31 de outubro de 2011

Fracasso

“Cada fracasso ensina ao homem algo que ele precisava aprender.”
(Charles Dickens – Escritor Britânico)

Segundo definição formal, o termo fracasso pode ser usado como o oposto do sucesso. Refere-se a um estado ou condição de não se atingir um objetivo desejado ou pretendido. É curioso como um conceito tão abstrato pode ser definido por escrito. Sentir o fracasso – grande ou pequeno – todo mundo já passou por isso. E sentiu isso.

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Mas perder uma namorada, não conseguir um emprego, não atingir uma meta de vendas, não chegar a tempo a um compromisso… coisas assim podem ser assumidas como um fracasso por algumas pessoas. Para outras, apenas uma futilidade ou um capricho.

Para mim, posso afirmar… eu sei que o é o fracasso. Descobri isso na forma mais pura do seu significado. Tentei algo e não obtive êxito. Um objetivo… um objetivo de vida. Da forma mais definitiva que posso afirmar isso: eu fracassei.

Na ocasião, como todo mundo que fracassa, passei por todos aqueles sentimentos que afloram na ocasião: a incerteza quanto ao futuro, o ressentimento por tudo que aconteceu, o vazio que fica por conta das coisas que não acontecerão e por fim, a solidão.

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Fiquei sozinho por um bom tempo… não aquele tipo de solidão onde ninguém está ao nosso lado. Uma solidão mental. O mundo passando a sua frente, mas você afastado de tudo o que acontece.

Passei a viver dia-a-dia. Acordar pela manhã, procurar o que fazer porque ninguém consegue ficar absolutamente inerte. Procurei um trabalho, tentei fazê-lo da melhor forma possível, tive alguns progressos materiais. E a vida foi passando.

Então, um grande amor… um amor definitivo. O amor da minha vida… minha alma gêmea surgiu na história da minha vida. Não… meu fracasso não foi amoroso. Sim, seria um outro grande fracasso perder o amor, carinho e respeito da mulher que tanto amo. Mas graças a Deus, esta foi uma conquista, um sucesso, numa vida onde o fracasso antigo me acompanhava a tantos anos, esse amor me trouxe motivação para buscar aquilo que eu não tinha já há muitos anos: novos objetivos.

 casal

Estes novos objetivos deram novo alento em minha vida. Algo há muito perdido ressurgiu. Criei novas expectativas, novos sonhos. Fui à luta. Acreditei em mim e em minha capacidade novamente.

E o tempo, inexoravelmente, passando.

E já vem passando por – com o perdão do trocadilho – um bom tempo. Algumas coisas deram certo, outras não tão certo e algumas totalmente erradas. Mas isso faz parte da vida… tropeçamos, caminhamos, aprendemos. E sempre acreditei nisso.

E para alguém que já viu o fracasso total, incomoda ver que as coisas não estão acontecendo. Em meu íntimo eu nunca esqueci meu fracasso anterior. Acho que ninguém esquece. O fracasso fortalece, mas a sua lembrança se torna um fantasma.

Consegui sim boas coisas: uma mulher sensacional, companheira, especial, linda, carinhosa quando quer, brava quando necessário… a mulher que me completa.

Consegui também alguns bens materiais. Coisas que facilitam nosso dia-a-dia, coisas boas. Com muita luta construímos nossa casa, e vamos transformá-la em um lar. É uma questão de tempo.

Não sei o que teria sido da minha vida se pois simplesmente não aconteceu. Mas eu sei o que aconteceu na minha vida depois do fracasso. Eu cresci… eu me tornei uma pessoa melhor… eu aprendi que Deus pode ser um conceito teórico, mas para mim é algo muito real e me faz crer que ninguém carrega um fardo mais pesado do que consegue carregar.

O fardo anda um tanto pesado ultimamente, mas eu sei que dou conta. Sei que vou – desta vez – acertar. Ainda vou errar em muitas coisas (espero que erros que me tragam algum aprendizado), vou acertar outras, vou viver a vida. E espero que uma vida de relativo sucesso. Afinal, todo sucesso ou fracasso sempre é relativo e depende apenas do ponto de vista.

