoje…

24 de novembro de 2010

Sensei Douglas

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Sensei Douglas Diana (1946 – 2008)

Aprendi karatê com este homem. Estilo Goju-Ryu. Levei muitas broncas dele. Lembro que seu primeiro comentário a meu respeito em um treino foi “Você tem boa elasticidade”.

Lembro que ele me chamava de “Miúdo” porque eu aos 15 anos de idade tinha 1,83 m e era bem maior que os demais alunos. Lembro que as vezes ele ficava extremamente mau-humorado durante treinamentos. Lembro que em treinamentos puxados ele fazia com que suássemos (e muito) o kimono.

Lembro quando eu pedia oportunidades para fazer katas mais avançados… às vezes ele deixava, outras não. Me ensinou a ser forte. Em alguns treinos ele brincava muito conosco. Uma pessoa boa e de caráter.

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Treinei com ele até 1993. Quando então abandonei os treinos por conta da faculdade em Campinas. Eu deveria ter continuado de alguma forma, mas não o fiz. E também não me justifiquei.

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E hoje, navegando pela internet, descubro que o meu sensei já era um venerável Shihan. Descubro também que ele faleceu em 17/08/2008.

E percebi o quão tolo fui de ter abandonado meu karatê. Fica aqui minha homenagem (ainda que tardia) de respeito e admiração por um homem que me ensinou muita coisa.

Two and a half men – Season 08, Episódio 10

O episódio “Ow, Ow, Don’t Stop” traz de volta a série a personagem Courtney que na 5ª temporada tentou aplicar um golpe em Charlie junto com seu parceiro.

Atenção: contém spoilers sobre o enredo.

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O episódio é super divertido pois começa com Charlie fazendo um discurso para toda família em pleno jantar de Ação de Graças quando Courtney aparece e diz que está sem sexo há 03 anos.

O que se segue são situações engraçadíssimas sobre a nova aventura sexual de Charlie que durante todo o episódio aparece com ferimentos e machucados por conta de suas peripécias sexuais com a Courtney.

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Outro momento impagável é quando Charlie presenteia Alan com uma camiseta com os dizeres “Get out of my house” (algo como “Caia fora da minha casa”).

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Durante todo o episódio, Alan tenta mostrar para Charlie que Courtney apenas está se aproveitando dele e seu dinheiro.

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O episódio conta também com o retorno de Eldrige (filho da Lyndsey com quem Alan se envolveu entre o final da sétima temporada e o começo da oitava, quando ele incendiou a casa dela). Apesar de seu retorno, ele participa apenas da cena em que a Courtney está experimentando os novos vestidos que comprou com o cartão de crédito do Charlie.

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Ao final, Charlie vai parar no hospital após ter terminado com a Courtney quando – aparentemente – perceber que ela está se aproveitando dele.

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Parece que Chelsea está definitivamente superada na série.

Charlie e Alan se revezaram na atuação principal do episódio. Berta e Evelyn na minha opinião não foram tão bem aproveitadas no episódio e o Jake (desde o começo da temporada) está fazendo figuração. O que é uma pena…

Mais informações sobre a série podem ser obtidas neste site.

Seriados…

Eu não assino tv a cabo. Muito caro para meu padrão de vida e tenho outras prioridades no momento (terminar a construção da casa em que vou morar com a Ana Paula que é muito mais importante).

Por conta disso, sou refém da programação da tv aberta. Que não é lá muito variada. Já há algum tempo eu descobri que sou um fã de seriados. Vários deles…

Graças a internet, um episódio que passou nesta semana nos EUA pode ser visto aqui no Brasil. E no inglês original, sem aquelas dublagens ruins ou cortes das emissoras.

Sou fã de vários seriados antigos e muito dos novos. Com o trabalho e a faculdade fica difícil também acompanhar o horário das emissoras. Assim, o download é a opção… sem fins lucrativos.

