17 de setembro de 2012

Hands on–Windows 8 Pro

No início do ano eu tinha como meta postar ao menos 1 vez por semana no blog. Com esta postagem cheguei ao post número 23. Menos da metade daquilo que havia planejado. Gostaria de escrever com mais frequência.

Mas este não é o tema do post. Falando em números, este é o primeiro post publicado no site através de um computador rodando Windows 8. E este artigo pretende mostrar minhas primeiras impressões com a versão final do sistema.

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Uma coisa fica muito clara ao iniciar o Windows 8: o paradigma das janelas está desaparecendo. O conceito de “apps” introduzido pelo iPhone e também pelo Android é amplamente revisitado nesta nova versão.

A inicialização ficou bem rápida. Entre o ato de ligar o computador e ter acesso à Área de trabalho, levei em torno de 20 segundos. E o notebook não é nenhum prodígio: um modesto Dell Inspiron equipado com Core i3 (primeira geração) e 3 GB de RAM.

A tela de login ficou moderna e mostra o relógio, informações sobre a rede a que se está conectado, e os usuários. É possível também visualizar algumas informações da agenda do Windows Live. Isso se na instalação você resolver vincular um e-mail do tipo “hotmail” ao seu login. Eu já havia visto isto no Windows Phone. Funciona bem quando pensamos que – por conta desta facilidade ganhamos tempo na configuração dos contatos, e-mail, etc.

Entretanto, o mesmo defeito do Windows Phone apareceu no Windows 8: absolutamente TODOS os contatos são importados. Mesmo aquele e-mail que você mandou para uma empresa uma única vez em sua vida, o contato estará lá. Outra coisa que aconteceu comigo: no caso de amigos que tenham mais de um e-mail, o Windows enxergou como contatos distintos. A solução é vincular os diversos contatos.

O menu iniciar é bem diferente também. Em destaque a interface Metro com seus blocos dinâmicos. Esta tela já está um pouco modificada, pois eu já instalei alguns aplicativos e o Office 2013 também. Pelo que testei, todos os blocos são personalizáveis.

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A área de trabalho tornou-se apenas mais um item do sistema. Aplicativos desenhados para rodar no velho ambiente desktop continuam sendo executados ali. Já as novas soluções são executadas em “tela cheia”. É aí que o conceito de janela começa a desaparecer.

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Para manipular o aplicativo não temos nada dos velhos botões “maximizar”, “minimizar” e “fechar”. O app é fechado de duas maneiras: ou pela combinação das teclas ALT e F4 ou então “arrastando” o aplicativo para a parte inferior da tela. Isto deverá funcionar bem com telas touchscreen. Terei que esperar por um tablet para pensar nisto.

É claro que podemos instalar aplicações tradicionais como “Live messenger” e “MSN”, mas creio que em breve a tradição dará lugar aos apps de tela cheia. Aplicativos mais robustos como Office, Adobe ainda são executados na conhecida estrutura de janelas. Mas a tela inicial do Word já demonstra que o futuro passa longe das janelas…

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Aparentemente o Windows 8 reconheceu todos os drivers do laptop. É um fato incontestável que finalmente usei um computador com o real conceito de “plug’n’play”. Após a instalação, a única coisa que precisei fazer foi inserir meus dados pessoais.

Tarefas como execução de músicas, vídeos, streaming também foram muito bem. Sem engasgos ou dificuldades. O formato rmvb (real media) mais uma vez ficou de fora. Mas AVI, MPEG4 e MKV não foram problemas para o player. Novamente as legendas não funcionam. Portanto tive que recorrer ao fiel “Media Player Classic”.

O Internet Explorer mostrou-se sólido também. Ainda não senti a necessidade de instalar o Firefox ou o Chrome.

Não testei o novo Windows com jogos. As configurações do laptop não ajudam muito neste quesito. Jogos que demandam muito poder gráfico estão fora de questão. Mas a limitação é da máquina não do sistema. O único jogo que me atrevi a instalar foi Ragnarok. Não é um jogo que exige muita potencial e rodou redondo. Imagino que uma máquina mais robusta atenda a um usuário mediano para jogos.

Aplicações mais pesadas ainda não foram testadas também. Pensei em virtualizar uma máquina com Windows XP para ver como o Win8 se comportaria. Mas honestamente, não creio que os usuários domésticos precisem de uma máquina virtual.

Em resumo, o Windows 8 não decepcionou. As mudanças de conceito na utilização no computador ainda não justificam a migração. Mas ela ocorrerá aos poucos. Eu mesmo optei por uma instalação no esquema dual boot. Apesar do Windows 8 me atender muito bem, o Windows 7 ainda está lá. Não pretendo migrar tão cedo para o sistema nem na máquina principal, nem no notebook. Talvez eu pense em um tablet… o Surface parece ser promissor.

Vantagens:

- Sistema mais “leve”. O computador parece estar mais fluído.
- Boa compatibilidade com os aplicativos atuais
- Finalmente um Windows realmente plug’n’play

Desvantagens:

- Muitas das funcionalidades foram pensadas para um computador tipo tablet. Assim, em algumas tarefas, o teclado se mostrou mais eficiente do que o mouse.

E vocês? Acham que a mudança de paradigma é positiva? Conte-me suas opiniões.

     
     

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