30 de março de 2018

Dragon Ball Super... já estou com saudades!

Como vão, amigos? Evitarei Spoilers o máximo que eu puder!

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Animes e mangás são um grupo muito especifico de desenhos animados e revistas em quadrinhos de origem japonesa. Essa produção possui fãs pelo mundo todo e, lógico, aqui no Brasil. Dentre os fãs desse tipo de entretenimento, acho que há um consenso quase unânime que Dragon Ball está na lista de preferidos de quase todos. Eu confesso que nunca li um mangá na vida, principalmente porque eram um tipo de revistas muito mais difícil de se encontrar.

Já os animes são outra história! A Princesa Guerreira, Astro Boy, Don Drácula, entre outros, eram um sucesso entre a molecada da minha geração. Mas, num determinado momento da minha vida, amadureci e acabei perdendo o gosto pelos animes. Não que eu tenha deixado a minha criança interior morrer, muito pelo contrário, mas, os gostos mudam.

Por incrível que pareça, num determinado dia chuvoso, no meio da década de 2000 (sim, 2000... não lembro exatamente o ano), estava eu zapeando pelos canais a cabo, numa madrugada, procurando o que me entreter em meio a uma insonia e paro no Canal Cartoon Network e vejo um cara de cabelos pretos espetados, traços ferozes e abobalhados ao mesmo tempo, travando uma luta feroz com um macaco gigante de armadura. Era a batalha final entre Goku e Vegeta assim que ele chega à Terra pela primeira vez... me dei a chance de conhecer aquele personagem e, dali pra frente, foi só ladeira acima! Virei um viciado em Dragon Ball Z!

Os animes foram transmitidos pela TOEI Animation do Japão entre 1986 e 1996, e desde 1996 não havia nada canônico feito sobre Dragon Ball com o envolvimento criativo de seu criador, Akira Toryiama (ignorem Dragon Ball GT, nem Toryiama queria aquilo). Mas, em 05 de Julho de 2015, a TOEI iniciou uma nova Saga da série denominada DRAGON BALL SUPER (Doragon Boru Supa, como diria um autentico japonês). Ela se inicia pouco tempo depois à conclusão da batalha entre Goku e Majin Boo e com 131 episódios, 05 arcos e muita emoção, chegou ao fim nesse último domingo, 25/03, com forte comoção pelo mundo todo. O que faz essa Saga ser canônica e a GT, não? Bom, pelo simples fato dela também ser baseada nos mangás escritos por Akira Toryiama. Sim, o titio Akira iniciou essa Saga nos quadrinhos uns meses antes do inicio da série.

Eu, pessoalmente, estava tão absorto em certas dificuldades e afazeres de minha vida que sequer fiquei sabendo do inicio dessa nova saga; quando descobri que haviam novos desenhos da série, foi em outubro de 2016, e eu comecei a fazer uma maratona enlouquecida para me atualizar até o episódio presente na época.

Fazendo uma coisa que nunca deveria ser feito, mas, como fã é inevitável, eu fiz uma comparação com a Saga Z... e, levando em consideração isso, DBS deixa um pouco a desejar, pois, fica óbvio a necessidade da emissora TOEI em lucrar com a série, já que os mangás estavam em produção a muito pouco tempo, se levarmos em consideração o tempo que se leva para fazer um mangá, além do processo criativo de Toryiama ser relativamente lento, justamente por que ele é muito metódico. Em um determinado momento, um pouco antes da metade da saga, o Anime ultrapassou o Mangá e, se alguém aqui é fã de Game of Thrones, sabe no que isso pode resultar... um descompasso entre criador e produtor. Enquanto o Mangá segue por uma vertente em relação a ambientação e personalidade dos personagens, a animação vai por outro caminho. Mas, ainda assim, não foi mal!

Arcos como A Batalha dos Deuses e Torneio dos Deuses existem, basicamente, para apresentarem novos personagens que serão importantes em arcos futuros, além de apresentar novos níveis de poder, Novos Universos (12 pra ser mais exato) e deixar os fãs mais felizes (além de vender mais bonequinhos); já arcos como O Renascimento de Freeza, Goku Black e o Torneio do Poder, dão aquela dramaticidade à série, onde tememos pela vida dos personagens e vemos batalhas grandiosas.

Ainda assim, fazendo aquela famosa comparação, algumas coisas me deixaram angustiado, pois, tudo que vimos no Dragon Ball Clássico, principalmente na fase Z, como a escalada evolutiva de poderes dos personagens mais bem construída, a sensação de perigo mais eficiente, essas coisas foram muito aceleradas na série. Pouquíssimas vezes senti apreensão real pelo que estava acontecendo, quase tudo foi muito óbvio e esperado. Não entendam isso como uma critica negativa que te desanime a assistir a série, ela ainda é muito boa. Apesar das obviedades como as que mencionei, a execução delas, principalmente as cenas de ação, são extremamente bem feitas. A evolução nos traços e animação são muito grandes e com um pouco de computação digital, fica a cereja do bolo.

[ PONTOS ALTOS ]

  • Eu destaco o arco Goku Black! Todo o arco é bem construído, mesmo sendo nesse ponto em que o anime ultrapassou o mangá, com certeza tem o dedo do Toryiama em tudo. Sem querer dar Spoilers para quem não viu, personagens como Zamasu e Goku Black serão imortalizados como dois dos mais cruéis inimigos de Goku, e vale também para a retomada de Mirai Trunks (Trunks do Futuro) que foi um dos personagens mais odiados na saga GT, nesse arco ele retorna em grande estilo e destaque.
  • Penúltimo e Último episódios da saga (ep. 130 e 131), foram tão legais e emocionantes que valeram por todo o Torneio do Poder. Apresentaram um Antagonista extremamente poderoso, um novo nível de Poder do Goku muito maneiro (mais venda de bonecos) e um aliado extremamente inesperado lutando lado a lado com Goku, além de uma re-aparição inesperada. Não é a toa que foi uma das noticias mais difundidas nas 2 ultimas semanas. Agitaram Youtube, Facebook e foi top trend no Twitter mundial.

[ PONTOS BAIXOS ]

  • A má utilização de personagens, outrora poderosos e importantes na série, que acabaram como simples secundários sem importância, ou esquecidos. Exemplos: Gohan e Piccolo! Um foi idealizado para ser o sucessor de Goku e o outro era o antagonista perfeito de Goku, era a válvula de escape das "vitimas" desprotegidas enquanto Goku não aparecia para salvar a todos. Simplesmente não são mais relevantes, a série se resume apenas à Goku e Vegeta!
  • A forma acelerada com que resolveram quase tudo no anime a partir do momento que ultrapassou o mangá. Batalhas resolvidas rapidamente, poderes adquiridos sem muito esforço e regras estabelecidas convenientemente esquecidas. Tudo para acelerar a conclusão do anime que tinha data certa para acabar, já que eles utilizarão a mesma equipe criativa para fazerem o filme de Dragon Ball: Saiyajins, que será lançada em dezembro, e sabemos como os japoneses são rigorosos com prazos.