Por conta disso e também por conta de um pouco de entusiasmo (leia-se: insônia) tratarei de postar sobre os episódios que assisto. Meus seriados atuais são:

  • Two and a half men
  • The Big Bang Theory
  • S#*! My Dad says
  • Grey’s Anatomy

Eu também assisto de vez em quando aos episódios de My Name is Earl, mas não é algo muito constante.

E para não dizerem que não sou patriota, acompanho também As Cariocas.

Big Bang em quadrinhos…

A idéia é boa… imagine um HQ com os personagens do sitcom “The Big Bang Theory”… Imaginou? Pois é, mais alguém fez isso. O resultado ficou muito bom.

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Esta também é ótima…

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E mais esta para arrematar o “Sheldon Way of Life”

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Os créditos da notícia pertencem ao site www.bigbangtheory.com

Disquete… você ainda sabe o que é isso?

Em mais uma “sessão limpeza”… abro uma caixa de sapato e deparo-me com uma porção de disquetes.

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Hoje em dia quem usa computador leva seus arquivos armazenados em Pen-drives ou então grava-os em CD’s ou DVD’s, ou ainda armazena em discos virtuais existentes na Internet. Mas há alguns anos atrás, estes disquinhos levavam arquivos e programas (e vírus)de um computador para outro.

Disquetes e suas respectivas unidades de leitura (também chamado de floppy drive) eram comuns nos computadores da década de 70 (foram inventados em 1971), 80 e 90. Até mesmo no começo deste século, o disquete ainda tinha um papel importante. Seguindo o conceito da miniaturização, os primeiros disquetes eram bolachões quadrados de 8 polegadas de aresta (o que dá mais ou menos 20 cm) que com o avanço da tecnologia resultaram em discos de apenas 3,5 polegadas.

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Os disquetes substituiram as fitas magnéticas como meio de armazenamento de dados no computador. Aliás, ambas as tecnologias conviveram por um bom tempo e mesmo na década de 80 era comum um computador possuir uma unidade de fita cassete para armazenar dados. O problema é que este método era lento (mesmo para os padrões da época) e sujeito a muitos erros de escrita e leitura. Os nossos disquinhos também sofriam erros de leitura e escrita, mas muito menos do que uma fita cassete.

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Além disso, os disquetes armazenavam mais em um menor espaço físico. Em torno de 180 KB em uma de suas versões iniciais.

Lembro que meu CP400 da Prológica não vinha com unidade de disco. Então meu pai comprou um gravador da National (que depois virou Panasonic) eu gravava meus programinhas em fitas K7. Depois, já com um MSX, eu comprei uma unidade de disquete de 5,25 polegadas com o dinheiro da minha poupança… não lembro valores… mas lembro que era uma fortuna.

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Na era dos PC’s, a unidade de disco flexível era obrigatória. Além disso, um disco interno já era lugar comum também (estou falando do nosso querido e muitas vezes odiado disco rígido). Em 1995 um computador de nível médio era dotado de uma unidade de disco flexível de 3,5” e um HD de 540 MB.

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Na foto, vemos o painel frontal de um IBM Aptiva com uma unidade de disquete e um leitor de CD-ROM (gravador de CD nesta época? Nem pensar…)

Aliás, um disquete formatado no padrão PC consegue armazenar 1,38 MB (e não 1,44 como muita gente fala por aí). Ou seja, um HD padrão em 1995 equivalia a 392 disquetes aproximadamente. E um arquivo de texto feito no Word de 4 páginas ocupava em torno de 50 KB. Desta forma, o nosso amigo disquete conseguia armazenar bastante informação.

Aí, veio a internet, veio a banda larga, veio o CD, o gravador de CD, o DVD, os HD’s aumentaram de tamanho, os arquivos aumentaram de tamanho, os programas idem…

E aí inventaram os pen-drives: Dispositivos que ligados a uma porta USB do computador funciona como uma unidade de disco removível armazenando dados. Os primeiros surgiram mais ou menos no ano 2000 e armazenavam modestos 8 MB (pouco mais que 4 disquetes) e custavam bem mais do que um disquete.

