31 de dezembro de 2011

2011…

Último dia do ano. Passei alguns dias pensando no que ainda iria escrever no blog para este ano de 2011. Pensei em falar das realizações… dos erros… dos acertos. E no final alguma grande mensagem positiva para 2012.

Pelo menos era o que eu havia planejado.

Mas o mundo não é algo tão linear e planejado como gostaríamos (ou pelo menos eu gostaria) que fosse. Claro que – como acontece na vida da maioria das pessoas – algumas coisas deram certo. Outras foram um total fracasso. O saldo? Honestamente, não consegui avaliar. Não sei dizer se 2011 foi um ano bom ou ruim.

De qualquer forma, continuo por aqui… continuarei em 2012 e tenho que fazer com que minha tenha algum valor até o seu final. Então não posso desistir.

Hoje à tarde, minha noiva me perguntou se eu já havia feito minha lista com as metas de 2012. Não tinha. Na verdade, a lista não é grande.

Casar é uma das metas. Desde 2004 venho (junto com a Ana Paula) trabalhando nesta realização. Este ano finalmente as casas ficaram prontas (faltam apenas alguns detalhes). Nossa data é 17 de Março.

A outra é uma consequência da primeira: emagrecer. Já tem muito tempo que a noiva reclama do meu excesso de peso e já tem muito tempo que eu venho prometendo que vou emagrecer. Em nossa foto de noivado, um recadinho bem claro: “Só caso quando você emagrecer… Ass: a Noiva”. Além disso, meus joelhos e tornozelos andam reclamando bastante ultimamente. Ainda não sou um velho… mas já não sou um menino.

Pagar as contas também faz parte do planejamento. Eu e Ana Paula fizemos um investimento grande para que a tudo acontecesse. Neste último ano ela se sacrificou bem mais do que eu. O fato é que 2012 será um ano de cofre-porquinho onde economizar será muito importante.

Estudar também será necessário. Abdiquei conscientemente da faculdade em 2011 e 2012 para poder casar e cuidar da saúde. Mas eu me sinto péssimo em não frequentar a faculdade. Mas 2012 será um ano dedicado ao meu casamento. A faculdade de biologia pode esperar um pouco mais… e voltar à faculdade de medicina também.

Trabalhar será fundamental. Nos dois últimos anos tive que apanhar bastante para aprender o meu trabalho de secretário. Felizmente, tenho uma nova diretora, bem diferente das anteriores e tudo parece muito promissor. Espero que neste ano eu consiga colocar as coisas em ordem.

Enfim, não tenho um grande discurso para o encerramento de 2011… não tenho uma grande abertura para o ano 2012, mas tenho planos. Como em todos os anos…

E eu farei tudo para ser uma pessoa melhor.

Até 2012…

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4 de dezembro de 2011

Dr. Zuccas

Eu estava sentado na cozinha tomando meu café da manhã e vi na televisão a notícia do falecimento de um famoso doutor… o Dr. Sócrates. Jogador de futebol de grande talento e médico por formação. Deus, ironicamente, deu ao Dr. Sócrates o diploma de médico que praticamente nunca foi usado e talento para jogador de futebol (que foi exaustivamente utilizado).
Minha mãe – que também estava na cozinha – então falou da morte de outro doutor… o Dr. Zuccas.
Obviamente nem todos vão conhecer este nome. Mas ele também foi um homem público. Aliás, com certa notoriedade. Algis Waldermar Zuccas foi filho de refugiados da Revolução Russa e nasceu em 1929. Seu pai era dono de uma farmácia e ali ele tomou gosto pela área da saúde. Em 1948, entrou na Escola Paulista de Medicina e graduou-se médico com especialização em pediatria.
Trabalhou por toda sua vida como médico pediatra na Mooca. Seu consultório ficava instalado na Rua Pirassununga e ali, em um casa com duas salas transformadas em ambulatório e uma sala de espera, o Dr. Zuccas tratava dos pequenos.
Ele trabalhou com saúde pública, participando de programas epidemiológicos para o controle do sarampo e meningite. Pertenceu ao Rotary Clube (Alto da Mooca) e foi chefe de gabinete do Secretário Municipal da Saúde na gestão Jânio Quadros.
Para mim, ele foi mais importante do que tudo isso. Foi o médico que me inspirou a cursar medicina. Em suas consultas ele pacientemente ouvia todas minhas perguntas e respondia a todas elas com muito carinho e de uma forma que eu pudesse compreender. Eu perguntava sobre a doença, sobre o remédio, sobre o funcionamento do “tetoscópio”… tudo respondido gentilmente por aquele senhor que me inspirava. E que em todas as suas consultas eu dizia: “Quando eu crescer, quero ser um médico igualzinho ao senhor”.
Em foi no dia 03 de Março de 1995 a última vez que eu o vi. Neste dia fui até consultório não como seu paciente, mas como futuro estudante de medicina da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP. E lembro até hoje de minhas palavras:
Hoje eu vim aqui para contar ao senhor que finalmente eu consegui cumprir minha promessa… eu entrei na faculdade de medicina e terei a oportunidade de ser um médico tão bom quanto o senhor. Eu queria poder contar isto para o senhor. E queria pedir para o senhor que me aconselhasse o que devo fazer daqui para frente.
Em sua serenidade habitual, ele me disse:
Você deve estudar muito a Anatomia e a Fisiologia que são as bases da medicina. Mantenha-se concentrado e estude muito porque a faculdade exigirá isto de você. Ao praticar medicina, você deve se lembrar sempre de ouvir tudo o que seu paciente venha a lhe dizer. Por mais simples que seja, por mais confuso que lhe pareça, você terá nas palavras do seu paciente a solução de muitos diagnósticos. Eu fico muito feliz em saber que aquilo que faço serviu de inspiração para um jovem inteligente como você.
Ele me deu um abraço e me desejou sorte e ainda disse que quando estivesse formado, poderia voltar ali para visitá-lo, desta vez como um colega e não como um paciente. Eu lhe disse: “O senhor tem a minha promessa”.
O que eu não sabia é que nenhum de seus filhos seguiu a carreira médica e que seu consultório, após 58 anos de funcionamento fechou em 2011.
Eu nunca consegui cumprir a promessa e envergonhado, nunca mais retornei ao seu consultório…
Doeu saber que o homem que me mostrou como se deve praticar medicina não está mais por aqui. Faleceu em 11/08/2011, vítima de câncer na próstata. Deixou viúva e três filhos, além de cinco netos.
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Algis Waldemar Zuccas (1929 – 2011)
Médico – CRM 1734/SP

Sócrates

Não tem muito o que dizer…

socrates

12 de novembro de 2011

Uma última incursão sobre a polêmica USP x PM

É um tema espinhoso. De um lado, a sociedade dotada de valores morais rígidos que exige uma solução para o problema da violência crescente na cidade de São Paulo. Do outro, jovens que buscam afirmação no mundo, acreditando que suas ideias revolucionárias transformarão o mundo em um lugar melhor.

No meio de tudo isso, milhares de pessoas que só terão uma posição sobre o tema dependendo de quem argumentar melhor. Isto lembra bastante um barco com 5 remadores. Se os remadores que estão no extremo remarem cada um pra um lado, após algum tempo, os outros três remarão para o lado daquele extremo que se empenhar mais. Ou pior… não chegarão a um consenso, remarão ora para uma lado, ora para outro e o barco não sairá do lugar.

Como em todo tema polêmico e como em todo debate de idéias, todo radicalismo é burro e irracional. Não importa para qual lado da questão você olha, os excessos são nada mais nada menos do que o esgotamento da capacidade de pensar e argumentar sobre um tema. Então surgem métodos alternativos: as ironias por exemplo, cansei ver alguns radicais colocarem fotos em seus Facebooks ironizado a postura de quem foi a favor da retirada dos alunos, ou então a favor da ação da polícia ao conduzir os três usuários de drogas (ou como alguns disseram: maconheiros) ao distrito policial.

Vi também postagens com textos de intelectuais defendendo a atitude dos estudantes, outros defendendo a invasão. Vi alunos deslumbrados em participar ativamente de uma discussão como esta chamando alguns de fascistas.

Vi e li muita coisa…concordei com algumas, discordei de outras. E de ambos os lados.

Mantenho minha opinião de que o uso de drogas é ilegal neste país. Se a polícia flagra pessoas portando ou utilizando drogas para uso próprio a ação a ser tomada é exatamente aquela que foi feita: conduzir ao DP e qualificá-los (o chamado termo circunstancial). Esta medida visa descaracterizar a primariedade do cidadão caso ele seja flagrado futuramente portando quantidades maiores ou então cometendo algum delito associado a isto.

Mas se esta é a lei, então deveria valer dentro do campus e também fora dele. E aí sou obrigado a dar razão aos radicais: a lei vale para todos. O que vale para um usuário de drogas seja ele universitário ou não, vale para qualquer um. E estamos cansados de saber que muitas vezes a PM faz vista grossa para delitos como esse que ocorrem nas ruas de São Paulo. Assim, ou aplica-se a lei a todos ou não se aplica a ninguém.

