26 de junho de 2016

Estamos todos sozinhos

Eu gostaria de começar de modo mais otimista. Na verdade, queria retomar a produção dos textos com algo leve. Algo divertido.

Mas – chavão eterno – na vida nem tudo sai como planejamos.

Vamos lá… contexto: você se encontra diante de alguma situação. Um problema. Algo relevante a ponto de você interromper aquilo que está fazendo para se concentrar na solução daquele problema.

A princípio, todo problema deve passar por uma análise para em seguida recorrermos ao nosso conhecimento prévio. Após, formulamos 1 ou 2 hipóteses plausíveis para a solução.

E aí as testamos.

Daí, o óbvio: ou logramos êxito, ou fracassamos.

E então resta retornarmos à análise do problema. Buscar novos conhecimentos tão necessários para encontrar soluções.

A procura pode demorar minutos, horas, meses, anos. Pode ser que nunca encontremos.

Pode ser que um problema seja declarado insolúvel.

Curiosamente, o significado da palavra “problema” é literalmente “aquilo que está a frente”. Um problema não pode ficar sem solução. Ele precisa ser resolvido. Precisamos passar por cima de um problema e seguir adiante.

Correndo o risco de passar por uma pessoa que apenas reclama o tempo todo, eu afirmo… ultimamente, tenho encarado alguns problemas. Uns maiores, outros menores. Para alguns, uma solução fácil… para outros nenhuma solução.

O meu problema maior… a sensação de que neste momento, estou absolutamente sozinho para a resolução destes problemas.

Parece que quando surge um problema, nunca temos alguém ao nosso lado. As pessoas evitam problemas.

Hoje… tenho a sensação de que ao resolver problemas, estamos absolutamente sozinhos. E tenho a sensação de que assim permanecemos porque todos estão resolvendo seus problemas.

Bem que eu gostaria que fossem problemas exclusivamente no âmbito acadêmico…

Mas infelizmente, não o são…

Bom… o blog voltou a produzir seus textos. Um problema a menos, não é mesmo?

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