19 de maio de 2011

Um blog interessante

Para quem tiver interesse em ler “O Evangelho segundo o Espiritismo” de Allan Kardec, existe um blog que publicou o livro em sua totalidade.

http://evangelhoespirita.wordpress.com/

É uma oportunidade interessante de conhecer uma maneira de conduzir a vida com retidão, seja qual for a sua fé. Eu acho que vale a pena.

Quem gostar e puder, compre o livro também e tenha-o próximo de si. Normalmente o livro não é caro (em torno de 10,00 reais) e ajuda bastante em obras sociais.

Como eu mesmo pude aprender, não importa sua fé, não importa no que acredita, querer o bem de alguém e praticar o bem vai além de qualquer crença.

Os superiores e os inferiores

Ou se preferir, “Os superiores e os subordinados”

A autoridade, da mesma maneira que a fortuna, é uma delegação, de que se pedirá contas a quem dela foi investido. Não creias que ela seja dada satisfazer ao fútil prazer do mando, nem tampouco, segundo pensa falsamente a maioria dos poderosos da terra, como um direito ou uma propriedade. Deus, aliás, tem demonstrado suficientemente que ela não é nem uma, nem outra coisa, desde que a retira quando bem lhe apraz. Se fosse um privilégio inerente à pessoa que a exerce, seria inalienável. Ninguém pode dizer, entretanto, que uma coisa lhe pertence, quando pode ser tirada sem o seu consentimento. Deus concede autoridade a título de missão ou de prova, conforme lhe convém, e da mesma forma a retira.

O depositário da autoridade,de qualquer extensão que esta seja, desde a do senhor sobre o escravo até a do soberano sobre o povo, não deve esquivar-se à responsabilidade de um encarregado de almas, pois responderá pela boa ou má orientação que der aos seus subordinados, e as faltas que estes puderem cometer, os vícios a que forem arrastados em conseqüência dessa orientação ou dos maus exemplos recebidos, recairão sobre ele. Da mesma maneira, colherá os frutos de sua solicitude, por conduzi-los ao bem. Todo homem tem, sobre a Terra, uma pequena ou uma grande missão. Qualquer que ela seja, sempre lhe é dada para o bem. Desviá-la, pois, do seu sentido, é fracassar no seu cumprimento.

Se Deus pergunta ao rico: Que fizeste da fortuna que devia ser em tuas mãos uma fonte espalhando a fecundidade em seu redor? Também perguntará ao que possui alguma autoridade: Que uso fizeste dessa autoridade? Que males impediste? Que progressos impulsionaste? Se te dei subordinados, não foi para torná-los escravos da tua vontade, nem dóceis instrumentos dos teus caprichos e da tua cupidez; se te fiz forte e te confiei os fracos, foi para que os amparasses e os ajudasses a subir até mim.

O superior que guardou as palavras do Cristo, não despreza a nenhum dos seus subordinados, porque sabe que as distinções sociais não subsistem diante de Deus. O Espiritismo lhe ensina que, se eles hoje o obedecem, na verdade já podem tê-lo dirigido, ou poderão dirigi-lo mais tarde, e que então será tratado como por sua vez os tratou.

Se o superior tem deveres a cumprir, o inferior também os tem de sua parte, e não são menos sagrados. Se também este é espírita, sua consciência lhe dirá, ainda mais fortemente, que não está dispensado de cumpri-los, mesmo que o seu chefe não cumpra os dele, porque sabe que não deve pagar o mal com o mal, e que as faltas de uns não autorizam as de outros. Se sofre na sua posição, dirá que sem dúvida o mereceu, porque ele mesmo talvez tenha abusado outrora de sua autoridade, devendo agora sentir os inconvenientes do que fez os outros sofrerem. Se for obrigado a suportar essas posições, na falta de outra melhor, o Espiritismo lhe ensina a resignar-se a isso, como a uma prova a sua humildade, necessária ao seu adiantamento. Sua crença o guia na sua conduta: ele age como desejaria que os seus subordinados agissem com ele, caso fosse o chefe. Por isso mesmo é mais escrupuloso no cumprimento das obrigações, pois compreende que toda negligência no trabalho que lhe foi confiado será um prejuízo para aquele que o remunera, e a quem deve o seu tempo e os seus cuidados. Numa palavra, ele é guiado pelo sentimento do dever que a sua fé lhe infunde, e a certeza de que todo desvio do caminho reto será uma dívida, que terá de pagar mais cedo ou mais tarde.