Agora, a reação por parte da comunidade também foi exagerada. Alguns desavisados trataram de alardear o fato como se fosse uma prisão política, como nos tempos da ditadura. Propagaram a ideia que alunos da universidade estavam sendo presos como uma represália ao seu livre direito de expressão. E aí, não existe razão.

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Houve o confronto. Os radicais alegaram excesso por parte da PM. Atirar pedras nos policiais também não é um excesso? Initimidá-los com uma turba não é uma excesso também? Aí, em protesto, os estudantes resolveram ocupar as dependências da FFLCH. Suas exigências? Que o convênio entre a PM e a USP fosse imediatamente extinto.

Exigir, nós podemos exigir muitas coisas: a paz mundial, o fim da miséria no mundo, um sistema educacional decente (principalmente na educação básica que anda tão esquecida pelos governantes)… mas o fato é que o que se via era palavras de ordem (bordões como “Fora PM!”, “Fora Rodas!” e “Abaixo a ditadura!”. Nenhum argumento construtivo ou a ideia de um debate para realmente provar, com argumento, que o ponto de vista dos manifestantes é o correto. E este radicalismo burro e intransigente acaba por deturpar toda a situação.

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Após muita reflexão, tenho que concordar que aumentar a segurança no campus não tem como única solução autorizar a entrada da Polícia Militar dentro da USP. Mas não concordo que a USP seja um território paralelo ao Estado. Autonomia administrativa não implica em ter autonomia legislativa. A USP e qualquer outro campus universitário está sujeito as mesmas leis brasileiras. Cabe ao estado garantir a segurança pública.

Para quem não sabe – e pelo visto, muitos não sabem – a polícia é a atividade que tem por objetivo assegurar a segurança das pessoas e bens, sobretudo através da aplicação da lei. O termo é utilizado para as corporações que tem como principal função o exercício desta atividade. Peguei estas informações no site Jus Brasil e também na Wikipedia.

Muitos também não sabem que a polícia é segmentada em dois ramos principais: a polícia preventiva e a polícia judiciária.

A polícia judiciária destina-se essencialmente a investigar os crimes depois dos mesmos ocorrerem, com o objetivo de descobrir os culpados e levá-los à justiça. Normalmente, atua depois de uma atuação inicial por parte da polícia preventiva. No Brasil, esta é a função da Polícia Civil.

A polícia preventiva encarregada de prevenir a infração à lei por meio de patrulhamento ostensivo e da resposta rápida em situações de emergência. Na maioria dos casos, os policiais trabalham uniformizados de modo a serem facilmente identificados pelo público. Você encontra este tipo de polícia em diversos países: Inglaterra, França, Suécia, Estados Unidos, México e pasmem: no Brasil. Aqui esta polícia atende pelo nome de Polícia Militar.

Isto está lá naquela lei que teoricamente deveria ser conhecimento de todo brasileiro. Uma lei conhecida como Constituição Federal, publicada em 1988. Lá no seu artigo 144, especificamente no parágrafo 5º, temos:

§ 5º - às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa civil.

O mais interessante, é que os manifestantes não se lembraram do Artigo 5º da mesma constituição em vários de seus incisos. Cito alguns deles aqui:

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

IV - é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;

XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qualquer pessoa, nos termos da lei, nele entrar, permanecer ou dele sair com seus bens;

XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião anteriormente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à autoridade competente;

O problema era a maconha?

Como lembraram em algumas mensagens, não está em questão o problema da maconha. Bom, eu discordo… transportar e utilizar (além de produzir e vender, obviamente) é proibido por lei. Claro que a caracterização de crime ou delito está na quantidade encontrada. Ali foi encontrado uma pequena quantidade. Para consumo próprio. Não torna os 3 rapazes traficantes.

Mas também não os tornam totalmente inocentes de um delito.

É um fato – e agora faço um apelo aos radicais ou aqueles alunos que ainda estão na pós-adolescência e acham que tudo podem e tudo que pensam está certo, para que ao menos reflitam sobre o que escreverei – as USP é um belo canteiro para festas. Festas alternativas, festas mais conservadoras, festas de todo tipo. Álcool e drogas estão lá… usa quem quer… quem não quer fique na sua… é muito simples.

E eu aprendi isso ainda nos meus tempos de UNICAMP. Saíamos das aulas do IB ou da FCM e íamos para o Bello. A cantina da biologia. Na mesa, cerveja a vontade e embaixo dela, um engradado para colocarmos os cascos vazios. Quem curtia a erva dava uma sumida lá para a praça central e ia se “divertir”. Tomei vários porres naquela faculdade. Não usava drogas… nem nunca usei… simplesmente não é minha praia… mas enchia a lata.

Ah… a PM não aparecia por lá. E algumas festas eram memoráveis… a Novalgina (festa da Enfermagem) era uma delas. Mas isso não vem ao caso.

O fato é que para muitos, a presença da PM atrapalha um pouco esta rotina de sexo, bebidas, drogas e rock’n’roll. Se a PM estiver lá, muitos não poderão curtir o seu “tapinha na pantera”, não poderão tomar um belo porre, não poderão dar uma namoradinha no banco de trás do carro (o termo “namoradinha” só foi utilizado para não ser deselegante). Sim, a PM atrapalha aqueles que querem fazer tudo livremente. E para muitos a PM é um problema para esta “liberdade”.

A legitimidade do reitor

A comunidade da USP é bem heterogênea. Conservadores, radicais, professores, alunos, funcionários, utilizadores, trabalhadores terceirizados ou que atuam em comércios que ali estão (os funcionários dos bancos, por exemplos). Um das unaminidades ali é o descontentamento com o atual reitor, o Prof. João Grandino Rodas. Muitos julgam sua nomeação para reitor injusta pois, da lista tríplice apresentada ao Governador (que é quem escolhe o reitor) ele era o terceiro na preferência da comunidade.

Ou seja, e mais uma vez concordo com isso, ele não tem a representatividade e talvez até a legitimidade para ocupar o cargo de reitor.

Não foi a primeira manifestação contra o reitor. Não será a última. Mas honestamente, não vejo como tirá-lo do cargo. Acredito que alguns pensaram que se o reitor fracassar na condução da crise PM x Alunos isto seria uma boa maneira de tirá-lo da reitoria.

Mas, de novo, lembro aos radicais: simplesmente gritar “Fora Rodas!" não é nenhum argumento plausível.

O convênio deve acabar?

Não creio… mas é minha opinião. Algumas assembleias aconteram na USP nos últimos dias. Em um universo de 80000 pessoas umas 3000 acreditam que é importante acabar com o convênio. Não é a maioria, mas também não é só um rodinha de indignados sentados lá no meio da FFLCH. Não entendo o que uma greve de alunos vai resolver e fico em triste em saber que a Biologia (que é minha unidade) aderiu a esta greve. Como estou com a matrícula trancada, para mim será totalmente indiferente. Mas eu seria contra.

Não podemos confundir a discussão do movimento estudantil atual com o que aconteceu há quase 40 anos. Na época da ditadura, estava em jogo a liberdade individual, política e cultural. Hoje deveríamos nos voltar para a melhora das condições da educação. Pensar em reestruturar uma USP que está sendo aos poucos sucateada. Pensar em melhores condições para os professores, os pesquisadores, ampliar as bolsas de pesquisa para fomentar a pesquisa. Lá deveria ser um local para criação de novas ideias. E não um local para destruição de estruturas com base em ideias ultrapassadas.

Gostaria que acabasse este grupo de “estudantes profissionais” que nada colaboram para melhorias na educação, mas são os primeiros em busca de ideias estapafúrdias (como a invasão dos prédios) que chamam a atenção, mas que não agregam valor nenhum a um diálogo maduro e inteligente.

A propósito, estou fazendo uso de algo que me é conferido pelo inciso IV do artigo 5º da constituição federal: a liberdade de expressão. Sem me utilizar do anonimato.

Assim, da mesma forma que respeito a opinião divergente da minha, espero que o respeito seja mútuo. Agressões verbais não levam a nada e serão simplesmente desconsideradas. Querem o debate? Estou pronto e à disposição. Meu nome é Ricardo Marques, sou acadêmico do curso de ciências biológicas e esta é a minha opinião.

31 de outubro de 2011

Fracasso

“Cada fracasso ensina ao homem algo que ele precisava aprender.”
(Charles Dickens – Escritor Britânico)

Segundo definição formal, o termo fracasso pode ser usado como o oposto do sucesso. Refere-se a um estado ou condição de não se atingir um objetivo desejado ou pretendido. É curioso como um conceito tão abstrato pode ser definido por escrito. Sentir o fracasso – grande ou pequeno – todo mundo já passou por isso. E sentiu isso.

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Mas perder uma namorada, não conseguir um emprego, não atingir uma meta de vendas, não chegar a tempo a um compromisso… coisas assim podem ser assumidas como um fracasso por algumas pessoas. Para outras, apenas uma futilidade ou um capricho.

Para mim, posso afirmar… eu sei que o é o fracasso. Descobri isso na forma mais pura do seu significado. Tentei algo e não obtive êxito. Um objetivo… um objetivo de vida. Da forma mais definitiva que posso afirmar isso: eu fracassei.

