31 de outubro de 2012

Ler jornal ou revista está se tornando um hábito do século passado

Hoje circulará a última edição do Jornal da Tarde, mantido pelo grupo Estado que entre outras atividades, publica o jornal “O Estado de São Paulo”. Um jornal criado há 46 anos e que deixará de circular – como o próprio grupo classifica – por uma decisão empresarial.

Entenda-se por “decisão empresarial”, problemas financeiros. O jornal, é uma empresa particular que obviamente visa lucro. Sua missão é informar enquanto veículo de comunicação, mas seu objetivo enquanto empresa é o auferir lucro para seus controladores.

BRA_JT

Assim, encerra-se a história de mais um jornal paulistano. Outros já se foram, como o Folha da Tarde que deu lugar ao “Agora SP” com uma linha editorial bem diferente; além do caricato “Notícias Populares” que exagerava nas cores quando publicava notícias policiais.

Entretanto, o hábito de sentar no sofá e ler um jornal sujando os dedos com tinta que se desprende do papel parece que está desaparecendo. Eu me dei conta disto hoje. Jornal impresso eu só leio mesmo quando vou ao salão de cabelereiro (o barbeiro é assinante do JT) aguardando minha vez. No mais, leio uma ou outra revista semanal e o restante, consigo por meio dos portais de informação, como UOL, Terra, Estadão e Folha.

Além disso, as revistas e jornais estão desenvolvendo diversos apps para o novo Windows 8. Eu testei o da revista Exame e gostei bastante. No formato de revista eletrônica o acesso é bem dinâmico e o visual atraente.

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Em tempos de smartphones e tablets e com o a chegada do Windows 8 totalmente voltado para a experiência “touch”, ler jornal ou revista à moda antiga está se tornando um hábito do passado.

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30 de outubro de 2012

Eleições 2012: vitória sem representatividade

Terminado o processo eleitoral, São Paulo já conhece seu futuro prefeito. É Fernando Haddad do Partido dos Trabalhadores (PT). Não era o meu candidato (acredito que isto era óbvio, não?), mas o fato que ele é o novo prefeito. Então teremos que torcer por uma boa gestão.

Independentemente do resultado final, o que me chamou a atenção nesta eleição não foi a polaridade entre PT e PSDB na cidade de São Paulo. Tampouco o surgimento do PSD como uma força política idealizada pelo Gilberto Kassab (ele perdeu aqui em São Paulo com o José Serra, mas mesmo assim conseguiu vencer em 490 municípios, incluindo aí uma capital).

O que me chamou a atenção foi o número de abstenções + votos nulos + votos em branco: em São Paulo o total foi de 31,59%. Deixando os dados um pouco mais claros:

Total

%

Fernando Haddad (PT)

3.387.720

39,30%

José Serra (PSDB)

2.708.768

31,42%

Votos Nulos

500.578

7,26%

Votos em Branco

299.224

4,34%

Abstenções

1.722.880

19,99%

O número assusta… é claro que alguns destes votos são de abstenções justificáveis pelos mais variados motivo. Mas quase um milhão e oitocentos mil pessoas optaram por simplesmente ser indiferentes à escolha do novo prefeito.

Além disso, temos os votos em branco e nulos que também não deixam de ser uma forma de protesto. Todos estes votos poderiam mudar o destino desta eleição. Isto me faz concordar com a posição do cientista político Leonardo Barreto que concedeu entrevista à Rádio CBN nesta tarde: tem-se a impressão que “a eleição tem um significado menos dramático na vida do cidadão. A eleição de um ou de outro não mudará nada na vida dele”.

Assim, independente de quem está lá, as coisas irão continuar como estão. Não vemos mais a eleição de um candidato como necessária para nossa vida.

Em seu comentário, o professor Barreto ainda comenta que o voto acaba sendo facultativo pois a punibilidade é praticamente nula: basta o cidadão ir ao cartório pagar a multa de pouco menos de quatro reais e ficar quite com a justiça eleitoral.

