27 de julho de 2012

O jornalismo comercial

Imagine a leitura do trecho a seguir como se fosse uma notícia divulgada no “A voz do Brasil”:

Hoje teve início o XXX Jogos Olímpicos da era moderna. O evento será sediado em Londres no período de 27 de Julho até 12 de Agosto. Participarão do evento 204 países que contam com um Comitê Olímpico Nacional. Entre eles, o Brasil com uma delegação de 257 atletas, sendo 135 homens e 127 mulheres.

Foi mais ou menos seguindo esta linha meramente informativa que a Rede Globo de Televisão apresentou em seu jornalismo o maior evento esportivo global.

É bom esclarecer que os direitos de transmissão para a televisão aberta pertencem a Rede Record. E digamos que a relação entre as duas emissoras não são nada amigáveis.

Pelas regras estabelecidas pelo Comitê Olímpico Internacional, as emissoras que não detêm os direitos de transmissão tem que seguir algumas diretrizes. A Globo se deu ao trabalho de publicar estas regras em seu site para deixar bem claro que pretende apenas informar o que ocorre no evento. E não vai divulgar o evento de maneira que sua concorrente não obtenha nenhuma vantagem comercial.

Do ponto de vista da Globo (e da Record, é claro) a olimpíada é um produto comercial. E eles querem possuir o produto para obter lucro. Simples…

Não tem sentido a Globo realizar uma ampla cobertura jornalística de um produto que não lhe dará nenhum retorno financeiro. Quando a situação estava invertida, ocorria o mesmo. E existe um ditado popular que diz que “chumbo trocado não dói”.

O que acho condenável é a postura da organização jornalística. É um evento de grandes proporções que não pode ser ignorado. Deve ser informado com alguma riqueza de detalhes para que o seu jornalismo seja confiável, seja crível, seja isento.

A Globo deveria assumir uma postura de humildade. Assumir uma postura de seriedade e apresentar o fato jornalisticamente. Não seria vergonha nenhuma. O direito a informação de qualidade deveria estar acima dos interesses comerciais…

E que comecem os jogos olímpicos.

Entardecer em Londres

Saudades daqueles bons tempos

Por mais ou menos uns 40 minutos eu voltei a ser apenas o velho Moe… Encontrei meu amigo Michel Vieira no Facebook e conversamos um bom tempo sobre aqueles tempos de faculdade…

Ainda lembro dele entrando na sede do CAAL (Centro Acadêmico Adolfo Lutz) durante as reuniões da comissão organizadora do CoMAU (Congresso Médico-Acadêmico da Unicamp) e berrando: “Moacir!!!”

Sei lá de onde ele tirou esse “Moacir”. Mas era engraçado pacas…

Ao final de nossa conversa a promessa de um encontro da diretoria. Todos os doidos daquela lama sentados em um boteco, naquelas mesinhas de metal que precisam de um calço para se equilibrarem.

Eu bem que estava precisando desta dose de “Unicampismo”.

Tenho muito orgulho de daquele tempo. Tenho muita vergonha de ter perdido todas aquelas oportunidades.

E depois de nossa conversa, tenho muita esperança que terei uma chance de corrigir meus erros daquela época…

Médico? Sim… eu chegarei lá. Desta vez tenho certeza disto.

25 de julho de 2012

E a burrice continua…

Paguei caro pela burrice de domingo… a bolha abriu e o local inflamou…

Burro… burro… burro…
Agora não posso fazer minhas caminhadas… aquelas que eu havia planejado para começar a emagrecer…
Ah… removi a imagem... realmente estava muito tosco aquele pezão todo arrebentado.

23 de julho de 2012

A espera pelos frutos…

Em 2010, quando ingressei no curso de Ciências Biológicas na USP, fui recebido como qualquer calouro: trote, brincadeiras, boas-vindas, folhetos com informações sobre atividades acadêmicas, manuais, etc…

Entre tantas coisas, uma foi um tanto diferente: todos os ingressantes receberam uma pequena muda de ipê amarelo embalada em um envelope de papel reciclado. Confesso que achei interessante, mas não foi algo que me motivou a pegar um vaso, enchê-lo com terra  e plantar a muda.

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Hoje, arrumando as coisas aqui em casa, encontrei o envelope. Pensei em jogá-lo fora, afinal de contas já se vão tantos anos que provavelmente a muda morreu.

