26 de abril de 2018

Pitty - "Sete Vidas" (Disco da Semana #22)

Buenas povo,
Desculpem o atraso, mas a correria tá demais. Prometo não atrasar tanto nas próximas.
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Depois de um hiato de 4 anos sem material inédito, a baiana Pitty nos brinda em 2014 com um discaço. Diametralmente oposto ao seu projeto paralelo, o Agridoce, aqui o lance é bruto, é rock’n’roll na veia mesmo. Peso, distorção, guitarras, baixo pesado, batera agressiva e algumas surpresas especiais ao longo do processo, matam qualquer ranço de clichê do rock que pudesse haver nesse disco.
A banda que passou por reformulação, teve a adição do baixista Guilherme Almeida (o icônico Joe acabou saindo), o que deu um salto de qualidade no som do povo. Duda continua batendo pesado (tenho dó do seu kit de bateria), e Martin, é de longe um dos melhores guitarristas do rock brasileiro. Toca demais!!! Peso, agressividade, melodia e timbres fantásticos mostram o bom gosto e o apreço pelo instrumento e suas minúcias.
Produção e pós produção absurdamente bem feitas, timbragem cristalina, um puta trabalho. Ainda mais se levarmos em conta que o disco foi todo gravado ao vivo, com a banda na mesma sala, cara a cara, o que dificulta em muito o processo.
Além do instrumental sensacional, outro ponto alto nesse trabalho são as letras, falando de cotidiano, de relações humanas, de materialismo (como em "A massa"), de maneira direta, as vezes até sensualizando (mesmo que metaforicamente), como em "Pequena morte" e em "Um leão".
Alguns detalhes pouco usuais aparecem nesse novo trabalho, um saxofone poderoso no refrão da faixa-título, um piano, tocado pela própria Pitty em "Lado de lá", uma balada psicodélica. O disco encerra de maneira percussiva e inusitada, na balada hippie (com coro e tudo) com cara de hino "Serpente", onde ela fala sobre mudanças de maneira sutil.
Um trabalho completo, pesado, rico em sonoridades, com letras relevantes, que o tirou o rock brasileiro do estado de estagnação e "paumolecência" dos anos anteriores. Mais uma vez Pitty e sua banda dão a cara pra bater, mas se sobressaem, fazem o melhor disco de sua carreira até então, e se colocam no lugar que merecem estar, junto as principais bandas brasileiras de rock, senão a principal.
Quer ouvir? Clique aqui.
Logo menos tem mais.

19 de abril de 2018

Novos aparelhos da família Moto G6 e Moto E5

Atualizado em 06/05/2018 (Vídeo acrescentado)

Aconteceu hoje o evento de lançamento dos novos aparelhos das linhas Moto G e Moto E. O evento foi realizado aqui no Brasil, mas é um evento de escala mundial.

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Algo bem bacana que a Motorola fez neste ano foi disponibilizar a transmissão do evento de lançamento via YouTube. Com isso, foi possível acompanhar a apresentação e – obviamente – permitir quase em primeira mão publicar as informações destes novos aparelhos.

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O evento foi iniciado pelo presidente mundial da Motorola, o brasileiro Sérgio Buniac que trouxe alguns números sobre o desempenho da marca nos últimos tempos. Obviamente, a marca aproveitou para demonstrar que o sucesso dos bons números apresentados foi graças ao Moto G… o que serviu como gancho para a apresentação do novo produto.

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A ideia da linha Moto G sempre foi trazer celulares para o segmento mid-end com bons preços. Mas ao que parece, desta vez a marca trouxe algumas features bem interessantes para aparelhos do segmento intermediário que normalmente encontrávamos apenas em aparelhos premium.

Não foi desta vez que marca adotou o polêmico notch, mas a proporção 18:9, que permite telas maiores com aproveitamento melhor da área útil, chegou para ficar. A Motorola deu nome a esta tendência em seus aparelhos: Max Vision Display.