FRANÇOIS-NICOLAS-MADELEINE
Cardeal Morlot, Paris, 1863

Não… claro que o texto não é meu (quem me dera). É apenas a transcrição de um trecho do livro “O Evangelho segundo o Espiritismo” de Allan Kardec. Especificamente o capítulo XVII (Sede perfeitos). Isso acho que se aplica também em relações trabalhistas. Na verdade, aplica-se em tudo na vida.

Mas realmente, eu espero que nenhum covarde anônimo que se julga no direito de me julgar pelo que escrevo, venha descer o pau em mim por transcrever trechos de um livro. Era só o que faltava agora.

4 de maio de 2011

Celulares

Em tempos de licença-saúde o que me resta é tentar relaxar a mente e fazer algumas atividades lúdicas para esfriar a cabeça.

É o que tenho feito nestes últimos dias…

Resolvi então falar de celulares. Afinal, o meu celular está temperamental e olhando uma página na internet, me surpreendi com um erro de base de dados. Eu explico mais a frente…

Uma das coisas chatas é que meu querido celular está “rebelde”. Começa a vibrar sem estar recebendo ligação, você liga para o número do chip e ele simplesmente ignora a existência da chamada (para quem liga fica chamando, mas no celular nada acontece). Enfim… ele tá dodói.

É uma pena porque gosto muito dele. É um Sony Ericsson W205 basicão, com câmera, Mp3 e rádio. Dá para mandar SMS numa boa e a única coisa ruim é o teclado. Mas eu acabei acostumando com isso. A função Walkman dele é bem legal. A bateria é um caso a parte. Tem vez que ela funciona por três ou quatro dias sem recarga e tem vez que a carga acaba no final do dia.

w205aw205

As fotos até que não são ruins e obviamente uma câmera digital é bem melhor, mas ela me quebra um galhão. Enfim, é um celular que atende minhas necessidades. Bem que ele poderia ser Dual-Chip… aí seria quase perfeito.

Aliás, minha relação com celulares é um tanto curiosa. Meu primeiro celular (o que de fato eu comprei com dinheiro do meu trabalho) foi um Ericsson A1228. Lembro de ter pago R$ 399,00 numa promoção da BCP (que depois virou Claro). Perto dos celulares de hoje, ele é um tijolo. Mas era simpático, principalmente o toque de chamada (a música do Popeye).

ericsson

Não se enganem com o tamanho da foto: ele era grandão e durou um tempão na minha mão: Comprei em Julho 2001 e ele sobreviveu até Junho de 2004. A antena quebrou, a bateria arriou e não compensava o custo de repor as peças e mão de obra.

Aí, troquei por um Motorola. Na época, tinha um bem pequenho que estava fazendo um sucesso danado porque o display era colorido. Já era a era dos celulares com chip (mas ainda bloqueado pelas operadoras). Sendo assim, meu celular oficial passou a ser um Motorola C350.

c350

Este celular ainda era do tempo em que celular era apenas telefone e não uma quase-cafeteira-elétrica-faz-tudo. Simpático e bonitinho. O problema é que eu não aproveitei muito ele não: um dia, em minha sala quando eu ainda era coordenador de cursos de uma escola, após atender a uma mãe de aluno, o celular sumiu. Foi roubado… por aquela simpática e inocente mãe de aluno. Com este celular eu devo ter ficado uns 7 ou 8 meses.