Na ocasião, como todo mundo que fracassa, passei por todos aqueles sentimentos que afloram na ocasião: a incerteza quanto ao futuro, o ressentimento por tudo que aconteceu, o vazio que fica por conta das coisas que não acontecerão e por fim, a solidão.

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Fiquei sozinho por um bom tempo… não aquele tipo de solidão onde ninguém está ao nosso lado. Uma solidão mental. O mundo passando a sua frente, mas você afastado de tudo o que acontece.

Passei a viver dia-a-dia. Acordar pela manhã, procurar o que fazer porque ninguém consegue ficar absolutamente inerte. Procurei um trabalho, tentei fazê-lo da melhor forma possível, tive alguns progressos materiais. E a vida foi passando.

Então, um grande amor… um amor definitivo. O amor da minha vida… minha alma gêmea surgiu na história da minha vida. Não… meu fracasso não foi amoroso. Sim, seria um outro grande fracasso perder o amor, carinho e respeito da mulher que tanto amo. Mas graças a Deus, esta foi uma conquista, um sucesso, numa vida onde o fracasso antigo me acompanhava a tantos anos, esse amor me trouxe motivação para buscar aquilo que eu não tinha já há muitos anos: novos objetivos.

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Estes novos objetivos deram novo alento em minha vida. Algo há muito perdido ressurgiu. Criei novas expectativas, novos sonhos. Fui à luta. Acreditei em mim e em minha capacidade novamente.

E o tempo, inexoravelmente, passando.

E já vem passando por – com o perdão do trocadilho – um bom tempo. Algumas coisas deram certo, outras não tão certo e algumas totalmente erradas. Mas isso faz parte da vida… tropeçamos, caminhamos, aprendemos. E sempre acreditei nisso.

E para alguém que já viu o fracasso total, incomoda ver que as coisas não estão acontecendo. Em meu íntimo eu nunca esqueci meu fracasso anterior. Acho que ninguém esquece. O fracasso fortalece, mas a sua lembrança se torna um fantasma.

Consegui sim boas coisas: uma mulher sensacional, companheira, especial, linda, carinhosa quando quer, brava quando necessário… a mulher que me completa.

Consegui também alguns bens materiais. Coisas que facilitam nosso dia-a-dia, coisas boas. Com muita luta construímos nossa casa, e vamos transformá-la em um lar. É uma questão de tempo.

Não sei o que teria sido da minha vida se pois simplesmente não aconteceu. Mas eu sei o que aconteceu na minha vida depois do fracasso. Eu cresci… eu me tornei uma pessoa melhor… eu aprendi que Deus pode ser um conceito teórico, mas para mim é algo muito real e me faz crer que ninguém carrega um fardo mais pesado do que consegue carregar.

O fardo anda um tanto pesado ultimamente, mas eu sei que dou conta. Sei que vou – desta vez – acertar. Ainda vou errar em muitas coisas (espero que erros que me tragam algum aprendizado), vou acertar outras, vou viver a vida. E espero que uma vida de relativo sucesso. Afinal, todo sucesso ou fracasso sempre é relativo e depende apenas do ponto de vista.

Mas não vou mais negar… não vai esconder. E não me importa a opinião dos outros. Este fracasso dói. Dói muito. E vou carregar a experiência pelo resto da vida. E como meu pai me disse nesta noite, levantar a cabeça e recomeçar. Vou terminar toda a mobília da minha casa, vou casar e levar minha esposa para uma lua-de-mel que ela tanto merece. Voltarei e trabalharei duro. Teremos filhos… um… dois… não sei. Serão bem-vindos e tratados com muito amor e carinho. Explicarei a eles o que é certo e o que é errado. Eu os ensinarei tudo que puder para que sejam homens ou mulheres de bem. Farei o meu melhor.

E isso não pode ser chamado de fracasso…

E se Deus me conceder uma oportunidade em algum momento, eu volto a buscar meu sonho novamente…

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Gostaria de encerrar com uma frase de Bertrand Russell, um matemático Britânico. Esta frase é importante, porque hoje me lembrei de tantas coisas que aconteceram. Tantas emoções vieram e chorei… chorei como uma criança que ainda dá seus primeiro passos. E aí, fui amparado por quem sempre acreditou em mim, mesmo nas horas em que eu estava mais errado: meus pais.

“Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar.”
(Bertrand Russel – Matemático Britânico)

Sucesso… Fracasso… oras… todos passaremos por isso um dia… quem sou para pensar que sou uma exceção. Tudo virá a seu tempo.

Liberdade de expressão?

Isso não é ter o direito de se expressar… parce mais um absurdo… vejam o vídeo:

Ataque à jornalista no seu pleno direito de trabalho

Nada justifica uma ação tosca como esta. Alguns palhaços acham que prejudicar, agredir, assutar alguém que está trabalhando é uma forma de protesto. Um palhaço como este deveria ser preso e deveria aprender a respeitar os outros.

O mais impressionante é que algumas pessoas fizeram comentários na web do tipo “Bem feito para a Globo” ou então “Tem que avacalhar as reportagens desta emissora mesmo!”.

Existe uma frase bem antiga que cabe bem aqui:

Posso não concordar com uma única palavra do que está dizendo. Mas defenderei até minha morte o direito de proferi-las

Se não me engano, esta frase é atribuída a Voltaire. Por mais que as pessoas não concordem com as ações de alguém não se justifica uma agressão. Se não concordam com a Globo, meu Deus… por que agredir uma jornalista no exercício do seu trabalho?

Vândalos…

Ainda sobre a questão da presença da PM na USP

Acho curioso como algumas pessoas defendem com unhas e dentes que a PM não deve estar presente dentro do campus da USP. Os argumentos – em uma primeira análise – parecem até coerentes. Mas escondem algumas entrelinhas que devem ser observadas.

Existe sim algum radicalismo na opinião de quem é contra a PM por lá. É uma simples questão de cidadania. Cabe à PM zelar pela segurança e policiamento ostensivo nos locais públicos. A USP é um lugar público. O silogismo é de simples compreensão…

O cidadão tem o direito de ir e vir… tem o direito de fazer suas escolhas… tem o direito de optar pelo certo ou errado seja pelo aspecto moral, seja pelo aspecto legal. Mas tem que ter a plena consciência de que seus atos e opções serão sim julgados pelo que a lei preconiza.

Não importa se é para consumo próprio… não importa se é para se enturmar… não importa a razão… o uso e porte de drogas é ilegal. A venda e a apologia as drogas é crime. Ponto… não cabe nenhuma discussão sobre isso. A PM fez legitimamente uma ação de abordagem a pessoas que estavam consumindo drogas em lugar público. Cumpriu o seu papel.

A discussão sobre a legalização, se é bom ou não, se faz bem ou não simplesmente não cabe neste momento. O que se discute é: (1) a PM exagerou em suas ações? (2) É correto que os “alunos” interfiram e depredem o espaço público por não concordar com a ação da polícia?

Quem já esteve em qualquer festa ou encontro universitário sabe do que estou falando… não é um encontro da juventude cristã… também não é a reencarnação das festas de Sodoma e Gomorra. Em qualquer meio universitário as pessoas encontrarão drogas, encontrarão álcool, encontrarão sexo (tradicional ou alternativo)… simplesmente encontrarão. Isto está lá. Correto ou não, faz parte do meio universitário.

Cabe a pessoa decidir o que é bom para ela. O que ela julga ser correto. Agir de acordo com suas motivações morais. E arcar com as responsabilidades dela. Portanto, se o cara de vez em quando é fã de um baseado, sabe que do ponto de vista legal ele deverá responder por isto. Se for pego, aceite a punição prevista por lei. Se não for pego… paciência. São tantas coisas que ocorrem erradas por aí… só Deus está em todos os lugares… a polícia não.

Em minha opinião, a polícia não exagerou. Aqueles alunos exageraram. Todos ficaram horrorizados com uma pessoa que deu um tiro e cegou parcialmente uma aluna da Biologia… toda a sociedade cobrou a aplicação da lei quando o aluno da FEA foi brutalmente assassinado. Agora querem que façam vista grossa para os maconheiros e “drogaditos”?

A ditadura acabou há muitos anos. O estado de exceção é utópico e só existe na cabeça de alguns poucos que ainda acreditam que o Golberi ainda é chefe do SNI. E que o DOPS ainda tem seus integrantes. A PM cumpriu seu papel constitucional. Aceitem isso…

Aceitem também que consumo de drogas é contra a lei (não é crime… mas é ilegal e o fato de ser apenas uma contravenção não libera o consumo em praça pública e mesmo naquele dia, o que foi proposto foi o que está na lei, lavrar um termo circunstanciado). Se você acha errado, então vá defender seu ponto de vista em um palanque, proponha a legalização, tente alterar a lei. Lute pelo que acredita mas com argumentos não com ofensas a quem simplesmente cumpre a lei. No dia em que (e se) o consumo for legalizado, então aí sim, vocês poderão ficar horrorizados porque a PM abordou três usuários de maconha.

