31 de dezembro de 2013

Vem aí 2014

Este é o meu último texto para o blog em 2013. Depois de tantas mudanças por aqui, este é o momento para avaliar o que 2013 trouxe de bom e de ruim… Já aviso que se trata de um post pessoal… que fala da vida do Ricardo… caso não tenha paciência para ler isso… pule uma etapa e aguarde por outros textos que virão no ano que vem.

Dito isso…

Eu já refleti sobre muitos aspectos da minha vida. Já falei dos meus fracassos, minhas conquistas, minhas aflições e medos, picuinhas… Eu sei que as vezes falo (escrevo) pelos cotovelos. É um aspecto que eu gostaria de corrigir em mim.

Fato é que no final do ano passado, escrevi sobre como seria (ou pensava que seria) o ano de 2013. Naquela ocasião, escrevi:

“(…) para 2013 não farei nenhuma loucura. Não planejo nenhuma grande virada… nada em especial. Vou me concentrar apenas no essencial. Aquilo que tenho que fazer  para conduzir a vida.”

Ricardo Marques in Vem aí o ano de 2013

Falar o essencial… fazer o essencial. É para isto que estou aqui. Preciso me preocupar em fazer o essencial para minha vida. Preocupar-me com aquilo que faz parte da minha vida. Todo o resto pode esperar.

Bom, no texto da virada de 2012 eu listei algumas coisas que planejara. Nem tudo aconteceu. Vejamos então:

Vida Profissional

Em 2013 fiquei em uma única escola e meu objetivo era organizar o trabalho da secretaria. Nem tudo saiu como planejei e para ajudar no final do ano ocorreu uma grande reformulação na equipe de gestão (mudou tudo: diretor, vice, coordenadores).

Quero colocar ordem na casa. Ajustar prontuários, treinar funcionários, tornar a secretaria da minha escola algo mais próximo do que penso que uma secretaria deve ser. Isso vai dar um trabalhão. Mas sou teimoso…

Vida Pessoal

Estou vivendo o segundo ano do meu casamento. Tem sido muito bom. Acho que, como em todo casamento, temos dias bons e ruins. Muitas vezes concordamos, em outras discordamos e em algumas brigamos mesmo. Mas sei que fiz a escolha certa. A Ana Paula é sim a mulher que será para a vida toda.

Quanto aos filhos… ainda estamos tentando. Filho, filha, gêmeos… sei lá! O que vier, será bem-vindo. Por enquanto vamos nos dedicando aos nossos filhotes peludos (Meg, Mike, Nina e Tobias).

Quero ser pai… acho que estou precisando ser o responsável direto por outra vida humana. Isto está me fazendo falta.

Vida Acadêmica

Essa doeu… E doeu por um motivo meio complicado de explicar. Eu estava sendo um verdadeiro tratante para com meu curso de Ciências Biológicas. Não fui em todas as aulas que deveria com a desculpa de ter que trabalhar ou que então já estava tarde para chegar na USP. Aí, surgiu uma possibilidade relacionada ao meu trabalho. Em síntese, tive que fazer uma escolha entre conciliar o trabalho com uma faculdade de outra área (biologia) ou cursar uma faculdade que será oferecida pelo Estado aos servidores do Quadro de Apoio Escolar da Secretaria da Educação. O curso de tecnologia em Gestão Pública.

Fiz a escolha pelo trabalho. Assim, em Dezembro deste ano formalizei minha desistência do curso de Ciências Biológicas da USP e estou aguardando o início deste curso superior de Gestão Pública.

Não quero falar muito sobre isso por enquanto…

Vida Econômica

Quem foi que disse que funcionário público é bem remunerado? As contas vêm e vão. Assim, vou vivendo. Ainda não formei o pé-de-meia que já falei tantas vezes aqui. Pelos menos as contas estão acertadas. Acho que se o planejamento for mantido e não surgir nenhum tropeço ao longo do ano, talvez 2015 seja um ano bom.

E quanto aos meus desejos?

Ano novo sempre é uma boa época para os desejos que queremos realizar. Não sou exceção e tem algumas coisas sim que quero fazer neste ano. Seja material ou espiritual.

  1. Filhos: é… eu já disse isso. Gostaria muito de ser pai
  2. Saúde: leia-se EMAGRECER. Consegui perder 15 kg entre outubro e novembro… vou fazer isto novamente. Minha pressão e articulações agradecerão imensamente
  3. Religião: sou um tratante… isso sim; um católico/espírita de araque. Eu quero (e vou) encontrar tempo para ler e me dedicar em minhas orações.
  4. Carro: agora com as contas da construção da casa quase pagas, acho que já posso pensar em trocar o carro
  5. Xbox One: hmmm… uaba, uaba, uaba, uaba… ok… custa uma fortuna, mas boa parte da minha diversão vem dos filmes e jogos. Por que não fazer isso com algum estilo?
  6. O Blog: essa bimboca tem que ficar legal para 2014. Vou dedicar parte do meu tempo a isso

Deve ter mais algum desejo escondido por aí… mas a esta hora da madrugada (sim… insônia… em plena véspera de ano novo) não consigo me lembrar.

Os anos vão se passando, e como sempre nós queremos a cada ano, uma renovação. Ou a conclusão de um ciclo na vida.

Agora vou terminar o texto…

Olha só que bacana: a medida que envelhecemos, as coisas mudam. Muitas vezes mudam para melhor. Na virada de 2009 para 2010, escrevi logo no princípio do texto:

“Em mais alguns minutos desligarei o computador, tomarei um banho e irei até a casa da minha noiva passar a virada do ano por lá. Comerei lentilha, brindarei com espumante e torcerei por mais um ano em minha vida.”

