31 de dezembro de 2012

Vem aí o ano de 2013…

por Ricardo Marques

2012-2013

E lá se vai mais um ano… Normalmente escrevo de forma geral sobre os acontecimentos do ano, faço uma reflexão sobre erros e acertos e encerro com um planejamento otimista para o ano seguinte. Ultimamente isto não tem funcionado…

E não tem funcionado por um motivo muito simples: o que é escrito aqui acaba caindo no esquecimento durante o ano. O planejamento dá lugar ao emergencial e com isto vou fazendo “aquilo que aparece”ao invés de manter-me em meu planejamento. Se tem algo que aprendi nos últimos anos é que abandonar o planejamento para executar tarefas emergenciais têm sido meu grande erro.

Errar, todos erram. São poucos aqueles que tentam genuinamente consertar seus erros para que exista uma transformação em sua vida. Não existe um milagre pronto. As coisas não acontecem apenas porque desejamos que elas aconteçam. Meu erro está em não tornar o meu desejo real. Em não praticá-lo para transformá-lo.

E nisto estou muito errado…

Assim, para 2013 não farei nenhuma loucura. Não planejo nenhuma grande virada… nada em especial. Vou me concentrar apenas no essencial. Aquilo que tenho que fazer  para conduzir a vida.

E não é tao difícil assim…

No trabalho tenho que organizar a secretaria da escola que trabalho.

Na vida acadêmica tenho que fazer a faculdade de forma organizada e aplicada. Meu desempenho no último semestre em 2010 foi medíocre.

Na vida pessoal tenho que providenciar o herdeiro. Ou a herdeira… Ou sei lá… gêmeos?

Na vida financeira, acertar as contas. Pagar os cartões e o banco. Fazer um pé-de-meia.

Não consigo pensar um planejamento mais simples do que esse.

Um bom ano novo a todos. Estou pronto para você, 2013…

18 de dezembro de 2012

Armadilhas do comércio eletrônico

por Ricardo Marques

Recentemente pudemos acompanhar no Brasil o fenômeno Black Friday sendo assimilado a cultura brasileira. Para quem ainda não conhece, trata-se de uma ação comercial que ocorre na sexta-feira após o dia de ação de graças nos Estados Unidos (que acontece sempre na quarta quinta feira do mês de Novembro). Neste dia, os comerciantes praticam grandes descontos que – em alguns casos – atingem incríveis 90%.

No Brasil, muitas lojas viram na ação promocional uma oportunidade de lucrar. E o que deveria ser um grande saldão de descontos tornou-se uma grande armação por parte de muitas lojas.

Primeiro fato relevante: as lojas não praticaram descontos reais. Quando praticaram, fizeram-no em produtos com grande margem de lucro que permitia um desconto aparentemente grande. Não chegou nem a 3% das ofertas anunciadas no período, segundo análise de órgãos especializados como o PROCON/SP.

Segundo fato relevante: as lojas levaram a cabo a política de dar desconto sobre o dobro do preço. A armação era bem simples. Um produto era anunciado por um preço – digamos – R$ 100,00 e havia um desconto de – ainda por hipótese – de R$ 30,00.

“Puxa vida… que oportunidade!”,  você deve ter imaginado. Só que uma pesquisa rápida em sites de comparação de preços mostrava que o produto vinha sendo vendido nos últimos meses por R$ 75,00. Ou seja, o preço era inflado artificialmente e depois um grande desconto fazia com que o produto aparentemente fosse um bom negócio. O desconto real era bem menor que o apresentado.

Não é uma prática restrita somente ao Black Friday. Hoje eu estava pesquisando preços de HD’s removíveis. No site do Submarino, o mesmo HD que era vendido até domingo passado por R$ 199,00 teve seu preço inflado para R$ 221,00. Aí veio a promoção: um desconto relâmpago de R$ 22,11. Sabe o preço do HD com desconto? Exatos R$ 199,00!

Tem desconto?

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Portanto, fica a dica: não acredite muito nestes mega-descontos que parecem oportunidades imperdíveis. Muitas vezes, o preço é o mesmo de sempre. O que muda é a embalagem. É a volta daquelas promoções da feira livre: o feirante sabe o quanto ele pagou pelo produto… e sabe exatamente até que preço pode chegar. Mas no começo da feira, ele coloca o preço lá em cima. Quem chega no fim da feira, acha que está fazendo um ótimo negócio, mas está pagando exatamente aquilo que o feirante quer pelo seu produto.

13 de dezembro de 2012

Resiliência

Por Ricardo Marques

Segundo a Wikipedia, a resiliência é um conceito psicológico emprestado da física, definido como a capacidade de o indivíduo lidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico.

Minha definição para resiliência é um pouco diferente: é a capacidade de levar pancadas por todos os lados e assimilar estas pancadas sem perder meu objetivo principal.

É como deformar um mola: a mola tem que voltar ao seu estado original…

mola

Ser gerente escolar é um exercício de paciência. Significa aceitar as críticas, receber reclamações, cumprir metas e prazos muitas vezes a qualquer custo. Além de conviver com prazos e processos, faz parte do trabalho conviver com as pessoas… algumas profissionais e éticas, outras, nem tanto.

Mal humorado? Pessimista? Vamos aos fatos do dia para entendermos o que acontece.

O cenário é o seguinte: a Secretaria de Estado da Educação promoveu um curso em formato de vídeo-conferência (o tal PDG). O curso em si é uma história à parte, contarei sobre ele em outro post.

Em determinado momento do dia, liguei para a escola para passar algumas informações para minha vice-diretora. O telefone chama, chama até que alguém atende:

“Alouuuu?” (Sim… arrastado mesmo)

Veja bem, eu liguei para uma repartição pública, um lugar público que tem por obrigação ser identificado no momento que um cidadão entra em contato. Isto é assim na iniciativa privada também: qualquer empresa séria atende a uma ligação informação o nome da empresa com uma saudação cordial…

É o que eu espero de um funcionário público profissional. Infelizmente, nem sempre é isso que ocorre. Bom… no caso… não foi isso que ocorreu. Pedi para a pessoa se identificar. Em seguida, me identifiquei e pedi para falar com minha vice-diretora. E aí emendei a seguinte orientação:

“Fulana… nós estamos em uma repartição pública. Quando atendemos o telefone na repartição devemos informar o nome da repartição e nos identificar se solicitado”

A fulana disse que só dessa vez tinha atendido assim e então completei: “ok, mas da próxima vez por favor atenda da forma como expliquei".

A fulana então largou o telefone e começou a disparar um monte de impropérios em voz alta. Não… ela não estava falando comigo, estava reclamando para alguém do outro lado da linha. Parece que a orientação foi encarada como um puxão-de-orelha e dentre as várias frases, uma se destacou:

“Quem esse moleque pensa que é para dar ordens aqui?”

O “moleque” em questão provavelmente era eu…

O episódio em si foi extremamente banal. Uma bobagem. Mas ao que parece alguns funcionários públicos que têm anos de estado entendem que tempo de serviço lhes conferem algum tipo de autoridade suprema ou o direito de berrar a falar o que bem entender…

Pois bem, é muito provável que a servidora não leia minha resposta (na hipótese provável que a pergunta era para mim), mas mesmo assim ficará registrada…

Em primeiro lugar, eu não PENSO que sou. De acordo com os registros mais recentes sou Secretário de Escola efetivo designado Gerente de Organização Escolar. Claro que a designação é algo transitório que pode ser cessada a qualquer momento, mas por conta desta designação tenho algumas responsabilidades que aliás estão bem definidas por instrumento legal: Resolução SE 52/2011 publicada em diário oficial em 10/08/2011.

E está lá no seu artigo 7° de forma bem clara:

Artigo 7º - O servidor designado para o exercício da função de Gerente de Organização Escolar exercerá a gestão das atividades previstas nos artigos 3º, 4º, 5º e 6º, responsabilizando-se pelo acompanhamento e controle de sua execução, com vistas ao pleno desenvolvimento dos trabalhos, a fim de garantir o cumprimento das atividades e o atendimento às necessidades da escola.

Aliás, os artigos ali destacados deixam bem claras as funções dos Agentes de Organização Escolar. O texto é grande, mas quem tiver interesse, pode ler o texto, clicando aqui.

Portanto, o “moleque” em questão tem a convicção – amparada por lei - que é funcionário público e que deve realizar seu trabalho com responsabilidade e presteza.

Só estou fazendo o meu trabalho. E tentando fazer com que as pessoas entendam que a secretaria de uma escola não é uma extensão da sala de estar de suas casas. Tentando fazer com que algumas pessoas entendam que o serviço público é impessoal e deve ser realizado sob a égide da lei e dentro do mais estrito profissionalismo.

Amanhã sei que será um dia difícil. Espero não ter que entrar em discussão com a funcionária e espero que meus superiores entendam que quero fazer meu trabalho da melhor forma possível e gostaria que fulanas como a de hoje tenham humildade para reconhecer que precisam aprender a trabalhar como um profissional e não como um puxa-saco. Ser profissional, no meu entendimento, não é apenas ser prestativo e ser um bom quebra-galho no momento de um aperto qualquer.

