7 de junho de 2011

Quais as razões de não postar?

Já tem quase um mês que não escrevo nada no blog. Aliás, meus últimos posts foram um tanto “vagos” e genéricos. Falei sobre amenidades, ainda que sejam coisas importantes para mim.

Há algum tempo, escrevi sobre a estabilidade do serviço público (na verdade, instabilidade… mas isto é uma outra história) e o fato é que isso causou uma série de problemas com diversas implicações.

Isto criou uma situação complicada para mim: apesar de ter o amplo e irrestrito direito de opinar, sei que minhas opiniões serão distorcidas por alguns, que criarão uma realidade alternativa e encaminharão estas distorções a pessoas que podem sim interpretar equivocadamente aquilo que escrevo.

Entretanto, acompanho atentamente as mudanças que estão ocorrendo nas escolas por conta da alteração do quadro funcional (fusão de cargos, alteração de funções, concurso de remoção, novo cargo de Gerente de Organização, etc…). Sei que por conta destas alterações, posso ir parar no pátio de uma escola atuando como simples inspetor de alunos.

Acompanho também que a situação na maioria das escolas é quase sempre a mesma: funcionários insatisfeitos, excesso de carga de trabalho, autoridades que confundem conceitos simples e acabam por impor sua autoridade e comando por meio de ações que inviabilizam um ambiente de trabalho saudável e produtivo.

E é claro que eu gostaria de escrever muita coisa sobre isso.

Mas se um simples desabafo já me causou tantos problemas, o que esperar de uma análise completa da situação dos funcionários do quadro de apoio escolar?

Não estou a fim de confusão… quero apenas trabalhar, fazer meu trabalho bem feito para que não existam reclamações ou queixas infundadas. Para que algumas pessoas sigam o caminho que escolheram (e algumas escolhem o caminho de passar por cima dos outros como um rolo compressor desrespeitando todas as regras da educação, civilidade e urbanidade) e sejam felizes.

Por conta disso, prevalece a minha auto-censura.

Mas o episódio serviu para que eu aprendesse muito sobre as pessoas. Sobre como algumas lidam com a crítica. Sobre como algumas distorcem as palavras dos outros. Sobre como as pessoas simplesmente não sabem conviver com pessoas que simplesmente têm uma opinião diferente da sua.

Hoje posso afirmar que entendo as razões pelas quais a educação no país está sucateada.

E quais as razões? Bom, isto infelizmente, só eu saberei.

A vida continua… e o blog também.

Um comentário:

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