Deixando esses detalhes de lado, Dragon Ball mostrou-se, mais uma vez, ser um fenômeno mundial. Poucas coisas agitaram a internet como DBS (inclui-se Game Of Thrones, The Walking Dead ou filmes de Super Heróis). Foram tantas teorias (Gohan Blanco, El Hermano), tantos React no youtube, tantos grupos e discussões sobres os novos poderes e o que aconteceria no final do Torneio do Poder. Chegou ao ponto de ocorrer um atrito entre o Governo Japonês e o Mexicano, pois, nossos amigos latinos colocaram telões em diversas praças publicas pelo país para a transmissão do penúltimo episódio da série, sem autorização da TOEI... o que não adiantou muita coisa, já que para a transmissão do ep. final os telões estavam lá de novo e até em outros países, inclusive o Brasil!

Enfim, o que fazer agora que nesse domingo não poderei mais ver Dragon Ball? Ainda não sei. Aqui no Brasil a transmissão da Saga iniciou em 05 de agosto de 2017, pelo Cartoon Network, mas, em 07 de novembro de 2017, o canal anunciou o fim da transmissão dos episódios inéditos com o episódio 67, iniciando o eterno ciclo de reprises. A possível volta dos novos episódios aconteceria em 2018, mas, por enquanto nada.

Para quem não se importa de ouvir o áudio em japonês (a voz do Goku dublada por uma mulher desde a série clássica me doía os ouvidos, mas, acostumei), existe o serviço de fluxo de média simulcast Crunchyroll, que transmite oficialmente a série aos seus assinantes; e também existem os sites especializados em disponibilizar gratuitamente os episódios, mas, esses não iremos recomendar aqui por motivos óbvios.

Concluindo o assunto, Dragon Ball Super é recomendável para todos os fãs de animes, e, mais ainda, aos fãs de DB. Se você quiser ter uma experiência ainda mais agradável, evite comparações com a saga Z, te fará mais feliz.

Um até mais a todos e divirtam-se.

27 de março de 2018

Cachorro Grande - "Costa do Marfim" (Disco da Semana #18)

Buenas,

Essa semana vamos falar de um dos discos mais controversos da música brasileira nos últimos tempos. 

Cachorro Grande - "Costa do Marfim"

Malandro, que viajem! Essa é a primeira ideia que veio a minha mente ao ouvir este disco dos gaúchos da Cachorro Grande. Imagina assim: a banda mais rocknroll do país resolve ser o Kasabian por um disco ... é o conceito que mais se aproxima dessa nova fase dos caras.

Nesse disco, tudo é fora do usual. Pra começar, saíram do Brasil e foram gravar o disco na Costa do Marfim (daí o nome da bolachinha), o produtor, foi o insano Edu K (ex-De Falla), daí essa aproximação com o lance eletrônico passa a fazer ainda mais sentido. Há uma mistura absurda de elementos que anteriormente não constavam na paleta de cores dos caras. Eles flertam com percussões africanas, ritmos orientais, com samplers e bases pré programadas. Os caras abandonaram totalmente a sua zona de conforto. Ousaram mesmo. A "bizarrice" não acaba por aí, a cereja do bolo é a capa, que é quase um clone do personagem principal da novela "O Astro".

Por mais diferente que esse disco possa soar, algumas coisas não fugiram à regra (ainda bem!!!), a guitarra do Gross ainda é um dos principais elementos do som dos caras, e povo, como tá soando bacana, mesmo com todas as camadas de efeitos. O cara é um absurdo com uma guitarra na mão. Os outros caras da banda também se saíram bem pacas com essa nova roupagem. O baixo do Coruja tá soando bruto, com peso e pressão. Mesmo quando parece que é substituído por alguma parafernália eletrônica, ainda soa classudo.

A maior treta sempre cai no colo do batera. Se adaptar e coordenar as batidas eletrônicas às batidas orgânicas do seu instrumento, não é tarefa pra qualquer um, mas o Boizinho se sai bem pacas.

Não é um disco fácil, não dá pra digerir de cara. Ainda mais quando se está acostumado com a sonoridade esporrenta dos caras, mas isso, em momento algum diminui a qualidade do trabalho. Após algumas audições, o disco te acerta de jeito, e aí, já era ...

Entre fazer cover de si mesmo ou correr riscos evoluindo, a Cachorro Grande optou pela segunda hipótese e deu um passo adiante. Adeus zona de conforto, vamos ver o que vem por aí. Tô doido pra ver como essas músicas novas irão soar ao vivo. Diferente de tudo e de todos. 

O link pra ouvir tá aqui. Ouça sem preconceitos.

Logo menos tem mais.

Um Papo com Paulo Gustavo Pereira (Um Papo Qualquer #20)

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[Sobre o episódio]

O grande barato de fazer um podcast é a possibilidade de conhecer novas pessoas, ouvir novas ideias e com isso ampliar meu horizonte de conhecimentos.

Quando comecei este processo há pouco mais de um ano, não imaginei que seria tão legal esta troca de ideias e experiências.

Conheci jornalistas, videomakers, crítico de cinema, outros blogueiros e podcasters... todas estas minhas aventuras têm sido muito gratificantes!

E parte da aventura do episódio de hoje você já ouviu no último programa, onde eu tive o enorme privilégio de conversar com o jornalista Paulo Gustavo Pereira, autor de livros e apresentador de programas sobre séries de tv.

E foi uma conversa tão bacana e tão divertida que durou horas... mais do que eu poderia incluir em um único episódio.

E é por isso que hoje, temos a continuação do papo do episódio anterior. A segunda parte de uma conversa muito legal sobre um tema muito amplo que com certeza voltaremos a abordar por aqui em outro momento... as séries de TV...

[ Links citados neste episódio ]

[Ficha Técnica]

[Nome do episódio] Um Papo com Paulo Gustavo Pereira (Um Papo Qualquer #20)
[Publicação Original] 27/03/2018 - [Duração] [1:15'27"]
[Formato] MPEG-1/2 Audio Layer 3 (mp3@128kbps)
[Músicas] - intro: "Funky Suspense" by Bensound - abertura e encerramento: "Chatting" by Free Stock Music; "Ocean" by Ehrling

26 de março de 2018

Afinal, comprar na China vale mesmo a pena?