Novamente estou dando a cara a tapa para fazer o meu trabalho. Provavelmente novamente serei criticado. Só espero que as pessoas antes da crítica, reflitam e percebam que estou exercitando exatamente aquilo que esperam de mim.

Esperam que eu seja capaz de llidar com problemas, superar obstáculos ou resistir à pressão de situações adversas sem entrar em surto psicológico.

Esperam que eu seja resiliente.

16 de novembro de 2012

Quando puxar o gatilho

por Carlos Aros



Estava buscando um assunto sobre o qual escrever em meu post de estreia aqui no blog quando recebi um email com o texto “O lamento de um dinossauro”, publicado na Folha de S. Paulo e que você pode conferir aqui . O artigo foi escrito pelo jornalista Mario Chimanovitch, que tem mais de quatro décadas de profissão e hoje sente que não se encaixa mais nos padrões, não acompanha mais a evolução das coisas e vê que a experiência (não só profissional, mas de vida) acumulada ao longo de 40 anos não serve mais para nada hoje em dia.

O texto mostra a obsolescência, que antes eu pensava se aplicar apenas às coisas, aos objetos, mas que vejo se aplica também às pessoas. A todo instante somos ameaçados pelo novo. A renovação necessariamente é benéfica e não se admite o contrário. Ao meu ver, no entanto, não é bem assim.
Entendo que é necessário olhar para trás e buscar na experiência daqueles que já viveram e passaram por muita coisa nesta vida uma lição. Só assim, seguindo pelo caminho de pedras que nos leva a não pisar no rio gelado, é que conseguimos atravessar de uma margem para a outra. 

A situação vivida por Chimanovitch é totalmente compreensível para mim. Entendo perfeitamente o que ele vive não porque esteja vivendo a mesma coisa, mas porque escolhi a mesma profissão que ele e sei que nas redações atualmente não há tempo para perder gastando sola de sapato. O imediatismo, a notícia da mão para a boca, como diria um professor meu, exige dinamismo e rapidez, a internet e o telefone entram em ação e o mundo do repórter se torna aquele que o Google é capaz de mostrar.

Questionar os benefícios ou malefícios da tecnologia para a profissão não fazem parte da proposta deste rabisco, mas refletir se a aplicação dela exclui o valor inestimável da experiência, do conselho e da sabedoria dos mais velhos. 

Recentemente entrou em cartaz nos cinemas o 23º filme da franquia 007: Operação Skyfall, com Daniel Craig no papel do agente secreto. Neste ano, James Bond completa 50 anos, exatamente, meio século! Da época em que foi escrito por Ian Fleming até hoje, muita coisa mudou: os Russos não são mais o grande inimigo, e as parafernálias tecnológicas inventadas por Q já não mais encantam os jovens que têm Iphones, Ipads, etc.

Em Operação Skyfall, que é um excelente filme, diga-se de passagem, o agente secreto, assim como o jornalista Mario Chimanovitch, é confrontado com sua própria obsolescência. Bond descobre que o mundo mudou e que um jovem sentado atrás de um computador pode resolver uma crise. Mas antes que a necessidade de sua existência e de sua licença para matar seja questionada, Bond responde: ‘é preciso saber quando puxar o gatilho”.

A resposta de Bond, em minha opinião, resume toda a importância da experiência. A questão não é saber atirar ou enviar um míssel que resolva o problema, ou no caso dos jornalistas, saber o que fazer a partir de modelos pré-estabelecidos aprendidos na faculdade. A questão é saber o que fazer quando uma dificuldade se apresenta diante de você. 

É nesse momento em que você revê todos os livros da faculdade, acessa milhares de páginas mostradas pelo oráculo da modernidade, o Google, e nota que a resposta está única e exclusivamente com aqueles que já experienciaram aquela situação. Só então damos valor para a experiência.

Não importa a época, não importa a idade, o que faz a diferença é saber quando puxar o gatilho.

Fim do MSN…e lá se vai mais um comunicador instantâneo

Nesta última semana a Microsoft anunciou que encerrará o desenvolvimento do seu comunicador instantâneo de mensagens Windows Live Messenger. Comumente chamado de MSN por seus usuários (afinal era o seu nome inicial), o comunicador dominava desde o começo do da década passada.

msn

Não foi o primeiro… não será o último. A própria Microsoft tratou de informar que o serviço será substituído pelo Skype que além de comunicação por mensagens oferece serviços de telefonia via IP (o conhecido VoIP – Voice Over Internet Protocol). A decisão é um tanto lógica… o Skype foi comprado por uma pequena fortuna (US$ 8,5 bilhões) em 2011. É natural que um serviço englobasse o outro ao longo do tempo.

Aliás, observando a história é possível concluir que nenhum programa permaneceu no topo e sempre foi substituído por algum outro com recursos diferentes. Nem mesmo o WIndows escapou disso. Da versão 3.11 (a primeira realmente digna de nota) até a versão 8, muita coisa teve que mudar.

Com os comunicadores não foi diferente. Primeiro eram os canais IRC que funcionavam como salas de bate-papo e em alguns casos com alguma privacidade. Lembro que era necessário instalar o programa mIRC para este fim.

mirc

Depois veio o ICQ e o seu inconfundível “oh-oh” anunciando a chegada de uma mensagem instantânea. Para utilizá-lo você fazia um cadastro e cria um UIN (conjunto numérico que identificava seu usuário no sistema). O ICQ existe até hoje, mas pelo menos no Brasil, nunca mais teve o mesmo apelo junto aos internautas.

icq

Na onda do ICQ (que no inglês é o som aproximado da expressão “I seek you”) vieram comunicadores nativos de alguns portais como o AOL messenger (da falecida America On Line) e o Yahoo Messenger (do Yahoo!). No Brasil, portais como Terra e UOL também lançaram seus comunicadores (o do UOL tinha o sugestivo nome de “ComVC”).

Então Bill Gates olhou para o mercado de comunicadores instantâneos que outros haviam criado e viu que aquilo era bom. Resolveu então investir na área. Em 1999 surge o Messenger que tinha como trunfos o fato de ser integrado ao Hotmail (cliente de e-mail da Microsoft) e ser integrado ao Windows.

msn_messenger_service

No início o ICQ manteve sua supremacia, mas aos poucos a ferramenta da Microsoft passou a incorporar novas funcionalidades e lentamente as pessoas migraram para o novo comunicador. Pelo que me lembro, eu migrei para o MSN em 2003 ou 2004. Não me lembro da data exata, mas me lembro do motivo: eu não tinha mais nenhum contato on-line no ICQ há uns 3 meses.

Aliás, foi nesta época também que surgiu o Skype. Ainda um serviço precário no Brasil por conta da pouca qualidade da conexão de banda larga no Brasil.

Um pouco depois, um outro comunicador fez algum sucesso: o GTalk da empresa Google. Como vantagem ele trazia uma mistura de funcionalidades entre MSN e Skype (principalmente o VoIP) e fez algum sucesso. Confesso que nunca gostei do Google Talk.

google-talk

E aí foi a vez das redes sociais como comunicadores. Primeiro o Orkut que trazia o recurso de mensagens no site. Não eram instantâneas, mas as pessoas gostavam de se comunicar por lá. Depois o Facebook que é um fenômeno bem mais recente. O comunicador está incorporado ao próprio site.

Agora, a Microsoft promete uma evolução na comunicação instantânea com o novo Skype. Será que teremos mais do mesmo?

Em tempo: apesar do título do post quase todos os comunicadores citados aqui continuam ativos e disponíveis para download.

1 de novembro de 2012

Qual é o cúmulo da “nerdice”?

Quando penso que já vi de tudo na internet eis que me aparece mais uma. Esta é – na minha opinião – exagerada demais.

Um pouquinho de história: o homem há praticamente 50 anos explora o espaço. São sondas, satélites, naves, estações orbitais, astronautas indo e vindo… Quem leu o mínimo sobre o assunto deve saber que o homem já chegou à Lua e que mantém uma estação orbirtando a Terra em uma órbita baixa… Quem se deu ao trabalho de saber isso deve saber que há muitos anos atrás, o homem lançou ao espaço sondas espaciais para explorar o sistema solar. As sondas receberam nomes sugestivos como Voyager (I e II) e Pioneer (X e XI). A sonda Voyager, aliás, foi o mote do 1° filme da série Jornada nas Estrelas (Star Trek: The Motion Picture).

Detalhes como esse são coisas para fãs e entusiastas… confesso que o tema astronomia me agrada bastante. E também sou fã da série Star Trek (seja nos seriados ou nos filmes), mas sou o tipo de fã “controlado”. Traduzindo: não vou a estes encontros malucos onde todos se vestem como oficiais da frota estelar e ficam desejando Vida longa e próspera.