Mas hoje a situação é muito diferente. Um Pen-Drive de 16 GB custa em média R$ 80,00. Uma caixa contendo 10 disquetes custa R$ 8,00. Portanto, com R$ 80,00 você consegue comprar 100 disquetes, ou seja 138 MB (aproximadamente 0,14 GB) de capacidade de armazenamento. A matemática é simples e óbvia: não compensa mais armazenar os dados em disquetes. Sem contar que o Pen-Drive vai no bolso e é muito mais confiável… já os disquetes…

A minha pergunta agora é… o que faço com esta caixa? Não creio que o lixo comum seja o melhor destino. Então o que farei será desmontar um a um e separar a parte magnética dos componentes metálicos e plásticos.

18 de novembro de 2010

A novela do ENEM

O Exame Nacional do Ensino Médio está se tornando uma piada de mal gosto. Ano passado, um funcionário da gráfica tentou roubar uma prova e com isso colocou em xeque a lisura do exame.

Agora, erros na impressão. Judiciário e Ministério da Educação não se entendem. Liminar aqui, liminar ali e o fato é que esta história está se tornando uma grande novela.

Talvez a idéia de utilizar a idéia da “Teoria de Resposta ao Item” parece boa…  penalizar o aluno que chuta e bonificar o aluno que se aplica ao resolver a prova parece ser uma medida coerente. Mas o exame ainda está longe do ideal e ainda tropeça em suas próprias pernas.

Acabei de ler que mais uma liminar caiu… até que amanhã alguém tenha a boa idéia de suspender tudo novamente.

Apesar de imperfeitos, exames como o da Fuvest e o da Unicamp ainda se mostram mais eficientes em avaliar o mérito e capacidade dos candidatos.

A legitimidade do Deputado Francisco Everardo

O cidadão Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido como o palhaço Tiririca candidatou-se ao congresso nacional e foi eleito por quase um milhão e trezentos mil votos.

Duas questões precisam ser consideradas. A primeira: eu concordo com a candidatura? E a segunda: já que ele ganhou eu concordo que ele assuma o cargo?

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A primeira é de fácil resposta: não. Não concordo com sua candidatura e nem com sua proposta “pior do que está, não fica”. A segunda é um pouco mais complicada para se responder.

Vários analistas políticos demonstraram que a candidatura do Tiririca foi apenas para conquistar votos para outros candidatos da legenda. De fato, sua votação expressiva permitiu que outros candidato fossem eleitos.

Mas será que isto é válido? Colocar uma pessoa semi-analfabeta para garantir interesses partidários?

Em seu teste de alfabetização, provou-se que ele é analfabeto funcional. Identifica letras e números e soletra palavras, mas não as compreende. O ministério público entendeu que isto é suficiente para a investidura no cargo e aprovou o deputado.

Da mesma forma que a Dilma se elegeu graças ao personagem Lula, o mesmo ocorreu com o cidadão Francisco Everardo… ele se elegeu graças ao personagem Tiririca. Ou alguém acha que caso ele se apresentasse ao público como Francisco Everardo trajado socialmente, ele teria algum voto?

Sua votação o torna um legítimo deputado… sua formação, seu preparo e a postura de seu partido o torna uma escolha equivocada. As leis que permitem que equívocos como este ocorram torna a representação popular no congresso cada vez mais ilegítima.

17 de novembro de 2010

The big bang theory x Wonder Years

Apenas para destacar algo interessante… lembram da Winnie Cooper do seriado Anos Incríveis?

Pois é… ela cresceu (apesar de continuar baixinha) e fez uma participação em um dos episódios da Sitcom The Big Bang Theory na terceira temporada, epísódio 12.

No episódio aliás, quem a “pegou” foi o Raj.

Primeiro o Kevin, agora o Raj… pelo visto o controle dela de qualidade ainda não melhorou muito.

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A atriz chama-se Danica McKellar.

11 de novembro de 2010

O que é ser um secretário?

Trabalhar como secretário de escola é como andar de montanha-russa: você passa por altos e baixos e em alguns momentos você tem um friozinho na barriga.