A impressão que dá de tudo isso? É que a classe média pseudo-politizada que se acha “descolada” porque vão para as baladinhas e fumam um baseadinho aqui e ali, cheiram uma carreirinha acolá e acham que isto não faz mal a ninguém quer que a polícia os proteja do bandido que vai roubar seus bens materiais, mas não quer que ela (a polícia) os atrapalhe quando ele vão cheirar sua carreirinha. Meu Deus… isso é ridículo…

Agora, o que também precisa ser dito – e esta é que deveria ser a principal discussão – é que a segurança dos frequentadores da USP, com ou sem PM no campus ainda é questão sensível. Quem estuda a noite lá, sabe. Não é um dos lugares mais seguros do mundo. Deveriam melhorar iluminação, deveriam melhorar o controle da circulação de pessoas estranhas ao lugar, deveriam até mesmo regulamentar o uso do espaço público pelo meio acadêmico.

E quanto a isto, também sou a favor. O policiamento existe não para oprimir o cidadão comum, mas para protegê-lo de eventuais ações criminosas. E quem faz isso? Até onde me consta… até onde a lei define, isto é papel da polícia militar.

Quer se drogar livremente? Vá para Amsterdã na Holanda… lá ninguém vai encher teu saco e também você para de encher o saco de quem quer simplesmente apenas conviver com a lei pacificamente.

O retorno ao Facebook

Recentemente eu desativei minhas contas tanto no Facebook como no Orkut. Os motivos? Simples… cansei da exposição gratuita. Nem sempre podemos falar o que pensamos. Somos julgados pelo simples fato de pensar.

Acredito no direito inalienável da liberdade de pensamento e opinião. Mas quando a simples exposição de nossa opinião gera transtornos em nossa vida pessoal, então é momento de refletir e pensar “Vale a pena?”

Eu pensei e concluí… não valia.

Assim, desativei sem dó as contas do Facebook e do Orkut e pretendia não mais utilizar os serviços.

Entretanto, eu tenho algumas ideias… gosto de expressá-las. Tenho muitas opiniões sobre o que acontece no mundo da tecnologia e nos caminhos (ou descaminhos) da educação no Brasil. Além disso, o Facebook acaba se tornando uma ferramenta de contatos. É uma maneira de saber como as pessoas estão. E se elas estão se expressando por lá, é sinal de que tudo está bem…

As vezes faço o estilo “anti-social”. Não sou daqueles que pegam o telefone e ligam para os amigos o tempo todo. No máximo um “olá” ou então uma mensagem para dar um sinal de vida e dizer que sim, tudo está bem comigo também.

Há alguns dias, recebi um SMS de uma amiga da faculdade. Eu não respondi (desculpe... Anjo) mas percebi que minha ausência no Facebook deixou um espaço e um vazio. Inconscientemente, deixei de responder que tudo está bem com a minha simples ausência.

E convenhamos… em todos os lugares que você chega na Internet, lá está o onipresente Facebook… Smiley mostrando a língua

Então repensei… e concluí… ainda não vale a pena, mas para um cara um tanto anti-social como eu que sabe que existem pessoas que se preocupam com ele (e pessoas que considero muito) e que gostariam simplesmente de saber como estou, o Facebook é um mal necessário.

Sendo assim, a partir de hoje, minha conta no Facebook está reativada.

Tudo continua bem… e espero que com meus amigos a coisas estejam bem também.

Ah… e o Orkut? Bom, acredito que o Orkut está agonizando enquanto rede social. Ainda tem alguma importância no Brasil, mas a maioria dos meus contatos do Orkut também têm Facebook, então não vejo necessidade de reativá-lo também.

Voltemos agora aos nossos afazeres do dia-a-dia.

28 de outubro de 2011

A falsa idéia de democracia

Em primeiro lugar, vamos deixar claro: sou aluno da USP. Pertenço a comunidade acadêmica e portanto acredito ter o direito de ter uma opinião sobre o tema. Se isto ofender alguém ou vai contra as convicções de alguns, só tenho a lamentar. Mas é minha opinião.

Acabei de ler: dentro do campus da USP em São Paulo neste último dia 27/10, a PM abordou três supostos alunos fumando maconha. A PM, no cumprimento de suas obrigações, tratou de qualificar e conduzir as pessoas a autoridade policital por uso e porte de drogas. Até aí, tudo dentro da lei.

Curiosamente, os alunos que presenciaram o fato, tentaram impedir o cumprimento da lei e houve um confronto entre alunos e PM. Ainda na mesma noite, resolveram ocupar o prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) em protesto a presença da polícia militar dentro do campus.

Dizem que só sairão de lá até a revogação do convênio que permite a presença ostensiva da polícia militar dentro do campus.

Esqueceram estes alunos dos recentes epísódios de violência dentro do campus? Dos assaltos? Furtos de automóveis? Esqueceram que a segurança terceirizada do campus não tem poder de polícia e não conseguem coibir episódios de violência e crime?

Em segundo lugar: porte e uso de drogas é proibido por lei. A maioria dos universitários têm a falsa idéia de que o campus da USP só será um lugar democrático se for capaz de se auto administrar. Acontece que a USP é um lugar público e está dentro do território brasileiro, portanto, sujeito as leis, suas penalidades e sanções.

Acho descabido ocuparem um prédio da universidade para defender três usuários de drogas. Acho descabido o uso de violência por parte da PM (isto ainda não foi provado). Até onde se sabe, utilizaram contra-medidas para coibir a formação de tumulto (gás pimenta e similares).

A polícia fez o seu papel: porte e uso de drogas não é propriamente um crime – segundo entendimento da justiça – mas é uma contravenção. Agora, o que estudantes queriam? Que os policiais simplesmente fizessem vista grossa porque são universitários? Por que estão na USP e “Ahh… na USP não tem problema”.

Neste sentido, concordo com a opinião de Reinaldo Azevendo em seu blog. Reproduzo aqui, trecho de seu comentário que resume a questão:

A PM, num regime democrático, é uma das manifestações da democracia de farda. E o consumo de drogas ilícitas não é permitido. Nem dentro da universidade. Tal prática não está abrigada pela autonomia universitária. Sim, é bem verdade que alguns ditos “estudantes” acreditam que a lei que vale para o conjunto dos brasileiros não vale pra eles. Vale.

O consumo de drogas desencadeia toda uma sequência de crimes. Pessoas como Fernandinho Beira-mar e outros são o que são por conta destes desvios de conduta… por conta desta atitude do “Ahh… é só um baseadinho”.

Ser um democrata não é acatar e aceitar tudo o que vem pela frente, mas compreender que a cidadania surge pelo cumprimento da lei e obrigações morais que esta nos impõe. E parece que estes alunos não entendem isso e tem esta falsa e deturpada idéia de que democracia é ser livre para fazer o que bem entender… sem que existam consequências.

O Enem ainda é uma proposta falha

O ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) continua patinando em sua estrutura. Ainda está longe de cumprir seu objetivo e pior: mostra ser um sistema de avaliação falho, com vários erros logísticos e em nada contribui para a melhoria da educação.

Cursinhos mostram como prova de qualidade as diversas aprovações de seus alunos nas instituições mais prestigiadas. Vez ou outra alguma reforça que fulano de tal foi 1º colocado do ENEM e é aluno do cursinho X.

O que isso prova? Ao meu ver, nada…

Concebido para ser um exame de avaliação da estrutura didática do Ensino Médio, permitindo uma análise criteriosa e se necessário, alterações na estrutura curricular, o Enem abandonou esta proposta para se tornar uma espécie de provão para entrar na faculdade.

O que me deixa mais indignado é que isto foi em última análise uma medida populista de caráter eleitoreiro. Graças ao Enem, associado ao ProUni (um equívoco ainda maior) muitas universidades particulares enxergaram uma ótima oportunidade de negócios: vender vagas nas faculdades para alunos que cursem o Enem.

O Enem então tornou-se um grande vestibular. E as notas obtidas neste exame são utilizadas no ProUni. Mas tornou-se também um exame inchado. Em âmbito nacional, são milhões de candidatos, preparados ou não para garantir uma vaga na universidade.

Um exame desta magnitude implica em uma infra-estrutura até mesmo faraônica. E o MEC simplesmente não tem subsídios para tudo isso. Alie-se a isso os interesses políticos partidários por trás de tudo isso (acredite: vender a idéia de que agora todos podem fazer faculdade compra muitos votos) e o que temos é um exame confuso, que não avalia o aprendizado mas prioriza apenas o acesso a universidade.

Perdeu totalmente o sentido…

E agora, mais um escândalo. É o terceiro em três anos consecutivos: desta vez, alguns alunos em uma escola no Ceará tiveram acesso a um caderno de exercícios que continham algumas questões que caíram na prova deste ano.

Volto a dizer… o governo atual (além dos outros que o precederam desde o início desta nação) deveria aprender que para reformar a educação e garantir educação de base, não basta garantir acesso à universidade. É necessário uma educação de base de qualidade. Professores capacitados, treinados, motivados, bem remunerados e interessados em lecionar, não apenas em ter um trabalho para pagar as contas ou porque não consegue uma opção melhor (discutirei isto em outro post). Integrar a família na formação da criança enquanto aluno e cidadão. Demonstrar que a escola não é o ambiente apenas ondes os jovens devem aprender apenas a ler e escrever.