E quem deveria se preocupar com isso? Em minha opinião, os partidos políticos. Pois ser eleito por 3.400.000 eleitores e quase 2.600.000 resolveram se isentar, dá a impressão que o candidato eleito perde sua legitimidade, afinal, no caso de São Paulo, o Haddad foi escolhido por 39,30% e preterido por 60,70%. Quase 3/5 da população de São Paulo não escolheu Haddad. Da mesma forma teria acontecido o mesmo com o Serra se ele tivesse vencido, pois a margem também seria pequena.

A impressão que fica é que foi eleito um prefeito pela minoria, pois pouco mais de 31% escolheu o outro canditado e quase 30% não quis escolher nenhum deles.

27 de outubro de 2012

Happy Hour no Fim de Expediente

A frase é um trocadilho… mesmo porque a tradição do happy-hour é que ele ocorra ao final de um dia de trabalho (o tal fim de expediente).

No entanto, eu não estou falando do dia de trabalho.. Estou falando do programa “Fim de Expediente”, da rádio CBN. Apresentado por Dan Stulbach, José Godoy e Luiz Gustavo Medina desde 2006 todas as sextas-feiras.

fimdeexpediente

Para quem não conhece, o programa é ótimo. Trata-se de um bate-papo informal entre os três apresentadores e geralmente com a presença de um convidado. Celebridades, esportistas, políticos, artistas, jornalistas…  o programa é feito em um formato bem descontraído, permitindo a participação dos ouvintes e trazendo aquela sensação boa de que você está ali na mesa conversando com todos eles.

Uma vez por mês (por costume, na última sexta-feira do mês) o programa é feito ao vivo com plateia no Teatro Eva Herz (Livraria Cultura). E.. bom… nesta última sexta-feira fui com minha esposa assistir ao programa ao vivo. Um programa diferente… e bem legal.

Aliás, fica aqui minha gratidão à minha esposa: a ideia de irmos ao programa foi dela. Logo pela manhã ela em perguntou se o programa seria com plateia . Confirmei no site que sim e que o convidado seria o músico Nando Reis. Então combinamos de ir ao final da tarde.

Sempre tive muita vontade de ir. Normalmente ficava impedido por conta dos compromissos de trabalho e da faculdade. Mas, em período de férias, até dá pra aproveitar. E foi um programa cheio de imprevistos…

Em primeiro lugar, nem eu, nem Ana Paula conhecíamos o teatro. Até então eu sabia que ele era mantido pela Livraria Cultura e o nome é uma homenagem à mãe do fundador da empresa. Para quem já foi até a livraria, sabe que é um espaço enorme, multicultural e é um misto de loja com centro cultural. Não é incomum por exemplo sessões de autógrafos ou eventos culturais sendo relizados ali. Ao chegarmos, uma fila enorme… mas era para uma tarde de autógrafos de uma padre que estava lançando um livro. A propósito, o teatro fica dentro da livraria.

Depois, encontramos a fila para o teatro: enorme também. A entrada é gratuita, mas os convites devem ser retirados com antecedência de 1 hora na entrada. Chegamos lá 1 hora antes do previsto e a fila já contava com umas 80 pessoas.

Aí, uma nova surpresa: a distribuição começou e quando chegou nossa vez só tinha 1 único ingresso disponível. O último. Como opção, poderíamos aguardar na “fila da esperança”, como uma senhora disse enquanto aguardava sua vez. Na dúvida, ficamos com o ingresso e na torcida para que sobrasse um lugar.

Nossa preocupação durou uns 20 minutos. Uma gentil senhora desistiu de participar quando descobriu que o Nando Reis não viria. Aliás, este foi mais um imprevisto: o convidado furou.

Entramos e veio mais um imprevisto. Como pegamos ingressos separadamente, os lugares eram separados. Teríamos então que sentar em pontos diferentes da sala. Assim, ela ficou lá na frente (quase na turma do gargarejo) e eu lá fundão.

Aí, veio a boa notícia: Dan Stulbach veio ao palco e se desculpou pela ausência do convidado, mas mesmo assim teríamos um convidado “pra lá de especial”.