Desta vez, serão três sabores para a família Moto G: Moto G6 Play, Moto G6 e Moto G6 Plus. Primeiro vamos as características comuns aos três aparelhos:

  • Sistema Operacional: Android 8.0 (Oreo)
  • Proporção de tela: 18:9 (Max Vision Display)
  • Suporte para cartão microSD até 128 GB
  • Suporte para dois cartões SIM (nano SIM). E felizmente a bandeja não é híbrida
  • Bandas de transmissão 2G, 3G e 4G
  • Câmera frontal com sensor de 8MP, lente com lente de 80º e abertura f/2.2, vídeos em até 1080p@30 fps
  • Carregador TurboPower de 15W
  • Sensores: Acelerômetro, Proximidade, Giroscópio, Luz Ambiente e Impressão Digital
  • Sistemas de localização: GPS, AGPS, Beidou, GLONASS
  • Wi-Fi
  • Conectividade via USB-C e conector P2 para fone de ouvido
  • Na caixa, todos trarão um par de fones de ouvido intra-auriculares e uma capa em TPU para proteção do aparelho

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E agora, vamos àquilo que cada um tem de diferente:

[ Processador ]

  • Moto G6 Play: Snapdragon 430, 1.4 GHz Octa-Core + Adreno 505
  • Moto G6: Snapdragon 450, 1.8 GHz Octa-Core + Adreno 506
  • Moto G6 Plus: Snapdragon 630, 2.2 GHz Octa-Core + Adreno 506

[ Memória ]

  • Moto G6 Play: 3GB de RAM + 32 GB de memória interna
  • Moto G6: 3GB de RAM + 32 GB de memória interna
  • Moto G6 Plus: 4GB de RAM + 64 GB de memória interna

[ Tela ]

  • Moto G6 Play: HD+ (1440x720), 5,7” (238 ppi)
  • Moto G6: FullHD+ (2160x1080), 5,7” (424 ppi)
  • Moto G6 Plus: FullHD+ (2160x1080), 5,9” (407 ppi)

[ Dimensões e Peso ]

  • Moto G6 Play: 159,9 x 75,5 x 7,99 (mm) / 173g
  • Moto G6: 154,4 x 72,2 x 8,3 (mm) / ???g
  • Moto G6 Plus: 154,4 x 72,2 x 8,95 (mm) / 165g

[ Contrução ]

  • Moto G6 Play: Corpo em polímero de vídro e detalhes em metal, sensor de digitais no bumbum do aparelho
  • Moto G6: Corpo em vidro e metal (com revestimento Gorilla Glass), sensor de digitais na frente do aparelho em tamanho reduzido
  • Moto G6 Plus: Corpo em vidro e metal (com revestimento Gorilla Glass), sensor de digitais na frente do aparelho em tamanho reduzido

[ Sistema de Câmeras ]

  • Moto G6 Play: sensor com 1 câmera com 13 MP e abertura f/2.0, vídeos em até 2160p@30fps
  • Moto G6: sensor com 2 câmeras com 12 MP e 5 MP e aberturas f/1.8 e f/2.2, sendo a lente com ângulos de 76º e 79º, vídeos em até 2160p@30fps
  • Moto G6 Plus: sensor com 2 câmeras com 12 MP e 5 MP e aberturas f/1.7 e f/2.2, sendo a lente com ângulos de 78º e 79º; vídeos em até 2160p@30fps

[ Bateria ]

  • Moto G6 Play: 4000 mAh
  • Moto G6: 3000 mAh
  • Moto G6 Plus: 3200 mAh

[ Conectividade Bluetooth ]

  • Moto G6 Play: versão 4.2
  • Moto G6: versão 4.2
  • Moto G6 Plus: versão 5.0

[ Cores disponíveis ]

  • Moto G6 Play: Índigo e Ouro
  • Moto G6: Índigo, Prata, Ouro Rosé e Preto
  • Moto G6 Plus: Índigo e Topázio

[ Outras características ]