Mas o governo é míope… o governo não enxerga algo muito simples. Pense em educar e não em colocar as pessoas na faculdade. Quem sabe assim, a educação no Brasil ainda tenha conserto e o Enem possa vir a ser uma boa proposta de avaliação para ingresso no ensino superior?

9 de outubro de 2011

A parábola dos macaquinhos

Iniciando minhas postagens do blog perdido, começo com a parabóla dos macaquinhos… boa leitura.

Adoro esta história… 

Muitas vezes na vida, deparamo-nos com a seguinte pergunta: “Oras, por que eu tenho que fazer isto (seja o que for o significado da palavra “isto”) desta forma?”. Muitas vezes, a resposta é um pouquinho áspera: “Oras bolas! Porque sempre foi assim!”.

Esta resposta embute alguns pequenos detalhes. Por exemplo, denota que o seu interlocutor não tem a menor idéia do porquê as coisas têm que ser feitas desta ou daquela forma. Denota ainda, que nosso amigo esta simplesmente repetindo aquilo que ele mesmo observou anteriormente, sem ao menos se perguntar: “Oras… mas por quê?”.

Esta passividade pode ser muito bem expressa na seguinte história que é muito ilustrativa…

Imagine um experimento de laboratório onde 5 macaquinhos serão colocados em uma jaula. Esta jaula possui em seu centro uma pequena escadinha que tem em seu cume um cacho de bananas. Preso a este cacho, existe um mecanismo que ao ser acionado (quando uma banana é retirada, por exemplo) dispara um forte jato de água gelada na parte de baixo da jaula.

Ao serem colocados na jaula os macaquinhos tentarão se ambientar em seu novo lar. Não demorará muito e um deles perceberá o cacho de bananas. Quando a forme apertar, naturalmente um dos macacos subirá pela escada e puxará uma banana. Neste momento o mecanismo do jato d’água será acionado, molhando todos os outros macaquinhos.

Um segundo macaquinho poderá fazer o mesmo. E até mesmo um terceiro. Neste ponto, cansados de tomar jatos gelados de água, os demais macaquinhos impedirão o outro macaco de subir dando-lhe uma bela surra se necessário. A partir deste ponto, todo macaco que tentar subir pela escada será espancado pelos demais, até que após algumas semanas de tentativas frustradas (e muitas surras), nenhum dos macacos subirá pela escada. Afinal de contas, eles sabem muito bem o porquê: se pegar banana, é porrada na certa.

Suponha que após algumas semanas neste aparente equilíbrio, um dos macacos é substituído por um macaco novato. Após se ambientar e obviamente reparar no cacho de bananas, o novo macaquinho tentará subir pela escada para pegar a banana. Seus companheiros de jaula, já prevendo um banho impedem o macaquinho com uma bela surra. Repare que neste ponto da história, nosso novo macaquinho, não tem a menor idéia do motivo da surra. Após mais algumas tentativas frustradas – com direito a muitas surras – o valente macaquinho desiste de buscar a banana e tudo retorna ao equilíbrio.

Vamos supor ainda que um segundo macaquinho será substituído. O processo se repete e aquele macaquinho que apanhou sem saber muito bem porque, desta vez ajuda a bater no novo colega com bastante disposição. Perceba que nosso primeiro macaquinho não tem a menor idéia do motivo pelo qual está batendo.

Por fim, vamos supor que este processo de substituição dos macaquinhos ocorrerá até que não reste nenhum dos macaquinhos originais. Neste ponto da experiência, vamos acrescentar um pouco de realismo mágico a história…

Substituiremos mais um macaquinho, e daremos a cada um deles a capacidade de falar. Suponha que este novato tente como todos os outros buscar uma banana. Será surrado como todos os outros… Neste momento, ele perguntará ao mais antigo (o primeiro que entrou após os cinco macacos iniciais): “Mas porque vocês me bateram? Só porque eu subi a escada?”. Eis que nosso macaco, no alto de sua sabedoria e conhecimento responderá com toda a autoridade de veterano de jaula: “Bom, meu amigo… desde que entrei as coisas são assim por aqui. E quando um novo colega entrar, você deverá fazer o mesmo”. O novato então perguntará: “Oras, mas por que devo fazer assim?”.

E o nosso macaquinho, com um leve sorriso, responderá: “Oras bolas! Porque sempre foi assim!”.

E para quem não tem paciência em ler… a versão animada, com algumas modificações

A parábola dos macaquinhos, versão animada

Fundo do baú

Antes de manter este blog aqui, eu me aventurei em criar um blog pessoal em um serviço chamado “blogsome”. Isto foi no ano de 2006. O blog não vingou e eu acabei descontinuando o danado. Até mesmo o endereço eu nem lembrava mais.

Eu ia (aliás, ainda vou) postar uma história entitulada “A parábola dos macaquinhos”. É uma história relativamente conhecida então imaginei que poderia simplesmente buscar a história na internet e adaptá-la para meu post.

Fui no Google e para minha surpresa, apareceu nas pesquisas o link para este meu blog abandonado… as postagens ainda estão lá!!!

Em homenagem a isto, meus próximos posts serão compilações daquelas postagens com alguns comentários se for o caso.

Bacana isso… o Google funcionando como um diário.

5 de outubro de 2011

Gênio

Não consigo encontrar outra palavra que o defina. Hoje foi anunciada a morte de Steve Jobs: Um dos fundadores da Apple, um dos visionários da tecnologia. De uma coisa podemos estar certos: a maneira como utilizamos um computador, um celular, ouvimos música e vídeos… boa parte do que temos por aí hoje se baseia em suas idéias.

Quem conhece sobre a história da tecnologia da informação tem muito o que agradecer a ele e sua equipe criativa.

O mundo ainda terá boas idéias. Mas as idéias de Jobs farão falta…

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Esta é a mensagem oficial da Apple:

“A Apple perdeu um criativo e visionário gênio, e o mundo perdeu um ser humano maravilhoso. Todos nós que fomos afortunados em conhecer e trabalhar com Steve perdemos um querido amigo e um mentor inspirador. Steve deixa uma empresa que só ele poderia ter construído, e seu espírito será para sempre o pilar da Apple”

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2 de outubro de 2011

Superexcesso de informação

As vezes tenho a impressão de que meus melhores textos (ou melhor, os com mais conteúdo) são escritos justamente durante minhas crises de insônia.

Desta vez não é diferente.

Estava vericando em meu computador todos os contatos que possuo. Descobri que tenho três contas de e-mail ativas, perfil no Orkut, Facebook e Twitter, msn, icq (alguém ainda lembra disso?), enfim… uma porção de canais de comunicação que gera uma sobrecarga de informação. Assim, decidi que vou centralizar tudo.

A princípio, o site será o meu canal de informação profissional técnica. Como educador e cronista pretendo publicar ali meus artigos técnicos sobre informática, tutoriais e também algumas análises sobre a situação da educação.

Estas atualizações serão comunicadas via Twitter. QUe aliás, está configurado para enviar a mesma informação para o Facebook. Assim, mantenho o site em ordem, mantenho o blog em ordem e acabo (assim espero) com este exagero de canais de comunicação.

Ah… valerá o mesmo para o blog.

1 de outubro de 2011

Tempos distantes…

Vejam a seguinte foto:

Ricardo 1992

Pode parecer incrível, mas o cara o em pé sou eu… 1,86m e 84 kg… na época do cursinho.

Agora vejam esta daqui:

VI CoMAU - Comissão Organizadora

Da direita para a esquerda, eu sou o segundo. É a comissão organizadora do Congresso Médico Acadêmico da Unicamp, nos tempos em que eu ainda cursava medicina. Nem magro… nem gordo.

Mais uma:

Professor da Microcamp

Esta é dos tempos em que eu era professor. Já bem pançudo.

A última:

ibira

Esta tem uns dois anos, quando fui até o Parque do Ibirapuera com minha noiva. Os mesmos 1,86m de altura… o peso em compensação.

Sim… isto me incomoda pacas…

30 de setembro de 2011

Respeito

Confesso que não me lembrava… mas hoje é o dia dos secretários. Isto explica porque uma professora me presenteou hoje com uma caneca térmica (que aliás, é bem bacana. Obrigado!!!). Alegre

Eu andava me auto-censurando por várias razões… mas ontem eu passei mal… muito mal… pressão em 16x10 na diretoria de ensino e depois no hospital estava em 19x11. Smiley nauseado

Não há emprego nem salário que justifique perder minha saúde desta forma. E não acho justo eu sofrer calado e tendo minha saúde debilitada pelo nervoso que alguns fazem eu passar.

O que não é legal em qualquer ambiente de trabalho é o desrespeito. E isto tem sido um dos problemas que tenho enfrentado no meu dia-a-dia. Alguns professores (felizmente não são todos assim) acreditam que o título de “professor” lhe confere algum grau de superioridade perante os funcionários da secretaria. Acreditam que tem um curso superior e são a autoridade máxima da moral, respeito e conhecimento.

