29 de julho de 2013

A música fala por nós: Minha vida com…

Vez ou outra aparece algum tipo de corrente na Internet que cai na simpatia das pessoas. A corrente não deixa de ser uma maneira de promover o SPAM (é o envio de mensagens não solicitadas) que aumentam o tráfego de dados na rede desnecessariamente.

Há alguns dias atrás encontrei uma dessas correntes. No final dela, segundo a corrente, eu deveria enviar isto para outras 25 pessoas e aí eu saberia quem realmente é meu amigo.

Claro que eu não enviei isto para 25 pessoas…

Mas a premissa da corrente (especificamente, esta corrente) me pareceu bacana:

Usando nomes de músicas apenas de um artista ou grupo, responda a estas perguntas. Passe para 25 pessoas que você gosta e me incluir (presumindo que eu sou alguém que você gosta). Você não pode usar a banda que eu usei. Tente não repetir um título da canção. É muito mais difícil do que você imagina! Reposta como "minha vida de acordo com (nome da banda)”

Bom, como eu disse, não enviei isto para 25 pessoas. Mas fiquei curioso em tentar responder ao pequeno questionário com apenas títulos das músicas de um determinado músico/banda. E tentei ir além: usar músicas que também expliquem um pouco da realidade daquela resposta, ainda que figurativamente.

E aí, resolvi buscar inspiração nas músicas de um dos meus artistas favoritos. Achei que o resultado ficou legal e resolvi postar isto por aqui.

Portanto, aí vai…

Minha vida de acordo com… Phil Collins

Você é um homem ou mulher:  Son of a Man

Descreva-se:  Just Another Story

Como você se sente: I'm Not Moving

Descreva o local onde você vive atualmente: In my lonely room

Se você pudesse ir a qualquer lugar, onde você iria? Another day in Paradise

Sua forma de transporte preferido:  I Don't Wanna Know

Seu melhor amigo? : Only You Know and I Know

Você e seu melhor amigo são: All of my life

Qual é o clima?: I Wish It Would Rain Down

Hora do dia favorita: Saturday Night and Sunday Morning

Se sua vida foi um programa de TV, o que seria chamado? : All of my life

O que é vida para você : I cannot believe this is true

Seu relacionamento : You touch my heart

Seu medo :  Can't Find My Way

Qual é o melhor conselho que você tem que dar:  Please Come Out Tonight

Pensamento do Dia: Something happened in the way to heaven

Meu lema: It's not too late

Foi legal porque também pude ouvir as músicas, pensar nas letras, enfim me identificar com um de meus ídolos. Experimente fazer isto. Você terá alguns momentos bem bacanas com você mesmo…

Ah, sim… Para quem ainda não conhece é uma ótima oportunidade para conhecer as músicas do Phil Collins.

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24 de julho de 2013

De Sordi

Nem nome de jogador tinha... Numa terra acostumada a apelidar futebolistas, ele foi uma exceção. Talvez dê para formar uma seleção só destas exceções, de atletas conhecidos pelo sobrenome. Desde Castilho no gol até Zagallo na ponta esquerda. Mas que contaria com a presença de Nilton de Sordi. Lateral direito, nascido em Piracicaba. Mora hoje em Bandeirantes, no Paraná. Fez história no São Paulo dos mais históricos, com Zizinho e Canhoteiro. Jogador de estatura pequena, que dificilmente ia ao ataque. Dentro de campo era "das antigas", já naqueles tempos antigos.

Foi convocado para a copa da Suécia em 58. Jogou quase todos os jogos. Viu nascer um Rei em campo. Viu Garrincha desabrochar para o mundo. Viu o maestro Didi. Viu, de pertinho, Gilmar inventar o brasileiro que sabia jogar no gol. Viu, solenemente, Bellini erguer a taça para que os fotógrafos a pudessem registrar sem saber que ali inventava o mais cobiçado dos gestos do futebol depois do gol.

Mas antes do jogo final, contra a Suécia, De Sordi (assim mesmo, com "D" maiúsculo), foi visto pelo médico da seleção. Parecia nervoso, pois uma pancada sofrida na semifinal contra a França não parava de doer. A decisão veio naturalmente. Ele se pouparia pelo time. Diz até hoje que não se arrepende. Deve ficar meio triste quando dizem que foi cortado por estar nervoso antes do jogo. Coisas de um anedotário que não perdoa quem se doa pelo time do seu jeito. Ele sabia que atrapalharia o time, mas, titular que era, contava com a reverência do técnico Vicente Feola. Por isso, praticamente se cortou da final.

Em seu lugar entrou um sujeito que na certidão de batismo se chamava Dejalma. Algumas súmulas depois, ainda no início da carreira, corrigiram para Djalma. Um companheiro de Botafogo, também chamado Djalma, o fez adotar o sobrenome - Santos. Djalma Santos jogou apenas o jogo final da copa de 58. Mesmo com essa única atuação foi escolhido pela FIFA o melhor lateral da copa.