  • Moto G6: Magnetômetro e NFC estão incorporados nesta versão
  • Moto G6 Plus: Magnetômetro, NFC e serviço de localização GALILEO estão incorporados nesta versão, TV Digital incorporada

A estrela do evento obviamente era a linha Moto G, mas quase no final, foram apresentados também alguns detalhes da família Moto E:

  • Dois sabores: Moto E5 e Moto E5 Plus
  • Telas de 5,7” e 6,0” (também na proporção 18:9)
  • Bateria de 5.000 mAh na versão E5 Plus com carregamento Turbo Power
  • Sensor de digitais (também no bumbum do aparelho)

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Observando, as especificações dos aparelhos da linha E, temos as seguintes características em comum:

  • Sistema Operacional: Android Oreo 8.0
  • Processador: Snapdragon 425 1.4 GHz Quadcore + Adreno 308
  • Memória: 2 GB de RAM + 16 GB de memória interna, expansíveis via cartão SD com até 128 GB
  • Sensores: Acelerômetro, Proximidade, Giroscópio, Magnetômetro, Luz Ambiente, Impressão Digital no bumbum do aparelho.
  • Serviços de localização: GPS, AGPS, Beidou, GLONASS
  • Wi-Fi presente, Bluetooth 4.2 e NFC ausente em ambos os aparelhos.
  • Ambos utilizam Dual Chip (Nano SIM)
  • Conectividade via micro USB (pois é… nada de USB-C) e conector P2 para fones de ouvido
  • Nenhum dos aparelhos conta com TV Digital

Agora, as características específicas de cada modelo:

[ Tela ]

  • Moto E5: 5,7” com resolução HD+ 1440x720 (densidade de 283 ppi)
  • Moto E5 Plus: 6,0” com resolução HD+ 1440x720 (densidade de 269 ppi)

[ Dimensões e Peso ]

  • Moto E5: 154,4 x 72,2 x 8,95 / 174g
  • Moto E5 Plus: 160,9 x 75,3 x 9,35 / 196,6g

[ Sistema de câmeras ]

  • Moto E5:
    • Frontal: 5 MP com abertura f/2.2
    • Traseira: 13 MP com abertura f/2.0
  • Moto E5 Plus:
    • Frontal: 5 MP com abertura f/2.0
    • Traseira: 12 MP com abertura f/2.0 e foco a laser

Ainda, não foi definido a data para início das vendas da linha Moto E, nem o valor dos aparelhos.

Os novos Moto G estão no mercado. E os preços iniciais são os seguintes (site da Motorola):

  • Moto G6 Play: R$ 1.099,00
  • Moto G6: R$ 1.299,00
  • Moto G6 Plus: R$ 1.599,00

Estes são os preços de lançamento e obviamente depois de algum tempo (e algumas promoções) os preços deverão cair.

E qual sua opinião sobre os novos aparelhos Moto G e Moto E? Escreva aí nos comentários!

Até a próxima!




17 de abril de 2018

Planar - "Invasão" (Disco da Semana #21)

Buenas povo,

Ainda na vibe nacional, vamos falar de um disco que foi muito.menos comentados do que devia. Façamos justiça.

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Como tem surgido banda bacana no Rio de Janeiro de uns anos pra cá. Los Hermanos, Rockz, Medulla e agora o Planar também entra nessa lista, e com louvor.

Banda capitaneada por Leonardo Braga (voz/guitarra), conta ainda em seu line-up com o baixo de Leonardo Vilela, o Chapolin e a batera de Ivan Roichman. Cozinha competente e muito bem amarrada, dá o suporte necessário pra guitarra soar com mais liberdade e se destacar como elemento principal na sonoridade dos caras.

Fazem um som moderno, seus riffs, levadas, preenchimento de espaços, silêncios, esporros, mostram uma atenção com influências do passado (principalmente a oitentista "Vendaval") e tendências modernas.

Lançado online e distribuído gratuitamente na página dos caras democratiza e facilita a possibilidade de acesso à obra e serve como ferramenta de divulgação da melhor qualidade.