Caso alguns não saibam… tenho nível superior também. Aliás, passei por universidades muito respeitadas como USP e UNICAMP. Nunca acreditei que um diploma da faculdade fosse um instrumento para conferir algum status… mas já que alguns se vangloriam disso, acho necessário dizer que, neste ponto, somos iguais. Frequentei faculdade, congressos, cursos, tenho inglês fluente, um conhecimento de informática avançado, sei utilizar a informática ao meu favor em meu trabalho.

Ah sim… eu fui professor por 8 anos. Também dei aulas. Então por favor, quem ainda acha que porque tem um concurso público(aliás, eu também tenho, pois sou concursado) e uma graduação qualquer, lembre-se desde pequeno detalhe: ninguém é melhor do que ninguém.Smiley nerd

Perdoem-me… eu realmente estou puto. Fiquei muito feliz com a troca da direção da escola porque eu realmente tinha dificuldades em desempenhar meu trabalho de forma adequada. Eu me inscrevi na remoção para poder ir para alguma escola onde me afastaria daquele modelo de gestão que desaprovo. Acabei ficando porque gosto daquela escola. Gosto de muitas pessoas que lá estão e acredito no carinho delas.

Mas ao que parece, alguns não tem a menor ideia de respeito pelo próximo. Quando precisam de algo (uma licença prêmio em regime de urgência por exemplo) agem com toda deferência, educação e pasmem… respeito, mas no momento em que nada precisam, atacam, criticam, ofendem.

Isso é um professor? Isso é um educador?

Questinou-se mais uma vez minha competência… questinou-se mais uma vez minha índole e meu caráter. Já disse ínumeras vezes: meu trabalho é cuidar da vida funcional do professores e funcionários, é cuidar da vida acadêmica (em termos de documentação) dos alunos. Não está escrito em nenhum lugar que sou pago para prejudicar alguém.

E aliás, eu não teria paz interior nesta situação.

Não sou incompetente, tenho certeza disto. Faço as rotinas administrativas, atendo aos professores, atendo ao público geral, encaminho expedientes para diretoria, auxilio a direção sempre que necessário e faço tudo que está ao meu alcance para resolver os problemas. E alguns deles nem são de minha resposabilidade (como por exemplo neste processo de inscrições para atribuição de aulas, onde auxiliei cada professor individualmente, à exceção daqueles que simplesmente ignoraram minha orientação… não era minha responsabilidade, mas ainda assim, o fiz).

Mas sou sozinho… e curiosamente, sozinho em um lugar onde tenho várias pessoas… pessoas que adoram um bate papo, adoram navegar em sites da internet que não estão relacionados ao serviço, pessoas que ao menor ponto de divergência criam um ambiente para discussão e discórdia, pessoas que só estão lá interessadas em resolver os problemas relacionados à sua vida funcional ou sua vida pessoal e que não agregam valor nenhum ao serviço.

Agora, já que falamos em competência… uma pequena constatação: a concessão do bônus escolar é feita mediante avaliação de critérios majoritariamente pedagógicos. De certa forma então o recebimento do bônus está diretamente ligado a um trabalho pedagógico competente.

Minha escola não recebeu um tostão de bônus em 2011…

Sou eu o incompetente? Smiley pensativo

Só gostaria de ter respeito, um ambiente profissional, desprovido de vaidades pessoais e interesses para que as pessoas possam se concentrar no trabalho que tem que ser feito.

Ninguém é obrigado a amar de paixão um colega de trabalho. Mas tem no mínimo a obrigação – pelo princípio da urbanidade que é apregoado pelo estatuto do servidor público – de tratá-lo como um igual e com respeito.

Agora só quero ver quando – pateticamente – começarem os burburinhos pelo que aqui publiquei no meu blog pessoal, manifestando uma opinião pessoal.

Será que novamente terei algum covarde anônimo divulgando meu blog e distorcendo minhas opiniões?

26 de setembro de 2011

Gerações

A foto é emblemática:

generations

Empolgado com as possibilidades das máquinas virtuais, resolvi testar o poder de fogo do meu computador.

E confesso que fiquei orgulhoso…

Na tela, você vê a imagem capturada do meu computador (Pentium Core 2 Duo E6500, 4 GB de RAM, Vídeo 1 GB ATI HD 4670 PCI-e, HD WD 1TB Green) rodando Windows 7 Home Premium 64 bits com direito ao iTunes ligado tocando música e 1 download no Firefox. Além disso, duas máquinas virtuais rodando: a da direita está rodando o Windows XP Service Pack 3 com o internet explorer aberto fazendo algumas atualizações. A da esquerda, rodando o Windows 8 em uma sessão de testes de anti-vírus.

E ainda estou escrevendo este post para o blog.

Acho que nem na minha paranóia mais absurda eu conceberia um cenário destes: 3 computadores de alto nível rodando na mesma máquina…

Windows 8

O Windows 7 nem bem se consolidou no mercado e a Microsoft já está com o seu novo sistema operacional no forno. O Windows 8 já está na fase “Developer Preview” que significa mais ou menos: “Temos uma idéia do que será o novo sistema operacional mas ainda vamos mexer em algumas coisas”. Esta fase é anterior a fase “Beta”, quando o programa já está praticamente concluído e passa a sofrer ajustes finos.

Em seguida aos betas, surge uma versão estável e pronta para uso. É a chamada “Release Candidate” e com muito poucas alterações será aquela que se tornará a versão definitiva.

Eu baixei a versão DP e instalei em uma máquina virtual. Quero ver como ela se sairá nos testes. O Windows 7 foi uma grata surpresa, mas levou alguns anos para ficar bom.

Meu receio é que o Windows 8 sofra do mesmo mal que assolou o Windows Me (um sistema sem melhorias técnicas contendo remendos em relação a última versão do Win 98) e o Windows Vista (que teve mudanças drásticas em relação ao XP mas os equipamentos da época não tinha potência para segurar o tranco).

Enquanto escrevo este post, o Windows 8 está instalando na máquina virtual (em tempo, não roda no VmWare… tive que trocar para o Oracle VM VirtualBox). Vou acompanhar até o lançamento final… mas vai levar um bom tempo para eu trocar o Windows 7 das minhas máquinas.

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Instalado… agora começa a diversão Smiley piscando

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Sistemas operacionais… precisamos de tudo isso?

Hoje resolvi me divertir um pouco com um programa que cria máquinas virtuais. Em síntese, o programa reserva recursos da máquina principal para criar um computador. Este computador é totalmente isolado do seu computador principal.

Dependendo da aplicação você pode criar – por exemplo – 3 terminais virtuais em um computador potente, colocando um monitor para cada um de modo que você tenha 4 computadores independentes. Esse processo é chamado de virtualização.

Antes que você pense em montar sua própria lan house doméstica, tenha em mente que a potência das máquinas criadas será muito inferior a da máquina principal e mesmo esta terá também prejuízo em sua performance.

Em minha virtualização criei 4 máquinas. Em nenhum momento elas funcionarão simultâneamente. São apenas máquinas para estudo de características de sistemas operacionais ou testes, como é o caso da máquina virtual que fiz apenas para testar o Windows 8.

Mas e no passado? Será que os sistemas operacionais traziam toda a parafernalha que trazem embarcada hoje? InocenteComputador

Atentem a tela a seguir:

windows31

Esta é a tela do MS-DOS Shell que vem instalado no DOS 5. Repare que ela possui uma interface espartana. A propósito, para o mouse funcionar nesta interface é necessário instalar um arquivo de configuração adicional.

Sim… esta é a área de trabalho “gráfica” disponibilizada pelo sistema operacional MS-DOS 5.0

Na parte inferior podemos observar os programas disponíveis. Na instalação padrão é isto que temos: Prompt de comando, Editor (uma espécie de notepad), MS-DOS QBasic (para programação na linguagem Basic) e o Disk Utilities (algo como ferramentas de sistema do nosso atual painel de controle).

Ah… ele ainda dispõe de um relógio (canto inferior direito). O terço médio da tela fica reservado para a navegação e localização de arquivos no computador. Para outros programas, deveriamos providenciar os discos (disquetes, bem entendido) de instalação. Ainda vou instalar o Word 5 for Dos nesta máquina…Smiley piscando

Nesta mesma época uma pessoa conhecida por Steve Jobs já tinha uma idéia bem diferente de como deveria ser a interface do computado com o usuário. Neste caso, estamos falando do Macintosh:

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Reparem que o conceito visual modifica tudo. Ainda que a função principal seja organizar arquivos e programas, o sistema da maçã tenta fazer isso de forma mais intuitiva… de forma visual. A propósito, esta interface gráfica (com suporte nativo ao mouse) surgiu no Mac em 1984. A interface “gráfica” do DOS (e nem falei do Windows ainda) surgiu em 1984 e se resumia a um gerenciador de arquivos e atalhos para execução de programas.

A microsoft resolveu aderir a GUI (Graphic User Interface) após perceber o estrondoso sucesso de seu rival (a Apple). E tratou de desenvolver uma interface gráfica para o DOS. Esta interface era bem pouco prática e parecia uma verdadeira escola de samba por conta de suas cores fortes.