Ricardo Marques in Preparativos para o ano novo

Escrevi isto há quatro anos atrás. Este ano o texto vai ficar um pouco diferente:

Hoje a noite, desligarei o computador, tomarei um banho e estarei em minha casa, com minha esposa e meus filhotes peludos. Passaremos a virada do ano aqui. Comerei lentilha, brindarei com espumante, comerei gelatina colorida feita por mim e esperarei por mais um ano em minha vida. Como em todos os outros anos, será um ano com algumas bençãos (espero que muitas) e algumas provações (espero que apenas as necessárias). E caberá a mim – e somente a mim – tornar 2014 um ano bom.

18931566_s

Afinal, recebemos as bençãos e as provações em igual medida… cabe a nós decidir qual a porção que cada uma delas ocupará em nossas vidas.

Vamos lá, 2014. Estou esperando por você…

Feliz ano novo.

Agora eu sou pai!

Quem gosta de videogames geralmente escolhe um jogo e o chama de "meu favorito". Muitos gostam de Mario, afinal, quem não gosta de Mario? É um jogo simples, divertido, cheio de pequenas passagens secretas, puzzles, etc. Mario marcou uma grande geração, inclusive um pedaço da minha. Passava horas na frente da TV com o Super Nintendo ligado tentando passar das fases embaixo da água, ou então dos vários castelinhos espalhados pelo mapa. Minha irmã é mais velha e quando não conseguia tentava dar o controle pra ela, quem sabe ela não consegue. Se saía pior que eu. Mario Kart, Mario Kart 64, Mario Bros, Mario Yoshi Island, incontáveis "Marios" para jogar e se divertir. 
Super Mario World - Nintendo 1983


Eu me diverti muito jogando Mario, mas ainda não é a coisa, ainda não é o que eu sinto o calafrio quando começo a jogar, jogo Mario para relaxar, não como uma campanha, uma missão feita para mim: Zerar. Não o Mário.
Passados alguns anos, conheci jogos pelo computador. Frequentava muito uma Lan House chamada Placefun perto da minha casa. R$5,00 por duas horas. Com 14 anos já jogava Counter Strike até que conheci Priston Tale. Esse foi um grande candidato. MMORGP (Massive Multiplayer Online RPG), um jogo de RPG online onde eu crio meu personagem e vou passando de leveis, adquirindo novos itens, mais dinheiro etc. Foi o primeiro jogo e talvez o único jogo que tive que parar por um certo medo. No site tinha uma loja online onde você obtinha crédito pagando com dinheiro de verdade. Promoções que deixam as ofertas de férias do Steam no chinelo. 2kk (2 milhões em ouro), por R$4,00. Poções para aumentar experiência adquirida pelo personagem e conseguir passar dos leveis mais rápido por R$6,00. 80 potes do maior Mana do jogo, R$1,50. Vendia todas as Manas por 7k (7 mil em ouro cada pote) e fazia muito dinheiro, milhões e milhões. Consegui chegar no level 81 mas parei porque vi que estava gastando e já estava perdendo a graça. Gostava mais de comprar novos itens e vende-los do que de ir matar monstros para passar de level. Parei com ele. (A algum tempo voltei e consegui chegar no level 86, mas o jogo está quebrado. Com a facilidade em conseguir dinheiro, houve inflação do ouro. Um daqueles pote de Mana hoje em dia custa em torno de 60k. Ouro não vale mais nada).


Priston Tale - Hazit Games 2009


Comecei a procurar outros jogos. GTA, Tibia, Gran Chase, Ragnarok, mas nenhum deles me prendia igual Priston Tale, até que um dia um amigo meu me emprestou um certo jogo da Valve chamado Half Life. Acho que não preciso explicar o resto. Zerei o primeiro jogo da série em torno de 7 vezes, os outros 3 zerei apenas uma vez e espero pelo 5º da série. 

Half Life - Valve 1998


Até hoje adoro esse jogo mas ainda sim, faltava alguma coisa, algum aspecto do jogo que precisava me chamar, alguma coisa que me prendesse, mas o que ? E qual jogo teria esse aspecto, essa característica ?
Duas semanas atrás fiquei com saudade do Super Nintendo e dos jogos, baixei um emulador e comecei a instalar os joguinhos. Mortal Kombat, Mario, Top Gear, F-Zero e lembrei de um, que nunca consegui zerar, achava difícil controlar o personagem, a atmosfera era assustadora desde o nome da marca no início até o momento do jogo. Claro, na época eu era pequeno, e quando pegava essa fita na locadora não tinha a menor noção do porque da minha escolha. Eu sabia que não entendia nada desse jogo, porque pegá-lo de novo? Mas pegava. No emulador consegui jogar mas lembrei de quando tentava jogar esse jogo, e no primeiro som da trilha sonora, na tela do menu onde estão os jogos salvos, percebi que era o meu jogo, o jogo que eu queria jogar, tinha sede por esse tipo de jogo, não vi a hora, só quero jogar, é esse. O jogo ?

Super Metroid - Nintendo 1994


Tinha que ser a Nintendo. Não sei o que ocorre, a história desse jogo é sensacional, envolve aliens, explosões, tiros, mais aliens, ambientes sombrios, trilha sonora pior ainda, puzzles para se resolver, tudo o que eu gosto vamos dizer.
Não posso dizer muito sobre Super Metroid, ainda não consegui zerá-lo, talvez nem queira, gosto e jogar ele, não quero zerar. Se eu zerar e começar de novo, já saberei o que fazer.
Deixe de lado Crysis 2 com gráficos tão avançados que preciso recrutar a equipe do Projeto Manhattam pra fazê-lo rodar na minha máquina. Chega de zumbis do Call Of Duty, acabou as gangues do GTA. Esqueça Fallout, nunca ouve guerra nuclear (o dono deste blog me multará por dizer isso).
Voltei ao Super Nintendo e que saudade. Agora eu sou pai, adotei esse jogo como meu favorito. Vem ni mim Samus.

