28 de abril de 2011

Pessoas que inconscientemente nos fazem mal

Ao longo da minha vida, eu tive que lidar com algumas adversidades. Acredito que a pior dela foi conviver com a perda da Faculdade de Medicina. Náo foi fácil. Eu passei minha vida me preparando para a faculdade de medicina. Dentro da faculdade, eu me preparei para exercer e práticar uma boa medicina. Mas o destino e minhas escolhas erradas tornaram isso inviável.

O fato é que hoje não estou nem um pouco próximo de ser médico.

Em meu íntimo, eu não desisti. Honestamente, acho que ainda posso dar a volta por cima e começar tudo de novo. Mas ao contrário do que acontecia há 20 anos atrás, desta vez existem outros problemas que precisam ser resolvidos antes.

Trabalhei com aquilo que tinha a mão. Sem um formação específica (apesar da ciência da computação) eu tive que procurar uma solução a curto prazo. A solução veio na forma de aulas de informática. Após algum tempo de estudo eu passei a me dedicar a função de instrutor e professor de informática.

O meu primeiro erro foi contar sobre meu passado. Sobre as faculdades, sobre a perda da faculdade de medicina. Sobre o desejo de retornar. Ficou claro para todos (e não para mim) que aquilo era apenas um meio para retornar.

E eu deveria ter retornado assim que possível. Mas não o fiz. Ao invés disto, incorporei a função de professor, fiz minha capacitação e acretido ter me transformado em um bom professor.

Aí, cometi um erro enorme. Deixei que problemas pessoais interferissem em minha vida pessoal. Como conseqüência tive que recomeçar tudo. E assim o fiz.

Resumindo a história, atuei por sete anos como professor de informática. Neste sete anos, não fiz um único movimento para retornar a medicina. A culpa neste caso é totalmente minha.

Mas também encontrei ao longo do caminho, pessoas que não entenderam o meu desejo de realizar um sonho. Pessoas comprometidas com suas funções, mas totalmente obtusas com a realidade que as cerca. E estas pessoas me prejudicaram muito. Foram pessoas pensando somente no lucro da empresa, pensando somente no pagamento de suas dívidas pessoais (como por exemplo, levar os filhos para austrália), pessoas que só se preocupam com os cliente das empresas e nos contratos que irá conseguir e pessoas que só se preocupam com sua aposentadoria e seus “amigos” no momento em que deve determinar o que deve ser feito e o que deve esperar.

Sem nomes, sem acusações… mas nitidamente, são pessoas que por serem antes de tudo egoístas e despreocupadas com o fator humano. Preocupadas consigo mesmo…

Egoístas…

Um P.S.: é muito mais complicado escrever tomando-se cuidado para que ninguém depois venha alegar qualquer reclamação.

Eu preciso e vou reencontrar meu caminho para ser médico… mesmo aos quase 37 anos de idade.

25 de abril de 2011

O direito de opinar

A constituição brasileira (1988) traz em seu Artigo 5° uma série de direitos e garantias fundamentais. Na verdade, trata-se da resposta democrática ao período em que o país viveu sobre o regime militar onde o simples ato de opinar era considerado um crime (se a opinião divergisse do que o regime julgava correto).

Em seus 78 incisos, o artigo 5° tenta prevenir toda e qualquer possibilidade de perda de liberdade ou de direitos fundamentais.

Vou me concentrar especificamente nos incisos IV e IX. Vejamos o que diz o inciso IV:

"É livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”

Já o inciso IX garante:

“É livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”

Ah… quero também deixar registrado o que – para mim – é censura (retirei esta “definição” deste blog).

Censura é o uso pelo estado ou grupo de poder, no sentido de controlar e impedir a liberdade de expressão. A censura criminaliza certas acções de comunicação, ou até a tentativa de exercer essa comunicação. No sentido moderno, a censura consiste em qualquer tentativa de suprimir informação, opiniões e até formas de expressão, como certas facetas da arte.

O propósito da censura está na manutenção do status quo, evitando alterações de pensamento num determinado grupo e a consequente vontade de mudança. Desta forma, a censura é muito comum entre alguns grupos, como certos grupos de interesse e pressão (lobbies), religiões, multinacionais e governos, como forma de manter o poder. A censura procura também evitar que certos conflitos e discussões se estabeleçam.

Teoricamente, vivemos em um estado democrático livre, onde podemos nos expressar livremente, desde que não nos utilizemos do anonimato.

Meu blog é, por princípio, de acesso público e irrestrito. Qualquer pessoa pode acessá-lo e ler seu conteúdo livremente. Também lá no alto estou devidamente identificado. Quem sou eu e como me localizar.

Também mantenho uma seção de “comentários” onde os leitores podem se manifestar livremente (desde que o faça com respeito e urbanidade).

E meu blog é, acima de tudo, pessoal. Não é profissional. É apenas minha visão objetiva sobre determinados assuntos ou problemas que cercam o meu dia-a-dia. Posso falar de política, posso falar de futebol, posso falar de jogos eletrônicos… posso falar (e quem me garante isso é a lei magna do país) sobre o que eu quiser, desde que eu não faça apologia a condutas criminosas ou discrimatórias.

Até aí, tudo parece lógico, óbvio e coerente, certo?

Pois é… eu também achava isto.

Até que um dia, minhas opiniões e críticas interferiram em algumas de minhas relações profissionais. Ao que parece, não posso ter o direito de opinar e criticar. Nem mesmo no MEU blog pessoal.

Assim, me vi obrigado a repensar algumas coisas e em razão disso guardar algumas opinões exclusivamente para mim. Entre regras e “regras”, descobri de uma forma até dolorosa que nas “regras” uma delas é “você não pode pensar diferente de quem pode prejudicar você”.

E quando isto mexe com meu ganha-pão… uma “regra” acaba sim tendo mais força do que um direito que a constituição me garante por princípio.

Mas, graças a Deus… eu posso ter minha consciência tranquila pois meu blog sempre foi público. E nunca precisei recorrer ao anonimato para fazer críticas (ou como alguns covardes: para fazer delações), porque tenho a consciência de que, quando fiz alguma crítica, ela se baseou em fatos.

Pensem nisso.

Censura

Acreditem, uma pessoa não sabe o que é censura até o momento em que ela é atingida pela tal.

Por conta disto, muitos posts foram censurados devido ao fato de que as críticas ainda que construtivas, não são bem toleradas.
A partir de agora, o blog opinará somente sobre meus hobbies e notícias cotidianas.

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