Enfim, até aí tudo normal… mas hoje, lendo um pouco sobre astronomia descobri que as sondas Voyager e Pioneer ainda funcionam (elas foram lançadas há mais de 30 anos) e agora vem a “nerdice”… As sondas têm conta no Twitter.

Não acredita? Então veja:

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Agora, o cúmulo da nerdice não é uma sonda espacial ter Twitter. O cúmulo é você conversar com a sonda… Abaixo o diálogo traduzido:

@ShadowC:
@NASAVoyager2, você sente falta do seu lar?

@NASAVoyager2:
@ShadowC, muita falta mesmo. Mas eu posso ouvir a Terra sussurar me dizendo o que fazer.

@ShadowC:
@NASAVoyager2, O que você fará quando os sussurros pararem? Você ficará assustado?

@NASAVoyager2:
@ShadowC, não… porque o último sussurro me colocará para dormir.

Alguém aí deve estar perguntando: “E não é nerdice escrever sobre este tipo de nerdice?”

Minha resposta? Hum… talvez… Mas eu só conto a história… caberá a vocês interpretá-la.

31 de outubro de 2012

Ler jornal ou revista está se tornando um hábito do século passado

Hoje circulará a última edição do Jornal da Tarde, mantido pelo grupo Estado que entre outras atividades, publica o jornal “O Estado de São Paulo”. Um jornal criado há 46 anos e que deixará de circular – como o próprio grupo classifica – por uma decisão empresarial.

Entenda-se por “decisão empresarial”, problemas financeiros. O jornal, é uma empresa particular que obviamente visa lucro. Sua missão é informar enquanto veículo de comunicação, mas seu objetivo enquanto empresa é o auferir lucro para seus controladores.

BRA_JT

Assim, encerra-se a história de mais um jornal paulistano. Outros já se foram, como o Folha da Tarde que deu lugar ao “Agora SP” com uma linha editorial bem diferente; além do caricato “Notícias Populares” que exagerava nas cores quando publicava notícias policiais.

Entretanto, o hábito de sentar no sofá e ler um jornal sujando os dedos com tinta que se desprende do papel parece que está desaparecendo. Eu me dei conta disto hoje. Jornal impresso eu só leio mesmo quando vou ao salão de cabelereiro (o barbeiro é assinante do JT) aguardando minha vez. No mais, leio uma ou outra revista semanal e o restante, consigo por meio dos portais de informação, como UOL, Terra, Estadão e Folha.

Além disso, as revistas e jornais estão desenvolvendo diversos apps para o novo Windows 8. Eu testei o da revista Exame e gostei bastante. No formato de revista eletrônica o acesso é bem dinâmico e o visual atraente.

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Em tempos de smartphones e tablets e com o a chegada do Windows 8 totalmente voltado para a experiência “touch”, ler jornal ou revista à moda antiga está se tornando um hábito do passado.

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30 de outubro de 2012

Eleições 2012: vitória sem representatividade

Terminado o processo eleitoral, São Paulo já conhece seu futuro prefeito. É Fernando Haddad do Partido dos Trabalhadores (PT). Não era o meu candidato (acredito que isto era óbvio, não?), mas o fato que ele é o novo prefeito. Então teremos que torcer por uma boa gestão.

Independentemente do resultado final, o que me chamou a atenção nesta eleição não foi a polaridade entre PT e PSDB na cidade de São Paulo. Tampouco o surgimento do PSD como uma força política idealizada pelo Gilberto Kassab (ele perdeu aqui em São Paulo com o José Serra, mas mesmo assim conseguiu vencer em 490 municípios, incluindo aí uma capital).

O que me chamou a atenção foi o número de abstenções + votos nulos + votos em branco: em São Paulo o total foi de 31,59%. Deixando os dados um pouco mais claros:

Total

%

Fernando Haddad (PT)

3.387.720

39,30%

José Serra (PSDB)

2.708.768

31,42%

Votos Nulos

500.578

7,26%

Votos em Branco

299.224

4,34%

Abstenções

1.722.880

19,99%

O número assusta… é claro que alguns destes votos são de abstenções justificáveis pelos mais variados motivo. Mas quase um milhão e oitocentos mil pessoas optaram por simplesmente ser indiferentes à escolha do novo prefeito.

Além disso, temos os votos em branco e nulos que também não deixam de ser uma forma de protesto. Todos estes votos poderiam mudar o destino desta eleição. Isto me faz concordar com a posição do cientista político Leonardo Barreto que concedeu entrevista à Rádio CBN nesta tarde: tem-se a impressão que “a eleição tem um significado menos dramático na vida do cidadão. A eleição de um ou de outro não mudará nada na vida dele”.

Assim, independente de quem está lá, as coisas irão continuar como estão. Não vemos mais a eleição de um candidato como necessária para nossa vida.

Em seu comentário, o professor Barreto ainda comenta que o voto acaba sendo facultativo pois a punibilidade é praticamente nula: basta o cidadão ir ao cartório pagar a multa de pouco menos de quatro reais e ficar quite com a justiça eleitoral.

E quem deveria se preocupar com isso? Em minha opinião, os partidos políticos. Pois ser eleito por 3.400.000 eleitores e quase 2.600.000 resolveram se isentar, dá a impressão que o candidato eleito perde sua legitimidade, afinal, no caso de São Paulo, o Haddad foi escolhido por 39,30% e preterido por 60,70%. Quase 3/5 da população de São Paulo não escolheu Haddad. Da mesma forma teria acontecido o mesmo com o Serra se ele tivesse vencido, pois a margem também seria pequena.

A impressão que fica é que foi eleito um prefeito pela minoria, pois pouco mais de 31% escolheu o outro canditado e quase 30% não quis escolher nenhum deles.

27 de outubro de 2012

Happy Hour no Fim de Expediente

A frase é um trocadilho… mesmo porque a tradição do happy-hour é que ele ocorra ao final de um dia de trabalho (o tal fim de expediente).

No entanto, eu não estou falando do dia de trabalho.. Estou falando do programa “Fim de Expediente”, da rádio CBN. Apresentado por Dan Stulbach, José Godoy e Luiz Gustavo Medina desde 2006 todas as sextas-feiras.

fimdeexpediente

Para quem não conhece, o programa é ótimo. Trata-se de um bate-papo informal entre os três apresentadores e geralmente com a presença de um convidado. Celebridades, esportistas, políticos, artistas, jornalistas…  o programa é feito em um formato bem descontraído, permitindo a participação dos ouvintes e trazendo aquela sensação boa de que você está ali na mesa conversando com todos eles.

Uma vez por mês (por costume, na última sexta-feira do mês) o programa é feito ao vivo com plateia no Teatro Eva Herz (Livraria Cultura). E.. bom… nesta última sexta-feira fui com minha esposa assistir ao programa ao vivo. Um programa diferente… e bem legal.

Aliás, fica aqui minha gratidão à minha esposa: a ideia de irmos ao programa foi dela. Logo pela manhã ela em perguntou se o programa seria com plateia . Confirmei no site que sim e que o convidado seria o músico Nando Reis. Então combinamos de ir ao final da tarde.

Sempre tive muita vontade de ir. Normalmente ficava impedido por conta dos compromissos de trabalho e da faculdade. Mas, em período de férias, até dá pra aproveitar. E foi um programa cheio de imprevistos…

Em primeiro lugar, nem eu, nem Ana Paula conhecíamos o teatro. Até então eu sabia que ele era mantido pela Livraria Cultura e o nome é uma homenagem à mãe do fundador da empresa. Para quem já foi até a livraria, sabe que é um espaço enorme, multicultural e é um misto de loja com centro cultural. Não é incomum por exemplo sessões de autógrafos ou eventos culturais sendo relizados ali. Ao chegarmos, uma fila enorme… mas era para uma tarde de autógrafos de uma padre que estava lançando um livro. A propósito, o teatro fica dentro da livraria.

Depois, encontramos a fila para o teatro: enorme também. A entrada é gratuita, mas os convites devem ser retirados com antecedência de 1 hora na entrada. Chegamos lá 1 hora antes do previsto e a fila já contava com umas 80 pessoas.

Aí, uma nova surpresa: a distribuição começou e quando chegou nossa vez só tinha 1 único ingresso disponível. O último. Como opção, poderíamos aguardar na “fila da esperança”, como uma senhora disse enquanto aguardava sua vez. Na dúvida, ficamos com o ingresso e na torcida para que sobrasse um lugar.

Nossa preocupação durou uns 20 minutos. Uma gentil senhora desistiu de participar quando descobriu que o Nando Reis não viria. Aliás, este foi mais um imprevisto: o convidado furou.

Entramos e veio mais um imprevisto. Como pegamos ingressos separadamente, os lugares eram separados. Teríamos então que sentar em pontos diferentes da sala. Assim, ela ficou lá na frente (quase na turma do gargarejo) e eu lá fundão.