E aí finalmente eu li o que estava escrito no envelope…

“Sementes em solo vivo podem levar meses ou mesmo anos para germinar e ideias nas mentes de jovens podem levar muito mais. A paciência é necessária, por mais que a mudança seja urgente. Não há porque perder a esperança de logo ver os frutos. E enquanto esperamos, nosso aprimoramento pessoal não tem porque cessar”

Felipe Carvalho B. Cavalcanti
Graduando em Ciências Biológicas ESALQ/USP
Monitor do Projeto PONTE

Vou procurar um vaso, e plantarei a pequena mudinha. Ainda que ela não sobreviva, não tenho porque perder a esperança.

Perdi sim muita coisa… mas a minha vida terá que continuar.

E o meu objetivo continuará o mesmo.

estetoscopio-curso-de-medicina

20 de julho de 2012

Filmes motivacionais

Este período de recesso serviu para muitas coisas. Uma delas foi assistir a alguns filmes de meu interesse. Sou bem eclético para filmes, podendo assistir uma bela comédia, um drama, uma ficção científica, um documentário e até mesmo um filme de terror.

Minha esposa não é muito ligada a cinema então aproveitei para colocar a filmografia em dia também.

De todos os filmes que vi, quero citar dois deles para vocês. São essencialmente filmes biográficos com um certo toque holywoodiano (afinal, são filmes comerciais e têm como premissa gerar lucro). Em comum, o mesmo objetivo: não desistir dos sonhos.

Cinderella Man (Br: A luta pela esperança)

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Este filme – estrelado por Russell Crowe, Renée Zellweger e Paul Giamatti – conta a história do boxeador James J. Braddock que foi uma grande promessa do boxe no final dos anos 20 mas que perdeu uma luta e teve sua mão quebrada no ringue.

Após este acidente e por conta da grande depressão de 1929, Braddock precisou deixar o esporte para cuidar de sua família. Por conta das grandes dificuldades da época, Braddock viu sua família por muitas vezes enfrentando o frio e a fome. Trabalhando como estivador eventual (pois nem sempre ele conseguia trabalho), seu amigo e ex-agente Joe Gould lhe propõe uma luta de despedida.

cinderella3Na verdade, a luta apenas surgiu porque um dos lutadores sofrera uma lesão poucos dias antes do combate. Com o tempo curto e sem adversários a altura, Gould lembrou-se de Braddock que para garantir o sustento de sua família estava disposto a servir como saco de pancadas.

Então, o inesperado acontece: Braddock mostra-se um novo lutador. Com a mão direita engessada por conta da fratura ele aprendeu a golpear com a mão esquerda também, tornando-se um lutador muito melhor. Assim, Braddock arrasa seu adversário no terceiro round e renasce para o boxe.

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Descobre-se então que seu empresário também está completamente falido e juntos eles buscam por uma nova chance. Uma segunda chance para provar que James J. Braddock não era apenas uma promessa do boxe.

O que se segue é o renascimento de sua carreira até que ele enfrenta o atual campeão mundial dos pesos pesados. Após muita luta, força e esperança, James J. Braddock mostra que é possível vencer, mesmo quando tudo o que acontece a nossa volta volta nos mostra o contrário.

Aqui, você confere o trailer deste maravilhoso filme:

Trailer do filme “A luta pela esperança” (Cinderella Man)

Men of Honor (Br: Homens de honra)

men1Este filme conta a história de Carl Brashear (Cuba Gooding Jr.), um jovem proveniente de uma humilde família negra que vivia na área rural do estado do Kentucky. Ainda jovem, Brashear alistou-se na marinha em busca de um futuro melhor. Lá, descobre que os negros são hostilizados e segregados, tornando-se um simples cozinheiro a bordo de um navio.

Tudo muda quando ocorre um acidente a bordo do navio USS Hoister e ele presencia o trabalho dos mergulhadores nas operações de salvamento. A partir deste momento, Brashear decide tornar-se um mergulhador naval.

men5Por ser ambientado no final da década de 40, o filme mostra a grande segregação racial entre brancos e negros. Brashear insistiu por quase 2 anos para ser aceito na escola de mergulhadores e lá foi hostilizado por praticamente todos os postulantes, além do comandante Billy Sunday (Robert De Niro) que tornou a vida de Brashear um verdadeiro inferno.

men3Aos poucos, Brashear vai conquistando seu espaço com a ajuda daquela que seria sua futura esposa e támbém com toda sua força de vontade e dedicação. Mesmo com as armações do oficial comandante da escola de mergulhadores (Hal Hobrook), Carl consegue concluir seu curso de mergulhador graduando-se após uma prova final emocionante. Ao mesmo tempo, ele consegue conquistar o respeito do seu comandante e instrutor Sunday.

Sunday é penalizado pelo seu oficial comandante e Brashear é conduzido a posição de mergulhador no mesmo navio em que serviu como cozinheiro. Então, um acidente a bordo coloca em risco sua carreira.