O e-commerce atualmente é uma realidade consolidada. Levante a mão aquele que nunca fez ou pensou em fazer uma compra on-line. São tantas opções de mercado e muitas vezes com preços bem atraentes que é inevitável não considerar uma compra on-line.

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Muitas lojas no Brasil se tornaram gigantes nessa modalidade. A B2W (dona das marcas Americanas.com, Submarino e Shoptime) talvez seja uma grande referência neste mercado. Lojas tradicionais também têm seu braço virtual… é o caso do Walmart, Carrefour (que chegou a abandonar o e-commerce há alguns anos, mas retornou), Saraiva e o grupo CNova (responsável pelas marcas Ponto Frio, Extra e Casas Bahia). Enfim, são muitas as opções.

Outra área em ascensão é o das Marketplaces: portais de vendas que congregam vários lojistas que anunciam seus produtos sob uma única marca. O pioneiro aqui no Brasil é o Mercado Livre, mas mesmo as lojas tradicionais do comércio eletrônico também aderiram à moda. De certa forma, é uma maneira de criar alguma resistência a gigante que aos poucos está chegando no Brasil. A Amazon começou por aqui timidamente, vendendo apenas seus produtos digitais, mas nos últimos anos ampliou sua participação para outros setores, usando a estrutura do marketplace.

Mas a internet é um fenômeno que é capaz de sobrepor barreiras, inclusive as geográficas. E observando isso, temos por aqui outro fenômeno: as lojas chinesas.

Nomes como Gearbest, Bang Good, DX, Ali Express já são comuns quando falamos em compras virtuais. Inclusive surgiram vários canais no YouTube especializados em apresentar produtos destas lojas, funcionando como verdadeiras vitrines virtuais.

Aliás, recentemente, eu fiz um vídeo com meus comentários sobre estes canais. Em princípio, eles se apresentam como “canais de tecnologia”, mas na verdade usam sua exposição para anunciar produtos que recebem por meio de parcerias com estas lojas . BeTech, Android4All, RSSV, Brasil Geeks, Geek Antenado, Dudu Rocha e muitos outros vivem disso: recebem produtos das lojas, fazem a resenha e anunciam o link para compra. A partir daí eles são comissionados pelas vendas.

O que eu acho? Bom… é um modo de ganhar a vida… mas me incomoda esta roupagem de canal de tecnologia que a maioria deles assume. A verdade pura e simples é: são canais que funcionam como vitrines eletrônicas. E de novo… nada contra… existe demanda para isso e assim, todos ficam satisfeitos. Só acho que poderiam se assumir como vitrine. Seria mais ético.

Mas a pergunta que eu me fiz já tem algum tempo: será que vale a pena comprar na China? Quais as vantagens e desvantagens?

A resposta é simples: DEPENDE. A explicação para a resposta não é tão simples. Mas é o que vou tentar fazer neste texto.

A melhor maneira de verificar isto seria uma aplicação prática. Então, fui à compras… Fiz uma lista de produtos que eu tinha interesse (e que cabiam em meu orçamento) e fiz a compra pelos sites chineses.

[ Oferta de produtos ]

Este é um ponto positivo, pois conseguimos acesso a bons produtos que nem sempre estão no Brasil ou então, quando estão, são vendidos pelos camelôs virtuais do Mercado Livre a preços pouco competitivos.

É o caso da pulseira MiBand 2 da Xiaomi. Eu adquiri duas pelo site da Gearbest ao custo unitário de R$ 60. Por aqui, você não encontra estas pulseiras por menos de R$ 120.

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Você encontra também produtos úteis que nem sempre são fáceis de encontrar por aqui… é o caso de um suporte para headphone que comprei por R$ 20. Os suportes que encontrei por aqui não saiam por menos de R$ 50. Como era um produto que eu não tinha urgência, compensou a compra.

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Para alguns produtos, existem barreiras alfandegárias. Por exemplo, você não consegue adquirir um Powerbank da Xiaomi, pois o envio é restrito…

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Mas nesse caso específico, acho que não compensa, pois temos variedade deste produto por aqui a um preço bem semelhante…

[ Qualidade e preço dos produtos ]

Aqui o ponto é sensível… porque eu recebi produtos muito bons, como é o caso das MiBand 2 e também do suporte para o headphone. Um outro produto bacana que recebi e de boa qualidade é a luminária LED da Xiaomi… boa, barata e funcional.

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Mas outros produtos deixaram bastante a desejar. Obviamente o preço era um indicador de que eu não teria um produto que primasse pela sua qualidade, mas sinceramente, fiquei com aquela sensação de produto de camelô, que funciona só por 1 final de semana. Foi o caso dos relógios que adquiri por respectivamente R$ 11 e R$ 26. O primeiro simplesmente desmontou na minha mão ao retirar da embalagem (literalmente), sem contar que sua pulseira lembra um material semelhante à espuma que não inspira durabilidade. Já o segundo simplesmente não serve no meu pulso, e além disso ele tem falhas no acabamento da pulseira.

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Ok… o que eu poderia esperar por um relógio que custou menos de R$ 30? A mensagem aqui é: não se iluda com os preços baixos.

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[ Tempo de envio ]

Aqui, uma dose de paciência é necessária. Muito necessária. Para se ter uma ideia todas as compras (à exceção do suporte para headphone) foram feitas em outubro de 2017. Por se tratar de uma importação, as encomendas precisam ser desembaraçadas na alfândega em Curitiba (que é onde chegam as encomendas internacionais). E neste ponto pode ocorrer a taxação.

Funciona assim, o auditor fiscal recebe o produto e avalia se ele ultrapassa os limites estabelecidos pela receita federal e em caso positivo ocorre a taxação do produto em até 60% do valor estimado. Veja bem, eu disse “valor estimado” e não valor real.

Isso acontece porque muita gente tem a prática de solicitar a alteração da declaração de venda (o invoice coming). Os espertinhos compram um produto por, digamos, US$ 200, mas pedem que no invoice venham informado apenas US$ 20.

As vezes funciona, as vezes não…

O auditor fiscal tem a prerrogativa de fiscalizar o produto, podendo até abrir a embalagem para conferir se o descritivo do invoice coming bate com o produto. Caso o auditor perceba alguma maracutaia, além da taxação ocorre a autuação, com a cobrança de multa fiscal para desembaraço da mercadoria.

E se a mercadoria for ilegal, pior pra quem comprou, porque neste caso o produto é apreendido e você perde tudo o que pagou, além de responder civil e criminalmente, conforme o caso.

