30 de setembro de 2011

Respeito

Confesso que não me lembrava… mas hoje é o dia dos secretários. Isto explica porque uma professora me presenteou hoje com uma caneca térmica (que aliás, é bem bacana. Obrigado!!!). Alegre

Eu andava me auto-censurando por várias razões… mas ontem eu passei mal… muito mal… pressão em 16x10 na diretoria de ensino e depois no hospital estava em 19x11. Smiley nauseado

Não há emprego nem salário que justifique perder minha saúde desta forma. E não acho justo eu sofrer calado e tendo minha saúde debilitada pelo nervoso que alguns fazem eu passar.

O que não é legal em qualquer ambiente de trabalho é o desrespeito. E isto tem sido um dos problemas que tenho enfrentado no meu dia-a-dia. Alguns professores (felizmente não são todos assim) acreditam que o título de “professor” lhe confere algum grau de superioridade perante os funcionários da secretaria. Acreditam que tem um curso superior e são a autoridade máxima da moral, respeito e conhecimento.

Caso alguns não saibam… tenho nível superior também. Aliás, passei por universidades muito respeitadas como USP e UNICAMP. Nunca acreditei que um diploma da faculdade fosse um instrumento para conferir algum status… mas já que alguns se vangloriam disso, acho necessário dizer que, neste ponto, somos iguais. Frequentei faculdade, congressos, cursos, tenho inglês fluente, um conhecimento de informática avançado, sei utilizar a informática ao meu favor em meu trabalho.

Ah sim… eu fui professor por 8 anos. Também dei aulas. Então por favor, quem ainda acha que porque tem um concurso público(aliás, eu também tenho, pois sou concursado) e uma graduação qualquer, lembre-se desde pequeno detalhe: ninguém é melhor do que ninguém.Smiley nerd

Perdoem-me… eu realmente estou puto. Fiquei muito feliz com a troca da direção da escola porque eu realmente tinha dificuldades em desempenhar meu trabalho de forma adequada. Eu me inscrevi na remoção para poder ir para alguma escola onde me afastaria daquele modelo de gestão que desaprovo. Acabei ficando porque gosto daquela escola. Gosto de muitas pessoas que lá estão e acredito no carinho delas.

Mas ao que parece, alguns não tem a menor ideia de respeito pelo próximo. Quando precisam de algo (uma licença prêmio em regime de urgência por exemplo) agem com toda deferência, educação e pasmem… respeito, mas no momento em que nada precisam, atacam, criticam, ofendem.

Isso é um professor? Isso é um educador?

Questinou-se mais uma vez minha competência… questinou-se mais uma vez minha índole e meu caráter. Já disse ínumeras vezes: meu trabalho é cuidar da vida funcional do professores e funcionários, é cuidar da vida acadêmica (em termos de documentação) dos alunos. Não está escrito em nenhum lugar que sou pago para prejudicar alguém.

E aliás, eu não teria paz interior nesta situação.

Não sou incompetente, tenho certeza disto. Faço as rotinas administrativas, atendo aos professores, atendo ao público geral, encaminho expedientes para diretoria, auxilio a direção sempre que necessário e faço tudo que está ao meu alcance para resolver os problemas. E alguns deles nem são de minha resposabilidade (como por exemplo neste processo de inscrições para atribuição de aulas, onde auxiliei cada professor individualmente, à exceção daqueles que simplesmente ignoraram minha orientação… não era minha responsabilidade, mas ainda assim, o fiz).

Mas sou sozinho… e curiosamente, sozinho em um lugar onde tenho várias pessoas… pessoas que adoram um bate papo, adoram navegar em sites da internet que não estão relacionados ao serviço, pessoas que ao menor ponto de divergência criam um ambiente para discussão e discórdia, pessoas que só estão lá interessadas em resolver os problemas relacionados à sua vida funcional ou sua vida pessoal e que não agregam valor nenhum ao serviço.

Agora, já que falamos em competência… uma pequena constatação: a concessão do bônus escolar é feita mediante avaliação de critérios majoritariamente pedagógicos. De certa forma então o recebimento do bônus está diretamente ligado a um trabalho pedagógico competente.

Minha escola não recebeu um tostão de bônus em 2011…

Sou eu o incompetente? Smiley pensativo

Só gostaria de ter respeito, um ambiente profissional, desprovido de vaidades pessoais e interesses para que as pessoas possam se concentrar no trabalho que tem que ser feito.

Ninguém é obrigado a amar de paixão um colega de trabalho. Mas tem no mínimo a obrigação – pelo princípio da urbanidade que é apregoado pelo estatuto do servidor público – de tratá-lo como um igual e com respeito.

Agora só quero ver quando – pateticamente – começarem os burburinhos pelo que aqui publiquei no meu blog pessoal, manifestando uma opinião pessoal.