Com o acidente, Brashear corre o risco de ser retirado do serviço pois sua perna tornou-se inútil para seu trabalho. Então ele toma uma séria decisão: a de amputar sua perna para que – com a ajuda de uma prótese – ele possa exercer suas funções como mergulhador naval. É neste momento que ele conta com a ajuda de quem ele menos esperava: Chefe Sunday.

Após um longo período de recuperação, Brashear se apresenta a uma comissão de avaliação onde ele deverá demonstrar que está apto para exercer suas funções como mergulhador naval. Em mais uma sequência emocionante do filme quando ele dá os doze passos necessários (trajando o equipamento de mergulho que pesa mais de 120 kg) provando ser capaz de realizar o necessário.

Eis o trailer deste ótimo filme:

Trailer do filme “Homens de honra” (Men of Honor)

São filmes muito bons que realmente recomendo que você os tenha em sua coleção. Apesar do toque comercial, são filmes bons para pensar. Afinal, todos podem ter o direito a uma segunda chance.

Segunda chance… já faz 17 anos que eu tento conquistar a minha.

Bom, quanto aos filmes, aceitos sugestões de outros títulos. Espero que gostem de minhas sugestões.

19 de julho de 2012

Novos rumos

Gostaria de começar o post citando Manuel Bandeira.

Poética
Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto espediente protocolo e manifestações de apreço ao sr. diretor.

Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário o cunho vernáculo de um vocábulo.

Abaixo os puristas.
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo.

De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes maneiras de agradar &agraves mulheres, etc.

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbados
O lirismo difícil e pungente dos bêbados
O lirismo dos clowns de Shakespeare.

- Não quero saber do lirismo que não é libertação.
Manuel Bandeira

A ideia de manter um site já é antiga. Desde a primeira versão até a publicação atual já são quase 16 anos. Nunca foi um site de grande público. Já pensei em fazê-lo apenas como um site pessoal, um site profissional, um site confessional, um site opinativo, mas confesso que nunca consegui seguir à risca os modelos preconizados.

Além do site também iniciei um blog. Um blog de opinião. Falei dos mais diversos assuntos: política, tecnologia, informática, educação, desabafos entre tantas outras coisas. E é bom fazer um blog. Ajuda a desenvolver o raciocínio.

Raciocínio este que nem sempre pode ser aproveitado integralmente. A censura velada por parte de pessoas em meu meio profissional me impediu (e ainda me impede) de várias vezes expor minhas opiniões.

Mas entre censuras e retaliações eu pude várias vezes escrever o que penso.

Neste descanso forçado chamado “Recesso Escolar” aproveitei para explorar um pouco mais as ferramentas disponibilizadas pelo blog. Aproveitei também para atualizar o site.

Manter um site nem sempre é fácil. Ainda mais se, além do contéudo, você é o responsável pelo desenvolvimento do layout do mesmo. Requer trabalho e tempo. Tempo de que não disponho.

Ao mesmo tempo, o blog me permite pensar apenas no conteúdo, sem a preocupação com o layput. Basta alguns cliques e as cores, tipos e demais itens de design estão prontos.

Resolvi então dar um basta. Eu não estava fazendo um site bem feito nem atualizando o blog como se deve. Então pretendo unir os dois mundos: manter o blog e absorver o conteúdo do site a ele. A estrutura do Blogger (serviço de blogs que utilizo) me permite isso. O Wordpress também tem as ferramentas necessárias, mas uma questão foi determinante na escolha do serviço: o domínio próprio.

Há alguns anos o site conta com o domínio próprio www.ricardomarques.pro.br. Pretendo direcionar o conteúdo do blog para este endereço de modo gratuito, algo que – até onde pesquisei – o WordPress não me permite.

Assim, aos poucos, os elementos do site serão incorporados ao blog que na verdade será uma mistura de site e blog. Aproveitei a ideia para alterar o layout do mesmo. Deixá-lo mais clean. E espero ter atingido o objetivo.

Aguardem então por novas atualizações. Espero que desta forma elas estejam mais constantes.

Por fim, um pequeno desabafo. Ouvi por algumas vezes que eu gasto meu tempo com “bobagens como tweeter, blog e sites”. É um hobby e uma diversão… alguns vão à shows musicais, viagens internacionais, etc… Outros fazem blogs. Tudo que peço é respeito a diversidade. Nem sempre àquilo que você considera correto é o correto para todos.

Respeito cabe em qualquer lugar… e algumas pessoas deveriam ter aprendido isso há muito tempo.

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