18 de novembro de 2010

A legitimidade do Deputado Francisco Everardo

O cidadão Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido como o palhaço Tiririca candidatou-se ao congresso nacional e foi eleito por quase um milhão e trezentos mil votos.

Duas questões precisam ser consideradas. A primeira: eu concordo com a candidatura? E a segunda: já que ele ganhou eu concordo que ele assuma o cargo?

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A primeira é de fácil resposta: não. Não concordo com sua candidatura e nem com sua proposta “pior do que está, não fica”. A segunda é um pouco mais complicada para se responder.

Vários analistas políticos demonstraram que a candidatura do Tiririca foi apenas para conquistar votos para outros candidatos da legenda. De fato, sua votação expressiva permitiu que outros candidato fossem eleitos.

Mas será que isto é válido? Colocar uma pessoa semi-analfabeta para garantir interesses partidários?

Em seu teste de alfabetização, provou-se que ele é analfabeto funcional. Identifica letras e números e soletra palavras, mas não as compreende. O ministério público entendeu que isto é suficiente para a investidura no cargo e aprovou o deputado.

Da mesma forma que a Dilma se elegeu graças ao personagem Lula, o mesmo ocorreu com o cidadão Francisco Everardo… ele se elegeu graças ao personagem Tiririca. Ou alguém acha que caso ele se apresentasse ao público como Francisco Everardo trajado socialmente, ele teria algum voto?

Sua votação o torna um legítimo deputado… sua formação, seu preparo e a postura de seu partido o torna uma escolha equivocada. As leis que permitem que equívocos como este ocorram torna a representação popular no congresso cada vez mais ilegítima.

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