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A propósito, ainda no começo da atração foi possível mudar de lugar e aí pude sentar-me ao lado da minha esposa. Pude assistir tudo ali na fila do gargarejo também.

Então o programa começou… é um pouco diferente porque ao vivo não temos o áudio das vinhetas e da rádio. Então ficamos só com a voz dos apresentadores. Ele deu as mensagens de boas vindas e aí, a surpresa (mais uma): o convidado “estepe” do programa era ninguém menos que Juca Kfouri. Um tremendo jornalista… Sim, sou fã dele também.

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O programa foi fantástico. Ok… uma dose de empolgação por estar ali, ao vivo. Mas o bate-papo foi ótimo. Falaram sobre jornalismo, futebol, filantropia, política (com direito a um pequeno, mas simpático deslize partidário do Juca…) e de algumas notícias do dia.

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Foi muito divertido como eles comentaram a ausência do convidado Nando Reis (uma pequena e necessária dose de acidez, afinal, Nando Reis deixou eles na mão por conta de um dedo) e o Juca contou algumas das histórias do seu tempo como editor da revista Playboy. Durante os intervalos ele conversavam mais descontraidamente e no último intervalo o Juca contou uma história ótima sobre como era o seu trabalho de diretor de redação na Playboy.

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A melhor história do programa com certeza foi o momento que o Juca contou sobre a escolha das mulheres famosas que fariam o ensaio para a revista. Em determinado momento ele confundiu as Glórias (confundiu Glória Menezes com Gloria Pires) com direito a pouco de humor ácido neste momento, contou porque a Glória Pires não saiu nua na Playboy.

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Foi genial. Foi diferente. Tive a oportunidade de fazer algo que gosto, com quem gosto. O que me deixou muito feliz. Ao final do programa, aquele gostinho de “quero mais”. Minha esposa também adorou. E já planejamos ir na próxima edição do programa ao vivo. vamor torcer para dar certo.

Ah sim, consegui fazer uma pequena participação. Ela aconteceu no momento que o Juca tentava lembrar o bordão que ele utilizava quando falava do Carlos Nuzman no seu programa “CBN Esporte Clube”. Ele lembrou depois que eu soprei a palavra “Açaí”. O bordão: “Tomando vinho de açaí esperando o Carlos Nuzman cair”. A deixa acontece aos 04’20”.

Ficou com vontade também? Bom, você pode ouvir o programa que é disponibilizado no site da CBN ou então esperar pela próxima edição com plateia. Para deixar a coisa um pouco mais legal, um pequeno trecho do programa que consegui filmar (desculpe pelas “tremidas”… primeira vez que usei o Lumia para filmar):

Um pequeno trecho do programa com plateia

Depois do programa, resolvemos caminhar pela Avenida Paulista. Lá foi possível ver até um orelhão doidão como este da foto:

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Enfim, um excelente passeio.

26 de outubro de 2012

Chegou (oficialmente) o Windows 8

Foi lançado hoje a nova versão do sistema operacional da Microsoft. Quem acompanha o blog sabe que o sistema foi amadurecido nos últimos 12 meses. Já comentei também que o sistema quebra alguns paradigmas que transformaram o sistema operacional onipresente em todos os ambientes.

win8

Oficialmente, venho utilizando o Windows 8 em meu notebook (nenhuma máquina monumental: um Dell Ispiron N4030 equipado com um Core i3 370 M – 3 GB DDR2 – HD 320 GB) e a experiência tem sido muito boa. Consigo executar todos os aplicativos, a inicialização é rápida, o tempo para adaptação às novidades da interface é relativamente pequeno, a bateria está sendo melhor gerenciada… enfim, não encontro ponto negativo.

Para ajudar, a Microsoft lançou uma campanha de atualização tentadora: por R$ 69,00 você pode atualizar a versão do seu Windows 7, Windows Vista ou Windows XP SP3 para o Windows 8 Pro. Apesar de não ser um investimento planejado, pareceu-me uma boa oportunidade para atualizar meu netbook e também para o desktop.