Aí, veio a boa notícia: Dan Stulbach veio ao palco e se desculpou pela ausência do convidado, mas mesmo assim teríamos um convidado “pra lá de especial”.

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A propósito, ainda no começo da atração foi possível mudar de lugar e aí pude sentar-me ao lado da minha esposa. Pude assistir tudo ali na fila do gargarejo também.

Então o programa começou… é um pouco diferente porque ao vivo não temos o áudio das vinhetas e da rádio. Então ficamos só com a voz dos apresentadores. Ele deu as mensagens de boas vindas e aí, a surpresa (mais uma): o convidado “estepe” do programa era ninguém menos que Juca Kfouri. Um tremendo jornalista… Sim, sou fã dele também.

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O programa foi fantástico. Ok… uma dose de empolgação por estar ali, ao vivo. Mas o bate-papo foi ótimo. Falaram sobre jornalismo, futebol, filantropia, política (com direito a um pequeno, mas simpático deslize partidário do Juca…) e de algumas notícias do dia.

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Foi muito divertido como eles comentaram a ausência do convidado Nando Reis (uma pequena e necessária dose de acidez, afinal, Nando Reis deixou eles na mão por conta de um dedo) e o Juca contou algumas das histórias do seu tempo como editor da revista Playboy. Durante os intervalos ele conversavam mais descontraidamente e no último intervalo o Juca contou uma história ótima sobre como era o seu trabalho de diretor de redação na Playboy.

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A melhor história do programa com certeza foi o momento que o Juca contou sobre a escolha das mulheres famosas que fariam o ensaio para a revista. Em determinado momento ele confundiu as Glórias (confundiu Glória Menezes com Gloria Pires) com direito a pouco de humor ácido neste momento, contou porque a Glória Pires não saiu nua na Playboy.

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Foi genial. Foi diferente. Tive a oportunidade de fazer algo que gosto, com quem gosto. O que me deixou muito feliz. Ao final do programa, aquele gostinho de “quero mais”. Minha esposa também adorou. E já planejamos ir na próxima edição do programa ao vivo. vamor torcer para dar certo.

Ah sim, consegui fazer uma pequena participação. Ela aconteceu no momento que o Juca tentava lembrar o bordão que ele utilizava quando falava do Carlos Nuzman no seu programa “CBN Esporte Clube”. Ele lembrou depois que eu soprei a palavra “Açaí”. O bordão: “Tomando vinho de açaí esperando o Carlos Nuzman cair”. A deixa acontece aos 04’20”.

Ficou com vontade também? Bom, você pode ouvir o programa que é disponibilizado no site da CBN ou então esperar pela próxima edição com plateia. Para deixar a coisa um pouco mais legal, um pequeno trecho do programa que consegui filmar (desculpe pelas “tremidas”… primeira vez que usei o Lumia para filmar):

Um pequeno trecho do programa com plateia

Depois do programa, resolvemos caminhar pela Avenida Paulista. Lá foi possível ver até um orelhão doidão como este da foto:

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Enfim, um excelente passeio.

26 de outubro de 2012

Chegou (oficialmente) o Windows 8

Foi lançado hoje a nova versão do sistema operacional da Microsoft. Quem acompanha o blog sabe que o sistema foi amadurecido nos últimos 12 meses. Já comentei também que o sistema quebra alguns paradigmas que transformaram o sistema operacional onipresente em todos os ambientes.

win8

Oficialmente, venho utilizando o Windows 8 em meu notebook (nenhuma máquina monumental: um Dell Ispiron N4030 equipado com um Core i3 370 M – 3 GB DDR2 – HD 320 GB) e a experiência tem sido muito boa. Consigo executar todos os aplicativos, a inicialização é rápida, o tempo para adaptação às novidades da interface é relativamente pequeno, a bateria está sendo melhor gerenciada… enfim, não encontro ponto negativo.

Para ajudar, a Microsoft lançou uma campanha de atualização tentadora: por R$ 69,00 você pode atualizar a versão do seu Windows 7, Windows Vista ou Windows XP SP3 para o Windows 8 Pro. Apesar de não ser um investimento planejado, pareceu-me uma boa oportunidade para atualizar meu netbook e também para o desktop.

E então, começaram as desilusões.

Em primeiro lugar, o Windows 8 aposenta os netbooks mais antigos. Principalmente aqueles de tela de 10”. Em geral, a resolução máxima destes dispositivos é de 1024x600 e o novo sistema exige no mínimo 1366x768. Pesquisando um pouco mais sobre o tema, descobri que o problema não está tanto no 1024 (largura), mas sim no 600 (altura). Ao que parece, a nova interface Metro exige uma tela maior para exibir seus elementos.

Descobri também que até é possível burlar esta limitação. Na verdade, é possível proceder a instalação, mas a interface Metro fica praticamente desativada. Quem estiver interessado, pode conhecer mais detalhes neste link (está em inglês).

Assim, minha experiência com o Windows 8 em um netbook (pelo menos, no meu netbook) não será completa.

A outra “surpresa” foi com o preço da promoção. A título de curiosidade, baixei o aplicativo que faz uma análise de compatibilidade.

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A análise levou em torno de 5 minutos. Após a análise, ele indica uma lista de incompatibilidades (sim, a questão do vídeo estava lá):

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A análise mostrou algumas coisas curiosas. Uma delas foi indicar a ausência de um aplicativo para execução de DVD’s. O detalhe é que o netbook, por natureza, não possui uma unidade óptica em função de suas dimensões reduzidas. Apesar desta limitação, convém dizer que o Windows 8 não é dotado de aplicativo nativo para execução de DVD’s. Acredito que esta mensagem, apesar de curiosa para um netbook será exibida em todos os computadores.

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Por se tratar do Windows 7, é possível realizar uma instalação do tipo “atualização”. Sem perdermos os dados de configuração. O Windows XP e o Vista não têm esta possibilidade. Então é exibida esta tela:

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Ao clicar em “Avançar”, vem a surpresa: o valor R$ 69,00 não é o valor final:

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Imagino que o valor seja R$ 69,00 para aqueles que possuem a versão Win 7 Ultimate (a minha é a Home Premium). O valor de R$ 84 ainda é um valor interessante, mas fica uma sensação de que estou sendo enganado. Primeiro disseram que o Windows 8 seria compatível com qualquer dispositivo que executasse satisfatoriamente o Windows 7 e isto não é verdade. Meu netbook a partir de hoje está obsoleto e sem perspectiva de atualização. E depois a oferta de atualização não é aquela que te oferecem no primeiro momento.

Outra questão: o valor informado é para o download do arquivo de instalação. Caso queira receber o instalador em mídia, deverá acrescer o valor de R$ 32,00.

O Windows 8 é um ótimo sistema, eu reafirmo. Mas a política da Microsoft em relação ao consumidor final continua ruim.

Assim, recomendo que antes de comprar o Windows 8 na primeira loja virtual, execute o utilitário de compatibilidade da Microsoft. Para dispositivos mais antigos (principalmente os de baixo custo), convém manter o Windows 7, caso ele esteja funcionando satisfatoriamente.

23 de outubro de 2012

JCVD

O período de férias sempre é divertido para mim. Além de descansar, tenho a possibilidade de – literalmente – fuçar pela internet e televisão. E encontro algumas coisas realmente interessantes e curiosas.

Já tem algum tempo que assino o Netflix. Para quem não conhece, é uma espécie de locadora virtual: você paga uma mensalidade (R$ 15,00) e pode ver filmes através de sua conexão de banda larga. Dá pra ver no computador e no meu celular… Aí ligo a o notebook na tv e com isso, o DVD praticamente foi aposentado.

O acervo é relativamente grande, mas não espere encontrar os filmes mais recentes. Existe muita coisa boa sim, mas é necessário procurar.

Agora, a razão deste post…

Ontem, através do celular eu estava procurando algum filme para assistir antes de dormir. Não tinha nenhum título em especial disponível, então comecei a olhas as sugestões do site para mim.

Eis que então aparece o filme JCVD. Estrelado por Jean Claude Van Damme no papel de… Jean Claude Van Damme. Exatamente… o ator interpretou a si mesmo no filme. A sinopse não ajudava muito:

jcvd

Durante uma visita à sua família na Bélgica, Jean-Claude Van Damme acaba no meio de um assalto e é apontado com o responsável.

Realmente nada animador, não é mesmo? Mas na resenha o filme aparecia como sendo do gênero Comédia. E foi isto que me intrigou. Van Damme fazendo filme de comédia?

Enfim, na falta de opção, assisti ao filme. E não é que foi uma surpresa? De fato o filme não é nenhum primor, mas foi bacana ver como o próprio Van Damme fez uma auto-crítica à sua carreira e a si mesmo.

A história começa com uma tremenda cena de ação bem ao estilo dos filmes que protagoniza. Já dá para perceber aí que as cenas são caricaturadas. Ao final, um erro na filmagem faz com que toda a sequência que ele fez fosse perdida. Surge então um diretor desinteressado que ouve uma queixa feita por Van Damme sobre o fato da cena não ter um único corte. Em suas palavras: “Já tenho 47 anos e estou um pouco velhor para isso”.