Na necessidade de um novo celular e na ansiedade de suprir um desejo consumista, comprei (se bem que nesse caso, acho que ganhei da noiva) um novo motorola, só que com câmera incluída. Era um V220 e foi meu celular titular por um bom tempo.

motorola

A câmera era fraquinha, mas sonho de consumo é sonho de consumo. O celular em si era bem legal e utilizei até o flat danificar. Aí, o celular passou a funcionar somente no viva-voz. O preço para consertar? Saia mais barato comprar outro. Outro dia eu o testei e ele ainda funcionava. No viva-voz, mas funcionava.

Bom, nesta época já surgiam os celulares com rádio, Mp3, câmera e outros cacarecos. Desapontado com a câmera do V220 e mais interessado em ouvir a Rádio CBN a caminho do trabalho ou uma boa música no metrô, comprei um outro Motorola com o preço bem em conta. Cerca de R$ 150,00 e com rádio e Mp3. O modelo? Um W270 e ele veio até com um chip de memórias com músicas da Alanis Morissete.

w270

Outra coisa que eu gostava neste celular era o fato de ele ter o jogo Tetris instalado. Bem divertido. Apesar de ser um bom celular, ele tinha alguns problemas desde a aquisição: não consegue memorizar o toque Mp3 (depois de algum tempo, ele volta sozinho para o toque padrão). O mesmo acontece com a imagem do display. Acho que dei azar e peguei o produto com algum defeito de fabricação. Apesar disso, funciona até hoje. Este foi o último celular bloqueado por operadora que tive.

Aliás, só troquei este celular porque minha noiva resolveu mudar de operadora. Ambos tínhamos linhas da Claro e por conta de alguma promoção e facilidade para se comunicar com os colegas de trabalho e também por ser mais barato ela comprou um celular e foi para a Oi.

O problema é que o meu Motorola era bloqueado Claro…

Com o dinheiro curto, a solução foi adquirir um celular bem simples desbloqueado. Aí, compramos para mim um Nokia 1208 que na ocasião era o modelo mais barato (R$ 89,00) existente. Um celular que era só celular (aliás, seu único “opcional” era uma lanterna led que funciona muito bem por sinal). E com ele, eu também fui para a Oi…

nokia1208

Este celular não era muito resistente não. O teclado emborrachado soltava-se com freqüência e eu tinha que ficar usando uma caneta Bic para digitar os números. Acabei consertando o painel e dei de presente para minha mãe este celular também. Eu continuei com o W270 sub-utilizado e adquiri então o Sony w205 que falei no começo do post.

Somando tudo o que gastei com celular até hoje, já dava para ter comprado um iPad…

Bom… tudo corria tranquilamente quando dia descubro que minha mãe ganhou do meu pai um Smartphone (na verdade, um colega de trabalho deu o celular para ele e ele disse que não tinha serventia para ele). Era um Nokia E62 também bloqueado pela operadora.

nokia-e62-g

É um celular legal. Troquei com minha mãe pelo Motorola W275, pois para ela era mais interessante ouvir música e para mim, seria interessante ter um smartphone. Mas ele fica limitado pelo fato de ser bloqueado para operadora Claro.

Esta é a história dos celulares que tive ao longo dos anos. No total foram 7 aparelhos que um dia virarão sucata eletrônica. Uma média de 1 celular por ano… credo…

Agora, a parte cômica: navegando pela internet para tentar descobrir porque diabos a Sony não lança um aparelho Dual Chip eu achei esta página. Um celular pela “pechincha” de R$ 209.015,00. Isto mesmo: Duzentos mil reais. Obviamente, um erro da base de dados. Mas foi engraçado imaginar um celular custando toda esta fortuna.

celularcaro

Aliás, acho que eu não teria coragem de pagar mais do que R$ 400 em um celular… não consigo imaginar qual a necessidade de ter um celular que sabe até fazer cafezinho…

2 de maio de 2011

A lei da “Causa e Efeito”

Mais uma noite de insônia… tentando compreender algumas coisas que acontecem em minha vida. No começo da noite, assisti novamente ao filme “Nosso Lar”. E aí, só agora… quase cinco horas da manhã, lembrei da Lei da Causa e Efeito.

