9 de outubro de 2012

Eleições e outras mumunhas…

Neste último domingo foram realizadas eleições municipais. Novos prefeitos, antigos prefeitos, vereadores e a triste realidade de sempre…

Evitei ao máximo opinar ou mesmo apresentar minha opção aqui no blog. Motivo simples: eu não conseguia enxergar um candidato alinhado totalmente com minhas ideias. No final das contas, apenas votei na opção que para mim, será a menos pior.

Primeiro gostaria de falar um pouco sobre o trabalho na eleição. Sim… como funcionário público eu fui compulsoriamente conduzido a uma função de apoio durante o horário de votação. Basicamente o que fiz foi indicar aos eleitores mais desavisados os seus respectivos locais de votação, ou então onde deveriam justificar a ausência em seu domicílio eleitoral e coisas similares. Não é um trabalho que requer uma grande preparação, mas é algo cansativo. Afinal de contas, fiquei o dia inteiro fazendo isso.

Como “recompensa” a possibilidade de folgas (na proporção de 2 folgas para cada dia trabalhado). Na verdade, é um presente de grego. Estas folgas são descontáveis para contabilização de vantagens como adicionais de serviço, licenças-prêmio, bônus. Se por um lado temos o dia de folga, esta folga pesa no bolso posteriormente…

Mas o que me incomodou mesmo foi ver o descaso de alguns que trabalharam como mesários. Alguns chegaram atrasados… bem atrasados. O caso mais gritante foi o do presidente de seção que chegou depois das 10h da manhã. Quando encerrou a votação, sua seção foi a primeira a empacotar, urna, relatórios, atas, etc. Na hora da conferência das informações pelos funcionários do cartório, o óbvio: tudo estava errado. E o cidadão teve que refazer o processo de encerramento pelo menos por 4 vezes. Lamentável.

Não sei qual a justificativa do cidadão, mas vi que ele ao deixar o local simplesmente comentou: “Perdi meu tempo nesta merda, perdi meu domingo, mas pelo menos garanti minha folga no trampo. Semaninha básica na praia…”.

Imagino que não exista outra alternativa, afinal são muitas urnas, seções, eleitores. Infelizmente o processo está sujeito a comportar tipos como este. Mas o pior problema não é quem controla a urna e sim naqueles que recebem o voto. E este é o meu próximo assunto.

Os sobreviventes…

As coisas foram interessantes aqui em São Paulo. Celso Russomano era tido como figura certa no segundo turno. Foi o retrato fiel do cavalo paraguaio.

Outra coisa que me assustou: a força do Lula. O Haddad não era nada, não tinha nenhuma expressão política, fez um monte de besteiras no MEC, sucateou o ensino superior, transformando em apenas um bom negócio para a iniciativa privada e ainda assim, chegou ao segundo turno.

O candidato Serra mostrou alguma força também. A questão é se terá fôlego para sustentar sua campanha contra o PT e sua máquina eleitoreira. Lula assumiu o papel desprezível de cabo eleitoral e provavelmente Chalita e Russomano (que pertencem a partidos da base política do governo) provavelmente farão o mesmo.

Será que todos esquecerão que o Sr. Celso Russomano afirmou categoricamente que o Sr. Haddad era um mentiroso (a frase é do Russomano, não é minha). Será que todos esquecerão que o Sr. Chalita disse que a briga entre PT e PSDB era desastrosa para São Paulo e que agora ele vai entrar em um dos lados da briga?

Será uma eleição onde teremos mais do mesmo… Não importa quem vença, todos já perdemos alguma coisa. Votarei no Serra… mas não porque acredito que ele será a solução. Apenas porque, das opções disponíveis, ele é a que menos trará problemas para a cidade.

Que venha o segundo turno…

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