30 de dezembro de 2013

O palhaço feliz, Dona Ruth e o tamanduá

Foram três fatos neste fim de ano que mostram uma forma de ação já clássica por parte de totalitários. Apesar de esparsos, estão intimamente conectados. São preocupantes sim, pois mostram que a sanha antidemocrática de certos setores está ganhando força.
  1. Foi bloqueada a página do Facebook do humorista Danilo Gentili. Nem sei o que foi que ele disse, mas acompanho meio de longe a briga dele com setores da esquerda. Marcelo Madureira (ex-Casseta&Planeta) bate bem mais doído, mas certamente por ter mais consistência é pouco contestado. Chegar ao ponto de suspender a página de Gentili é um ato obsceno, intolerante, mesquinho e tosco - adjetivos que já foram dirigidos ao tipo de humor do ex-CQC. Gentili me incomoda por parecer um sujeito feliz. Humoristas, sambistas e professores de matemática são tão melhores quanto forem melancólicos. Mas o fato de ser um anátema não dá a ninguém o direito de achincalhar o moço, tampouco de retirar sua página da internet.
  2. Foi detectado na página do Centro Cultural da Juventude (CCJ)  -  http://ccjuve.prefeitura.sp.gov.br/ - a retirada do nome de Ruth Cardoso, que batizava o local. O Centro fica na Vila Nova Cachoeirinha, que pelas estatísticas é uma das regiões mais violentas da Capital. Ganhou este nome em 2008, na gestão de José Serra, que assim prestava uma homenagem à ex-primeira dama que havia acabado de falecer. Pela página, dá para ver o trabalho que lá é feito. Coisa muito digna. Certamente os frequentadores não se darão pela falta do nome de Dona Ruth, acostumados que estão com violências bem menos sutis.
  3. Rachel Sheherazade é uma jornalista bonita que ficou famosa ao sentar o sarrafo no Carnaval, num vídeo que se espalhou pelo You Tube. Silvio Santos ficou animado com a estampa e a verve da moça e a trouxe para ancorar o jornal do SBT. Rachel é acaciana. Suas opiniões tem algo de uma dissertação de cursinho pré-vestibular. Mas vão contra a maré. Ela é corajosa. Mas ao contrário de Danilo Gentili, não espezinha o politicamente correto. Não foi esposa do político que a petezada mais odeia. Pergunto o que então levaria um professor de filosofia, da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, a desejar que em 2014 ela "abrace bem forte, após ser estuprada, um tamanduá". O nome do professor é Paulo Ghiraldelli. Obviamente os posts já foram apagados do Twitter, mas a sequência foi documentada e está aqui http://veja.abril.com.br/blog/felipe-moura-brasil/2013/12/27/o-curioso-caso-de-ghiraldelli-contra-sheherazade/.
Um típico tamanduá... (fonte: Wikimedia)
O que levou à ocorrência destes três fatos acima foi a aura de totalitarismo que está começando a feder no país. As três violências foram cometidas por quem se diz de esquerda, contra quem eles consideram de direita. Considerar Ruth Cardoso de direita é coisa de quem não leu Ruth Cardoso. Estes mesmos que não leram Marx, nem Paulo Freire, nem Foucault. Não tem problema não ter lido. Eu não coloco quem leu livros acima do bem e do mal, como Fernando Haddad fez com Stalin ao dizer textualmente:
“Há uma diferença entre o Hitler e o Stálin que precisa ser devidamente registrada. Ambos fuzilavam seus inimigos, mas o Stálin lia os livros antes de fuzilá-los. Essa é a grande diferença. Estamos vivendo, portanto, uma pequena involução, estamos saindo de uma situação stalinista e agora adotando uma postura mais de viés fascista, que é criticar um livro sem ler”.
Stalin também apagava membros do partido de fotos oficiais, para depois apagá-los da mesma forma que a turma do PCC apaga desafetos na Vila Nova Cachoeirinha. A lógica de apagar, ou de desejar acintosamente a desgraça de quem discorda é uma chaga da humanidade. Enquanto houver gente que acha este tipo de postura normal a democracia estará ameaçada. Quando essa gente se sente protegida por um coletivo, por um partido ou por uma cultura vigente, a tendência é que as ações totalitárias saiam do discurso.

O problema é que no Brasil atual temos estes três fatores bem estabelecidos: o coletivo, o partido e a cultura esquerdopata vigente. Não surpreende Haddad ter sido eleito mesmo depois de ter dito a estultice acima. Eles estão se sentindo muito fortes. Já estão entrando em nosso jardim sem tomar precauções.

É bom que a gente diga alguma coisa...

29 de dezembro de 2013

Um blog qualquer… projetos para 2014

E mais um ano se passa. O ano de 2013 foi um ano de mudanças, alguns sustos e algumas despedidas. Meu post para o final do ano ainda está no forno. Mas já posso falar sobre o blog.

Aliás, hoje é um blog, mas até dois anos atrás, um site pessoal. O blog começou como uma seção do site e continha apenas informações e textos de caráter pessoal. Funcionava mais como “esta é minha opinião”. A falta de tempo fez com que o site fosse aos poucos desaparecendo. A ponto do blog se tornar o site. É mais fácil administrar e publicar e posso concentrar meu tempo no que mais importa: escrever.

E sobre o que quero escrever? Bom, este é um blog de opinião. E os temas podem variar conforme o que surge por aí. O blog pode opinar sobre o final do Campeonato Brasileiro, a morte do Mandela, a sucessão presidencial de 2014… não existe um tema específico. O que existe é a certeza de apresentar uma opinião. Se possível não só a minha opinião… mas uma opinião plural.

Desde os tempos de editor de “O Patológico” sempre acreditei na pluralidade de opinião. Um tema não é exclusivo de uma única verdade. Um assunto pode (e deve) ser abordado por diversas pessoas diferentes.

É o que gostaria de fazer para o blog. Antes um site pessoal de apenas uma opinião. Hoje uma coletânea de opiniões. Mas ainda não está como planejei. Então preparei algumas mudanças para 2014… especificamente, o que acho que um blog precisa…

Um blog precisa de uma identidade…

Isso é o básico do básico. Uma marca, um produto, uma ideia precisa de uma identidade. Seja uma imagem, uma frase. Mudei a frase inicial de “Meu pequeno espaço para a livre manifestação” para “Um pequeno espaço para a livre manifestação”.