E então, começaram as desilusões.

Em primeiro lugar, o Windows 8 aposenta os netbooks mais antigos. Principalmente aqueles de tela de 10”. Em geral, a resolução máxima destes dispositivos é de 1024x600 e o novo sistema exige no mínimo 1366x768. Pesquisando um pouco mais sobre o tema, descobri que o problema não está tanto no 1024 (largura), mas sim no 600 (altura). Ao que parece, a nova interface Metro exige uma tela maior para exibir seus elementos.

Descobri também que até é possível burlar esta limitação. Na verdade, é possível proceder a instalação, mas a interface Metro fica praticamente desativada. Quem estiver interessado, pode conhecer mais detalhes neste link (está em inglês).

Assim, minha experiência com o Windows 8 em um netbook (pelo menos, no meu netbook) não será completa.

A outra “surpresa” foi com o preço da promoção. A título de curiosidade, baixei o aplicativo que faz uma análise de compatibilidade.

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A análise levou em torno de 5 minutos. Após a análise, ele indica uma lista de incompatibilidades (sim, a questão do vídeo estava lá):

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A análise mostrou algumas coisas curiosas. Uma delas foi indicar a ausência de um aplicativo para execução de DVD’s. O detalhe é que o netbook, por natureza, não possui uma unidade óptica em função de suas dimensões reduzidas. Apesar desta limitação, convém dizer que o Windows 8 não é dotado de aplicativo nativo para execução de DVD’s. Acredito que esta mensagem, apesar de curiosa para um netbook será exibida em todos os computadores.

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Por se tratar do Windows 7, é possível realizar uma instalação do tipo “atualização”. Sem perdermos os dados de configuração. O Windows XP e o Vista não têm esta possibilidade. Então é exibida esta tela:

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Ao clicar em “Avançar”, vem a surpresa: o valor R$ 69,00 não é o valor final:

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Imagino que o valor seja R$ 69,00 para aqueles que possuem a versão Win 7 Ultimate (a minha é a Home Premium). O valor de R$ 84 ainda é um valor interessante, mas fica uma sensação de que estou sendo enganado. Primeiro disseram que o Windows 8 seria compatível com qualquer dispositivo que executasse satisfatoriamente o Windows 7 e isto não é verdade. Meu netbook a partir de hoje está obsoleto e sem perspectiva de atualização. E depois a oferta de atualização não é aquela que te oferecem no primeiro momento.

Outra questão: o valor informado é para o download do arquivo de instalação. Caso queira receber o instalador em mídia, deverá acrescer o valor de R$ 32,00.

O Windows 8 é um ótimo sistema, eu reafirmo. Mas a política da Microsoft em relação ao consumidor final continua ruim.

Assim, recomendo que antes de comprar o Windows 8 na primeira loja virtual, execute o utilitário de compatibilidade da Microsoft. Para dispositivos mais antigos (principalmente os de baixo custo), convém manter o Windows 7, caso ele esteja funcionando satisfatoriamente.

23 de outubro de 2012

JCVD

O período de férias sempre é divertido para mim. Além de descansar, tenho a possibilidade de – literalmente – fuçar pela internet e televisão. E encontro algumas coisas realmente interessantes e curiosas.

Já tem algum tempo que assino o Netflix. Para quem não conhece, é uma espécie de locadora virtual: você paga uma mensalidade (R$ 15,00) e pode ver filmes através de sua conexão de banda larga. Dá pra ver no computador e no meu celular… Aí ligo a o notebook na tv e com isso, o DVD praticamente foi aposentado.

O acervo é relativamente grande, mas não espere encontrar os filmes mais recentes. Existe muita coisa boa sim, mas é necessário procurar.

Agora, a razão deste post…

Ontem, através do celular eu estava procurando algum filme para assistir antes de dormir. Não tinha nenhum título em especial disponível, então comecei a olhas as sugestões do site para mim.