O restante do filme é um misto de ficção e realidade. O filme retrata um Van Damme decadente, atuando em produções discutíveis, sendo processado por sua ex-esposa e ainda por cima é trapaceado por seu agente e com sérios processos financeiros.

Desiludido, ele resolve retornar à Bélgica, seu país de origem. Ali ele é ainda visto como um ídolo. E por isso pode – por que não – recomeçar. Entretanto um tremendo mal entendido o transforma no autor de um roubo à uma agência de correios na Bélgica.

A história do roubo é contada e recontada sob diversos pontos de vista e tudo é conduzido com muita tranquilidade pelo roteiro. Em determinado momento do filme, Van Damme faz um longo monólogo que faz pensar se ele está falando dele “personagem” ou ele “real”.

Quem puder, assista ao filme. Não é uma super-produção, mas com certeza vale o tempo investido. Ele já é um tanto antigo (2008), mas acho que você vai se divertir.

Para saber mais, sugiro a leitura desta resenha e deste comentário.

Serviço:
JCVD (2008)
Filme de Mabrouk El Mechri
Com Jean Claude Van Damme, François Damiens, Zinedine Soualem, Karim Belkhadra, Jean-François Wolff e Anne Paulicevich

Em tempo… a partir de agora pretendo escrever sobre filmes e seriados que assisto. Espero que os leitores apreciem e sugiram filmes para mim também.

20 de outubro de 2012

O tempo passa para todos

Sempre que vou atrás de informações acadêmicas, fico um tanto chateado. Hoje, entrei no site da USP para pegar algumas informações sobre o meu curso. Atualmente, estou matriculado em Ciências Biológicas – Noturno. Não é exatamente o curso que eu tinha em mente, mas tem uma estrutura legal e me mantém no ambiente acadêmico.

Os dois últimos anos foram turbulentos (bom… na prática, os últimos quinze foram assim) e por conta disto tranquei a faculdade. Poderia ter voltado neste ano, mas o casamento me fez optar por ficar mais um ano em casa.

Hoje fiquei um bom tempo navegando pelo site da USP. Encontrei informações sobre dois cursos de meu interesse: Ciências Biomédicas (bacharelado) e Ciências Básicas da Saúde (bacharelado). Ambos relacionados à saúde e ambos em período integral.

Cursar uma faculdade já é algo complicado no meu atual momento de vida. Cursar um faculdade integral então… seria inviável.

É muito simples: preciso trabalhar para sobreviver. Pagar contas, tocar a casa, comer, vestir, etc.

Penso como seria retornar ao curso de medicina. Hoje? Inviável. Não tenho disponibilidade financeira e de tempo para cursar algo tão complexo. Fico chateado por conta disso: tenho a impressão de que meu tempo passou. De que não tenho mais condições e oportunidades. E isso me deixa – na falta de uma boa palavra – frustrado.

Tempo… ele passa… mais ou menos rápido dependendo de nossas escolhas. Em alguns momentos acho que foi lento demais. Em outros, eu não conseguir acompanhar o tempo. Hoje estou com a sensação de que meu tempo passou. E eu não consegui acompanhá-lo.

tempo

Felizmente, não são todos os dias que esse pessimismo todo me atinge. Ainda vou encontrar uma solução para retomar a minha linha do tempo.

Só que hoje… eu não sei como fazê-lo.

18 de outubro de 2012

O uso de discos virtuais

Artigo sobre a utilização básica de discos virtuais para armazenamento de arquivos através da computação em nuvem.
Conheça o artigo clicando aqui.

Férias… Férias?… Férias!!!

E chegamos a mais um bloco de 15 dias de férias. Até o início de novembro ficarei afastado das funções públicas. E graças a isto posso me dedicar um pouco mais às minhas atividades pessoais.

Voltei a fazer minhas caminhadas. Ontem uma mega caminhada. Foram mais de duas horas perambulando pelas ruas da cidade. Em meu caminho, um belo por do sol que reproduzo aqui:

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Apesar do artefato (a bolota rosa) na imagem final, achei que o resultado ficou bacana. Fiz a foto a partir do meu Lumia 710. A câmera, apesar de não ter uma alta resolução, quebra um galhão para fazer fotos casuais como esta.

E o que pretendo fazer nestas férias além de caminhar? Bom… muitas coisas. Algumas tarefas domésticas precisam ser concluídas. Eu tenho algumas ideias para o blog também. Na iminência do lançamento do Windows 8 e seus correlatos (Windows Phone e Surface), eu pretendo escrever um novo artigo sobre informática.

No meio do caminho terei que trabalhar no segundo turno das eleições municipais. Apesar de minha posição política ser definida e conhecida por muitos, não pretendo mais falar sobre o tema. É assunto chato e exaustivamente debatido. Não creio que eles sejam as melhores opções. Enfim… não mais comentarei sobre isso.

Outro tema que pretendo abordar no blog é a questão da massificação dos smartphones. O tempo do celular com radinho FM chegou ao fim. As pessoas querem mesmo um smartphone com touchscreen e recursos multimídia em profusão.

Ah sim… algo bem importante a ser feito nestas férias é retornar à USP. Preciso ir até lá destrancar minha matrícula para retornar no ano que vem. Também fiz alguns amigos por lá e quero muito esta graduação. Na verdade, estou pensando seriamente em cursar a graduação em ciências fundamentais para a saúde. É um curso de graduação oferecido na USP para alunos regularmente matriculados. Desta forma, um bom plano seria cursar biologia no próximo ano e a seguir migrar para esta graduação.  Ou então cursar as disciplinas básicas da biologia e após isto, migrar para o curso. Seria um bom caminho para lecionar no ensino superior. Eventualmente, posso pensar também em uma graduação à distância em pedagogia. O único porém de tudo isto é que o curso é diurno. Ou seja, mudar de curso significaria abandonar a função pública. Não posso decidir isto de forma abrupta.

Enfim, este é o meu programa de férias. Alguns gostam de dormir, viajar. Eu pretendo fazer coisas de que gosto. E apenas isto.

Que sejam boas férias para mim…

9 de outubro de 2012

Até onde vale a pena o emprego público?

Já falei sobre a questão do emprego público algumas vezes. Na maioria delas fui extremamente criticado. Muitas vezes, as críticas partiram dos próprios funcionários públicos. Apesar de repetitivo, tenho que retomar o tema por mais uma vez.

Antes, um esclarecimento necessário: sou funcionário público. Se há 20 anos atrás me perguntassem se era este o meu objetivo de vida a resposta seria um sonoro não. Afinal, eu estava prestes a ingressar em uma faculdade de medicina e ser dono do próprio nariz (ou seja, ter o próprio consultório) me parecia a escolha óbvia. Mas o tempo passou, não concluí a faculdade de medicina. Dei alguns passos em falso em minha “carreira” profissional também. Fato é que – por força da situação – acabei na condição de servidor público.

Sendo isto um fato consumado, parece justo que eu tente desenvolver o meu trabalho da melhor forma possível. É um silogismo simples: o estado remunera seus servidoes para fazer um trabalho corretamente. Eu trabalho para o estado. Logo, sou remunerado para fazer meu trabalho corretamente.

Agora, o que significa este “trabalhar corretamente”? Para mim, significa cumprir o meu papel, observando as legislação vigente. Significa cumprir meus prazos e fazer aquilo que compete à minha função. É cumprir minhas horas de trabalho. É não levar vantagem por conta da minha função. Em resumo, é fazer o que tenho que fazer. Pois se fosse em uma empresa particular, não cumprir minha obrigação significaria uma pena de demissão.

Bom… eu tento fazer isso. Tento mesmo. Mas o fato é que existe uma verdade inegável e dolorosamente cruel: em sua maioria as pessoas que ocupam funções públicas não enxergam o exercício da sua função com o profissionalismo necessário. A verdade é esta: falta profissionalismo. Criou-se uma cultura do “se é trabalho público, então pode ser feito de qualquer forma”.

E isso me consome…

As justificativas apresentadas são as mais variadas possíveis: “no tempo do fulano não era assim”, “sou funcionário antigo e não sei essas modernidades”, “não conheço a lei”, “não tenho chefe”, “sempre foi assim”. E algumas vêm em tom acusatório: “você é muito radical”, “as pessoas não estão habituadas a trabalhar desta forma”, “você tem que ser condescente com fulano, ele não sabe fazer isso” e por aí vai.

Isso me consome mais ainda…

Alguns diriam “oras… se não está satisfeito, pede pra sair”. Um argumento válido. Mas será que é justo eu ser julgado e criticado por querer simplesmente fazer o que é o correto? Por querer ser profissional? Só quero fazer meu trabalho e quero que as pessoas façam os delas. Em alguns casos, é minha responsabilidade sim monitorar o trabalho de alguns funcionários. Mas em pouco mais de 3 anos de estado, tudo o que vi é um funcionalismo ineficiente. São poucos aqueles que realmente fazem o seu trabalho. E estes que tentam trabalhar, acabam trabalhando por aqueles que não têm nenhum comprometimento.

