10 de junho de 2012

Obrigado, William Forrester…

Tecnicamente, estou em férias. Serão quinze dias para relaxar e repensar algumas coisas. Voltar a focar em tudo que é importante.

O que planejei para as férias? Muitas coisas… planejei terminar alguns detalhes aqui da casa (as portas ainda não foram envernizadas, por exemplo), planejei arrumar o escritório (apenas coloquei minhas coisas lá, mas sem um critério muito definido para a organização dos itens), planejei atualizar o site (que está sem atualizações há quase três meses), planejei fazer caminhadas diárias (para ver se consigo abandonar o hábito de ir trabalhar com o carro). E planejei também escrever no blog. Afinal, escrever é uma das minhas distrações (apesar de que, algumas pessoas acham que eu escrevo minhas bobagens aqui e apenas isto) e espero realmente um dia ser um bom escritor, um bom cronista.

planejamento

Em um filme chamado “Encontrando Forrester” Sean Connery interpreta um famoso escritor (William Forrester) recluso genial que ensina um jovem talento (um jovem chamado Jamal Wallace) a se tornar um grande escritor. Na verdade, a premissa do filme fala sobre a amizade e sobre valores como amizade, confiança e escolha.

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Em uma cena do filme Forrester e Jamal estão escrevendo de forma criativa. Forrester defende a tese de que primeiro escrevemos aquilo que nos vêm à mente. Sem nos preocuparmos demais com o conteúdo. Escrevemos com o instinto. Escrevemos com o coração.

Em seguida, o texto precisa ser visto e revisto. Devemos encontrar as inconsistências, as repetições desnecessárias, as ideias que ainda não estão amadurecidas. Enfim, devemos lapidar o texto.

O resultado final é um texto coeso, focado e que fala diretamente ao coração do leitor.

Minha intenção na verdade não era falar sobre este filme e sua história. Aliás, é um belo filme e vale a pena conferir. Eu gostaria de falar sobre algumas coisas que havia planejado para o blog. Queria falar do meu entusiasmo por um Windows Phone, das escolhas por dispositivos portáteis de comunicação (tablets, smartphones e netbooks), da situação dos funcionários da educação em São Paulo, da política e das CPI’s, de tudo um pouco.

Mas falta-me a “chama”. Tentei escrever várias vezes e fui apagando tudo o que escrevi. Nada estava bom, nada estava adequado e não falava o que realmente eu gostaria de falar.

Então, abri um novo post em branco. Resolvi usar a técnica de William Forrester. Resolvi escrever sem pensar. Apenas colocando minhas ideias no papel.

Depois li e reli aquilo que tinha escrito. Lapidei meu texto. E cheguei a conclusão de que eu estava falando exatamente o que eu queria de forma concisa, coesa e consistente.

O resultado é este post… que nada tem a ver com os temas iniciais.

Pelo menos escrevi aqui exatamente como eu gostaria.

Obrigado, William Forrester…

Um comentário:

  1. E ficou bom, realmente. O filme te fez bem!

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