Eis que então aparece o filme JCVD. Estrelado por Jean Claude Van Damme no papel de… Jean Claude Van Damme. Exatamente… o ator interpretou a si mesmo no filme. A sinopse não ajudava muito:

jcvd

Durante uma visita à sua família na Bélgica, Jean-Claude Van Damme acaba no meio de um assalto e é apontado com o responsável.

Realmente nada animador, não é mesmo? Mas na resenha o filme aparecia como sendo do gênero Comédia. E foi isto que me intrigou. Van Damme fazendo filme de comédia?

Enfim, na falta de opção, assisti ao filme. E não é que foi uma surpresa? De fato o filme não é nenhum primor, mas foi bacana ver como o próprio Van Damme fez uma auto-crítica à sua carreira e a si mesmo.

A história começa com uma tremenda cena de ação bem ao estilo dos filmes que protagoniza. Já dá para perceber aí que as cenas são caricaturadas. Ao final, um erro na filmagem faz com que toda a sequência que ele fez fosse perdida. Surge então um diretor desinteressado que ouve uma queixa feita por Van Damme sobre o fato da cena não ter um único corte. Em suas palavras: “Já tenho 47 anos e estou um pouco velhor para isso”.

O restante do filme é um misto de ficção e realidade. O filme retrata um Van Damme decadente, atuando em produções discutíveis, sendo processado por sua ex-esposa e ainda por cima é trapaceado por seu agente e com sérios processos financeiros.

Desiludido, ele resolve retornar à Bélgica, seu país de origem. Ali ele é ainda visto como um ídolo. E por isso pode – por que não – recomeçar. Entretanto um tremendo mal entendido o transforma no autor de um roubo à uma agência de correios na Bélgica.

A história do roubo é contada e recontada sob diversos pontos de vista e tudo é conduzido com muita tranquilidade pelo roteiro. Em determinado momento do filme, Van Damme faz um longo monólogo que faz pensar se ele está falando dele “personagem” ou ele “real”.

Quem puder, assista ao filme. Não é uma super-produção, mas com certeza vale o tempo investido. Ele já é um tanto antigo (2008), mas acho que você vai se divertir.

Para saber mais, sugiro a leitura desta resenha e deste comentário.

Serviço:
JCVD (2008)
Filme de Mabrouk El Mechri
Com Jean Claude Van Damme, François Damiens, Zinedine Soualem, Karim Belkhadra, Jean-François Wolff e Anne Paulicevich

Em tempo… a partir de agora pretendo escrever sobre filmes e seriados que assisto. Espero que os leitores apreciem e sugiram filmes para mim também.

20 de outubro de 2012

O tempo passa para todos

Sempre que vou atrás de informações acadêmicas, fico um tanto chateado. Hoje, entrei no site da USP para pegar algumas informações sobre o meu curso. Atualmente, estou matriculado em Ciências Biológicas – Noturno. Não é exatamente o curso que eu tinha em mente, mas tem uma estrutura legal e me mantém no ambiente acadêmico.

Os dois últimos anos foram turbulentos (bom… na prática, os últimos quinze foram assim) e por conta disto tranquei a faculdade. Poderia ter voltado neste ano, mas o casamento me fez optar por ficar mais um ano em casa.

Hoje fiquei um bom tempo navegando pelo site da USP. Encontrei informações sobre dois cursos de meu interesse: Ciências Biomédicas (bacharelado) e Ciências Básicas da Saúde (bacharelado). Ambos relacionados à saúde e ambos em período integral.

Cursar uma faculdade já é algo complicado no meu atual momento de vida. Cursar um faculdade integral então… seria inviável.

É muito simples: preciso trabalhar para sobreviver. Pagar contas, tocar a casa, comer, vestir, etc.

Penso como seria retornar ao curso de medicina. Hoje? Inviável. Não tenho disponibilidade financeira e de tempo para cursar algo tão complexo. Fico chateado por conta disso: tenho a impressão de que meu tempo passou. De que não tenho mais condições e oportunidades. E isso me deixa – na falta de uma boa palavra – frustrado.