Fato é que eu nunca fui taxado… mas também considere que eu fiz compras sempre com valores baixos (o maior valor foi o Selfie Stick que custou R$ 66). Mas a espera foi de matar…

Eu comecei a receber os produtos somente no começo de janeiro/2018. Ok… teve uma greve da alfândega, mas tem produto que até hoje eu não recebi… no caso, um relógio com bluetooth e um selfie stick da Xiaomi… até o momento em que escrevo este texto (26/03/2018), nenhum sinal deles.

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O sistema de rastreamento é muito confuso. Mas achei uma solução bacana que é o aplicativo Muambator (é um jabá, porque ninguém está me pagando para mencionar isso). Com o aplicativo é possível rastrear as encomendas de modo mais intuitivo. E segundo eles, o relógio já está no Brasil e foi liberado sem taxação, mas nada dele ser encaminhado.

Já o selfie stick eu não sei… simplesmente porque o código de rastreamento não funcionou. Só funciona em um site chinês que informa que o produto também já está no Brasil. Mas sinceramente, eu acho que neste caso, o produto foi extraviado na cadeia logística dos correios.

A única exceção a tudo isto foi o suporte para headphone. Eu o comprei em 04/02/2018 e chegou em minhas mãos bem rápido: em 11/03/2018.

Sim… mais de um mês… é o preço que pagamos por querer pagar barato, combinando isso com uma estrutura logística confusa no Brasil.

[ Vale a pena ? ]

Após algumas compras, a sensação que eu tive é que estes sites chineses ora se comportam como uma loja virtual de grande qualidade e ora se comportam como um grande camelô virtual com produtos de qualidade bem duvidosa.

Indiscutivelmente existem produtos bons oferecidos por ali. Eu não saberia opinar quando aos eletrônicos (como celulares, câmeras, drones e outros produtos) porque honestamente me falta verba para as aquisições e também não acho uma boa ideia comprar um produto sem nenhum tipo de garantia aqui no Brasil. Mas isto é uma opinião pessoal.

Acho que vale a pena quando você pretende comprar um produto de difícil acesso aqui no Brasil. Temos boas ofertas de eletrônicos por aqui que não justificam a compra em um site chinês. O tempo para entrega também é um fator considerável que pode tornar sua experiência ruim. E uma eventual taxação pode fazer com que o barato saia caro.

Para miudezas em geral e produtos que você só encontra no camelódromo do Mercado Livre, talvez seja uma boa opção, mas para outros produtos, acredito que confiar no mercado nacional regularmente (e legalmente) estabelecido por aqui talvez seja mais interessante.

Você tem uma opinião diferente? Quer contribuir com suas experiências? Tem algum questionamento? Coloque aí nos comentários o que você acha desta história toda.

A gente se vê no próximo texto!

23 de março de 2018

Gambiacine e o curso YouTuber’s Craft

Olá, tudo bem?

Sempre que possível, o UBQ busca trazer para sua audiência aquilo que encontramos de melhor neste mundão de meu Deus, chamado Internet.

Sempre que possível, buscamos parcerias e oportunidades bacanas para quem gosta do nosso conteúdo.

Um dos nossos pilares é a busca incessante pela qualidade. Não adianta trazer conteúdo, produzir mídia, seja um texto, um podcast ou um vídeo se ele não trouxer conteúdo com qualidade.

E nesta busca, o UBQ acredita que é importante contar com as melhores ferramentas e oportunidades.

Uma grande ferramenta de apoio para a produção de conteúdo em vídeo que encontramos é o curso oferecido pelo Gambiacine: o YouTuber’s Craft. Trata-se de um curso completo voltado para quem quer produzir vídeos para o YouTube.

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Nas palavras do próprio Jean, idealizador do curso e responsável pelo canal Gambiacine, crescer no YouTube não é uma questão de sorte! Tem muito trabalho envolvido.

E para você ter um gostinho de como é o material produzido para este curso, aqui vai um vídeo do canal Gambiacine onde você pode ter um gostinho do que é este curso:

É um curso ideal para creators, influenciadores digitais, youtubers, profissionais de marketing digital e entusiastas da produção de vídeos em geral.

Alguns de seus diferenciais:

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E o mais legal, ao se cadastrar, você recebe gratuitamente 4 aulas grátis!

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18 de março de 2018

Nirvana - "In Utero" (Disco da Semana #17)

Buenas,

Hoje é dia de comentar uma das pedras fundamentais do rock alternativo, se segura na cadeira e boa viagem.

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Enfim me reencontro com a última obra lançada em vida pelo gênio Kurt Cobain. Já fazia tanto tempo que a havia deixado de lado, acho que quase uns 20 anos. Nem eu sei o poque, mas sei que essa semana, tomado por uma fagulha, me peguei cantando um dos hinos desse álbum maravilhoso e resolvi mergulhar de abeça no meu passado "rocknrollístico" e trazer à tona esse disco que sempre fora o meu predileto da finada banda de Seattle.

Mas e o "Nevermind"? É ótimo também e influenciou diretamente o meu gosto musical e meu jeito de tocar, mas esse, é tão intenso, tão pessoal, que sintetiza o quão complexamente simples o Nirvana soava.

Qualquer coisa lançada pós o tsunami "Nevermind" já seria visto com desconfiança e seria comparado e criticado, sendo bom ou ruim. Só havia uma possibilidade à Cobain, Novoselic e Grohl: fazer um álbum ainda melhor. Curioso saber que o álbum começou a ser gravado em terras brasileiras quando o Nirvana fizera a sua única estada no país para o finado festival "Hollywood Rock" em 1993.

Após essa pré-produção brasileira, eles se isolaram em "Cannon Falls", uma cidadezinha pacata no interior do Minnesota junto ao produtor Steve Albini (uma volta à crueza do início de carreira) e em apenas 12 dias gravam o sucessor de seu disco platinado. Ao final das sessões com Albini, a gravadora achou que o álbum soava invendável e "pediu" que as faixas fossem remixadas, dadas a crueza que o produtor impôs às canções. O escolhido para "limpar" as faixas foi o grande Scott Litt (produtor do R.E.M.).

As músicas são um diário, um recorte da intensidade e da vida de Cobain e mostram o quanto a fama repentina e o excesso de atenção e drogas afetaram a sua sanidade. É mais complexo de se digerir mesmo sendo instrumentalmente mais simples. Não é pop e nem cairia nas graças de quem apenas os conhecia pelo lançamento anterior ou esperava um "Nevermind vol. 2". Esse era pesado, intenso e cada vez mais personalista em suas letras.