Ah, sim… agora temos um logo… nada muito rebuscado. Apenas aquilo que mostra nossa cara:

ubq

Um blog precisa de textos…

Este ano vou me dedicar um pouco mais ao blog. Vou exercitar minha veia blogueira um pouco mais. Vou escrever mais. Em 2009 foram 70 posts. O número veio caindo ano a ano até que em 2013 foram 35 postagens até agora (incluindo este texto). O compromisso é de um texto por semana pelo menos.

Um blog precisa de diversidade de autores…

Meu desejo é que o blog conte com vários autores. A princípio convidei alguns amigos que gostam de escrever e são ótimos nisto. O primeiro foi o Carlos Aros, depois convidei Leandro Ramos-Gonçalves, Michel Vieira e por último o Lucas Arantes. Destes, apenas o Michel e o Lucas escreveram recentemente para o blog. Quanto ao Carlos e o Leandro, em razão de seus compromissos acadêmicos e profissionais, deixaram de participar como autores e constam agora como apoiadores (junto com os amigos Edson Ferreira e Maurício Silva que sempre que podem estão divulgando o site por aí). A todos eles registro o meu muito obrigado.

Autores:    

 

tile_lucas tile_michel tile_ricardo
Apoiadores:      
tile_edson tile_leandro tile_maurício tile_carlos

Gostaria de convidar dentre os nossos leitores pessoas que tenham prazer em escrever. Quer fazer parte do blog? Por favor, entre em contato pelo e-mail contato@umblogqualquer.com.br

Um blog precisa de divulgação…

Quando um texto é postado no blog, faço um link junto ao Twitter e ao Facebook. A questão é que uso um twitter pessoal (o @ricardocmarques) e a minha página no Facebook (fb.com/ricardo.cruz.marques). Para tornar o blog mais impessoal, tratei de buscar mecanismos próprios também. Então criei no Facebook uma página do blog (fb.com/umblogqualquer) e estou procurando junto ao Twitter o uso do perfil @umblogqualquer que atualmente não me pertence, mas está não está em atividade (última postagem foi em Maio/2012). Espero ter sucesso nisto. Enquanto o @umblogqualquer não está disponível, quebrarei o galho com “@um_blogqualquer”.

Além disso, estou criando um link entre o blog e as redes sociais de modo que ao postar um texto, o próprio twitter e o facebook possam atualizar a informação nas redes sociais.

Um blog precisa de leitores…

Ok… não adianta textos, autores e divulgação se não há leitores. Por isso conto com a audiência de vocês. Leiam, opinem, critiquem, sugiram, reclamem e elogiem. Sua participação é muito importante.

Para 2014 é isso… espero que as novidades agradem e sejam bem-vindas.

28 de dezembro de 2013

A imprensa que ignora o Windows Phone

Algo que me incomoda – e muito – é o descaso da imprensa e meios de comunicação para com o Windows Phone. Sou usuário da plataforma, tenho um Lumia 720 e defendo a plataforma com unhas e dentes e principalmente bons argumentos. Já falei algumas vezes sobre o Windows Phone (leia minhas postagens sobre o assunto aqui, aqui e aqui). Não vou negar: a plataforma me conquistou desde o primeiro momento. Sua facilidade e intuitividade são atrativos à parte. Android e iPhone têm bons representantes e fazem coisas bacanas. Mas é importante deixar claro que o Windows Phone é tão bom quanto qualquer um deles.

winphone8

A plataforma já não é tão nanica assim… em termos de mercado global detem por volta de 10% das preferências. No Brasil, o modelo Lumia 520 faz sucesso por ser barato (em algumas lojas pode ser encontrado por R$ 400 é superior que qualquer Android nesta faixa de preço).

Mas é curioso como vejo as empresas, mídia e comércio insistem em ignorar o sistema…

Vi um fato curioso na última semana na revista “Veja São Paulo” de 25/12/2013. Nela, existe um seção chamada “No Tablet” que é patrocinada. O patrocinador? O Windows Phone (podem olhar na revista… edição de 25/12, página 18).

WP_20131228_001

Logo abaixo vem um informe da revista com os dizeres “Baixe a revista no tablet”. Aí você descobre que a revista só existe para as plataformas Android e iOS (incluindo aí iPhones, iPod’s e iPad’s).

image

image

Páginas do Google Play e do iTunes: o app da revista está disponível

Eu usei o caso da veja, mas é incrível: a maioria das empresas quando falam em apps para smartphones falam apenas do Google Play (loja para Androids) e do iTunes (loja para iOS – dispositivos Apple). Mesmo a Amazon que possui um ótimo aplicativo para leitura de e-books no Windows Phone não fala do app na sua página.

image

Na página da Amazon nenhuma menção ao app para Windows Phone

image

Na Windows Phone Store, o app está ali disponível (gratuito)

A impressão que fica é que o mundo quer acreditar que só existem dois tipos de smartphones: os iPhones e os Android’s.

Por que este medo de divulgar o Windows Phone? Por que é da Microsoft? Por que?

Não entendo isto… definitivamente.

Naquela mesma edição da Veja São Paulo, a reportagem de capa mencionava os “30 aplicativos para incluir na mala”. Reportagem de Camila Rossi (Viagem nas pontas dos dedos – Veja São Paulo de 25/12/2013 – págs 32-37) a jornalista mostra uma seleção de 30 aplicativos para celular que ajudarão a programar suas férias.

Novamente, não se falou uma única palavra sobre o Windows Phone…

E isso me irritou profundamente…

Fiz então uma pesquisa por conta própria. Procurei os apps ali relacionados para verificar se o Windows Phone não poderia ser mencionado na reportagem. Quanto à reportagem, você terá que conferi-la na revista ou no site da revista, clicando aqui.