Mas não vou mais negar… não vai esconder. E não me importa a opinião dos outros. Este fracasso dói. Dói muito. E vou carregar a experiência pelo resto da vida. E como meu pai me disse nesta noite, levantar a cabeça e recomeçar. Vou terminar toda a mobília da minha casa, vou casar e levar minha esposa para uma lua-de-mel que ela tanto merece. Voltarei e trabalharei duro. Teremos filhos… um… dois… não sei. Serão bem-vindos e tratados com muito amor e carinho. Explicarei a eles o que é certo e o que é errado. Eu os ensinarei tudo que puder para que sejam homens ou mulheres de bem. Farei o meu melhor.

E isso não pode ser chamado de fracasso…

E se Deus me conceder uma oportunidade em algum momento, eu volto a buscar meu sonho novamente…

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Gostaria de encerrar com uma frase de Bertrand Russell, um matemático Britânico. Esta frase é importante, porque hoje me lembrei de tantas coisas que aconteceram. Tantas emoções vieram e chorei… chorei como uma criança que ainda dá seus primeiro passos. E aí, fui amparado por quem sempre acreditou em mim, mesmo nas horas em que eu estava mais errado: meus pais.

“Os nossos pais amam-nos porque somos seus filhos, é um fato inalterável. Nos momentos de sucesso, isso pode parecer irrelevante, mas nas ocasiões de fracasso, oferecem um consolo e uma segurança que não se encontram em qualquer outro lugar.”
(Bertrand Russel – Matemático Britânico)

Sucesso… Fracasso… oras… todos passaremos por isso um dia… quem sou para pensar que sou uma exceção. Tudo virá a seu tempo.

Liberdade de expressão?

Isso não é ter o direito de se expressar… parce mais um absurdo… vejam o vídeo:

Ataque à jornalista no seu pleno direito de trabalho

Nada justifica uma ação tosca como esta. Alguns palhaços acham que prejudicar, agredir, assutar alguém que está trabalhando é uma forma de protesto. Um palhaço como este deveria ser preso e deveria aprender a respeitar os outros.

O mais impressionante é que algumas pessoas fizeram comentários na web do tipo “Bem feito para a Globo” ou então “Tem que avacalhar as reportagens desta emissora mesmo!”.

Existe uma frase bem antiga que cabe bem aqui:

Posso não concordar com uma única palavra do que está dizendo. Mas defenderei até minha morte o direito de proferi-las

Se não me engano, esta frase é atribuída a Voltaire. Por mais que as pessoas não concordem com as ações de alguém não se justifica uma agressão. Se não concordam com a Globo, meu Deus… por que agredir uma jornalista no exercício do seu trabalho?

Vândalos…

Ainda sobre a questão da presença da PM na USP

Acho curioso como algumas pessoas defendem com unhas e dentes que a PM não deve estar presente dentro do campus da USP. Os argumentos – em uma primeira análise – parecem até coerentes. Mas escondem algumas entrelinhas que devem ser observadas.

Existe sim algum radicalismo na opinião de quem é contra a PM por lá. É uma simples questão de cidadania. Cabe à PM zelar pela segurança e policiamento ostensivo nos locais públicos. A USP é um lugar público. O silogismo é de simples compreensão…

O cidadão tem o direito de ir e vir… tem o direito de fazer suas escolhas… tem o direito de optar pelo certo ou errado seja pelo aspecto moral, seja pelo aspecto legal. Mas tem que ter a plena consciência de que seus atos e opções serão sim julgados pelo que a lei preconiza.

Não importa se é para consumo próprio… não importa se é para se enturmar… não importa a razão… o uso e porte de drogas é ilegal. A venda e a apologia as drogas é crime. Ponto… não cabe nenhuma discussão sobre isso. A PM fez legitimamente uma ação de abordagem a pessoas que estavam consumindo drogas em lugar público. Cumpriu o seu papel.