Seu instrumental dá uma ênfase maior a parte rítmica, baixo e bateria são tão pesados que garantem uma pressão absurda a sonoridade, mesmo nas canções mais "pop" como "Rape Me" e "Pennyroyal Tea", tem uma distorção absurda e baterias espancadas. Temos aqui o Nirvana em seu auge criativo e sem se vender ou perder a sua essência, isso sim, o maior legado deixado por "In Utero". A adição de outra guitarra (Pat Smear, ex-Germs) foi a solução tomada para reproduzir no palco o que fora feito em estúdio, e se mostrou um baita acerto, pois Cobain podia focar no vocal e dividir as partes mais complexas de guitarra. Essa formação deixava o agora quarteto ainda mais poderoso.

Hoje, esse álbum me soa ainda melhor do que em seu lançamento e digo com toda a certeza que quase 22 anos depois, é um dos álbuns que mudou a minha vida e que seria um dos que levaria para uma ilha deserta (de preferência em vinil, que tem uma arte linda).

"In Utero" é um disco pra lá de essencial, é obrigatório, discoteca básica. Já ouviu? Ouça de novo (bem alto!). Não ouviu ainda? Sério? Ouça aqui e tente passar imune.

Por esse e pelos outros álbuns, Cobain, onde você estiver, obrigado.

Logo menos tem mais.

17 de março de 2018

Galaxy J2 Pro chega ao Brasil

ATUALIZADO EM 22/03/2018: Aproveitei para incluir um vídeo com comentários sobre o novo aparelho empresa coreana.

Nesta semana, a Samsung anunciou um novo modelo da linha “J” chegando ao Brasil: o Galaxy J2 Pro é a nova aposta da empresa coreana no segmento de entrada.

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Após o lançamento de seu novo flagship na MWC 2018, a Samsung vem com um celular com especificações modestas, mas mesmo assim, com um acabamento bem bacana. Um grande destaque vai para sua tela AMOLED de 5” de resolução qHD, pouco comum em celulares deste segmento.

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O processador Snapdragon 425 (Quadcore com 1,4 GHz) não é nenhum campeão de performance, mas cumpre com folga a sua proposta. A quantidade de memória RAM não é das mais confortáveis… apenas 1,5 GB. Talvez 2 GB fosse um valor mais apropriado. E sua memória interna é de apenas 16 GB com possibilidade de expansão via cartão de memória.

Apesar de ser dual-chip, ele conta com a gaveta híbrida. Então você deverá optar por 2 linhas ou então por expandir a memória. Como compensação a impossibilidade para expansão de memória, o aparelho conta com a possibilidade de duplicar aplicativos (como o Whatsapp) para ser utilizado pelas 2 linhas. Este sistema é conhecido como Dual Messenger.

O sistema de câmeras também é compatível com a proposta do aparelho: câmera traseira de 8 MP e frontal de 5 MP. Ambas as câmeras contam com abertura F/2.2.

Sua bateria é de 2.600 mAh, o que deve ser suficiente para termos uma boa autonomia por um dia inteiro de uso comum. O fone ainda conta com saída P2 e rádio FM.

Modo de economia de bateria, controle por gestos para a câmera frontal, Wi-Fi inteligente, Samsung Cloud e o recurso "Pasta Segura” são alguns dos diferenciais deste telefone de entrada.

Disponíveis nas cores preta, dourada e rosa, o Galaxy J2 Pro pode ser encontrado nas principais redes varejistas do Brasil pelo preço sugerido de R$ 749. Ele pode ser uma boa opção para quem busca um smartphone mais básico, mas que conta com bons recursos aliado a um bom preço.

Aqui você encontra um link para compra do aparelho.


14 de março de 2018

Banda do Mar - "Banda do Mar" (Disco da Semana #16)

Buenas povo, desculpem-me pelo atraso. Sem mais delongas, vamos de música.

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Confesso que vi essa nova empreitada do Marcelo Camelo com certa descrença. Nunca duvidei da sua capacidade musical (sou pirado em Los Hermanos), mas esse lance de montar banda com a primeira dama é um lance que me deixa meio com o pé atrás. A própria história nos mostra isso: Lennon & Yoko, Ritchie Blackmore & Candice Night, só pra citar dois exemplos. Seus trabalhos solos ou com suas bandas de origem sempre me pareceram mais inspirados. Mas como em briga de marido e mulher não se deve meter a colher, vamos respeitar.

Camelo e Mallu já vinham participando dos discos solos um do outro de uma maneira bacana, agora, nessa nova empreitada, simplesmente juntaram forças e recrutaram o batera português Fred Ferreira pra fazer um projeto único, a Banda do Mar (que baita nome mequetrefe), que lançou um disco de estreia pra lá de bacanudo.

Embora tenha gostado um bocado do disco, não senti muita coesão. Parece se estar ouvindo hora um disco do Camelo, hora um disco da Mallu, não encontrei "a identidade" da banda, o elemento que os une. Mas isso não faz do disco, um disco ruim, longe disso. É um baita disco.

Confesso que vi mais proximidade de Los Hermanos nessa estreia do que nos discos solos do Camelo, e isso Manolo, é um baita elogio. Ao mesmo tempo, vejo Mallu se afastando cada vez mais da sua veia folk, que era a sua marca registrada e o que a trouxe a grande mídia. A vejo muito mais influenciada pela sonoridade do marido do que o contrário. Relacionamentos à parte, percebo algumas influências bacanas nesse novo trabalho, escuto ecos de tropicália em "Mia", as claras referências "mpbísticas"  em "Dia Clarear", ainda há espaço para uma sonoridade mais praieira, na linha do "Little Joy" em "Seja Como For".

A cozinha faz o básico com competência. A batera é econômica, mas dita o ritmo das canções. O baixo aqui é complemento, acompanhamento. As vozes, como de se esperar, fazem um belíssimo contraponto. Gosto mais de quando eles dividem o vocal, fica mais próximo de uma identidade, mas quando o fazem por conta própria, ainda assim é muito bom. Camelo é um baita guitarrista e o mostra por aqui sem muita firula ou solos mirabolantes. Preenche os espaços necessários. Há uma preocupação muito maior com os timbres, com a sonoridade do que com habilidades técnicas. E isso é feito com maestria.

O disco soa todo vintage, timbres clássicos, efeitos, mesmo que poucos, muito bem escolhidos. Produção de primeiro mundo. Um disco, alegre, solar, típica trilha sonora de um verão bacana. Um belo disco.

Logo menos tem mais.

13 de março de 2018

Um Papo com Paulo Gustavo Pereira (Um Papo Qualquer #19)

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[Sobre o episódio]

Segundo uma definição formal, uma enciclopédia é uma coletânea de textos cujo objetivo principal é descrever o melhor possível o estado atual do conhecimento humano.