Foi ainda um dos que mais vestiram a camisa da seleção, e teve durante algum tempo este recorde, logo superado por Pelé, depois por Rivelino. Atualmente o recorde é de Cafu, outro lateral direito.

Djalma Santos fez parte ainda daquele Palmeiras que era pedra no sapato do Santos de Pelé no seu auge. Terminou a carreira no Atlético Paranaense, depois foi morar em Uberaba, onde faleceu hoje.

A história é contada por seus vencedores. De Sordi não está na foto da final de 58. Optou por assisti-la do banco e ali ver seu substituto brilhar em campo e hoje ser lembrado com justa reverência. Amanhã os jogos farão um minuto de silêncio. Os estádios gritarão o nome de Djalma Santos, com justiça. Ele vai se emocionar de onde estiver. Mas um senhorzinho, já avô, com mais de oitenta anos, que vive numa fazenda do interior do Paraná, vai poder olhar neste exato momento para o céu. Uma estrela estará piscando para ele, em agradecimento.


16 de julho de 2013

Porque o livre pensar… é só pensar!!!

O título dest post era o mote do suplemento cultural do jornal “O Patológico”. O suplemento chamava-se “Spasmo!” e era aberto a qualquer manifestação cultural. Em 1996, 1997 e 1998 tive a oportunidade (eu diria… honra") de participar da edição o jornal. Inicialmente como assistente e depois como editor.

Aliás, minha participação no CAAL é uma história a parte. Um dia conto um pouco mais sobre esta fase.

Naquela época, editar o jornal era uma tarefa maluca – e braçal – coletar os textos, redigir o editorial, diagramar, levar para impressão, distribuir… era uma atividade sensacional.

patologico
Fac-símile de uma das edições de “O Patológico”

E deste processo, lembro de duas pessoas que foram essenciais nesta época. Uma foi o Antonio (Antonio Augusto de L. Pontes, hoje oncologista especializado em cabeça e pescoço). O outro foi o Michel (Michel Matias Vieira). O Michel aliás, foi coordenador geral do CAAL em 1995 e o Antonio foi o coordenador geral em 1997.

Lembro-me do prazer que era editar o jornal. Muitas pessoas brilhantes escreveram para o jornal. Eu concordava com algumas, discordava de outras. Ser o editor implicava em ser imparcial. E era ótimo poder ser o primeiro a ler tudo aquilo…

Mas afinal de contas, por que estou falando sobre isso?

Simples… é que a partir de agora há um novo autor para os textos do blog: o Michel que gentilmente aceitou escrever neste espaço sempre que possível. E aqui – novamente – poderemos ter espaço para expressar nossas opiniões, nossas ideias. Não exatamente da mesma maneira ou com o mesmo olhar de nossa época de estudantes, mas com certeza, com a mesma liberdade para pensar livremente.

Seja bem-vindo meu velho… estou ansioso para ler novamente seus textos.

michel

Ah, sim… o Michel também tem seu blog: o “Nova trincheira”. Seus textos ali são ótimos. Façam uma visita!

11 de julho de 2013

Testando postagens pelo Lumia 720

Algo que eu gostaria muito de fazer é poder postar no blog  utilizando o celular. A princípio seria uma tarefa fácil. Bastaria redigir o texto em alguma aplicação (o próprio Office poderia fazer isto) e enviar o texto para publicação.
Mas aí surge um probleminha chamado "concorrência". Explicarei melhor...
O blog, apesar de domino próprio, esta hospedado no blogger.com que é um serviço oferecido pela Google. A Google é a mantenedora da plataforma Android para celulares.
E obviamente eles não desenvolveram um aplicativo para o Windows Phone...
Sendo assim, minhas opções seriam: 1) Migrar para o WordPress (perdendo todo meu conteúdo e tendo que pagar um custo adicional para o site); 2) Trocar para um celular Android (ou iPhone) ou 3) Escrever os posts por meio de e-mails.

Esta ultima opção me pareceu a mais adequada... Por conta disto, esta postagem é um teste para verificar como ficarão meus posts pelo celular.

Então, vamos aos testes...

Enviado pelo meu Windows Phone

7 de julho de 2013

Lumia 720

Sim… estava nos planos. Não era algo que eu planejava para logo, mas era um objetivo a ser conquistado em 2014. Até lá, o meu Lumia 710 estava confirmado como titular absoluto.

Mas aí nem sempre as coisas saem como a gente planeja. Este bordão é meu velho conhecido desde a época em que eu assistia ao seriado “Anos Incríveis” e Kevin Arnold sempre estava correto ao afirmar isto.