A discussão sobre a legalização, se é bom ou não, se faz bem ou não simplesmente não cabe neste momento. O que se discute é: (1) a PM exagerou em suas ações? (2) É correto que os “alunos” interfiram e depredem o espaço público por não concordar com a ação da polícia?

Quem já esteve em qualquer festa ou encontro universitário sabe do que estou falando… não é um encontro da juventude cristã… também não é a reencarnação das festas de Sodoma e Gomorra. Em qualquer meio universitário as pessoas encontrarão drogas, encontrarão álcool, encontrarão sexo (tradicional ou alternativo)… simplesmente encontrarão. Isto está lá. Correto ou não, faz parte do meio universitário.

Cabe a pessoa decidir o que é bom para ela. O que ela julga ser correto. Agir de acordo com suas motivações morais. E arcar com as responsabilidades dela. Portanto, se o cara de vez em quando é fã de um baseado, sabe que do ponto de vista legal ele deverá responder por isto. Se for pego, aceite a punição prevista por lei. Se não for pego… paciência. São tantas coisas que ocorrem erradas por aí… só Deus está em todos os lugares… a polícia não.

Em minha opinião, a polícia não exagerou. Aqueles alunos exageraram. Todos ficaram horrorizados com uma pessoa que deu um tiro e cegou parcialmente uma aluna da Biologia… toda a sociedade cobrou a aplicação da lei quando o aluno da FEA foi brutalmente assassinado. Agora querem que façam vista grossa para os maconheiros e “drogaditos”?

A ditadura acabou há muitos anos. O estado de exceção é utópico e só existe na cabeça de alguns poucos que ainda acreditam que o Golberi ainda é chefe do SNI. E que o DOPS ainda tem seus integrantes. A PM cumpriu seu papel constitucional. Aceitem isso…

Aceitem também que consumo de drogas é contra a lei (não é crime… mas é ilegal e o fato de ser apenas uma contravenção não libera o consumo em praça pública e mesmo naquele dia, o que foi proposto foi o que está na lei, lavrar um termo circunstanciado). Se você acha errado, então vá defender seu ponto de vista em um palanque, proponha a legalização, tente alterar a lei. Lute pelo que acredita mas com argumentos não com ofensas a quem simplesmente cumpre a lei. No dia em que (e se) o consumo for legalizado, então aí sim, vocês poderão ficar horrorizados porque a PM abordou três usuários de maconha.

A impressão que dá de tudo isso? É que a classe média pseudo-politizada que se acha “descolada” porque vão para as baladinhas e fumam um baseadinho aqui e ali, cheiram uma carreirinha acolá e acham que isto não faz mal a ninguém quer que a polícia os proteja do bandido que vai roubar seus bens materiais, mas não quer que ela (a polícia) os atrapalhe quando ele vão cheirar sua carreirinha. Meu Deus… isso é ridículo…

Agora, o que também precisa ser dito – e esta é que deveria ser a principal discussão – é que a segurança dos frequentadores da USP, com ou sem PM no campus ainda é questão sensível. Quem estuda a noite lá, sabe. Não é um dos lugares mais seguros do mundo. Deveriam melhorar iluminação, deveriam melhorar o controle da circulação de pessoas estranhas ao lugar, deveriam até mesmo regulamentar o uso do espaço público pelo meio acadêmico.

E quanto a isto, também sou a favor. O policiamento existe não para oprimir o cidadão comum, mas para protegê-lo de eventuais ações criminosas. E quem faz isso? Até onde me consta… até onde a lei define, isto é papel da polícia militar.

Quer se drogar livremente? Vá para Amsterdã na Holanda… lá ninguém vai encher teu saco e também você para de encher o saco de quem quer simplesmente apenas conviver com a lei pacificamente.

O retorno ao Facebook

Recentemente eu desativei minhas contas tanto no Facebook como no Orkut. Os motivos? Simples… cansei da exposição gratuita. Nem sempre podemos falar o que pensamos. Somos julgados pelo simples fato de pensar.

