1 de setembro de 2012

Um novo começo… Uma nova chance…

Sexta-feira foi meu último dia como Gerente da Escola Estadual Plínio Barreto. Ali comecei a trabalhar como funcionário público. O meu cargo era o de “Secretário de Escola”. Isso foi em 2009. Em Julho de 2011 – por força da lei – fui alçado à condição de Gerente de Organização Escolar.

Naquele momento, a função foi criada por força da lei e o cargo de secretário foi extinto pela mesma lei. Não era possível avaliar até onde alguém estava preparado pois simplesmente tratava-se de algo novo. Mesmo assim, acreditei estar pronto para a função. Afinal, as tarefas eram praticamente as mesmas.

Após pouco mais de um ano, a lei foi regulamentada e o processo de certificação foi concluído. E mais uma vez por força da lei, os gerentes foram cessados de suas funções. Os certificados em sua maioria permaneceram designados, alguns foram substituídos. E eu… bom… eu fui cessado.

Estou certificado, era o único que fez a certificação na unidade, mas mesmo assim a opção foi por não ser o indicado. A outra opção seria ser indicado e em um mês ou dois, ser cessado. Esta alternativa abriria um precedente que permitiria um novo servidor certificado (de outra escola) assumir a função. Ainda nesta mesma alternativa, se isto ocorresse, eu ficaria impedido de assumir a função por dois anos.

É claro que eu não estava tranquilo já havia uns 3 meses por conta disto. Apesar de buscar fazer o meu trabalho da melhor forma possível, não foi o suficiente. Apesar de conhecer as rotinas, de fazer o trabalho da mesma forma que outros gerentes de outras escolas, não consegui conquistar o respeito e confiança necessárias para a designação. Para os responsáveis pela decisão, eu simplesmente era incompetente para o exercício da função e apesar do meu esforço, não consegui provar que houve alguma melhora.

Assim como antes, agora não tem nenhum sentido fazer uma espécie de caça às bruxas. Não há culpados… se houver, o culpado sou eu que não fui capaz de demonstrar ser capaz.

Sendo assim, ser preterido foi a melhor opção. Para todos. E agora tenho que recomeçar. Fui reprovado em minha primeira experiência. E agora, tenho que conhecer novamente a estrutura da escola, as pessoas, as coisas que funcionam, as que não funcionam. Tudo do zero.

Fico preocupado é claro… Gostaria de provar meu valor. Gostaria de mostrar que não sou incompente. Fui julgado como tal e isto doeu. Mas a vida continua… A única coisa que tenho que pensar agora é em fazer o meu trabalho da melhor forma possível. Desta forma, não farei mais nenhuma referência ao episódio. Página virada.

Toda esta história fez-me lembrar de uma história de Max Gehringer em seu comentário matinal na Rádio CBN. O comentário entitula-se “Uma reprovação é uma nova oportunidade”. Reproduzo o texto aqui. Não encontrei o áudio original no site da CBN. Caso queira, você pode conferir o áudio do comentário clicando neste link.

Agora, o texto:

Uma reprovação é uma nova oportunidade

UMA PALAVRINHA QUE JÁ ME INCOMODOU MUITO, E QUE AINDA incomoda muita gente, é reprovação.

Aliás, não só incomoda, como causa danos enormes ao ego. Porque, nesta vida, na média, todos nós somos mais reprovados do que aprovados. E cada reprovação faz com que aquela confiança que temos em nós mesmos encolha mais um pouquinho. Ser reprovado na escola é uma vergonha. Ser reprovado num exame de motorista é uma humilhação. E ser reprovado numa entrevista de seleção é uma frustração sem tamanho.

Para minha sorte, eu fui reprovado logo na minha primeira tentativa de conseguir um emprego.

Eu tinha 15 anos e me apresentei junto com outros vinte e tantos candidatos para uma vaga numa fábrica de sapatos. Ensaiei direitinho tudo o que tinha que falar para convencer o entrevistador de que eu era o candidato ideal. E até bolei uma frase que, na época, me pareceu genial: meu sonho sempre foi trabalhar aqui, porque esta empresa produz o sapato que vai me conduzir pela estrada do sucesso.

Mas eu nem cheguei a ser entrevistado, porque fui reprovado antes, no teste numérico. Graças ao meu nervosismo, demorei demais para completar quatro continhas de multiplicação e fui expurgado do processo.

Eu disse que essa tinha sido a minha sorte? Disse.

Porque, quando eu já ia saindo, cabisbaixo e achando que nunca mais iria conseguir um emprego na vida, o gerente de recrutamento veio conversar comigo e me explicou que reprovação não era bem o que eu pensava que era. A palavra reprovação, ele me disse, não significava eliminação. Significa, em bom latim, provar novamente.

E aí ele me disse uma frase que me acompanhou pelo resto de minha carreira.

"Uma reprovação não é o fim. É só um novo começo. Hoje, ele me disse, você não provou que é ruim. Você ganhou uma nova chance de provar que é bom.”

Max Gehringer

Enfim, segunda-feira terei minha nova chance de provar que sou bom…

E o que ficou para trás… ficará para trás. Como lição, o conteúdo deste link talvez seja tudo o que eu gostaria de lembrar sobre o que aconteceu nos últimos 3 anos.

A vida continua.

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