Retirei a explicação do site Wikipedia:

A Lei de causa e efeito é um dos princípios fundamentais preconizados pela Doutrina Espírita para explicar as contingências ligadas à vida humana. Também é conhecida na literatura espírita como Lei da Causalidade.

Segundo ela, a todo ato da vida moral do homem corresponderia uma reação semelhante dirigida a ele, criando-se, assim, algo similar ao "cosmos ininterrupto de retribuição ética", a que alude Max Weber em Economia e Sociedade.

A Lei de causa e efeito, segundo a compreendia Kardec, distanciava-se da concepção de Karma, erroneamente difundida no Ocidente, por não admitir o determinismo.

Esta lei procura explicar os acontecimentos da vida atribuindo um "motivo justo", e uma "finalidade proveitosa" para todos os acontecimentos com que se depara o homem, inclusive o sofrimento.

Se aquilo que acredito estiver minimamente correto, então tudo o que ocorreu comigo nada mais é do que o reflexo das escolhas erradas que fiz.

E com isso, mais uma noite de sono foi perdida…

1 de maio de 2011

As homenagens do Google

Se você utiliza internet muito provavelmente já acessou o site do Google para pesquisar algum conteúdo. Seja para localizar um trabalho de faculdade, um endereço, um site sobre determinado assunto. O fato é que é possível afirmar que, se você acessa a internet, então você utiliza o Google.

Sites de busca não são novidades na rede. Mesmo o Google já tem 13 anos de estrada. Seu diferencial em relação aos rivais residia na forma como as buscas eram realizadas. Ao invés de apenas concentrar-se no termo a ser procurado (o que muitas vezes resultava em páginas inconsistentes), o Google procurava a inter-relação entre elas, resultando em buscas mais precisas.

Outra característica do sistema era o visual espartano de sua página inicial. Enquanto os sites Altavista, Yahoo, Lycos, Freeserve, Excite e até mesmo os nacionais Cadê? e Achei! utilizavam páginas mais resbuscadas, o Google manteve-se fiel à sua origem. Um site leve, apenas com o necessário para realizar a busca. Aqui, vemos o site como era em 1998:

Google1998

De lá para cá, pouca coisa mudou. O site ganhou apenas uma modernização aqui, um retoque ali, mas a essência continua a mesma:

google-print-novo

O Google tornou-se sinônimo de busca na internet. Mesmo os seu rival mais próximo (o Bing, da Microsoft) tem uma participação mínima.

A lucratividade do negócio está na publicidade. Quando fazemos uma pesquisa, além dos sites localizados, o Google oferece alguns outros em caráter de “link patrocinado”. Assim, se você digitar Aparelho Celular, ele mostrará páginas relacionadas e também propagandas de aparelhos, lojas ou serviços.

image

Ao centro da página, os resultados. Na lateral direita, os tais “links patrocinados”. Uma boa maneira de anunciar um produto, não é mesmo?

Já vem algum tempo que o Google – em certas datas comemorativas altera o logotipo em referência a comemoração em questão. Eu comentei sonbre isso no blog anteriormente quando eles adaptaram o logotipo para o “menino maluquinho” do Ziraldo.

Desta vez, a data comemorativa é o dia do trabalho. E aí vai o novo logotipo estilizado:

labourday11-hp

Acho interessante a iniciativa, mas também acho que eles estão exagerando. Para quase tudo eles estão criando logos comemorativos. Do jeito que via, logo logo, todo dia terá um logotipo novo ao acessar a página do Google.

total-logo

A propósito, ao buscar informações para redigir este link, encontrei um post em um blog sobre design que me pareceu muito interessante. O blog pode ser acessado através deste link. Chamo a atenção em especial para o post sobre logotipos, que é muito interessante também.

Aí está… mais um post longe de críticas subversivas que não ofenderão a ninguém. Assim espero.

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