Será que novamente terei algum covarde anônimo divulgando meu blog e distorcendo minhas opiniões?

26 de setembro de 2011

Gerações

A foto é emblemática:

generations

Empolgado com as possibilidades das máquinas virtuais, resolvi testar o poder de fogo do meu computador.

E confesso que fiquei orgulhoso…

Na tela, você vê a imagem capturada do meu computador (Pentium Core 2 Duo E6500, 4 GB de RAM, Vídeo 1 GB ATI HD 4670 PCI-e, HD WD 1TB Green) rodando Windows 7 Home Premium 64 bits com direito ao iTunes ligado tocando música e 1 download no Firefox. Além disso, duas máquinas virtuais rodando: a da direita está rodando o Windows XP Service Pack 3 com o internet explorer aberto fazendo algumas atualizações. A da esquerda, rodando o Windows 8 em uma sessão de testes de anti-vírus.

E ainda estou escrevendo este post para o blog.

Acho que nem na minha paranóia mais absurda eu conceberia um cenário destes: 3 computadores de alto nível rodando na mesma máquina…

Windows 8

O Windows 7 nem bem se consolidou no mercado e a Microsoft já está com o seu novo sistema operacional no forno. O Windows 8 já está na fase “Developer Preview” que significa mais ou menos: “Temos uma idéia do que será o novo sistema operacional mas ainda vamos mexer em algumas coisas”. Esta fase é anterior a fase “Beta”, quando o programa já está praticamente concluído e passa a sofrer ajustes finos.

Em seguida aos betas, surge uma versão estável e pronta para uso. É a chamada “Release Candidate” e com muito poucas alterações será aquela que se tornará a versão definitiva.

Eu baixei a versão DP e instalei em uma máquina virtual. Quero ver como ela se sairá nos testes. O Windows 7 foi uma grata surpresa, mas levou alguns anos para ficar bom.

Meu receio é que o Windows 8 sofra do mesmo mal que assolou o Windows Me (um sistema sem melhorias técnicas contendo remendos em relação a última versão do Win 98) e o Windows Vista (que teve mudanças drásticas em relação ao XP mas os equipamentos da época não tinha potência para segurar o tranco).

Enquanto escrevo este post, o Windows 8 está instalando na máquina virtual (em tempo, não roda no VmWare… tive que trocar para o Oracle VM VirtualBox). Vou acompanhar até o lançamento final… mas vai levar um bom tempo para eu trocar o Windows 7 das minhas máquinas.

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Instalado… agora começa a diversão Smiley piscando

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Sistemas operacionais… precisamos de tudo isso?

Hoje resolvi me divertir um pouco com um programa que cria máquinas virtuais. Em síntese, o programa reserva recursos da máquina principal para criar um computador. Este computador é totalmente isolado do seu computador principal.

Dependendo da aplicação você pode criar – por exemplo – 3 terminais virtuais em um computador potente, colocando um monitor para cada um de modo que você tenha 4 computadores independentes. Esse processo é chamado de virtualização.

Antes que você pense em montar sua própria lan house doméstica, tenha em mente que a potência das máquinas criadas será muito inferior a da máquina principal e mesmo esta terá também prejuízo em sua performance.

Em minha virtualização criei 4 máquinas. Em nenhum momento elas funcionarão simultâneamente. São apenas máquinas para estudo de características de sistemas operacionais ou testes, como é o caso da máquina virtual que fiz apenas para testar o Windows 8.

Mas e no passado? Será que os sistemas operacionais traziam toda a parafernalha que trazem embarcada hoje? InocenteComputador

Atentem a tela a seguir:

windows31

Esta é a tela do MS-DOS Shell que vem instalado no DOS 5. Repare que ela possui uma interface espartana. A propósito, para o mouse funcionar nesta interface é necessário instalar um arquivo de configuração adicional.

Sim… esta é a área de trabalho “gráfica” disponibilizada pelo sistema operacional MS-DOS 5.0

Na parte inferior podemos observar os programas disponíveis. Na instalação padrão é isto que temos: Prompt de comando, Editor (uma espécie de notepad), MS-DOS QBasic (para programação na linguagem Basic) e o Disk Utilities (algo como ferramentas de sistema do nosso atual painel de controle).

Ah… ele ainda dispõe de um relógio (canto inferior direito). O terço médio da tela fica reservado para a navegação e localização de arquivos no computador. Para outros programas, deveriamos providenciar os discos (disquetes, bem entendido) de instalação. Ainda vou instalar o Word 5 for Dos nesta máquina…Smiley piscando

Nesta mesma época uma pessoa conhecida por Steve Jobs já tinha uma idéia bem diferente de como deveria ser a interface do computado com o usuário. Neste caso, estamos falando do Macintosh:

apple-macintosh-desktop-1

Reparem que o conceito visual modifica tudo. Ainda que a função principal seja organizar arquivos e programas, o sistema da maçã tenta fazer isso de forma mais intuitiva… de forma visual. A propósito, esta interface gráfica (com suporte nativo ao mouse) surgiu no Mac em 1984. A interface “gráfica” do DOS (e nem falei do Windows ainda) surgiu em 1984 e se resumia a um gerenciador de arquivos e atalhos para execução de programas.