Tempo… ele passa… mais ou menos rápido dependendo de nossas escolhas. Em alguns momentos acho que foi lento demais. Em outros, eu não conseguir acompanhar o tempo. Hoje estou com a sensação de que meu tempo passou. E eu não consegui acompanhá-lo.

tempo

Felizmente, não são todos os dias que esse pessimismo todo me atinge. Ainda vou encontrar uma solução para retomar a minha linha do tempo.

Só que hoje… eu não sei como fazê-lo.

18 de outubro de 2012

O uso de discos virtuais

Artigo sobre a utilização básica de discos virtuais para armazenamento de arquivos através da computação em nuvem.
Conheça o artigo clicando aqui.

Férias… Férias?… Férias!!!

E chegamos a mais um bloco de 15 dias de férias. Até o início de novembro ficarei afastado das funções públicas. E graças a isto posso me dedicar um pouco mais às minhas atividades pessoais.

Voltei a fazer minhas caminhadas. Ontem uma mega caminhada. Foram mais de duas horas perambulando pelas ruas da cidade. Em meu caminho, um belo por do sol que reproduzo aqui:

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Apesar do artefato (a bolota rosa) na imagem final, achei que o resultado ficou bacana. Fiz a foto a partir do meu Lumia 710. A câmera, apesar de não ter uma alta resolução, quebra um galhão para fazer fotos casuais como esta.

E o que pretendo fazer nestas férias além de caminhar? Bom… muitas coisas. Algumas tarefas domésticas precisam ser concluídas. Eu tenho algumas ideias para o blog também. Na iminência do lançamento do Windows 8 e seus correlatos (Windows Phone e Surface), eu pretendo escrever um novo artigo sobre informática.

No meio do caminho terei que trabalhar no segundo turno das eleições municipais. Apesar de minha posição política ser definida e conhecida por muitos, não pretendo mais falar sobre o tema. É assunto chato e exaustivamente debatido. Não creio que eles sejam as melhores opções. Enfim… não mais comentarei sobre isso.

Outro tema que pretendo abordar no blog é a questão da massificação dos smartphones. O tempo do celular com radinho FM chegou ao fim. As pessoas querem mesmo um smartphone com touchscreen e recursos multimídia em profusão.

Ah sim… algo bem importante a ser feito nestas férias é retornar à USP. Preciso ir até lá destrancar minha matrícula para retornar no ano que vem. Também fiz alguns amigos por lá e quero muito esta graduação. Na verdade, estou pensando seriamente em cursar a graduação em ciências fundamentais para a saúde. É um curso de graduação oferecido na USP para alunos regularmente matriculados. Desta forma, um bom plano seria cursar biologia no próximo ano e a seguir migrar para esta graduação.  Ou então cursar as disciplinas básicas da biologia e após isto, migrar para o curso. Seria um bom caminho para lecionar no ensino superior. Eventualmente, posso pensar também em uma graduação à distância em pedagogia. O único porém de tudo isto é que o curso é diurno. Ou seja, mudar de curso significaria abandonar a função pública. Não posso decidir isto de forma abrupta.

Enfim, este é o meu programa de férias. Alguns gostam de dormir, viajar. Eu pretendo fazer coisas de que gosto. E apenas isto.

Que sejam boas férias para mim…

9 de outubro de 2012

Até onde vale a pena o emprego público?

Já falei sobre a questão do emprego público algumas vezes. Na maioria delas fui extremamente criticado. Muitas vezes, as críticas partiram dos próprios funcionários públicos. Apesar de repetitivo, tenho que retomar o tema por mais uma vez.

Antes, um esclarecimento necessário: sou funcionário público. Se há 20 anos atrás me perguntassem se era este o meu objetivo de vida a resposta seria um sonoro não. Afinal, eu estava prestes a ingressar em uma faculdade de medicina e ser dono do próprio nariz (ou seja, ter o próprio consultório) me parecia a escolha óbvia. Mas o tempo passou, não concluí a faculdade de medicina. Dei alguns passos em falso em minha “carreira” profissional também. Fato é que – por força da situação – acabei na condição de servidor público.