Eu aprendi muito com as enciclopédias... aprendi que era possível congregar muito conhecimento em um único espaço.

Mas hoje, eu quero falar não das enciclopédias escritas, mas sim, das pessoas que possuem um conhecimento – digamos – enciclopédico.

No uso popular, é possível atribuir o termo a uma pessoa que detém grande conhecimento em uma área específica. “Fulano de tal é uma enciclopédia do futebol”, “Beltrano de tal é uma enciclopédia para leis”... Exemplos não faltam.

Fato é que... desta vez eu tive o privilégio e a honra de entrevistar Paulo Gustavo Pereira, jornalista e escritor. Uma verdadeira enciclopédia viva sobre séries de tv.

E foi em um bate papo pra lá de agradável onde eu pude aprender muito com ele. Seu conhecimento sobre séries é invejável e duvido que qualquer enciclopédia, tenha tanto conhecimento agregado como o Paulo. Gus, para os mais próximos.

O resultado deste papo você ouve aqui, no nosso Um Papo Qualquer...

[Ficha Técnica]

[Nome do episódio] Um Papo com Paulo Gustavo Pereira
[Publicação Original] 13/03/2018 - [Duração] [1:23'24"]
[Formato] MPEG-1/2 Audio Layer 3 (mp3@192kbps)
[Músicas] - intro: "Funky Suspense" by Bensound - abertura e encerramento: "Chatting" by Free Stock Music

10 de março de 2018

Mobile World Congress 2018

Entre 26/02 e 01/03 foi realizada em Barcelona a edição 2018 da MWC – Mobile World Congress. Um evento voltado à apresentação das novas tecnologias e produtos voltados ao mercado mobile.

Um erro comum é pensarmos apenas em celulares quando falamos em “mercado mobile”. Os celulares são apenas uma fração de um mercado poderoso e lucrativo: tablets, dispositivos vestíveis, tecnologias de automação… a lista é imensa.

Infelizmente, boa parte das inovações que são apresentadas na MWC não chegam ao Brasil. Nosso incipiente mercado de tecnologia não comporta tantas novidades e por isso acabamos por receber apenas uma fração dos produtos ali apresentados.

Isto me fez lembrar dos tempos em que no Brasil organizava-se a Feira Nacional do Software, ou FENASOFT. Um evento que surgiu na década de 90 com o propósito de fomentar o desenvolvimento do mercado nacional de informática, mas que em suas últimas edições tinha como seu carro chefe o estande das Lojas Americanas vendendo computadores a preços populares.

Isto é Brasil…

Mas voltando à MWC, não pense que se trata de um evento para o grande público em geral. A feira é voltada aos profissionais da área e para garantir sua participação é necessário um credenciamento prévio provando que você atua na área ou então faz parte da cobertura da imprensa.

Também não é um evento barato. Os custos com transporte, estadia e permanência na feira são altos. O que é natural para um local onde se espera a realização de negócios milionários.

A feira também apresenta várias conferências sobre tecnologia onde são apresentadas as grandes áreas de interesse. Para este ano, realidade aumentada, 5G e internet das coisas dominaram o cenário das conferências.

E também temos os estandes das empresas da área. Algumas demonstram seus novos dispositivos e/ou serviços. E para nós talvez seja a parte mais interessante. Alguns grande fabricantes como ASUS, Sony, Samsung, LG, Nokia apresentaram suas novidades para 2018. Vamos a uma breve análise de cada uma delas…

[Samsung]

A empresa coreana aproveitou o evento para promover o lançamento de seu novo flagship: os Galaxy S9 e S9+

galaxy s9

Os novos celulares apresentam algumas diferenças além do seu tamanho. Ambos vêm equipados com processador Octa-Core (e desta vez o Brasil receberá a versão equipada com o SnapDragon da Qualcomm ao invés do Exynos) de 1,7 GHz (máx 2,7 GHz). A versão S9+ vem com 6 GB de RAM enquanto seu irmão menor trará “apenas” 4 GB.

Todas as versões contarão com armazenamento interno a partir de 64 GB e a possibilidade de expansão até 400 GB por meio de cartão de memória. Apesar de ele ser dual SIM (nano SIM) a gaveta é híbrida. Você deverá optar por mais memória ou uma segunda linha.

A bateria deve durar o dia inteiro (3000 mAh para o S9 e 3500 mAh para o S9+) e ambos possuem tela Quad HD+ (5,8” no S9 e 6,2” no S9+) na proporção de tela 18,5:9.

As câmeras também serão diferenciadas de acordo com o modelo. O S9 trará uma câmera traseira de 12 MP com sensor DualPixel (f/1.5 e f/2.4) com estabilização óptica de imagem. O S9+ contará com um sistema de câmeras duplas, sendo uma idêntica ao do S9, acrescida de uma segunda câmera de 12 MP para telefoto (f/2.4). Os dois aparelhos contam com uma câmera frontal de 8 MP e abertura f /1.7.

Todas as outras características são similares. Os Galaxy S9 e S9+ estarão disponíveis a partir de 16 de março de 2018 em mercados selecionados e serão oferecidos nas cores preto, cinza, azul, e em uma nova tonalidade, o ultravioleta.

[ASUS]

A ASUS fez o lançamento do seu novo aparelho fora da feira, mas com grande apelo publicitário. O Zenfone 5 trará também algumas semelhanças com o concorrente da maçã, pois o notch (dentão) que existe na frente do iPhone X.

ZenFone 5_we love photo

Os modelos apresentados são os Zenfone 5Z, 5 e 5 Lite. O topo de linha deverá ser o 5Z, equipado com o Snapdragon 845 (e chip gráfico Adreno 630) e com versões de 4, 6 ou 8GB de RAM, além de 256 GB de memória interna. Sua tela de 6,2” com resolução FullHD+ ocupa quase 90% de área útil. Graças a nova proporção de tela (19:9), o aparelho mantém as mesmas dimensões de um celular de 5,5”. Sua bateria de 3.300 mAh garante uma boa autonomia ao aparelho. A câmera traseira é dupla: com um sensor Sony IMX363 de 12 MP e f/1.8. A segunda câmera é uma grande angular com abertura de 120º. O sistema conta com estabilização óptica de imagem.

O Zenfone 5 virá equipado com um Snapdragon 636 e 6GB de memória RAM, além de contar com armazenamento interno de até 128 GB. A tela também é de 6,2” com resolução FullHD+. E a bateria também possui os mesmos 3.300 mAh. Provavelmente terá mais autonomia do que o seu irmão maior. O sistema de câmeras é idêntico ao do Zenfone 5Z. Só faltou falar que agora a câmera conta com um sistema chamada de “Modo Pro” com ajustes manuais, semelhante à câmeras profissionais.