No geral, Acabo vendo a política do “fazismo” (as coisas só são feitas na última hora), da troca de favores, do coleguismo desmedido, da falta de foco em realizar um trabalho bem feito.

Não estou aqui para mudar o mundo. Não estou acima do bem e do mal. Também estou sujeito a erros e deslizes. Mas pelo menos tenho a consciência de que este é meu trabalho e que ele tem que ser bem feito. Posso não ter alguém me cobrando pelo resultado, mas eu me cobro por um bom resultado.

Afinal, eu quero chegar ao final do dia e ter a consiência de que fiz valer na prática, os valores que conduzem minha vida. E aí, ciente disto, posso colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz.

Recentemente aprendi uma frase que sintetiza isto: “Em alguns lugares, não é o cachorro que mija no poste… no caso, o poste é que mija no cachorro”.

Eleições e outras mumunhas…

Neste último domingo foram realizadas eleições municipais. Novos prefeitos, antigos prefeitos, vereadores e a triste realidade de sempre…

Evitei ao máximo opinar ou mesmo apresentar minha opção aqui no blog. Motivo simples: eu não conseguia enxergar um candidato alinhado totalmente com minhas ideias. No final das contas, apenas votei na opção que para mim, será a menos pior.

Primeiro gostaria de falar um pouco sobre o trabalho na eleição. Sim… como funcionário público eu fui compulsoriamente conduzido a uma função de apoio durante o horário de votação. Basicamente o que fiz foi indicar aos eleitores mais desavisados os seus respectivos locais de votação, ou então onde deveriam justificar a ausência em seu domicílio eleitoral e coisas similares. Não é um trabalho que requer uma grande preparação, mas é algo cansativo. Afinal de contas, fiquei o dia inteiro fazendo isso.

Como “recompensa” a possibilidade de folgas (na proporção de 2 folgas para cada dia trabalhado). Na verdade, é um presente de grego. Estas folgas são descontáveis para contabilização de vantagens como adicionais de serviço, licenças-prêmio, bônus. Se por um lado temos o dia de folga, esta folga pesa no bolso posteriormente…

Mas o que me incomodou mesmo foi ver o descaso de alguns que trabalharam como mesários. Alguns chegaram atrasados… bem atrasados. O caso mais gritante foi o do presidente de seção que chegou depois das 10h da manhã. Quando encerrou a votação, sua seção foi a primeira a empacotar, urna, relatórios, atas, etc. Na hora da conferência das informações pelos funcionários do cartório, o óbvio: tudo estava errado. E o cidadão teve que refazer o processo de encerramento pelo menos por 4 vezes. Lamentável.

Não sei qual a justificativa do cidadão, mas vi que ele ao deixar o local simplesmente comentou: “Perdi meu tempo nesta merda, perdi meu domingo, mas pelo menos garanti minha folga no trampo. Semaninha básica na praia…”.

Imagino que não exista outra alternativa, afinal são muitas urnas, seções, eleitores. Infelizmente o processo está sujeito a comportar tipos como este. Mas o pior problema não é quem controla a urna e sim naqueles que recebem o voto. E este é o meu próximo assunto.

Os sobreviventes…

As coisas foram interessantes aqui em São Paulo. Celso Russomano era tido como figura certa no segundo turno. Foi o retrato fiel do cavalo paraguaio.

Outra coisa que me assustou: a força do Lula. O Haddad não era nada, não tinha nenhuma expressão política, fez um monte de besteiras no MEC, sucateou o ensino superior, transformando em apenas um bom negócio para a iniciativa privada e ainda assim, chegou ao segundo turno.

O candidato Serra mostrou alguma força também. A questão é se terá fôlego para sustentar sua campanha contra o PT e sua máquina eleitoreira. Lula assumiu o papel desprezível de cabo eleitoral e provavelmente Chalita e Russomano (que pertencem a partidos da base política do governo) provavelmente farão o mesmo.

Será que todos esquecerão que o Sr. Celso Russomano afirmou categoricamente que o Sr. Haddad era um mentiroso (a frase é do Russomano, não é minha). Será que todos esquecerão que o Sr. Chalita disse que a briga entre PT e PSDB era desastrosa para São Paulo e que agora ele vai entrar em um dos lados da briga?

Será uma eleição onde teremos mais do mesmo… Não importa quem vença, todos já perdemos alguma coisa. Votarei no Serra… mas não porque acredito que ele será a solução. Apenas porque, das opções disponíveis, ele é a que menos trará problemas para a cidade.

Que venha o segundo turno…

8 de outubro de 2012

Um blog qualquer…

Algo que acredito de maneira muito forte: somos aquilo que pensamos. Se perdermos tudo. Todos os bens materiais, todas as pessoas, a única coisa que nos resta é o nosso conhecimento. Lugar comum? Talvez… mas para mim é uma forte crença.

Já disse por muitas vezes que escrever é para mim, uma diversão. Uma maneira de exercer minha liberdade. Quando escrevo, estou livre. Quando escrevo, posso ir a qualquer lugar.

E sobre o que escrevo? Sobre tudo e ao mesmo tempo, sobre nada. Falo sobre política, sobre minha vida pessoal, sobre meu trabalho, sobre minhas ideias.

Ah… então é um blog pessoal? Muitas vezes, sim. Não é exatamente um diário (nem gostaria de encará-lo como tal). Mas também é uma maneira de expressar uma opinião. Criar uma visão sobre algo, gerar opinião… gerar um debate. Ser um fomentador de ideias.

E entre tantos blogs que existem por aí, meu blog é apenas mais um. Um blog qualquer, feito para ser mais uma opinião. Mais uma visão. Critiquem, leiam, ignorem. Seja como for, a página, blog… tudo continua. Nem sempre com a frequência que eu gostaria, mas sempre com as ideias que acredito.

17 de setembro de 2012

Hands on–Windows 8 Pro

No início do ano eu tinha como meta postar ao menos 1 vez por semana no blog. Com esta postagem cheguei ao post número 23. Menos da metade daquilo que havia planejado. Gostaria de escrever com mais frequência.

Mas este não é o tema do post. Falando em números, este é o primeiro post publicado no site através de um computador rodando Windows 8. E este artigo pretende mostrar minhas primeiras impressões com a versão final do sistema.

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Uma coisa fica muito clara ao iniciar o Windows 8: o paradigma das janelas está desaparecendo. O conceito de “apps” introduzido pelo iPhone e também pelo Android é amplamente revisitado nesta nova versão.

A inicialização ficou bem rápida. Entre o ato de ligar o computador e ter acesso à Área de trabalho, levei em torno de 20 segundos. E o notebook não é nenhum prodígio: um modesto Dell Inspiron equipado com Core i3 (primeira geração) e 3 GB de RAM.

A tela de login ficou moderna e mostra o relógio, informações sobre a rede a que se está conectado, e os usuários. É possível também visualizar algumas informações da agenda do Windows Live. Isso se na instalação você resolver vincular um e-mail do tipo “hotmail” ao seu login. Eu já havia visto isto no Windows Phone. Funciona bem quando pensamos que – por conta desta facilidade ganhamos tempo na configuração dos contatos, e-mail, etc.

Entretanto, o mesmo defeito do Windows Phone apareceu no Windows 8: absolutamente TODOS os contatos são importados. Mesmo aquele e-mail que você mandou para uma empresa uma única vez em sua vida, o contato estará lá. Outra coisa que aconteceu comigo: no caso de amigos que tenham mais de um e-mail, o Windows enxergou como contatos distintos. A solução é vincular os diversos contatos.

O menu iniciar é bem diferente também. Em destaque a interface Metro com seus blocos dinâmicos. Esta tela já está um pouco modificada, pois eu já instalei alguns aplicativos e o Office 2013 também. Pelo que testei, todos os blocos são personalizáveis.

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A área de trabalho tornou-se apenas mais um item do sistema. Aplicativos desenhados para rodar no velho ambiente desktop continuam sendo executados ali. Já as novas soluções são executadas em “tela cheia”. É aí que o conceito de janela começa a desaparecer.

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Para manipular o aplicativo não temos nada dos velhos botões “maximizar”, “minimizar” e “fechar”. O app é fechado de duas maneiras: ou pela combinação das teclas ALT e F4 ou então “arrastando” o aplicativo para a parte inferior da tela. Isto deverá funcionar bem com telas touchscreen. Terei que esperar por um tablet para pensar nisto.

É claro que podemos instalar aplicações tradicionais como “Live messenger” e “MSN”, mas creio que em breve a tradição dará lugar aos apps de tela cheia. Aplicativos mais robustos como Office, Adobe ainda são executados na conhecida estrutura de janelas. Mas a tela inicial do Word já demonstra que o futuro passa longe das janelas…

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Aparentemente o Windows 8 reconheceu todos os drivers do laptop. É um fato incontestável que finalmente usei um computador com o real conceito de “plug’n’play”. Após a instalação, a única coisa que precisei fazer foi inserir meus dados pessoais.