O quadro administrativo da escola normalmente é o local menos lembrado por professores e alunos, mas é o mais xingado quando surgem os problemas.

Alguns professores reconhecem o trabalho do secretário. Outros, nem tanto. Alguns elogiam, muitos brigam. Amparam-se em afirmações duvidosas, acusam sem fundamento e utilizam técnicas de intimidação em alguns casos.

E realmente isto é estressante.

Mas eu não posso simplesmente abandonar o barco. Muita coisa em jogo. Felicidade de outras pessoas. Não posso ser leviano a ponto de ignorar tudo e todos.

Assim, cheguei a conclusão de que devo seguir algumas diretrizes básicas para que meu trabalho possa ter um mínimo de tranquilidade. Assim, estas serão minhas diretrizes:

Ser secretário é…

  1. Ser saco de pancadas
  2. Ouvir reclamações, algumas justas, outras injustas
  3. Ser apontado como o principal culpado dos problemas administrativos
  4. Levar broncas por todos os lados: do diretor, dos professores, da diretoria de ensino
  5. Nunca ter razão, não importa qual seja o problema
  6. Ser imparcial e respeitar todos igualmente (mesmo que alguns não entendam que todos os professores são iguais e briguem comigo por conta disto)
  7. Ser paciente, mesmo que as possibilidades de diálogo já tenham se esgotado
  8. Não ter oportunidade para se justificar (leia o item 5)

Não é fácil… mas esse é o meu trabalho e meu ganha-pã0… eu preciso do meu trabalho para poder pagar minhas contas. Por isso, vou continuar fazendo o meu melhor.

10 de novembro de 2010

Terror

Devido aos fatos de hoje, o que posso dizer? Aprendi uma lição sobre o que é terror.

Não é a capacidade de fazer algo para causar sofrimento a alguém, mas sim a capacidade de criar em uma pessoa um sentimento de preocupação por não saber o que vai enfrentar.

O sentimento de enfrentar o desconhecido…

4 de novembro de 2010

A casa que não é minha casa

Isto parecia ser mais fácil… mas não consigo concretizar….

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Mas eu estou batalhando… e sou teimoso.

3 de novembro de 2010

Dia Mundial de Preservação dos Hipopótamos

Hoje é um dia especial… é o dia dedicado a preservação dos hipopótamos.

As pessoas muitas vezes tem uma impressão errada deste bicho. Na televisão, um ou outro desenho animado o coloca como um bicho simpático. Aí, aparece um documentário sobre a África e diz que o bicho é violento. Pois, é… o que a mídia não faz. Agora eu pergunto: qual é a visão correta? Uma vez que se conheça um hipopótamo, é fácil responder a esta pergunta. Lendo sobre hipopótamos, não dá para saber exatamente. Agora, conviva com um e você saberá: Não existe melhor companhia do que um hipopótamo.

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E dias como o de hoje são especiais, não só porque servem para que eu me lembre como um cara pode ser abençoado e sortudo. Um dia como hoje serve para que eu me lembre que – mesmo depois de um dia difícil como foi ontem (02/11) – um cara pode ter boas lembranças e pensar em bons motivos para continuar seus projetos e suas vidas. Ah sim, vale muito a pena.

Mas não se esqueçam… hipopótamos são bravos. Oras, não acredita? Vá lá então e cutuque um para você ver o que acontece…

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O mais curioso, é que mesmo com toda esta aparência “brava” eu sei que hipopótamos também são bonzinhos. Cuidar bem dos hipopótamos não é tarefa fácil. E acredite, mesmo que de vez em quando um hipopótamo dê uma mordida aqui e ali, vale muito a pena cuidar de um.

E antes que algum hipopótamo fique bravo pelo que estou falando, gostaria de lembrar que: sim, a maioria das mordidas dadas por hipopótamos são justas.

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Alguém está entendendo alguma coisa? Não… nem precisa.

Sou muito feliz e grato por poder preservar os hipopótamos.

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