Eis o resultado…

Planejar a rota

App

iOS

Android Windows Phone

Everplaces

sim não não

Minube

sim sim sim

Tripit

sim sim sim

Viagem da galera

sim sim não
 

Definir o transporte

App

iOS

Android Windows Phone

City Map 2Go

sim sim não

Kayak

sim sim sim

Mileblaster

sim sim não

Olho na estrada

sim sim não

Skyscanner

sim sim sim

Reservar a hospedagem

App

iOS

Android Windows Phone

Airbnb

sim sim sim

Booking.com

sim sim sim

Hostelworld.com

sim sim site mobile

Tripadvisor

sim sim sim

Prever o clima

App

iOS

Android Windows Phone

Beachweather

sim não não

Minimeteo

sim não algo melhor

Weatherpro

sim sim sim
 

Preparar a mala

App

iOS

Android Windows Phone

Lista de viagem

sim não similar

Packing Pro

sim não similar

Passear no Brasil

App

iOS

Android Windows Phone

Food Brasil

sim sim opção

Guia 4 Rodas

sim sim não

Sistema Ambiental Paulista

sim sim não

Walkjogrun

sim não não

Viajar pelo exterior

App

iOS

Android Windows Phone

Hearplanet

sim sim não

Jibbigo

sim sim opção

Travel app box

sim não não

Word Lens

sim sim opção

Registrar a viagem

App

iOS

Android Windows Phone

Flipagram

sim parcial não

Sphere - 360

sim sim recurso nativo

Trip Journal

sim sim opção

Ipostal

sim sim não

Como podemos observar, o Windows Phone ainda não dispõe de todos os aplicativos. Mas lembremos que estamos falando de um sistema com quase 3 anos de existência com 140 mil apps aproximadamente. Os outros já estão há mais tempo no mercado. Mesmo com esta desvantagem, ele dispõe de opções (algumas até melhores) ou acesso às versõs genéricas (como sites mobiles). Eu não pesquisei a fundo. Mas tenho certeza de que se eu procurasse na loja americana eu teria encontrado ainda mais opções.

E sim… tem aplicativos legais nesta lista que eu gostaria de ver no Windows Phone… o Ipostal e o Word Lens seriam bem legais pelo que pude me informar. Acho que eles virão com o tempo. Tem outros aplicativos que foram ignorados pela jornalista…

A verdade é que o mundo é movido pelo dinheiro… os desenvolvedores irão para a plataforma que possuir melhor retorno financeiro. O Windows Phone ainda tem um longo caminho até se tornar lucrativos aos desenvolvedores.

Meu único desejo é que o Windows Phone seja visto sim como uma terceira opção frente aos sistemas Android e iOS. Jornalismo de verdade se faz com isenção e informação. Faltaram nesta reportagem da revista Veja o profissionalismo e isenção tão necessárias para informar a leitores que – como eu – não comprarão um iPhone ou um Android e utilizarão o seu Windows Phone para suas atividades.

Em tempo… e não se trata de propaganda… mas a revista Época dispõe se um app para Windows Phone… Entre outras razões, esta é uma das quais estou desistindo da minha assinatura da revista Veja.

 

 

24 de dezembro de 2013

Natal…

Hoje é 24 de Dezembro… Noite de Natal.

Lembro-me de que há alguns anos atrás passei uma noite de Natal sozinho em Campinas. Ainda era o tempo da faculdade de medicina. Naquela ocasião, assim refleti:

“Depois de algum tempo, estou passando o Natal novamente sozinho. De certa forma eu quis – com isso – romper vícios que não me faziam sair do lugar. Eu precisava sonhar novamente. Andar para frente… e ficando em casa (na casa dos meus pais) eu só alimentaria tristes lembranças. Derrotas e mais derrotas”

Ricardo Marques – Noite de Natal de 1999

Naquele dia ainda escrevi outras coisas e finalizei com um “Feliz Natal, inclusive para mim…”.

Bom, muitos anos se passaram desde aquela noite solitária…

Algumas coisas não mudaram: meu pai ainda detesta noite de Natal e por isso prefere dormir do que participar de uma ceia de Natal e minha mãe continua não participando de outras festas para fazer companhia para ele. Ainda tenho mania de assistir desenhos animados até meia-noite (desta vez a Globo me ajudou com o Kung Fu Panda 2). E eu ainda insisto em escrever alguma reflexão na noite de Natal.

Mas algumas coisas mudam. Ação do tempo, da vida, da minha história.

Hoje, de certa forma, é o meu primeiro Natal. O primeiro Natal que vou passar na minha casa com minha família. Ainda faltam meu pai e minha mãe nesta mesa. Já passei outros natais com a Ana Paula, mas este é o primeiro que é “nosso”. Na nossa casa, com nossos filhotes (por enquanto os peludos… Meg, Mike, Nina e Tobias) mas quero muito que no ano que vem nosso primeiro filho esteja comemorando o Natal aqui em casa.

Queria meu pai e minha mãe aqui também, mas nem tudo sai como a gente planeja. Então saber que eles estão bem e com saúde é um dos meus presentes de Natal para esta noite.

Ah sim… não quero mais passar noites de Natal sozinho. Tenho uma família. Tenho motivos para celebrar esta noite e também nos próximos natais.

As conquistas e as lamentações ficam para o post de ano novo. Por enquanto celebremos o Natal, com nossas famílias e em paz.

Para encerrar, o final do meu texto de Natal de 2001. É curioso como algo que escrevi há tanto tempo será um bom fechamento para meu texto desta noite de 2013.

“Não estou triste… Saudoso de muita coisa boa, é verdade. Coisas que não tenho mais e me esforço para esquecer. Não estou buscando um milagre, mas agradecendo por aqueles pequenos milagres de cada dia. Pelas pequenas coisas que me permitem afirmar que, enfim, é noite de Natal”.

Ricardo Marques – Noite de Natal de 2001

Então é isso… Feliz Natal!

WP_20131224_001

Para todos nós…

10 de dezembro de 2013

Não basta o “querer”

Há alguns dias atrás eu comentei no Twitter sobre um comentário que ouvi do professor Mário Ségio Cortella na rádio CBN. Em resumo ele diz que nossos desejos devem ser, em primeira análise, viáveis e factíveis.