Tarefas como execução de músicas, vídeos, streaming também foram muito bem. Sem engasgos ou dificuldades. O formato rmvb (real media) mais uma vez ficou de fora. Mas AVI, MPEG4 e MKV não foram problemas para o player. Novamente as legendas não funcionam. Portanto tive que recorrer ao fiel “Media Player Classic”.

O Internet Explorer mostrou-se sólido também. Ainda não senti a necessidade de instalar o Firefox ou o Chrome.

Não testei o novo Windows com jogos. As configurações do laptop não ajudam muito neste quesito. Jogos que demandam muito poder gráfico estão fora de questão. Mas a limitação é da máquina não do sistema. O único jogo que me atrevi a instalar foi Ragnarok. Não é um jogo que exige muita potencial e rodou redondo. Imagino que uma máquina mais robusta atenda a um usuário mediano para jogos.

Aplicações mais pesadas ainda não foram testadas também. Pensei em virtualizar uma máquina com Windows XP para ver como o Win8 se comportaria. Mas honestamente, não creio que os usuários domésticos precisem de uma máquina virtual.

Em resumo, o Windows 8 não decepcionou. As mudanças de conceito na utilização no computador ainda não justificam a migração. Mas ela ocorrerá aos poucos. Eu mesmo optei por uma instalação no esquema dual boot. Apesar do Windows 8 me atender muito bem, o Windows 7 ainda está lá. Não pretendo migrar tão cedo para o sistema nem na máquina principal, nem no notebook. Talvez eu pense em um tablet… o Surface parece ser promissor.

Vantagens:

- Sistema mais “leve”. O computador parece estar mais fluído.
- Boa compatibilidade com os aplicativos atuais
- Finalmente um Windows realmente plug’n’play

Desvantagens:

- Muitas das funcionalidades foram pensadas para um computador tipo tablet. Assim, em algumas tarefas, o teclado se mostrou mais eficiente do que o mouse.

E vocês? Acham que a mudança de paradigma é positiva? Conte-me suas opiniões.

     
     

1 de setembro de 2012

Um novo começo… Uma nova chance…

Sexta-feira foi meu último dia como Gerente da Escola Estadual Plínio Barreto. Ali comecei a trabalhar como funcionário público. O meu cargo era o de “Secretário de Escola”. Isso foi em 2009. Em Julho de 2011 – por força da lei – fui alçado à condição de Gerente de Organização Escolar.

Naquele momento, a função foi criada por força da lei e o cargo de secretário foi extinto pela mesma lei. Não era possível avaliar até onde alguém estava preparado pois simplesmente tratava-se de algo novo. Mesmo assim, acreditei estar pronto para a função. Afinal, as tarefas eram praticamente as mesmas.

Após pouco mais de um ano, a lei foi regulamentada e o processo de certificação foi concluído. E mais uma vez por força da lei, os gerentes foram cessados de suas funções. Os certificados em sua maioria permaneceram designados, alguns foram substituídos. E eu… bom… eu fui cessado.

Estou certificado, era o único que fez a certificação na unidade, mas mesmo assim a opção foi por não ser o indicado. A outra opção seria ser indicado e em um mês ou dois, ser cessado. Esta alternativa abriria um precedente que permitiria um novo servidor certificado (de outra escola) assumir a função. Ainda nesta mesma alternativa, se isto ocorresse, eu ficaria impedido de assumir a função por dois anos.

É claro que eu não estava tranquilo já havia uns 3 meses por conta disto. Apesar de buscar fazer o meu trabalho da melhor forma possível, não foi o suficiente. Apesar de conhecer as rotinas, de fazer o trabalho da mesma forma que outros gerentes de outras escolas, não consegui conquistar o respeito e confiança necessárias para a designação. Para os responsáveis pela decisão, eu simplesmente era incompetente para o exercício da função e apesar do meu esforço, não consegui provar que houve alguma melhora.

Assim como antes, agora não tem nenhum sentido fazer uma espécie de caça às bruxas. Não há culpados… se houver, o culpado sou eu que não fui capaz de demonstrar ser capaz.

Sendo assim, ser preterido foi a melhor opção. Para todos. E agora tenho que recomeçar. Fui reprovado em minha primeira experiência. E agora, tenho que conhecer novamente a estrutura da escola, as pessoas, as coisas que funcionam, as que não funcionam. Tudo do zero.

Fico preocupado é claro… Gostaria de provar meu valor. Gostaria de mostrar que não sou incompente. Fui julgado como tal e isto doeu. Mas a vida continua… A única coisa que tenho que pensar agora é em fazer o meu trabalho da melhor forma possível. Desta forma, não farei mais nenhuma referência ao episódio. Página virada.

Toda esta história fez-me lembrar de uma história de Max Gehringer em seu comentário matinal na Rádio CBN. O comentário entitula-se “Uma reprovação é uma nova oportunidade”. Reproduzo o texto aqui. Não encontrei o áudio original no site da CBN. Caso queira, você pode conferir o áudio do comentário clicando neste link.

Agora, o texto:

Uma reprovação é uma nova oportunidade

UMA PALAVRINHA QUE JÁ ME INCOMODOU MUITO, E QUE AINDA incomoda muita gente, é reprovação.

Aliás, não só incomoda, como causa danos enormes ao ego. Porque, nesta vida, na média, todos nós somos mais reprovados do que aprovados. E cada reprovação faz com que aquela confiança que temos em nós mesmos encolha mais um pouquinho. Ser reprovado na escola é uma vergonha. Ser reprovado num exame de motorista é uma humilhação. E ser reprovado numa entrevista de seleção é uma frustração sem tamanho.

Para minha sorte, eu fui reprovado logo na minha primeira tentativa de conseguir um emprego.

Eu tinha 15 anos e me apresentei junto com outros vinte e tantos candidatos para uma vaga numa fábrica de sapatos. Ensaiei direitinho tudo o que tinha que falar para convencer o entrevistador de que eu era o candidato ideal. E até bolei uma frase que, na época, me pareceu genial: meu sonho sempre foi trabalhar aqui, porque esta empresa produz o sapato que vai me conduzir pela estrada do sucesso.

Mas eu nem cheguei a ser entrevistado, porque fui reprovado antes, no teste numérico. Graças ao meu nervosismo, demorei demais para completar quatro continhas de multiplicação e fui expurgado do processo.

Eu disse que essa tinha sido a minha sorte? Disse.

Porque, quando eu já ia saindo, cabisbaixo e achando que nunca mais iria conseguir um emprego na vida, o gerente de recrutamento veio conversar comigo e me explicou que reprovação não era bem o que eu pensava que era. A palavra reprovação, ele me disse, não significava eliminação. Significa, em bom latim, provar novamente.

E aí ele me disse uma frase que me acompanhou pelo resto de minha carreira.

"Uma reprovação não é o fim. É só um novo começo. Hoje, ele me disse, você não provou que é ruim. Você ganhou uma nova chance de provar que é bom.”

Max Gehringer

Enfim, segunda-feira terei minha nova chance de provar que sou bom…

E o que ficou para trás… ficará para trás. Como lição, o conteúdo deste link talvez seja tudo o que eu gostaria de lembrar sobre o que aconteceu nos últimos 3 anos.

A vida continua.

21 de agosto de 2012

E agora para vocês, mais um horário eleitoral…

Hoje começa mais uma temporada de horário eleitoral gratuito. Mais uma vez, as mesmas caras de sempre pedirão pelo nosso voto. Mais uma vez pessoas que nunca vi farão chamadas na televisão e no rádio prometendo mundos e fundos. Mais uma vez a mesma história.

Muita coisa me incomoda em política. Ainda assim é importante acreditar que algo pode ser feito. Que alguém em toda aquela turma tenha boas ideias. Que possa fazer algo melhor.

Enquanto escrevo este texto, estou assistindo parte do programa eleitoral. Já vi ex-ministro candidato a vereador, cantor de pagode também, ex-jogador de futebol, , esportistas, políticos “profissionais” (aqueles que nunca ganham eleição mas tem como hobby participar de todo o circo) e até mesmo alguns que se apoiam em grandes nomes do passado (Fulano filho… Beltrano neto e por aí vai) e até mesmo ex-celebridades como cantores e participantes de reality shows. Basicamente, os candidatos apresentam seu nome e seu número. Algumas frases de efeitos e pronto: temos uma campanha eleitoral.

Alguns até falam com certa lucidez, outros visivelmente são oportunistas em busca de uma “boquinha” na administração pública. Outra coisa engraçada é ver alguns políticos engajados com projetos anteriores que literalmente viraram a casaca. Em eleições anteriores estavam de um lado e agora estão no lado oposto…

Eu não entendo isso.