Divulgação essa que tem sido feita em diferentes veículos. O clipe de "Trens" já está na programação do Multishow, o que certamente os dará uma visibilidade ainda maior (e merecida).

Esse primeiro álbum dos caras, foi todo gravado e produzido por Patrick Laplan (Los Hermanos, Eskimo) em sua própria casa e a "gestação" desse primogênito, levou quase um ano pra ser concluída, à base de composições, conversas e muito café, como diz o release dos caras.

Esse tempo de maturação se mostrou pra lá de necessário: escolha de timbres, de arranjos, de convidados (o próprio Patrick mandando ver nos sintetizadores e teclados, Alan Lopez do Medulla, em algumas guitarras e Diego Laje no metalofone, sim, metalofone em "Aqui de Cima"), e na formatação das canções. Esse cuidado faz do disco um trabalho muito bem resolvido e atual.

Suas letras que mostram amores, desamores, solidão, sob uma ótica madura, tomam a gente de assalto e literalmente "invadem" nossos ouvidos. Quando você menos espera já está cantarolando. Bom demais de ouvir, ruim demais de largar. Os caras fizeram um belo disco.

Quer ouvir? Clica aqui.

Logo menos tem mais.

16 de abril de 2018

História das Copas: Alemanha 74, Argentina 78 (Um Papo Qualquer #21)

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[Sobre o episódio]

Dando continuidade à nossa história das copas, um projeto em parceria com os podcasts Apenas 1 Cast e Papo Canela, o Um Papo Qualquer traz a você mais um episódio da série "História das Copas"!

Além das presenças habituais de Felipe Canela e Sebastian Bondziul (Sebs), tivemos a presença do Julian Catino para apimentar nossa discussão.

Dois brasileiros (eu e o Felipe) contra dois hermanos (Sebs e Catino)... para falar sobre a copa da Argentina... já pensou no que vai dar isso?

Um episódio que está divertidíssimo... e que deu um trabalho danado para o editor deste podcast.... aliás, eu preciso justificar o nosso atraso na publicação desta edição...

Foi um papo bem longo, mais de duas horas... com quatro vozes. Além da edição das vozes, temos inserções de sonoras, fundo musical, enfim... precisei fazer um trabalho mais forte na equalização das vozes. Peço desculpas antecipadamente, caso algum ponto do áudio tenha ficado aquém da qualidade que você está acostumado.

Enfim, deu trabalho... Mas ao final da edição o sentimento é de orgulho. Orgulho de fazer parte de um projeto tão legal como este.

Estamos no meio do caminho. Algumas copas ainda virão e tanto eu, como o PapoCanela e o Apenas1Cast, nossos parceiros nessa caminhada, estamos bastante felizes com o resultado.

Então ajeite seu fone de ouvido porque nosso papo começa agora. Divirta-se!

[Ficha Técnica]

[Nome do episódio] História das Copas - Alemanha 74/Argentina 78
[Publicação Original] 16/04/2018 - [Duração] [02:20'26"]
[Formato] MPEG-1/2 Audio Layer 3 (mp3@192kbps)
[Músicas] - intro: "Funky Suspense" by Bensound - abertura e encerramento: "Chatting" by Free Stock Music; "Camisa 10" by Luiz Américo; "FIFA Anthem" by Franz Lambert; "Fußball ist unser Leben" by MA-Records; "Waving Flag" by K'naan; "Don't Cry For Me Argentina" by Madonna; "El Mundial" by Enio Morricone

[Links para este episódio]

11 de abril de 2018

Criolo - "Convoque Seu Buda" (Disco da Semana #20)