Um furto… especificamente o do celular da minha esposa (um Lumia 710 também) acabou levando a aquisição inesperada de outro celular. Ela não viu muito sentido em comprar outro 710 (na verdade, acho que ela se apaixonou pelo 620, mas isto é outra história) sabendo do meu desejo de trocar para o 720 no ano que vem. Então optamos por trazer um 720 para casa…

Ah sim… antes de continuar, uma mensagem de utilidade pública: cuidado ao usar seu querido celular no metrô e no trem (o furto aconteceu dentro da estação da CPTM… o “filho sem mãe” tomou o celular das mãos da minha esposa). Mas se acontecer algo, faça todo o registro na supervisão da estação, faça o BO na delegacia e entre em contato com a ouvidoria… como o fato aconteceu dentro da estação, a responsabilidade é do estado e o ressarcimento deverá ser providenciado. Quem informou isto foi o próprio supervisor da estação. Então estamos contando com o reembolso do celular perdido…

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Bom, o celular é tudo o que eu imaginava e esperava. A tela é maior (4,3”) e com tecnologia Clear Black (eu não gostei da tela do 520) e com ótima sensibilidade ao toque. Aliás, novidade para mim: agora é possível ajustar o controle de sensibilidade. Também é possível ajustar controles de luminosidade de acordo com a carga da bateria.

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Aliás, a bateria é um capítulo a parte. Parece durar muito…

Ele é mais fino e um poquinho mais leve que o 710 e eu acho as linhas curvas do 710 um pouco mais bonitas. O 720 é mais “anguloso”. É bonito, mas é algo que terei que me acostumar. Aliás, eu iria encarar um branco. Mas pelo tamanho, acho que ele chama muito a atenção. Então fui no preto clássico mesmo.

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A ergonomia é um ponto chave também. Tive a impressão que ele escorrega um pouco mais na mão do que o Lumia 710. O acabamento na parte traseira não é tão emborrachado. Achei que ele seria incômodo na mão por ter 4,3”, mas minha mão é grande. Então ficou – digamos – no ponto…

Li em diversas análises que o Windows Phone 8 e o 7.8 são igualmente fluídos. Isto é uma verdade parcial. O processador de dois núcleos ajuda muito, sendo que em alguns aplicativos a diferença de performance é visível. O 710 faz muito bem as suas tarefas. O 720 faz a mesma coisa, só que mais rápido.

Terei que desaprender a utilizar o Zune (que era o programa de sincronização de músicas, vídeos e imagens no Windows 7.8). O programa do Windows 8 é mais leve e rápido. Ainda não estou me entendendo muito com ele…

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Pelas configurações é possível determinar o iTunes como aplicativo de mídia. Foi minha opção de escolha, mas ainda estou aprendendo a utilizar isto. Aliás, a possibilidade de utilizar um cartão de memória é muito bem vinda… ele suporta até 64 GB, mas o custo ainda é proibitivo. Terei que optar por um de no máximo 16 GB.

Algo que não gostei muito… as teclas da lateral do aparelho parecem ser sensíveis demais. O 710 é um pouco mais “duro” e no 720 fica a impressão de que toda hora apertei o botão sem necessidade. Vou ter que me acostumar também com a sensibilidade dos botões capacitivos. O Lumia 710 possui botões físicos

A câmera foi aprimorada. As parecem ter ficado melhores também… Mesmo com o flash ativado, a imagem não ficou com aquele efeito de iluminação. Na foto que tirei, o único sinal de que o flash foi ativado foi justamente no olho do Mike. Repare que o olho esquerdo está com um brilho… sinal do flash ativo.

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Sem o flash a câmera funciona igualmente bem…

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Uma frustração: o fone de ouvido. O fone é simples e diferente daquele que veio com o 710 não é intra-auricular. Não é um celular barato… eles poderiam ter caprichado um pouco mais nisto.

Outra frustração: não tem rádio FM e isto me fará uma falta danada…

A transição para o 720 não foi traumática. Tudo que eu tinha no 710 estava ali, só que melhorado. O maior trabalho mesmo foi reinstalar os apps do celular. A questão dos apps é interessante: alguns deles (pagos) não são compatíveis com a nova versão. E agora?

Resumindo a história:

O que eu gostei

  • Bateria de alta duração
  • Tela muito fluida
  • Fotos bacanas
  • Sistema Windows Phone 8
  • Som do alto-falante
  • Aplicativos como You Tube e Facebook melhoraram
  • Câmera frontal

O que poderia melhorar

  • Botões de acesso (a posição)
  • Configuração de contatos (já era chata no Windows 7.8)
  • Interação do aplicativo de utilização com o celular
  • Revestimento externo menos liso
  • Capacidade de armazenamento interno (8GB ficou pouco para este celular)
  • Compatibilidade de alguns apps pagos

O que eu não gostei

  • Fones de ouvido
  • Ausência de Rádio FM

Caso você tenha interesse, poderá ler alguns reviews interessantes:

Mantenho minha opinião: não tem Android ou Iphone que me convença trocar meu Windows Phone. Ainda que eles vençam em alguns itens pontuais (câmera 3D, ou jogos mirabolantes que rivalizam com consoles), não há razão para migrar para uma destas plataformas. Tudo o que as outras fazem o Lumia faz… e em alguns casos, bem melhor.

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