A microsoft resolveu aderir a GUI (Graphic User Interface) após perceber o estrondoso sucesso de seu rival (a Apple). E tratou de desenvolver uma interface gráfica para o DOS. Esta interface era bem pouco prática e parecia uma verdadeira escola de samba por conta de suas cores fortes.

Dos-2011-09-26-01-24-52

Sim… a tela acima é o editor de textos do Windows 1.0. Nesta versão, ainda não existia a sobreposição de janelas e nem a multitarefa. Ou seja, se você quisesse ver o relógio, tinha que abrir o aplicativo correspondente.

Dos-2011-09-26-01-28-11

Ouvir música? Ver fotos? Enviar e-mails? Esqueça… nada disto era possível no ambiente Windows 1.0. O sistema operacional era isto, e apenas isto: um programa de suporte que permitia a utilização de programas de aplicações específicas.

Pessoalmente, a interface gráfica do DOS era mais amigável que a interface do Windows 1.0 Anjo

Com a intenção de tornar o produto mais interessante e acessível aos usuários, a Microsoft introduziu diversas melhorias em sua interface gráfica para o DOS… sim o Windows ainda não era um sistema operacional isolado, sendo que o DOS é quem estava no controle.

O Windows 3.11 trouxe uma série de inovações. Permitiu a abertura de janelas sobrepostas, permitiu a abertura de mais de um programa simultaneamente. e iniciou a transformação do Windows em um sistema operacional.

Fato curioso: o relógio do windows era um aplicativo que deveria ser executado, com direito a ícone inclusive… Smiley nerd

Windows 3.1-2011-09-26-01-47-37

Nas versões seguintes, o que vimos foi uma busca incessante por uma interface agradável aos olhos, inclusão de novos programas auxiliares e recursos o que tornou o sistema mais e mais pesado.

Será que precisamos realmente de tudo isso?

25 de setembro de 2011

O adeus definitivo ao Windows 98

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Sou uma espécie de saudosista incorrigível. Como usuário avançado de computadores, tenho por obrigação utilizar e testar o que existe de atual no mercado.

Entretanto, gosto de fuçar em sistemas operacionais antigos também… observar como uma tarefa era mais complicada ou mais fácil em relação aos sistemas atuais… e é divertido ver como estes sistemas ficam super velozes em máquinas atuais, fazendo qualquer máquina topo de lina da época se roer de inveja.

Uma maneira de utilizar um sistema antigo sem prejudicar o sistema atual é utilizar uma máquina virtual. Existem várias por aí. As duas boas soluções que conheço são a Virtual Box e VMware. Eu utilizo o VMware Workstation, mas é uma alternativa paga. Se o bolso estiver furado, opte pelo Virtual Box. Ele é muito bom.

Alguns irão me lembrar que o Windows 7 também tem sua máquina de virtualização. Isso é parcialmente correto pois a mesma só está disponível nas versões Ultimate e Business.

O fato é que resolvi instalar o Windows 98 em uma máquina virtual. Os recursos para ela seriam dignos de qualquer máquina de ponta para época: Processador 2,93 MHz (com 1 núcleo apenas, já que o Win98 não suporta multiprocessamento), 256 MB de RAM e um HD de 16 GB. Uma configuração ultra topo de linha para o padrão Win98.

O CD de instalação não seria um problema pois eu o tenho até hoje. Já o disquete sim… Faz quatro anos que meu computador não é dotado de unidade de disquete.

A solução foi recorrer à Internet. Encontrei uma imagem no formato IMG (que permite simular o disquete) e segui com a instalação.

O que normalmente eu levava em torno de 1h30 fiz em apenas 4 minutos. Até aí, sensacional.

As surpresas começaram aí… o Windows 98 não reconheceu áudio, vídeo, modem, usb, impressora, scanner, monitor, teclado (sem fio) e mouse (sem fio).

Curiosamente, a internet funcionava… tratei de tentar atualizar e instalar todos os drivers.

E então descobri (na verdade, já sabia mas não aceitava)… não há mais suporte por parte dos fabricantes. Não existem os drivers que fariam as placas funcionarem.

Afinal, é um sistema de 14 anos de vida. Era a maneira pela qual os computadores funcionavam naquela época.

Oficialmente, o Windows 98 acabou há muito tempo… para mim, ele acabou hoje.

22 de setembro de 2011

Um novo meio de publicação

Estou fazendo testes para postar por e-mail. Espero qu e funcione
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