Acredito no direito inalienável da liberdade de pensamento e opinião. Mas quando a simples exposição de nossa opinião gera transtornos em nossa vida pessoal, então é momento de refletir e pensar “Vale a pena?”

Eu pensei e concluí… não valia.

Assim, desativei sem dó as contas do Facebook e do Orkut e pretendia não mais utilizar os serviços.

Entretanto, eu tenho algumas ideias… gosto de expressá-las. Tenho muitas opiniões sobre o que acontece no mundo da tecnologia e nos caminhos (ou descaminhos) da educação no Brasil. Além disso, o Facebook acaba se tornando uma ferramenta de contatos. É uma maneira de saber como as pessoas estão. E se elas estão se expressando por lá, é sinal de que tudo está bem…

As vezes faço o estilo “anti-social”. Não sou daqueles que pegam o telefone e ligam para os amigos o tempo todo. No máximo um “olá” ou então uma mensagem para dar um sinal de vida e dizer que sim, tudo está bem comigo também.

Há alguns dias, recebi um SMS de uma amiga da faculdade. Eu não respondi (desculpe... Anjo) mas percebi que minha ausência no Facebook deixou um espaço e um vazio. Inconscientemente, deixei de responder que tudo está bem com a minha simples ausência.

E convenhamos… em todos os lugares que você chega na Internet, lá está o onipresente Facebook… Smiley mostrando a língua

Então repensei… e concluí… ainda não vale a pena, mas para um cara um tanto anti-social como eu que sabe que existem pessoas que se preocupam com ele (e pessoas que considero muito) e que gostariam simplesmente de saber como estou, o Facebook é um mal necessário.

Sendo assim, a partir de hoje, minha conta no Facebook está reativada.

Tudo continua bem… e espero que com meus amigos a coisas estejam bem também.

Ah… e o Orkut? Bom, acredito que o Orkut está agonizando enquanto rede social. Ainda tem alguma importância no Brasil, mas a maioria dos meus contatos do Orkut também têm Facebook, então não vejo necessidade de reativá-lo também.

Voltemos agora aos nossos afazeres do dia-a-dia.

28 de outubro de 2011

A falsa idéia de democracia

Em primeiro lugar, vamos deixar claro: sou aluno da USP. Pertenço a comunidade acadêmica e portanto acredito ter o direito de ter uma opinião sobre o tema. Se isto ofender alguém ou vai contra as convicções de alguns, só tenho a lamentar. Mas é minha opinião.

Acabei de ler: dentro do campus da USP em São Paulo neste último dia 27/10, a PM abordou três supostos alunos fumando maconha. A PM, no cumprimento de suas obrigações, tratou de qualificar e conduzir as pessoas a autoridade policital por uso e porte de drogas. Até aí, tudo dentro da lei.

Curiosamente, os alunos que presenciaram o fato, tentaram impedir o cumprimento da lei e houve um confronto entre alunos e PM. Ainda na mesma noite, resolveram ocupar o prédio da administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) em protesto a presença da polícia militar dentro do campus.

Dizem que só sairão de lá até a revogação do convênio que permite a presença ostensiva da polícia militar dentro do campus.

Esqueceram estes alunos dos recentes epísódios de violência dentro do campus? Dos assaltos? Furtos de automóveis? Esqueceram que a segurança terceirizada do campus não tem poder de polícia e não conseguem coibir episódios de violência e crime?

Em segundo lugar: porte e uso de drogas é proibido por lei. A maioria dos universitários têm a falsa idéia de que o campus da USP só será um lugar democrático se for capaz de se auto administrar. Acontece que a USP é um lugar público e está dentro do território brasileiro, portanto, sujeito as leis, suas penalidades e sanções.

Acho descabido ocuparem um prédio da universidade para defender três usuários de drogas. Acho descabido o uso de violência por parte da PM (isto ainda não foi provado). Até onde se sabe, utilizaram contra-medidas para coibir a formação de tumulto (gás pimenta e similares).