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Sim… a tela acima é o editor de textos do Windows 1.0. Nesta versão, ainda não existia a sobreposição de janelas e nem a multitarefa. Ou seja, se você quisesse ver o relógio, tinha que abrir o aplicativo correspondente.

Dos-2011-09-26-01-28-11

Ouvir música? Ver fotos? Enviar e-mails? Esqueça… nada disto era possível no ambiente Windows 1.0. O sistema operacional era isto, e apenas isto: um programa de suporte que permitia a utilização de programas de aplicações específicas.

Pessoalmente, a interface gráfica do DOS era mais amigável que a interface do Windows 1.0 Anjo

Com a intenção de tornar o produto mais interessante e acessível aos usuários, a Microsoft introduziu diversas melhorias em sua interface gráfica para o DOS… sim o Windows ainda não era um sistema operacional isolado, sendo que o DOS é quem estava no controle.

O Windows 3.11 trouxe uma série de inovações. Permitiu a abertura de janelas sobrepostas, permitiu a abertura de mais de um programa simultaneamente. e iniciou a transformação do Windows em um sistema operacional.

Fato curioso: o relógio do windows era um aplicativo que deveria ser executado, com direito a ícone inclusive… Smiley nerd

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Nas versões seguintes, o que vimos foi uma busca incessante por uma interface agradável aos olhos, inclusão de novos programas auxiliares e recursos o que tornou o sistema mais e mais pesado.

Será que precisamos realmente de tudo isso?

25 de setembro de 2011

O adeus definitivo ao Windows 98

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Sou uma espécie de saudosista incorrigível. Como usuário avançado de computadores, tenho por obrigação utilizar e testar o que existe de atual no mercado.

Entretanto, gosto de fuçar em sistemas operacionais antigos também… observar como uma tarefa era mais complicada ou mais fácil em relação aos sistemas atuais… e é divertido ver como estes sistemas ficam super velozes em máquinas atuais, fazendo qualquer máquina topo de lina da época se roer de inveja.

Uma maneira de utilizar um sistema antigo sem prejudicar o sistema atual é utilizar uma máquina virtual. Existem várias por aí. As duas boas soluções que conheço são a Virtual Box e VMware. Eu utilizo o VMware Workstation, mas é uma alternativa paga. Se o bolso estiver furado, opte pelo Virtual Box. Ele é muito bom.

Alguns irão me lembrar que o Windows 7 também tem sua máquina de virtualização. Isso é parcialmente correto pois a mesma só está disponível nas versões Ultimate e Business.

O fato é que resolvi instalar o Windows 98 em uma máquina virtual. Os recursos para ela seriam dignos de qualquer máquina de ponta para época: Processador 2,93 MHz (com 1 núcleo apenas, já que o Win98 não suporta multiprocessamento), 256 MB de RAM e um HD de 16 GB. Uma configuração ultra topo de linha para o padrão Win98.

O CD de instalação não seria um problema pois eu o tenho até hoje. Já o disquete sim… Faz quatro anos que meu computador não é dotado de unidade de disquete.

A solução foi recorrer à Internet. Encontrei uma imagem no formato IMG (que permite simular o disquete) e segui com a instalação.

O que normalmente eu levava em torno de 1h30 fiz em apenas 4 minutos. Até aí, sensacional.

As surpresas começaram aí… o Windows 98 não reconheceu áudio, vídeo, modem, usb, impressora, scanner, monitor, teclado (sem fio) e mouse (sem fio).

Curiosamente, a internet funcionava… tratei de tentar atualizar e instalar todos os drivers.

E então descobri (na verdade, já sabia mas não aceitava)… não há mais suporte por parte dos fabricantes. Não existem os drivers que fariam as placas funcionarem.

Afinal, é um sistema de 14 anos de vida. Era a maneira pela qual os computadores funcionavam naquela época.

Oficialmente, o Windows 98 acabou há muito tempo… para mim, ele acabou hoje.

22 de setembro de 2011

Um novo meio de publicação

Estou fazendo testes para postar por e-mail. Espero qu e funcione

18 de junho de 2011

Os logotipos do Google

Há algum tempo atrás comentei neste post sobre as alterações dos logotipos do Google.

Hoje quero atualizar a informação. Estes logotipos estilizados têm nome: Doodles.

E aliás, o Google mantém uma página contando a história destes doodles. Você pode conhecer a história clicando aqui.

7 de junho de 2011

Quais as razões de não postar?

Já tem quase um mês que não escrevo nada no blog. Aliás, meus últimos posts foram um tanto “vagos” e genéricos. Falei sobre amenidades, ainda que sejam coisas importantes para mim.

Há algum tempo, escrevi sobre a estabilidade do serviço público (na verdade, instabilidade… mas isto é uma outra história) e o fato é que isso causou uma série de problemas com diversas implicações.

Isto criou uma situação complicada para mim: apesar de ter o amplo e irrestrito direito de opinar, sei que minhas opiniões serão distorcidas por alguns, que criarão uma realidade alternativa e encaminharão estas distorções a pessoas que podem sim interpretar equivocadamente aquilo que escrevo.

Entretanto, acompanho atentamente as mudanças que estão ocorrendo nas escolas por conta da alteração do quadro funcional (fusão de cargos, alteração de funções, concurso de remoção, novo cargo de Gerente de Organização, etc…). Sei que por conta destas alterações, posso ir parar no pátio de uma escola atuando como simples inspetor de alunos.

Acompanho também que a situação na maioria das escolas é quase sempre a mesma: funcionários insatisfeitos, excesso de carga de trabalho, autoridades que confundem conceitos simples e acabam por impor sua autoridade e comando por meio de ações que inviabilizam um ambiente de trabalho saudável e produtivo.

E é claro que eu gostaria de escrever muita coisa sobre isso.

Mas se um simples desabafo já me causou tantos problemas, o que esperar de uma análise completa da situação dos funcionários do quadro de apoio escolar?

Não estou a fim de confusão… quero apenas trabalhar, fazer meu trabalho bem feito para que não existam reclamações ou queixas infundadas. Para que algumas pessoas sigam o caminho que escolheram (e algumas escolhem o caminho de passar por cima dos outros como um rolo compressor desrespeitando todas as regras da educação, civilidade e urbanidade) e sejam felizes.

Por conta disso, prevalece a minha auto-censura.

Mas o episódio serviu para que eu aprendesse muito sobre as pessoas. Sobre como algumas lidam com a crítica. Sobre como algumas distorcem as palavras dos outros. Sobre como as pessoas simplesmente não sabem conviver com pessoas que simplesmente têm uma opinião diferente da sua.

Hoje posso afirmar que entendo as razões pelas quais a educação no país está sucateada.

E quais as razões? Bom, isto infelizmente, só eu saberei.

A vida continua… e o blog também.

19 de maio de 2011

Um blog interessante

Para quem tiver interesse em ler “O Evangelho segundo o Espiritismo” de Allan Kardec, existe um blog que publicou o livro em sua totalidade.

http://evangelhoespirita.wordpress.com/

É uma oportunidade interessante de conhecer uma maneira de conduzir a vida com retidão, seja qual for a sua fé. Eu acho que vale a pena.

Quem gostar e puder, compre o livro também e tenha-o próximo de si. Normalmente o livro não é caro (em torno de 10,00 reais) e ajuda bastante em obras sociais.

Como eu mesmo pude aprender, não importa sua fé, não importa no que acredita, querer o bem de alguém e praticar o bem vai além de qualquer crença.

Os superiores e os inferiores

Ou se preferir, “Os superiores e os subordinados”

A autoridade, da mesma maneira que a fortuna, é uma delegação, de que se pedirá contas a quem dela foi investido. Não creias que ela seja dada satisfazer ao fútil prazer do mando, nem tampouco, segundo pensa falsamente a maioria dos poderosos da terra, como um direito ou uma propriedade. Deus, aliás, tem demonstrado suficientemente que ela não é nem uma, nem outra coisa, desde que a retira quando bem lhe apraz. Se fosse um privilégio inerente à pessoa que a exerce, seria inalienável. Ninguém pode dizer, entretanto, que uma coisa lhe pertence, quando pode ser tirada sem o seu consentimento. Deus concede autoridade a título de missão ou de prova, conforme lhe convém, e da mesma forma a retira.

O depositário da autoridade,de qualquer extensão que esta seja, desde a do senhor sobre o escravo até a do soberano sobre o povo, não deve esquivar-se à responsabilidade de um encarregado de almas, pois responderá pela boa ou má orientação que der aos seus subordinados, e as faltas que estes puderem cometer, os vícios a que forem arrastados em conseqüência dessa orientação ou dos maus exemplos recebidos, recairão sobre ele. Da mesma maneira, colherá os frutos de sua solicitude, por conduzi-los ao bem. Todo homem tem, sobre a Terra, uma pequena ou uma grande missão. Qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem. Desviá-la, pois, do seu sentido, é fracassar no seu cumprimento.