O pior é que muitos serão eleitos não por suas propostas, não por suas ideias e convicções políticas. Serão eleitos pela propaganda, por uma grande sacada de marketing.

O pior de tudo? Não tenho nenhum candidato… nem a prefeito e nem a vereador. Não… não pretendo fazer um uma defesa partidária doentia. Só gostaria que a eleição gerasse um debate sério sobre como tornar a cidade um lugar melhor.

Mas como isto pode acontecer se nem mesmo os candidatos estão dispostos a iniciar um debate?

É uma pena…


By José Cruz (Agência Brasil) – Creative Commons 3.0 Brasil

11 de agosto de 2012

A lesson well learned(*)

(*) Alguns poderão estranhar mas este post é uma repetição do anterior, só que em inglês. O motivo disto é facilitar a compreensão do conteúdo para o colega Martin Liebermann, pois graças à sua intervenção foi possível aprender a utilizar melhor o conteúdo protegido por direitos autorais.

As most of you know, I've been keeping the site for nearly 16 years. The blog must be about three or four years. During this time, I've written the posts and often have my words illustrated with some photos and illustrations. Some photos I make them myself, others - mainly electronic devices - I got them onto the manufacturers’ site. About the illustrations, some I create in Corel Draw and others I was looking at Google.

I must confess I never thought about copyright’s issues. Of course I know about copyright and I know that a text, a song, an image always have an author. But in a universe as vast as the Internet, I believed I would be very difficult to locate the author of an illustration or a photo. Further obtained by the search engine Google.

This began to change my mind when I was recently contacted by a German photographer on the misuse of an copyrighted image.

It all started when I published my post "Crossroads." The publication occurred on 25.1.2012 and the text was very well received by my friends. The text was about the difficulty of my life choices along time. And every choice I put myself metaphorically at a crossroads. As usual, I used some images by searching the term “Crossroads”. And in the beggining of the post I publish this beautiful picture:

crossroads

On February 11 I received in my email, a message from a photographer named Martin Liebermann. I reproduce below a small excerpt from his email:

Hello Ricardo Marques,
I just found my copyrighted image “Crossroads” on your blog page [link].
You used it without my permission, without giving me author credits and without copyright information. (…) I'm sure you have done so without any intention to harm me - but through negligence you have infringed my rights as an author.(…)

A free translation of the message is more or less like this:

Olá Ricardo Marques,
Encontrei uma imagem minha em seu blog [link]. Você a utilizou sem minha permissão e sem informar os créditos e informações de copyright. (…)  Eu tenho certeza que você fez isso sem nenhuma intenção de me prejudicar, mas por conta desta negligência você infringiu meus direitos como autor.(…)

The email contained some information about your beautiful work and how I could use your images without violating their copyright.

Actually I came to read this email long after, because I do not usually use Gmail. So, to make things worst I just reply the message only on 25 July.

In my answer, of course I apologized. I also change the post and included the proper credits. Although I corrected the problem, it was a fact: I had not acted correctly and had breached its copyright.

Dissatisfied with my behavior, I tried to find out more about how to use images and other content without violating anyone's copyright. I tried researching on the original publications and found many texts on the subject.

That's when I decided to take the attitude that I think is the most correct: I tried to organize things here and myself determined to utilize material that only properly authorized and texts of my own. I started to use a license by  Creative Commons. In addition, all posts that contain some kind of image, must have the copyright information. This can already be seen in the post "The commercial journalism." Notice that the image when clicked leads to the website of the author of the picture. Also insert the watermark with the information of the copyright holder of the image.

With the reorganization of the site, the blog page has become the principal. And at the beginning (top right) I report on the license on the use of images and a link to an article that talks about copyright on the website of designer Fabio Lobo. Of course I contacted him and gets his permission. Therefore, the link and the quote are duly authorized by the author.

I learned my lesson from this episode. I learned that I must respect the copyright in the same way I wish my texts are also respected.

Ah yes ... recently received a nice response from Martin. He accepted my apologies and allowed me to use the image in question. In addition, informed me that beyond that image, there are many other images on your site that are provided by the same license to use that I use (Creative Commons).

Now, with everything in order (at least from now on), I can proceed for a peaceful way ...

Weg auf dem Lindenberggrat

And this time, legally.

I’d like thanks to Martin Liebermann and Fabio Lobo to help me understand this issue.

Uma lição bem aprendida

Como muitos sabem, venho mantendo o site há quase 16 anos. Já o blog deve ter uns três ou quatro anos. Durante todo este tempo venho escrevendo texto e muitas vezes tenho ilustrado minhas palavras com algumas fotos e ilustrações. Algumas fotos eu mesmo faço, outras – principalmente a de dispositivos eletrônicos – eu pego no site dos fabricantes. Quantos as ilustrações, algumas eu crio no Corel Draw e outras eu procurava pelo Google mesmo.

Confesso que nunca pensei na questão dos direitos autorais. Claro que conheço a questão dos direitos autorais e sei que um texto, uma música, uma imagem sempre possuem um autor. Mas em um universo tão vasto quanto a Internet, acreditei que seria bem complicado localizar o autor de uma ilustração ou uma foto. Ainda mais obtida pelo mecanismo de busca do Google.

Esta minha crença começou a mudar recentemente quando fui contactado por um fotógrafo alemão sobre o uso indevido de uma imagem sua.

Tudo começou quando publiquei meu post “Encruzilhadas”. A publicação ocorreu em 25/01/2012 e o texto foi muito bem recebido pelos meus amigos. O texto tratava da minha dificuldade sobre as escolhas que a vida me impôs ao longo do tempo. E cada escolha eu me colocava metaforicamente diante de uma encruzilhada. Como de costume, usei algumas imagens encontradas através da busca do termo Crossroads. E logo no início do post eu inseri esta bela imagem:

crossroads

Em 11 de Fevereiro recebi no meu e-mail do Gmail uma mensagem de um fotógrafo chamado Martin Liebermann. Reproduzo abaixo um pequeno trecho do seu e-mail:

Hello Ricardo Marques,
I just found my copyrighted image “Crossroads” on your blog page [link].

You used it without my permission, without giving me author credits and without copyright information. (…) I'm sure you have done so without any intention to harm me - but through negligence you have infringed my rights as an author.(…)

Traduzindo livremente, fica algo assim:

Olá Ricardo Marques,
Encontrei uma imagem minha em seu blog [link]. Você a utilizou sem minha permissão e sem informar os créditos e informações de copyright. (…)  Eu tenho certeza que você fez isso sem nenhuma intenção de me prejudicar, mas por conta desta negligência você infringiu meus direitos como autor.(…)

O e-mail continha algumas informações sobre seu belo trabalho e como eu poderia utilizar suas imagens sem violar seus direitos autorais.

Na verdade eu vim a ler este e-mail bem depois, pois não costumo utilizar o Gmail. Assim, para piorar a situação eu só respondi a mensagem em 25 de Julho.

Em minha resposta, obviamente pedi desculpas. Tratei também de alterar o post e incluir os devidos créditos. Apesar de corrigir o problema, era um fato: eu não havia agido corretamente e havia desrespeitado seus direitos autorais.

Insatisfeito com minha postura, tratei de pesquisar mais sobre como utilizar imagens e outros conteúdos sem violar os direitos autorais de alguém. Tratei de pesquisar sobre publicações originais e encontrei muitos textos sobre o assunto.

Foi aí que resolvi tomar a atitude que penso ser a mais correta: tratei de organizar as coisas por aqui e determinei a mim mesmo que só utilizaria material devidamente autorizado e textos de minha autoria. Passei a utilizar uma licença de uso da Creative Commons. Além disso, todos as postagens que contenham algum tipo de imagem, terão obrigatoriamente a informação de copyright. Isto já pode ser percebido no post “O jornalismo comercial”. Reparem que a imagem quando clicada leva ao site do autor da imagem. Além disso inseri a marca d’água com a informação do detentor dos direitos autorais da imagem.

Com a reorganização do site, a página do blog se tornou a principal. E logo no início (no topo à direita) eu informo sobre a licença de uso, sobre o uso das imagens e um link para um artigo que fala sobre direitos autorais no site do designer Fábio Lobo. Claro que tratei de contactar o mesmo para obter sua autorização. Portanto, o link e a citação estão devidamente autorizadas pelo seu autor.

Aprendi minha lição com este episódio. Aprendi que devo respeitar o direito autoral da mesma forma que gostaria que meus textos sejam também respeitados.

Ah sim… recentemente recebi uma gentil resposta de Martin. Ele aceitou minhas desculpas e me autorizou a utilizar a imagem em questão. Além disso, me informou que além daquela imagem existem muitas outras em seu site que são disponibilizadas pela mesma licença de uso que utilizo (a Creative Commons).

Agora, com tudo em ordem (pelo menos daqui em diante), continuarei por um caminho tranquilo…

Caminho de Lindenberggrat, Abendlicht

E desta vez, dentro da legalidade.

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