O senso comum explica isso facilmente: não adianta querer uma Ferrari 458 Spider na garagem de casa… se você é um simples auxiliar de escritório, ter a Ferrari beira a uma alucinação, não é viável, tampouco factível.

Mas e quanto aos desejos que temos… queremos tornar factíveis… realizá-los?

Creio eu que sim… uma família pode querer uma casa própria, um adolescente de uma família abastada pode querer um carro ao completar 18 anos, um rapaz ingênuo pode querer namorar com a menina mais bonita da sala. Em grau maior ou menor, sempre queremos alguma coisa.

E eu não sou exceção…

E aí, entrei em conflito com as ideias do professor Mário Sérgio. Em seu comentário, ele fala em “aspiração sensata”. Um desejo que não é um delírio. Um desejo que possa se tornar fato.

E no fracasso oriundo da nossa tentativa em tornar fato um desejo delirante, vem a frustração.

Não é nenhum segredo de estado quais são meus desejos. Quem me conhece um pouco sabe exatamente o que eu gostaria de tornar fato em minha vida. Mas entre o desejo e o fato, existe a vida. E a vida as vezes nos obriga a tomar decisões que afasta um pouco mais o desejo do fato.

E aí, veio a frase que incomodou: “Quem não pode o que quer, queira o que pode”.

A idade nos traz algum conhecimento. Eu sei o que quero… sei o que posso… e sei o que – neste momento – não é factível.

Hoje tive que dar um passo atrás… abrir mão de um planejamento. Desistir de um objetivo. Hoje desisti de tornar algo factível.

E tomei esta decisão porque preciso fazer o óbvio… querer o que posso.

O que posso neste momento…

A foto a seguir foi tirada nesta noite… estava indo para minha casa… a imagem está borrada de propósito. Neste momento é assim que estou enxergando as coisas… borradas…

uspborrada

Hoje, tomei a decisão de querer aquilo que posso ter…

Para quem está curioso, o comentário do Prof. Mário Sérgio pode ser ouvido neste link.

27 de novembro de 2013

Utilizando o Disqus e outras pequenas alterações

Não é bem uma postagem, mas sim uma atualização na estrutura do blog. Após algum tempo observando a mecânica de outros sites, resolvi alterar a estrutura dos comentários postados.
Optei pela ferramenta oferecida pelo Disqus que é um serviço que permite a criação e manutenção de comunidades de discussão. Vi isto funcionando em outros sites e a é bem legal a distribuição dos comentários. Para quem tem interesse, funciona como um plugin.
Envie-me sua opinião sobre esta mudança…

11 de novembro de 2013

Cego por um sonho

O que nos faz levantar da cama toda manhã ? Tomar o mesmo café, pegar o mesmo caminho, falar com as mesmas pessoas, revisar os mesmos assuntos ? Existirá algum dia em que você se olhe no espelho e diga "Consegui tudo que eu poderia querer" ?
Em 2009 decidi que exerceria alguma profissão relacionada ao ramo de Biologia. Não sabia muito bem o que era, nem como faria isso, mas sabia que seria nisso que trabalharia.
Em 2012 eu tive realmente que correr atrás do meu sonho. Arrumei um emprego em um Pet Shop em Higienópolis, pegando e entregando cachorrinhos que acabaram de tomar banho, para seus donos em seus "humildes" apartamentos. Nunca tinha visto, ao vivo, apartamentos tão grandes, a sala era do tamanho do meu apartamento senão maior. De noite fazia cursinho no Objetivo. Saía do trabalho geralmente ás 17h30 e ía correndo para conseguir chegar na aula que começava ás 19h. Estudava no meu almoço, nos intervalos entre as aulas, antes de dormir, tomando meu café, indo pro trabalho. Cheguei ao ponto de não conversar com minha mãe por 1 semana pois saía antes dela acordar e voltava quando ela já estava dormindo. Na época tinha uma namorada, ela falava que eu nunca tinha tempo e estava cansada, quase não nos viamos direito. Minhas redes sociais eram abandonadas, conversava com meus amigos uma vez por mês, pois eles também estavam nessa maratona de estudos. Atualmente um deles faz Engenharia na Politécnica e o outro faz Medicina, ambos pela USP.
Em Outubro já estava ficando um tanto delirante. Cismei com um cara do cursinho, em exatas antes mesmo do professor terminar de explicar ele tentava fazer os exercícios. EU ficava observando, assim que ele começasse eu começava também e simulava uma disputa na minha cabeça "Nerd da matemática versus Eu". Quando ele terminava e acertava tudo eu ficava puto comigo mesmo."Como ele consegue, mas na aula de Física ele vai ver só, vou terminar tudo bem antes dele".
Eu trabalhava de segunda a sábado. Na sexta feira o número de cachorros era extremamente alto e eu não saía dalí antes das 18h. Cheguei a chorar no meio da rua, era 19h15 e perdi a aula. Chegava em casa quase quebrando tudo e minha mãe falava "O que você quer que eu faça, não posso pagar um cursinho pra você, não sozinha". Tive que aguentar dessa maneira. Ás vezes nem conseguia tirar o uniforme do Pet Shop, simplesmente ía daquele jeito mesmo, fedendo a cachorro.
"USP é difícil demais, é só pra quem faz um bom cursinho e pode estudar em tempo integral. Tente, mas não vá muito esperançoso" foram palavras ditas por certos familiares, que entraram por um ouvido e saíram por outro.

A grande questão é: O que faz uma pessoa fazer tudo isso ? Pegar cachorros, evitar namorada e amigos, não conseguir falar com a família direito pois está cansado demais pra tudo, não conseguir estudar direito, não conseguir fazer simulados e testes importantes do cursinho ? Isso foi de março até dezembro. 9 meses. 180 dias que eu poderia ter falado "Ahh, acho que não vai dar, vou desistir do cursinho, não estou dando conta." Em 180 dias eu tive a chance de dizer isso pra mim mesmo, e por que eu não disse ?