A polícia fez o seu papel: porte e uso de drogas não é propriamente um crime – segundo entendimento da justiça – mas é uma contravenção. Agora, o que estudantes queriam? Que os policiais simplesmente fizessem vista grossa porque são universitários? Por que estão na USP e “Ahh… na USP não tem problema”.

Neste sentido, concordo com a opinião de Reinaldo Azevendo em seu blog. Reproduzo aqui, trecho de seu comentário que resume a questão:

A PM, num regime democrático, é uma das manifestações da democracia de farda. E o consumo de drogas ilícitas não é permitido. Nem dentro da universidade. Tal prática não está abrigada pela autonomia universitária. Sim, é bem verdade que alguns ditos “estudantes” acreditam que a lei que vale para o conjunto dos brasileiros não vale pra eles. Vale.

O consumo de drogas desencadeia toda uma sequência de crimes. Pessoas como Fernandinho Beira-mar e outros são o que são por conta destes desvios de conduta… por conta desta atitude do “Ahh… é só um baseadinho”.

Ser um democrata não é acatar e aceitar tudo o que vem pela frente, mas compreender que a cidadania surge pelo cumprimento da lei e obrigações morais que esta nos impõe. E parece que estes alunos não entendem isso e tem esta falsa e deturpada idéia de que democracia é ser livre para fazer o que bem entender… sem que existam consequências.

O Enem ainda é uma proposta falha

O ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) continua patinando em sua estrutura. Ainda está longe de cumprir seu objetivo e pior: mostra ser um sistema de avaliação falho, com vários erros logísticos e em nada contribui para a melhoria da educação.

Cursinhos mostram como prova de qualidade as diversas aprovações de seus alunos nas instituições mais prestigiadas. Vez ou outra alguma reforça que fulano de tal foi 1º colocado do ENEM e é aluno do cursinho X.

O que isso prova? Ao meu ver, nada…

Concebido para ser um exame de avaliação da estrutura didática do Ensino Médio, permitindo uma análise criteriosa e se necessário, alterações na estrutura curricular, o Enem abandonou esta proposta para se tornar uma espécie de provão para entrar na faculdade.

O que me deixa mais indignado é que isto foi em última análise uma medida populista de caráter eleitoreiro. Graças ao Enem, associado ao ProUni (um equívoco ainda maior) muitas universidades particulares enxergaram uma ótima oportunidade de negócios: vender vagas nas faculdades para alunos que cursem o Enem.

O Enem então tornou-se um grande vestibular. E as notas obtidas neste exame são utilizadas no ProUni. Mas tornou-se também um exame inchado. Em âmbito nacional, são milhões de candidatos, preparados ou não para garantir uma vaga na universidade.

Um exame desta magnitude implica em uma infra-estrutura até mesmo faraônica. E o MEC simplesmente não tem subsídios para tudo isso. Alie-se a isso os interesses políticos partidários por trás de tudo isso (acredite: vender a idéia de que agora todos podem fazer faculdade compra muitos votos) e o que temos é um exame confuso, que não avalia o aprendizado mas prioriza apenas o acesso a universidade.

Perdeu totalmente o sentido…

E agora, mais um escândalo. É o terceiro em três anos consecutivos: desta vez, alguns alunos em uma escola no Ceará tiveram acesso a um caderno de exercícios que continham algumas questões que caíram na prova deste ano.

Volto a dizer… o governo atual (além dos outros que o precederam desde o início desta nação) deveria aprender que para reformar a educação e garantir educação de base, não basta garantir acesso à universidade. É necessário uma educação de base de qualidade. Professores capacitados, treinados, motivados, bem remunerados e interessados em lecionar, não apenas em ter um trabalho para pagar as contas ou porque não consegue uma opção melhor (discutirei isto em outro post). Integrar a família na formação da criança enquanto aluno e cidadão. Demonstrar que a escola não é o ambiente apenas ondes os jovens devem aprender apenas a ler e escrever.

