23 de outubro de 2012

JCVD

O período de férias sempre é divertido para mim. Além de descansar, tenho a possibilidade de – literalmente – fuçar pela internet e televisão. E encontro algumas coisas realmente interessantes e curiosas.

Já tem algum tempo que assino o Netflix. Para quem não conhece, é uma espécie de locadora virtual: você paga uma mensalidade (R$ 15,00) e pode ver filmes através de sua conexão de banda larga. Dá pra ver no computador e no meu celular… Aí ligo a o notebook na tv e com isso, o DVD praticamente foi aposentado.

O acervo é relativamente grande, mas não espere encontrar os filmes mais recentes. Existe muita coisa boa sim, mas é necessário procurar.

Agora, a razão deste post…

Ontem, através do celular eu estava procurando algum filme para assistir antes de dormir. Não tinha nenhum título em especial disponível, então comecei a olhas as sugestões do site para mim.

Eis que então aparece o filme JCVD. Estrelado por Jean Claude Van Damme no papel de… Jean Claude Van Damme. Exatamente… o ator interpretou a si mesmo no filme. A sinopse não ajudava muito:

jcvd

Durante uma visita à sua família na Bélgica, Jean-Claude Van Damme acaba no meio de um assalto e é apontado com o responsável.

Realmente nada animador, não é mesmo? Mas na resenha o filme aparecia como sendo do gênero Comédia. E foi isto que me intrigou. Van Damme fazendo filme de comédia?

Enfim, na falta de opção, assisti ao filme. E não é que foi uma surpresa? De fato o filme não é nenhum primor, mas foi bacana ver como o próprio Van Damme fez uma auto-crítica à sua carreira e a si mesmo.

A história começa com uma tremenda cena de ação bem ao estilo dos filmes que protagoniza. Já dá para perceber aí que as cenas são caricaturadas. Ao final, um erro na filmagem faz com que toda a sequência que ele fez fosse perdida. Surge então um diretor desinteressado que ouve uma queixa feita por Van Damme sobre o fato da cena não ter um único corte. Em suas palavras: “Já tenho 47 anos e estou um pouco velhor para isso”.

O restante do filme é um misto de ficção e realidade. O filme retrata um Van Damme decadente, atuando em produções discutíveis, sendo processado por sua ex-esposa e ainda por cima é trapaceado por seu agente e com sérios processos financeiros.

Desiludido, ele resolve retornar à Bélgica, seu país de origem. Ali ele é ainda visto como um ídolo. E por isso pode – por que não – recomeçar. Entretanto um tremendo mal entendido o transforma no autor de um roubo à uma agência de correios na Bélgica.

A história do roubo é contada e recontada sob diversos pontos de vista e tudo é conduzido com muita tranquilidade pelo roteiro. Em determinado momento do filme, Van Damme faz um longo monólogo que faz pensar se ele está falando dele “personagem” ou ele “real”.

Quem puder, assista ao filme. Não é uma super-produção, mas com certeza vale o tempo investido. Ele já é um tanto antigo (2008), mas acho que você vai se divertir.

Para saber mais, sugiro a leitura desta resenha e deste comentário.

Serviço:
JCVD (2008)
Filme de Mabrouk El Mechri
Com Jean Claude Van Damme, François Damiens, Zinedine Soualem, Karim Belkhadra, Jean-François Wolff e Anne Paulicevich

Em tempo… a partir de agora pretendo escrever sobre filmes e seriados que assisto. Espero que os leitores apreciem e sugiram filmes para mim também.

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