Acho que posso responder que eu simplesmente não conseguia nem se quisesse desistir. Era mais forte do que eu. Só de pensar em desistir sentia um calafrio e tirava aqueles pensamentos da minha cabeça, simplesmente não conseguia me ver desistindo. Não enxergava nada, estava cego por um sonho. Não via mais nada, não me importava com mais nada, tudo era dispensável.

No final, me sinto orgulhoso. Consegui passar na melhor ou uma das melhores faculdades de Biologia do país.
Olho pro passado e recordo do dia que estava chovendo e havia cachorros demais, eram 19h e eu estava indo fazer entrega de ração na chuva, quando comecei a chorar. Se me perguntassem "Se você pudesse falar alguma coisa para aquele Lucas, o que seria ?". Bom eu não falaria nada, pois apesar do choro, aquele Lucas, apesar de estar cego, cansado, molhado e triste, sabia muito bem aonde estava indo.

9 de novembro de 2013

Os sete pecados capitais

Pecado… acredito que a maioria dos mortais entendem o significado desta palavra. Em um sentido mais amplo, o pecado pode ser considerado como a violação de uma lei. Não uma violação qualquer, uma violação ultrajante. Pelo menos essa é mais ou menos a definição que está lá na bíblia, em João, capítulo 3, versículo 4:
Todo aquele que pratica o pecado transgride a Lei; de fato, o pecado é a transgressão da Lei.
João 3:4
Claro que a sociedade atual tratou de desvirtuar o conceito inicial de pecado. Uma frase do tipo “É um pecado um menino tão inteligente não ter condições de estudar em uma universidade pública” é um bom exemplo. Qual foi a transgressão que o pobre rapaz cometeu?
No sentido mais estrito, o pecado está associado à desobediência das leis divinas. Isto aliás é muito explorado na cultura judaico-cristã. Lembram dos 10 mandamentos? Em dado momento, um deles diz “Não roubarás”. A violação deste mandamento implica em cometer um pecado.
Mesmo no catolicismo, assim como na justiça de modo geral, há o indulto… Um pecado pode ser maior ou menor. Até mesmo perdoável. Só que nem sempre o pecado é perdoável. Por vezes, o pecado é tão lesivo à moral e a doutrina que é considerado merecedor de condenação. E estes pecados absolutamente condenáveis são os pecados capitais.
Não é meu intuito falar sobre os pecados capitais e suas implicações. Neste momento, irei apenas citá-los. São eles:
  1. A gula
  2. A avareza
  3. A luxúria
  4. A ira
  5. A inveja
  6. A preguiça
  7. A soberba
486px-Jérôme_Bosch-Les_7_Péchés_Capitaux_
Creio eu que esta história de pecado ser perdoável ou não foi uma maneira que as igrejas encontraram de doutrinarem seus fiéis. Claro que o excesso destas atitudes são prejudiciais e disso não discordo. Mas é um fato: todos nós, em algum momento de nossas vidas, incorremos no erro de cometer um pecado capital.
Quem nunca comeu exageradamente vez ou outra? Quem nunca resolveu dormir por 20 minutos a mais? Quem nunca se achou o máximo por ter sido o melhor em alguma coisa?
O que quero dizer é: o pecado está em maior ou menor grau em todos nós. Cabe a nossa consciência limitar isto e fazer com que a ética e os princípios morais prevaleçam em nossas decisões cotidianas.
E por que diabos estou escrevendo tudo isso?
Simples…
Nas próximas postagens publicarei aqui crônicas bem humoradas (ou nem tanto) que terão como tema os pecados capitais. Para cada pecado, um texto. Não é uma ideia inédita. Estou me inspirando em uma publicação semelhante feita n’O Patológico dos anos de 1994 e 1995. Aliás, espero que meus amigos colaboradores (Michel, Lucas, Carlos e Leandro) animem-se a escrever sobre o tema também.
Não pretendo também postar os textos na sequência… Isto é, poderão existir outros textos sobre outros assuntos, mas é certo que eles virão.
Aguardem a série “Os 7 pecados capitais”.

6 de novembro de 2013

Novo colaborador

Antes, um site pessoal. Nem sempre existiam novidades que justificassem atualizações e mais atualizações. Aí surgiu a ideia do blog. Eu teria que me preocupar apenas com o conteúdo dentro de um formato pré-definido e fácil de trabalhar.

Mas ainda havia um problema. A autoria dos textos. Um blog onde apenas um autor escreve se torna a opinião de uma única mente. E eu sempre quis ver o blog como uma diversidade de opiniões. Além de opiniões diferentes, estilos diferentes.

Assim, veio o colega Carlos Aros (que aliás, está me devendo um bom texto, já algum tempo). Veio o Leandro Ramos-Gonçalves (que aceitou o convite, mas ainda não fez sua estreia no blog… estamos aguardando… estamos aguardando)

Aí veio o Michel. Velho companheiro de outras campanhas. Juntos pintamos e bordamos no jornal da faculdade (o lendário “O Patológico”).

E agora, tenho o prazer de anunciar mais um colaborador: Lucas Camacho. Colega da faculdade de Ciências Biológicas da USP, Lucas é o autor do blog insoniliadas. A meu convite, Lucas escreverá também aqui neste espaço.

Com isso, o time de autores está completo. Agora que o blog conta com várias opiniões e estilos diferentes, pretendo dar andamento ao projeto “Os 7 pecados capitais”: uma releitura de uma série de textos publicados n’O Patológico onde o cada um dos pecados era o mote de um texto.

Mas isto fica para o futuro… por ora, seja bem vindo, Lucas!