Se Deus pergunta ao rico: Que fizeste da fortuna que devia ser em tuas mãos uma fonte espalhando a fecundidade em seu redor? Também perguntará ao que possui alguma autoridade: Que uso fizeste dessa autoridade? Que males impediste? Que progressos impulsionaste? Se te dei subordinados, não foi para torná-los escravos da tua vontade, nem dóceis instrumentos dos teus caprichos e da tua cupidez; se te fiz forte e te confiei os fracos, foi para que os amparasses e os ajudasses a subir até mim.

O superior que guardou as palavras do Cristo, não despreza a nenhum dos seus subordinados, porque sabe que as distinções sociais não subsistem diante de Deus. O Espiritismo lhe ensina que, se eles hoje o obedecem, na verdade já podem tê-lo dirigido, ou poderão dirigi-lo mais tarde, e que então será tratado como por sua vez os tratou.

Se o superior tem deveres a cumprir, o inferior também os tem de sua parte, e não são menos sagrados. Se também este é espírita, sua consciência lhe dirá, ainda mais fortemente, que não está dispensado de cumpri-los, mesmo que o seu chefe não cumpra os dele, porque sabe que não deve pagar o mal com o mal, e que as faltas de uns não autorizam as de outros. Se sofre na sua posição, dirá que sem dúvida o mereceu, porque ele mesmo talvez tenha abusado outrora de sua autoridade, devendo agora sentir os inconvenientes do que fez os outros sofrerem. Se for obrigado a suportar essas posições, na falta de outra melhor, o Espiritismo lhe ensina a resignar-se a isso, como a uma prova a sua humildade, necessária ao seu adiantamento. Sua crença o guia na sua conduta: ele age como desejaria que os seus subordinados agissem com ele, caso fosse o chefe. Por isso mesmo é mais escrupuloso no cumprimento das obrigações, pois compreende que toda negligência no trabalho que lhe foi confiado será um prejuízo para aquele que o remunera, e a quem deve o seu tempo e os seus cuidados. Numa palavra, ele é guiado pelo sentimento do dever que a sua fé lhe infunde, e a certeza de que todo desvio do caminho reto será uma dívida, que terá de pagar mais cedo ou mais tarde.

FRANÇOIS-NICOLAS-MADELEINE
Cardeal Morlot, Paris, 1863

Não… claro que o texto não é meu (quem me dera). É apenas a transcrição de um trecho do livro “O Evangelho segundo o Espiritismo” de Allan Kardec. Especificamente o capítulo XVII (Sede perfeitos). Isso acho que se aplica também em relações trabalhistas. Na verdade, aplica-se em tudo na vida.

Mas realmente, eu espero que nenhum covarde anônimo que se julga no direito de me julgar pelo que escrevo, venha descer o pau em mim por transcrever trechos de um livro. Era só o que faltava agora.

4 de maio de 2011

Celulares

Em tempos de licença-saúde o que me resta é tentar relaxar a mente e fazer algumas atividades lúdicas para esfriar a cabeça.

É o que tenho feito nestes últimos dias…

Resolvi então falar de celulares. Afinal, o meu celular está temperamental e olhando uma página na internet, me surpreendi com um erro de base de dados. Eu explico mais a frente…

Uma das coisas chatas é que meu querido celular está “rebelde”. Começa a vibrar sem estar recebendo ligação, você liga para o número do chip e ele simplesmente ignora a existência da chamada (para quem liga fica chamando, mas no celular nada acontece). Enfim… ele tá dodói.

É uma pena porque gosto muito dele. É um Sony Ericsson W205 basicão, com câmera, Mp3 e rádio. Dá para mandar SMS numa boa e a única coisa ruim é o teclado. Mas eu acabei acostumando com isso. A função Walkman dele é bem legal. A bateria é um caso a parte. Tem vez que ela funciona por três ou quatro dias sem recarga e tem vez que a carga acaba no final do dia.

w205aw205

As fotos até que não são ruins e obviamente uma câmera digital é bem melhor, mas ela me quebra um galhão. Enfim, é um celular que atende minhas necessidades. Bem que ele poderia ser Dual-Chip… aí seria quase perfeito.

Aliás, minha relação com celulares é um tanto curiosa. Meu primeiro celular (o que de fato eu comprei com dinheiro do meu trabalho) foi um Ericsson A1228. Lembro de ter pago R$ 399,00 numa promoção da BCP (que depois virou Claro). Perto dos celulares de hoje, ele é um tijolo. Mas era simpático, principalmente o toque de chamada (a música do Popeye).

ericsson

Não se enganem com o tamanho da foto: ele era grandão e durou um tempão na minha mão: Comprei em Julho 2001 e ele sobreviveu até Junho de 2004. A antena quebrou, a bateria arriou e não compensava o custo de repor as peças e mão de obra.

Aí, troquei por um Motorola. Na época, tinha um bem pequenho que estava fazendo um sucesso danado porque o display era colorido. Já era a era dos celulares com chip (mas ainda bloqueado pelas operadoras). Sendo assim, meu celular oficial passou a ser um Motorola C350.

c350

Este celular ainda era do tempo em que celular era apenas telefone e não uma quase-cafeteira-elétrica-faz-tudo. Simpático e bonitinho. O problema é que eu não aproveitei muito ele não: um dia, em minha sala quando eu ainda era coordenador de cursos de uma escola, após atender a uma mãe de aluno, o celular sumiu. Foi roubado… por aquela simpática e inocente mãe de aluno. Com este celular eu devo ter ficado uns 7 ou 8 meses.

Na necessidade de um novo celular e na ansiedade de suprir um desejo consumista, comprei (se bem que nesse caso, acho que ganhei da noiva) um novo motorola, só que com câmera incluída. Era um V220 e foi meu celular titular por um bom tempo.

motorola

A câmera era fraquinha, mas sonho de consumo é sonho de consumo. O celular em si era bem legal e utilizei até o flat danificar. Aí, o celular passou a funcionar somente no viva-voz. O preço para consertar? Saia mais barato comprar outro. Outro dia eu o testei e ele ainda funcionava. No viva-voz, mas funcionava.

Bom, nesta época já surgiam os celulares com rádio, Mp3, câmera e outros cacarecos. Desapontado com a câmera do V220 e mais interessado em ouvir a Rádio CBN a caminho do trabalho ou uma boa música no metrô, comprei um outro Motorola com o preço bem em conta. Cerca de R$ 150,00 e com rádio e Mp3. O modelo? Um W270 e ele veio até com um chip de memórias com músicas da Alanis Morissete.

w270

Outra coisa que eu gostava neste celular era o fato de ele ter o jogo Tetris instalado. Bem divertido. Apesar de ser um bom celular, ele tinha alguns problemas desde a aquisição: não consegue memorizar o toque Mp3 (depois de algum tempo, ele volta sozinho para o toque padrão). O mesmo acontece com a imagem do display. Acho que dei azar e peguei o produto com algum defeito de fabricação. Apesar disso, funciona até hoje. Este foi o último celular bloqueado por operadora que tive.

Aliás, só troquei este celular porque minha noiva resolveu mudar de operadora. Ambos tínhamos linhas da Claro e por conta de alguma promoção e facilidade para se comunicar com os colegas de trabalho e também por ser mais barato ela comprou um celular e foi para a Oi.

O problema é que o meu Motorola era bloqueado Claro…

Com o dinheiro curto, a solução foi adquirir um celular bem simples desbloqueado. Aí, compramos para mim um Nokia 1208 que na ocasião era o modelo mais barato (R$ 89,00) existente. Um celular que era só celular (aliás, seu único “opcional” era uma lanterna led que funciona muito bem por sinal). E com ele, eu também fui para a Oi…

nokia1208

Este celular não era muito resistente não. O teclado emborrachado soltava-se com freqüência e eu tinha que ficar usando uma caneta Bic para digitar os números. Acabei consertando o painel e dei de presente para minha mãe este celular também. Eu continuei com o W270 sub-utilizado e adquiri então o Sony w205 que falei no começo do post.

Somando tudo o que gastei com celular até hoje, já dava para ter comprado um iPad…

Bom… tudo corria tranquilamente quando dia descubro que minha mãe ganhou do meu pai um Smartphone (na verdade, um colega de trabalho deu o celular para ele e ele disse que não tinha serventia para ele). Era um Nokia E62 também bloqueado pela operadora.

nokia-e62-g

É um celular legal. Troquei com minha mãe pelo Motorola W275, pois para ela era mais interessante ouvir música e para mim, seria interessante ter um smartphone. Mas ele fica limitado pelo fato de ser bloqueado para operadora Claro.

Esta é a história dos celulares que tive ao longo dos anos. No total foram 7 aparelhos que um dia virarão sucata eletrônica. Uma média de 1 celular por ano… credo…

Agora, a parte cômica: navegando pela internet para tentar descobrir porque diabos a Sony não lança um aparelho Dual Chip eu achei esta página. Um celular pela “pechincha” de R$ 209.015,00. Isto mesmo: Duzentos mil reais. Obviamente, um erro da base de dados. Mas foi engraçado imaginar um celular custando toda esta fortuna.

celularcaro

Aliás, acho que eu não teria coragem de pagar mais do que R$ 400 em um celular… não consigo imaginar qual a necessidade de ter um celular que sabe até fazer cafezinho…

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