Por fim, o Zenfone Lite. Este não conta com o notch, mas traz sistema de câmeras duplas tanto na parte frontal, como na parte traseira. O sensor frontal (para selfies) conta com 20 MP e o traseiro com sensor de 16 MP. As câmeras secundárias são do tipo wideangle (120º) e provavelmente será uma boa pedida para quem gosta de fotografia.

Apesar da resolução FullHD+, a tela é um pouco  menor (6”). Ele é equipado com o Snapdragon 630 e traz versões com 3 ou 4GB de memória RAM, combinados respectivamente com 32 GB ou 64 GB de memória interna e sempre é possível contar com expansão via cartão de memória. Sua bateria é de 3.300 mAh.

[SONY]

A Sony é para mim uma grande incógnita. Seus celulares são caros, considerando suas características. Mesmo assim, a empresa ainda mantém suas vendas aqui no Brasil. Seu novo flagship são os Xperia XZ2 e XZ2 Compact.

xperia

Ambos trazem o Snapdragon 845 e são equipados com 4GB de memória RAM e 64 GB de memória interna. Diferente dos seus concorrentes, a Sony não trabalha com sistema de câmeras duplas, preferiu investir em um sistema com câmera de 19 MP e capacidade de vídeo 4K com HDR, o que é inédito para um celular.

A tela é de 5,7” na proporção 18:9 e os aparelhos não trazem entrada P2 para fones de ouvido.

[Nokia]

Para mim, a Nokia é uma grande ausência no mercado brasileiro. Mas de acordo com as notícias atuais, não há nenhuma previsão de que a empresa controladora da marca venha para as terras tupiniquins.

Ainda assim, a companhia traz alguns celulares interessantes para o mercado internacional.

Destaque para os modelos Nokia 1, 6, 7+ e 8 Scirocco.

nokia

A curiosidade ficou por conta do seu lançamento retrô. Assim como fez no ano passado, com o lançamento do Nokia 3310, a empresa resolveu ressuscitar o modelo 8810 que fez sucesso no filme Matrix. Lançado em um chamativo tom amarelo, o celular ganhou o apelido de “banana fone”.

8810

Eu resolvi citar somente os lançamentos que mais me chamaram a atenção, mas isso não quer dizer que outras empresas não lançaram celulares também. A LG lançou uma nova versão do seu V30 e depois fez uma divulgação paralela de seu novo G7. Motorola e Xiaomi marcaram presença no evento, mas não fizeram nenhum grande lançamento. A Huawei e a Alcatel também lançaram novos aparelhos.

Em termos de software, menção para a Google que apresentou novas versões de seu sistema Android: o Android Go, que é uma versão mais enxuta para celulares mais modestos em termos de configuração e o Android One que é a aposta da empresa para reduzir a fragmentação do sistema em uma tentativa de unificar as plataformas.

Enfim, a MWC é um evento de grandes proporções e não é possível em um único texto fazer um resumo de TUDO. Sugiro que você acompanhe também as coberturas de sites especializados como Tecnoblog, Canaltech, Rede Geek que também fizeram ótimas coberturas do evento.



6 de março de 2018

Red Hot Chili Peppers - "The Getaway" (Disco da Semana #15)

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Buenas povo,

Como se manter no auge quando a sua principal mente criativa abandona o barco para correr atrás de seus projetos paralelos? Deve ter sido este o pensamento de Anthony Kiedis, Flea e Chad Smith, quando o "guitarhero" John Frusciante resolveu abandonar os Chili Peppers pela segunda vez.

Como continuar? Da primeira vez já fora complexa a saída, mas agora, eles tinham novamente atingido o topo, eram a maior de todas as bandas e não queriam perder a relevância. A saída, por mais bizarra que seja, foi pedir ao próprio Frusciante que os ajudasse a encontrar alguém que ocupasse a sua lacuna, e este, em um ato de camaradagem (mostra de que saiu numa boa), indica o esquisitão Josh Klinghoffer seu parceiro em alguns dos seus projetos paralelos para ocupar o posto.

Com a benção de Frusça, Josh Klinghoffer marca seu espaço em "I'm with you" de 2011, mas é do disco posterior, "The Getaway" de 2016 que quero falar hoje.

Aqui temos o RHCP no auge da forma, Klinghoffer já se estabelecera, criara laços e estilisticamente, está muito próximo de John Frusciante embora seu som soasse como um Red Hot Chili Peppers que você nunca ouvira antes. E é isso o que marca o álbum: é Red Hot, mesmo soando diferente. Méritos da banda e de Danger Mouse (o produtor). Vejo muito sua mão no álbum.

Percebo ecos de todas as fases da banda, mas sem parecer revisionismo ou cópia, do esporro da fase Slovak em "This Ticonderoga", da deprê da fase Navarro em "The Hunter", e das grandes canções "assobiáveis" da fase Frusciante em "Dark Necessities", mas a mão de seu novo compositor teria que aparecer também. E é aí que a esquisitice cheia de timbres e efeitos bizarros de Josh Klinghoffer mostra a sua cara…

Tirar os caras da zona de conforto e re-aprender a compor como banda mostra uma maturidade gritante. Klinghoffer mesmo quando destoa do que teríamos como Chili Peppers clássico o faz de uma maneira única, incorporando novos elementos e texturas como em "Go Robot", tudo soa maravilhosamente coeso, e por mais plural que seja, ainda é a cara de seu criador, que conseguiu condensar em si uma aura tão cheia de espectros para marcar o seu papel na banda. O guitarrista atira para todos os lados e acerta em cheio em todos.

Toda a banda está tocando como nunca, a cozinha sai do óbvio funkeado que se espera dos Peppers, Flea e Chad Smith abusam de todo o seu leque de técnicas, das mais simples às mais inesperadas, coisa de mestres. Mas o que mais chama a atenção  nesse disco, é a qualidade vocal de Anthony Kiedis. Já acompanho a banda há mais de 20 anos e posso dizer com todas as letras: Ele nunca cantou tão bem como nesse álbum (impostação vocal, timbres, tons, dicção, sentimento, verdade), tudo é grandioso e a evolução pra lá de perceptível. Trocando em miúdos: um disco pra lavar a alma e mostrar à todos que eles estão cada vez melhores.

Vejo esse "The Getaway" como uma vontade grande de se reinventar, sem perder a personalidade marcante da banda, o que mostra coragem. Tenho certeza que em um futuro próximo, esse álbum fatalmente será lembrado como um dos grandes discos dos Chili Peppers.

Para ouvir o álbum, acesse aqui.