Lucas_Tile

23 de outubro de 2013

O suicida

A crônica é um gênero literário que eu simplesmente adoro. Sou fã do Luís Fernando Veríssimo, Moacyr Scliar, Machado de Assis, entre outros. E na época da faculdade eu também escrevia algumas crônicas para o jornal da faculdade.
Esta crônica foi publicada em algum “O Patológico” entre 1996 e 1997. Espero que gostem…
O décimo sétimo andar parecia perfeito para meu vôo. Nem baixo o suficiente para que eu caísse sem morrer (e então ser – argh! – hospitalizado), nem muito alto para que eu me arrependesse no meio da queda e quisesse voltar. Sim, dezessete andares eram o que eu precisava para morrer de um jeito chamativo, um tanto trágico e com um toque de cafonice, embora fosse pouco criativo ou original. Mas, aos diabos: grandes exemplos existem para ser imitados, e, além disso, eu adoro vertigens.

21 de outubro de 2013

Aventuras na cozinha: Pão de Iogurte e Aveia

Algumas pessoas mais próximas sabem que estou tentando seguir uma nova dieta. Um resumo rápido: minha esposa me deu no meu aniversário o livro “Não consigo emagrecer” do médico francês Pierre Dukan.
418b6eMpk8L._AA258_PIkin4,BottomRight,-41,22_AA280_SH20_OU32_
Em resumo o livro aborda uma dieta em quatro etapas, sendo que o “truque” é a restrição calórica por meio do não consumo de carboidratos.

18 de outubro de 2013

Síntese

Se pudéssemos resumir uma existência em três palavras, acho que teríamos a seguinte síntese: “Nascer, viver, morrer”.

“Nascer” e “morrer” acho que são as partes relativamente simples.

Viver não está sendo lá muito fácil não… e para descrever isto no momento estão me faltando as palavras de que preciso.

pulseira

P.S.: não tinha a intenção de fazer este “arremedo” de post. Peço que me desculpem…

9 de outubro de 2013

Pelo meu direito de não participar

O movimento estudantil sempre foi um tabu. Quem não conhece ou nunca participou, fica com a imagem que é vendida pelos meios de comunicação de que são ações orquestradas por partidos políticos. Quem participou, sabe que muitas coisas podem ser discutidas em prol da qualidade do ensino da graduação.
Eu participei por muitos anos do Centro Acadêmico Adolfo Lutz (Centro Acadêmico da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp) e posso dizer que muitas vezes isso é verdade.
Infelizmente em algumas outras, são apenas crianças brincando de agir como gente grande…

13 de agosto de 2013

Mais médicos sim, mas não desse jeito

Antes de mais nada devo corrigir mais um ataque de modéstia do sr Ricardo Marques, editor deste blog. Ele disse que por não ser médico e estar há um tempo fora da área poderia ter uma opinião equivocada. Saibam os senhores que o Ricardo, quando estudávamos medicina na Unicamp, participou ativamente de uma campanha do Centro Acadêmico para um novo currículo médico. Tivemos sucesso, e a raiz do currículo que a Faculdade até hoje segue saiu dali. Ricardo estava junto e criou o slogan e o logo da campanha. Não, ele não se esqueceu disso, apenas teve um ataque de modéstia. Estou acostumado. São quase vinte anos vendo estes ataques...

Em relação ao programa "Mais médicos", devo concordar com ele ao deplorar o aspecto obrigatório, pelo menos da forma com que foi apresentado pelo governo federal. Mas devo dizer, respeitosamente, que o Brasil precisa mesmo de mais médicos, e que uma estratégia para melhor distribuí-los passa também por uma forma de compulsoriedade. Eu explico.

Faltam médicos mesmo. Não só nos rincões do país, mas nas periferias das grandes cidades. Regiões como Sapopemba ou Parelheiros têm tanta carência de médicos como a Amazônia. Para melhor atender a estas carências, o governo poderia usar três alternativas, já consagradas, que precisariam apenas de alguns ajustes:

1) O serviço militar é obrigatório há mais de cem anos no país. Ninguém discute mais a legitimidade da lei. Se um jovem de 18 anos está na faculdade de medicina ele é automaticamente dispensado do serviço militar, mas quando se forma tem que prestar contas. A grande maioria dos sextanistas é dispensada novamente e fica quites com as Forças Armadas. Uma minoria de formandos é chamada e é obrigada a cumprir o serviço. Se tiver passado na prova de residência, sua vaga estará garantida para depois de findo o serviço. Sem contar que gozará do status de oficial militar para o resto da vida. O salário é bom e há provimento de casa e comida. É uma forma de garantir a presença de médicos de forma ordenada e planejada nas partes mais distantes do país, onde só o exército alcança. Sim, é obrigatório, mas as contrapartidas são interessantes. Sem contar que tem amparo legal. Tal estratégia pode facilmente ser aprimorada.

2)  O Brasil teve na década de 70 uma geração de médicos que serviu ao país no Projeto Rondon. Era outro modelo, uma "clínica civil", que se vê em países avançados como a Suécia (a Suécia também tem seu interiorzão...) e aqui foi uma bela ideia, mas infelizmente associada à ditadura militar. O Projeto Rondon sempre foi voluntário. Tivemos professores que nas aulas nos contavam de suas experiências como "rondonistas". Basta reavivá-lo, a logística hoje é bem mais fácil.

3) Uma proposta ainda não tentada, mas que valeria a pena, seria incluir as instituições que oferecem programas de Residência Médica. É polêmica, mas interessante: o primeiro ano de residência, de todas as especialidades, seria na atenção básica, em áreas carentes de médicos. As universidades se comprometeriam não só a enviar residentes, mas também preceptores. O programa se pautaria não apenas do atendimento monitorado, típico da residência, mas também do desenvolvimento de estratégias e parcerias para o incremento da atenção à saúde da região assistida.

São programas que já têm algum experimento. Não seriam necessários médicos estrangeiros, nem a criação de um arcabouço legal muito sofisticado. Apenas melhorar experiências que tivemos no passado e articular instituições que fariam tal tarefa com facilidade.

Mas para isso, seria necessária vontade política para resolver os problemas. Por enquanto temos só pirotecnia, ideias marqueteiras e um debate raso e emocional.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...