Mas o governo é míope… o governo não enxerga algo muito simples. Pense em educar e não em colocar as pessoas na faculdade. Quem sabe assim, a educação no Brasil ainda tenha conserto e o Enem possa vir a ser uma boa proposta de avaliação para ingresso no ensino superior?

9 de outubro de 2011

A parábola dos macaquinhos

Iniciando minhas postagens do blog perdido, começo com a parabóla dos macaquinhos… boa leitura.

Adoro esta história… 

Muitas vezes na vida, deparamo-nos com a seguinte pergunta: “Oras, por que eu tenho que fazer isto (seja o que for o significado da palavra “isto”) desta forma?”. Muitas vezes, a resposta é um pouquinho áspera: “Oras bolas! Porque sempre foi assim!”.

Esta resposta embute alguns pequenos detalhes. Por exemplo, denota que o seu interlocutor não tem a menor idéia do porquê as coisas têm que ser feitas desta ou daquela forma. Denota ainda, que nosso amigo esta simplesmente repetindo aquilo que ele mesmo observou anteriormente, sem ao menos se perguntar: “Oras… mas por quê?”.

Esta passividade pode ser muito bem expressa na seguinte história que é muito ilustrativa…

Imagine um experimento de laboratório onde 5 macaquinhos serão colocados em uma jaula. Esta jaula possui em seu centro uma pequena escadinha que tem em seu cume um cacho de bananas. Preso a este cacho, existe um mecanismo que ao ser acionado (quando uma banana é retirada, por exemplo) dispara um forte jato de água gelada na parte de baixo da jaula.

Ao serem colocados na jaula os macaquinhos tentarão se ambientar em seu novo lar. Não demorará muito e um deles perceberá o cacho de bananas. Quando a forme apertar, naturalmente um dos macacos subirá pela escada e puxará uma banana. Neste momento o mecanismo do jato d’água será acionado, molhando todos os outros macaquinhos.

Um segundo macaquinho poderá fazer o mesmo. E até mesmo um terceiro. Neste ponto, cansados de tomar jatos gelados de água, os demais macaquinhos impedirão o outro macaco de subir dando-lhe uma bela surra se necessário. A partir deste ponto, todo macaco que tentar subir pela escada será espancado pelos demais, até que após algumas semanas de tentativas frustradas (e muitas surras), nenhum dos macacos subirá pela escada. Afinal de contas, eles sabem muito bem o porquê: se pegar banana, é porrada na certa.

Suponha que após algumas semanas neste aparente equilíbrio, um dos macacos é substituído por um macaco novato. Após se ambientar e obviamente reparar no cacho de bananas, o novo macaquinho tentará subir pela escada para pegar a banana. Seus companheiros de jaula, já prevendo um banho impedem o macaquinho com uma bela surra. Repare que neste ponto da história, nosso novo macaquinho, não tem a menor idéia do motivo da surra. Após mais algumas tentativas frustradas – com direito a muitas surras – o valente macaquinho desiste de buscar a banana e tudo retorna ao equilíbrio.

Vamos supor ainda que um segundo macaquinho será substituído. O processo se repete e aquele macaquinho que apanhou sem saber muito bem porque, desta vez ajuda a bater no novo colega com bastante disposição. Perceba que nosso primeiro macaquinho não tem a menor idéia do motivo pelo qual está batendo.

Por fim, vamos supor que este processo de substituição dos macaquinhos ocorrerá até que não reste nenhum dos macaquinhos originais. Neste ponto da experiência, vamos acrescentar um pouco de realismo mágico a história…

Substituiremos mais um macaquinho, e daremos a cada um deles a capacidade de falar. Suponha que este novato tente como todos os outros buscar uma banana. Será surrado como todos os outros… Neste momento, ele perguntará ao mais antigo (o primeiro que entrou após os cinco macacos iniciais): “Mas porque vocês me bateram? Só porque eu subi a escada?”. Eis que nosso macaco, no alto de sua sabedoria e conhecimento responderá com toda a autoridade de veterano de jaula: “Bom, meu amigo… desde que entrei as coisas são assim por aqui. E quando um novo colega entrar, você deverá fazer o mesmo”. O novato então perguntará: “Oras, mas por que devo fazer assim?”.