Buenas pueblo,
Hoje saio da zona de conforto guitarrística e caio de cabeça no que tem de melhor no rap nacional.
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Provavelmente um dos discos mais esperados de 2014. O sucessor do multi-premiado "Nó na Orelha".
Depois de ser agraciado por público e crítica, como manter o rumo? Como não se deslumbrar? Essas perguntas provavelmente passaram pela cabeça do rapper durante o processo de composição/gravação desse disco, mas o cara seguiu em frente e mais uma vez fez um dos melhores trabalhos do ano em questão.
Criolo continua fazendo rap de maneira menos ortodoxa, é adepto do DJ, como todo bom rapper, mas o grosso de sua sonoridade é feita de maneira orgânica, por uma banda pra lá de azeitada. Seus samples mostram um bom gosto absurdo e um baita conhecimento da música negra, o que enriquece ainda mais o trabalho junto a sua banda. Guitarra, baixo, bateria, percussão, metais e um DJ pra lá de entrosados, fazem a cama para que o cara possa desenvolver toda a sua ideia.

Além disso, usa e abusa de convidados pra lá de especiais pra fazer ainda mais bonito: Tulipa Ruiz em "Cartão de Visita", e uma voz que me remete à Beth Carvalho no refrão de "Duas de Cinco", mas que não posso afirmar se é ou não, pois não há informação alguma sobre.Letras afiadas, onde Criolo faz de sua verborragia, uma metralhadora giratória pra meter o dedo na ferida da sociedade brasileira. Em seu rap periférico, fala das mazelas, das dificuldades de uma enorme parcela da população que não é ouvida de propósito, ele se furta à posição de porta-voz dessa maioria, e não faz isso apenas em forma de rap.

Seu disco é plural, tem espaço pra soul, blues, reggae e samba e em todas essas searas, o cara manda bem.
Revolucionário, distribui seu disco gratuitamente via internet, está lá na sua página, pra quem quiser, sua intenção é divulgar o seu trabalho e possibilitar que cada vez mais pessoas ouçam o que ele tem a dizer. Com "Convoque Seu Buda", Criolo se solidifica não apenas no cenário do rap nacional, mas se cristaliza como um dos grandes da música brasileira com um discaço. Que venham mais discos como esse.

Pra ouvir, acesse aqui.

Logo menos, tem mais.

5 de abril de 2018

O quintal de casa…

Eu me lembro perfeitamente de uma ocasião, quando o senhor Luís Inácio, em seu primeiro mandato como presidente da República, uma época em que alguns ainda tinham a ilusão de que o povo finalmente alcançara o poder, foi pauta do Jornal Nacional por promover uma inocente pelada nos quintais de sua moradia oficial em Brasília.

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Eu não lembro ao certo se foi no Palácio do Planalto ou na Granja do Torto, mas lembro de Lula atuando como um béque competente marcando seu adversário…

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Honestamente, nada demais que um homem promova no quintal de sua casa uma pelada divertida, reunindo amigos e familiares. Na época achei engraçado que o ocupante do planalto fosse uma pessoa de gosto tão simples e popular. Achei até um gesto simpático.

Antes que alguém resolva me apedrejar, vamos deixar claro algumas coisas: Luís Inácio Lula da Silva é um cidadão brasileiro, independentemente do cargo público que ocupou. Como cidadão, a constituição brasileira outorga a ele direitos e deveres.

Direitos e deveres que – em teoria – deveriam valer para todo e qualquer cidadão.

Isso posto, considero legítimo o seu direito à defesa. O seu direito em provar sua inocência. Como qualquer pessoa acusada de um crime/delito, cabe ao acusador o ônus da prova e cabe ao defensor explorar todas as possibilidades que possam “justificar” (entre aspas enormes) as ações do acusado. E em caso de inocência, que o acusado tenha restaurado o seu direito a ser uma pessoa livre de qualquer suspeita de sua conduta.

Entendo que o senhor Luís Inácio usou aquilo que a lei lhe confere: direito a defesa.

Até aí, tudo certo… acusam o cidadão de um crime, apresentam-se as provas cabíveis, apresentam-se as escusas aplicáveis, alguém defende a tese da culpa, outrem defende a tese da inocência.

E então, o juiz… persona do sistema judiciário a quem cabe interpretar os fatos, as provas, as sustentações de ambas as partes e aí, baseado em FATOS e nas LEIS considerar alguém culpado ou inocente.