Logo menos tem mais

2 de março de 2018

Um papo com Michel Vieira (Um Papo Qualquer #18)

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[Sobre o episódio]

Vamos matar a saudade? Michel Vieira participou de alguns episódios do Podástico e sempre foi uma figura carimbada no blog. Obviamente ele não poderia deixar de participar aqui do nosso Um Papo Qualquer.

E nossa conversa foi sobre o processo de criação do seu livro “Histórias de Plantão”, publicado em 2016 pela editora Autografia (clique aqui para adquirir o seu exemplar).

Um papo divertido e animado com muita irreverência. Você não pode deixar de participar desta conversa. Venha se divertir com a gente!

[Ficha Técnica]

[Nome do episódio] Um Papo com Michel Vieira
[Publicação Original] 02/03/2018 - [Duração] [1:08'47"]
[Formato] MPEG-1/2 Audio Layer 3 (mp3@128kbps)
[Músicas] - intro: "Funky Suspense" by Bensound - abertura e encerramento: "Chatting" by Free Stock Music - "Ocean" by Ehrling: https://soundcloud.com/ehrling ; "Prelude" by The Fat Rat: https://goo.gl/ZBZxtc

Foo Fighters e Queens of the Stone Age - (Disco da Semana #extra)

Resenha do show realizado no Allianz Parque, São Paulo em 27/02/2018.
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Desde a surpresa do anúncio da turnê conjunta em meados de 2017, ansiedade era a minha palavra de ordem. Duas das minhas bandas favoritas tocando no mesmo dia, era bom demais pra ser verdade.
Vira o ano e 2018 começa a dar sinais de que o show poderia ser ainda mais épico. Rumores apontavam que tanto Dave Grohl poderia assumir as baquetas do QOTSA (já o fizera em dois álbuns) em uma parte do show, como Josh Homme poderia devolver o regalo cantando em algumas músicas no show do Foo Fighters. Essa possibilidade era tão surreal quanto fantástica. Durante o começo do ano, ia acompanhando as notícias da turnê (setlists, recepção do público, comentários, fotos) e a curiosidade/ansiedade aumentava. Até então, nada de participações especiais, mas a recepção do público aos shows era pra lá de positiva.
Chega enfim o dia do show, fila pra entrar, fila para a revista e demora para se achar um bom lugar na arquibancada. Com essa celeuma do lugar, perdemos a entrada e metade da primeira musica do QOTSA. Mesmo assim, que banda! Nada falta: da voz irretocável de Josh Homme à bateria de John Theodore, tudo é bruto, executado com maestria, guitarras (todas as 3!) moldam o som da banda e junto ao baixo dá o peso e as nuances que as canções pedem.
O setlist do QOTSA foi uma mistura de todos os discos, mais o enfoque maior foi no álbum mais recente, "Villains", e como esse funciona bem ao vivo! De por pra bater cabeça (quem é de bate-cabeça) e dançar (quem é de chacoalhar o esqueleto), impossível passar imune.
Não gostei do papel secundário que o QOTSA teve na turnê, que limitou seu tempo de palco e talvez tenha ocasionado a sisudez/falta de interação com o público. Entraram, fizeram um baita show e foram embora. Simples assim. Por mais competentes que sejam, faltou um pouco de empatia. Quanto ao show? Irretocável.
Após o término do QOTSA, começa a segunda parte do martírio, conseguir cerveja/água (a preços absurdos) nos copos tematicos da turnê. Filas intermináveis, falta de educação do povo e muita má vontade do pessoal do atendimento (prestem mais atenção aos detalhes administradora do Allianz Parque, por favor). Depois de 40 minutos na fila (entre pagamento e retirada), recebo uma cerveja quente e nada do copo da turnê que havia acabado. Enquanto isso, o Foo Fighters já tinha entrado no palco e começado seu espetáculo, isso mesmo, Grohl e companhia não fazem só um show, fazem espetáculo (retomam a tradição dos grandes shows dos anos 70), e nisso são irrepreensíveis.
Músicas de toda a sua carreira gritadas a plenos pulmões por aproximadamente 40 mil pessoas dão um panorama da relevância dos Foo Fighters para o rock. Claro que era garantido jogar para a plateia, então recheiam o setlist com os maiores sucessos (coisas mais obscuras e melhores ficaram de fora por isso) e as novidades do último disco, "Concrete and Gold" (essas ainda não tão conhecidas do grande público, passavam com menor euforia).
Sonoridade ótima, banda sensacional e público ganho, taí, receita de sucesso, vamos manter. Nada disso. Grohl fala demais, interage demais com a plateia (o que é bom e ruim ao mesmo tempo). Em uma dessas falas, quando introduz a banda, a cada nome de um músico, um grande trecho de alguma música escolhida por cada um. Aí começa o único senão, os "covers". Uma banda com um repertório tão bacana, com mais de 20 anos de estrada, não precisa fazer uso de recurso tão datado. Nem dos "solinhos" de cada um dos músicos ao apresentá-los, acho isso dispensável. O ponto positivo dessa parte é a troca de instrumento entre Grohl e o baterista, Taylor Hawkins. Este assume os vocais e Grohl vai para a bateria rememorar seu instrumento de origem. Nessa passagem mais um cover, tocam "Under Pressure" do Queen numa versão anabolizada (Taylor Hawkins seria vocalista em qualquer banda do mundo, canta demais).
Ah! Durante essa parada, como de costume, Dave Grohl chama alguém do público para subir ao palco. Quem o faz dessa vez é um casal, e dessa vez, nenhum dos dois faz um som com a banda, o rapaz aproveita a oportunidade e pede a moça em casamento. Com todas as bençãos dos deuses do rocknroll e apadrinhados pela banda, ela aceita o pedido.
De volta a seus postos originais, seguem com uma enxurrada de clássicos tocados por uma banda pra lá de afiada. Toda essa competência e simpatia os colocam no mais alto patamar entre as bandas atuais.
Terminam o show com "The Best of You" que é entoada por todos e mesmo após o fim e sem a banda no palco, o coro continua. Depois de uns cinco minutos voltam ao palco para o bis, todos estavam sedentos por mais.  Tocam "Dirty Water" do álbum mais recente, rememoram o primeiro álbum em "This is a Call" e fecham o show com chave de ouro em "Everlong", onde a banda poderia ter ficado em silêncio que o povo cantaria alucinadamente.
Fim de show, o Foo Fighters mostra porque é a maior banda em atividade hoje, setlist abrangente e classudo, músicos sensacionais, carisma pra dar e vender e Dave Grohl, o cara mais bacana do rock.
Show pra lavar a alma e exorcizar demônios. Longa vida aos Foo Fighters.
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