E o nosso macaquinho, com um leve sorriso, responderá: “Oras bolas! Porque sempre foi assim!”.

E para quem não tem paciência em ler… a versão animada, com algumas modificações

A parábola dos macaquinhos, versão animada

Fundo do baú

Antes de manter este blog aqui, eu me aventurei em criar um blog pessoal em um serviço chamado “blogsome”. Isto foi no ano de 2006. O blog não vingou e eu acabei descontinuando o danado. Até mesmo o endereço eu nem lembrava mais.

Eu ia (aliás, ainda vou) postar uma história entitulada “A parábola dos macaquinhos”. É uma história relativamente conhecida então imaginei que poderia simplesmente buscar a história na internet e adaptá-la para meu post.

Fui no Google e para minha surpresa, apareceu nas pesquisas o link para este meu blog abandonado… as postagens ainda estão lá!!!

Em homenagem a isto, meus próximos posts serão compilações daquelas postagens com alguns comentários se for o caso.

Bacana isso… o Google funcionando como um diário.

5 de outubro de 2011

Gênio

Não consigo encontrar outra palavra que o defina. Hoje foi anunciada a morte de Steve Jobs: Um dos fundadores da Apple, um dos visionários da tecnologia. De uma coisa podemos estar certos: a maneira como utilizamos um computador, um celular, ouvimos música e vídeos… boa parte do que temos por aí hoje se baseia em suas idéias.

Quem conhece sobre a história da tecnologia da informação tem muito o que agradecer a ele e sua equipe criativa.

O mundo ainda terá boas idéias. Mas as idéias de Jobs farão falta…

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Esta é a mensagem oficial da Apple:

“A Apple perdeu um criativo e visionário gênio, e o mundo perdeu um ser humano maravilhoso. Todos nós que fomos afortunados em conhecer e trabalhar com Steve perdemos um querido amigo e um mentor inspirador. Steve deixa uma empresa que só ele poderia ter construído, e seu espírito será para sempre o pilar da Apple”

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2 de outubro de 2011

Superexcesso de informação

As vezes tenho a impressão de que meus melhores textos (ou melhor, os com mais conteúdo) são escritos justamente durante minhas crises de insônia.

Desta vez não é diferente.

Estava vericando em meu computador todos os contatos que possuo. Descobri que tenho três contas de e-mail ativas, perfil no Orkut, Facebook e Twitter, msn, icq (alguém ainda lembra disso?), enfim… uma porção de canais de comunicação que gera uma sobrecarga de informação. Assim, decidi que vou centralizar tudo.

A princípio, o site será o meu canal de informação profissional técnica. Como educador e cronista pretendo publicar ali meus artigos técnicos sobre informática, tutoriais e também algumas análises sobre a situação da educação.

Estas atualizações serão comunicadas via Twitter. QUe aliás, está configurado para enviar a mesma informação para o Facebook. Assim, mantenho o site em ordem, mantenho o blog em ordem e acabo (assim espero) com este exagero de canais de comunicação.

Ah… valerá o mesmo para o blog.

1 de outubro de 2011

Tempos distantes…

Vejam a seguinte foto:

Ricardo 1992

Pode parecer incrível, mas o cara o em pé sou eu… 1,86m e 84 kg… na época do cursinho.

Agora vejam esta daqui:

VI CoMAU - Comissão Organizadora

Da direita para a esquerda, eu sou o segundo. É a comissão organizadora do Congresso Médico Acadêmico da Unicamp, nos tempos em que eu ainda cursava medicina. Nem magro… nem gordo.

Mais uma:

Professor da Microcamp

Esta é dos tempos em que eu era professor. Já bem pançudo.

A última:

ibira

Esta tem uns dois anos, quando fui até o Parque do Ibirapuera com minha noiva. Os mesmos 1,86m de altura… o peso em compensação.

Sim… isto me incomoda pacas…

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