Sendo isto um fato consumado, parece justo que eu tente desenvolver o meu trabalho da melhor forma possível. É um silogismo simples: o estado remunera seus servidoes para fazer um trabalho corretamente. Eu trabalho para o estado. Logo, sou remunerado para fazer meu trabalho corretamente.

Agora, o que significa este “trabalhar corretamente”? Para mim, significa cumprir o meu papel, observando as legislação vigente. Significa cumprir meus prazos e fazer aquilo que compete à minha função. É cumprir minhas horas de trabalho. É não levar vantagem por conta da minha função. Em resumo, é fazer o que tenho que fazer. Pois se fosse em uma empresa particular, não cumprir minha obrigação significaria uma pena de demissão.

Bom… eu tento fazer isso. Tento mesmo. Mas o fato é que existe uma verdade inegável e dolorosamente cruel: em sua maioria as pessoas que ocupam funções públicas não enxergam o exercício da sua função com o profissionalismo necessário. A verdade é esta: falta profissionalismo. Criou-se uma cultura do “se é trabalho público, então pode ser feito de qualquer forma”.

E isso me consome…

As justificativas apresentadas são as mais variadas possíveis: “no tempo do fulano não era assim”, “sou funcionário antigo e não sei essas modernidades”, “não conheço a lei”, “não tenho chefe”, “sempre foi assim”. E algumas vêm em tom acusatório: “você é muito radical”, “as pessoas não estão habituadas a trabalhar desta forma”, “você tem que ser condescente com fulano, ele não sabe fazer isso” e por aí vai.

Isso me consome mais ainda…

Alguns diriam “oras… se não está satisfeito, pede pra sair”. Um argumento válido. Mas será que é justo eu ser julgado e criticado por querer simplesmente fazer o que é o correto? Por querer ser profissional? Só quero fazer meu trabalho e quero que as pessoas façam os delas. Em alguns casos, é minha responsabilidade sim monitorar o trabalho de alguns funcionários. Mas em pouco mais de 3 anos de estado, tudo o que vi é um funcionalismo ineficiente. São poucos aqueles que realmente fazem o seu trabalho. E estes que tentam trabalhar, acabam trabalhando por aqueles que não têm nenhum comprometimento.

No geral, Acabo vendo a política do “fazismo” (as coisas só são feitas na última hora), da troca de favores, do coleguismo desmedido, da falta de foco em realizar um trabalho bem feito.

Não estou aqui para mudar o mundo. Não estou acima do bem e do mal. Também estou sujeito a erros e deslizes. Mas pelo menos tenho a consciência de que este é meu trabalho e que ele tem que ser bem feito. Posso não ter alguém me cobrando pelo resultado, mas eu me cobro por um bom resultado.

Afinal, eu quero chegar ao final do dia e ter a consiência de que fiz valer na prática, os valores que conduzem minha vida. E aí, ciente disto, posso colocar a cabeça no travesseiro e dormir em paz.

Recentemente aprendi uma frase que sintetiza isto: “Em alguns lugares, não é o cachorro que mija no poste… no caso, o poste é que mija no cachorro”.

Eleições e outras mumunhas…

Neste último domingo foram realizadas eleições municipais. Novos prefeitos, antigos prefeitos, vereadores e a triste realidade de sempre…

Evitei ao máximo opinar ou mesmo apresentar minha opção aqui no blog. Motivo simples: eu não conseguia enxergar um candidato alinhado totalmente com minhas ideias. No final das contas, apenas votei na opção que para mim, será a menos pior.

Primeiro gostaria de falar um pouco sobre o trabalho na eleição. Sim… como funcionário público eu fui compulsoriamente conduzido a uma função de apoio durante o horário de votação. Basicamente o que fiz foi indicar aos eleitores mais desavisados os seus respectivos locais de votação, ou então onde deveriam justificar a ausência em seu domicílio eleitoral e coisas similares. Não é um trabalho que requer uma grande preparação, mas é algo cansativo. Afinal de contas, fiquei o dia inteiro fazendo isso.

Como “recompensa” a possibilidade de folgas (na proporção de 2 folgas para cada dia trabalhado). Na verdade, é um presente de grego. Estas folgas são descontáveis para contabilização de vantagens como adicionais de serviço, licenças-prêmio, bônus. Se por um lado temos o dia de folga, esta folga pesa no bolso posteriormente…

Mas o que me incomodou mesmo foi ver o descaso de alguns que trabalharam como mesários. Alguns chegaram atrasados… bem atrasados. O caso mais gritante foi o do presidente de seção que chegou depois das 10h da manhã. Quando encerrou a votação, sua seção foi a primeira a empacotar, urna, relatórios, atas, etc. Na hora da conferência das informações pelos funcionários do cartório, o óbvio: tudo estava errado. E o cidadão teve que refazer o processo de encerramento pelo menos por 4 vezes. Lamentável.

Não sei qual a justificativa do cidadão, mas vi que ele ao deixar o local simplesmente comentou: “Perdi meu tempo nesta merda, perdi meu domingo, mas pelo menos garanti minha folga no trampo. Semaninha básica na praia…”.

Imagino que não exista outra alternativa, afinal são muitas urnas, seções, eleitores. Infelizmente o processo está sujeito a comportar tipos como este. Mas o pior problema não é quem controla a urna e sim naqueles que recebem o voto. E este é o meu próximo assunto.

Os sobreviventes…

As coisas foram interessantes aqui em São Paulo. Celso Russomano era tido como figura certa no segundo turno. Foi o retrato fiel do cavalo paraguaio.

Outra coisa que me assustou: a força do Lula. O Haddad não era nada, não tinha nenhuma expressão política, fez um monte de besteiras no MEC, sucateou o ensino superior, transformando em apenas um bom negócio para a iniciativa privada e ainda assim, chegou ao segundo turno.

O candidato Serra mostrou alguma força também. A questão é se terá fôlego para sustentar sua campanha contra o PT e sua máquina eleitoreira. Lula assumiu o papel desprezível de cabo eleitoral e provavelmente Chalita e Russomano (que pertencem a partidos da base política do governo) provavelmente farão o mesmo.

Será que todos esquecerão que o Sr. Celso Russomano afirmou categoricamente que o Sr. Haddad era um mentiroso (a frase é do Russomano, não é minha). Será que todos esquecerão que o Sr. Chalita disse que a briga entre PT e PSDB era desastrosa para São Paulo e que agora ele vai entrar em um dos lados da briga?

Será uma eleição onde teremos mais do mesmo… Não importa quem vença, todos já perdemos alguma coisa. Votarei no Serra… mas não porque acredito que ele será a solução. Apenas porque, das opções disponíveis, ele é a que menos trará problemas para a cidade.

Que venha o segundo turno…

8 de outubro de 2012

Um blog qualquer…

Algo que acredito de maneira muito forte: somos aquilo que pensamos. Se perdermos tudo. Todos os bens materiais, todas as pessoas, a única coisa que nos resta é o nosso conhecimento. Lugar comum? Talvez… mas para mim é uma forte crença.

Já disse por muitas vezes que escrever é para mim, uma diversão. Uma maneira de exercer minha liberdade. Quando escrevo, estou livre. Quando escrevo, posso ir a qualquer lugar.

E sobre o que escrevo? Sobre tudo e ao mesmo tempo, sobre nada. Falo sobre política, sobre minha vida pessoal, sobre meu trabalho, sobre minhas ideias.

Ah… então é um blog pessoal? Muitas vezes, sim. Não é exatamente um diário (nem gostaria de encará-lo como tal). Mas também é uma maneira de expressar uma opinião. Criar uma visão sobre algo, gerar opinião… gerar um debate. Ser um fomentador de ideias.

E entre tantos blogs que existem por aí, meu blog é apenas mais um. Um blog qualquer, feito para ser mais uma opinião. Mais uma visão. Critiquem, leiam, ignorem. Seja como for, a página, blog… tudo continua. Nem sempre com a frequência que eu gostaria, mas sempre com as ideias que acredito.

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