Não sou nenhum especialista em direito… não quero a alcunha de rábula… mas me parece razoável este entendimento.

Pois bem, Luís Inácio foi citado… foi informado das acusações que recaiam sobre ele. Teve a oportunidade de buscar o amplo direito à defesa. Inclusive, com os melhores advogados disponíveis.

E aí temos o primeiro equívoco… comparar Luís Inácio com o cidadão comum. Que provavelmente não teria à sua disposição um verdadeiro exército advocatício para provar sua inocência. Lula se cercou dos melhores em busca de sua absolvição.

Vieram então os FATOS. E por favor, não me venham com aquele velho argumento lulopetista de perseguição ou então de manipulação das elites, ou de golpismo ou qualquer outra pataquada que tenha servido de cortina de fumaça para tentar obstruir a busca pela verdade.

Os fatos são complicados… em mais de uma vez o senhor Luís Inácio teve seu nome associado às denúncias de corrupção, esquemas de propina, de lavagem de dinheiro, de enriquecimento ilícito.

Veio o triplex, o sítio, a trajetória meteórica de seu filho… que provavelmente dever o empresário mais bem sucedido do Brasil… de monitor de zoológico com bolsa de 600 reais mensais, passou a ser consultor e palestrante com renda na casa dos milhões.

Tudo muito suspeito… tudo muito grandioso para quem veio do povo e gosta de jogar uma pelada no quintal de casa…

E neste ponto, outra questão. As provas documentais. Os defensores alegam que no papel tudo está correto e bem definido. Mas, qual é o criminoso que em sã consciência, irá registrar no papel o ilícito? É óbvio que no papel a coisa estará correta, provas serão ocultadas, números serão alterados, eventuais testemunhos serão adulterados. Tudo para se garantir a lisura. A prova da inocência.

Recai sobre Lula pesadas e sérias acusações. E em sua maioria, FATOS e PROVAS confirmaram sua responsabilidade em diversos pontos deste lamaçal de acusações e corrupção.

E ao sistema coube o julgamento. Que responsabilizou o senhor Luís Inácio, que o declarou culpado, que o condenou. Como qualquer cidadão deveria ser, caso estivesse na mesma situação.

Mas o nosso direito garante ao acusado (que a está altura, já pode ser considerado culpado, pois já existe uma sentença condenatória) exercer o direito a defesa em instâncias superiores.

E de novo… este direito foi dado ao senhor Luís Inácio.

E mais uma vez, a confirmação de sua sentença. A definição de que o senhor Luís Inácio não é somente um acusado considerado culpado… mas sim um criminoso. O que para a maioria dos cidadãos já seria o suficiente para o encarceramento.

Mas não estamos falando  de um cidadão comum e igual a todos os outros. Estamos falando de um que se julga em posição superior. Que se julga acima da lei e da ordem. Que acha que ele ser quem é (ou quem foi) lhe confere algum tipo de imunidade ou algum tipo de vantagem.

E aí, questionou-se a lei… a constituição e o ordenamento jurídico…

E também veio um tal Habeas Corpus.

A lei é bastante clara quanto à condenação em segunda instância. Quanto aos recursos… Quanto aos embargos disso ou daquilo. De todas as manobras possíveis para evitar a prisão.

Mas para o senhor Luís Inácio… não… isso não era bastante claro.

E aí coube a Supremo Tribunal Federal julgar se Luís Inácio é um cidadão comum ou um cidadão diferenciado.

E ontem, após uma cansativa sessão plenária onde o que vimos foi um STF que – infelizmente – conta em seus quadros com alguns ministros interessados tão somente nas questões políticas esquecendo-se de sua nobre missão de garantir a segurança jurídica para que TODOS sejam tratados de forma igual perante à lei.

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Foram 6 votos contra o Habeas Corpus de Luís Inácio. E 5 votos favoráveis. Você, assim como eu, e também os ministros, todos podem divergir na opinião sobre o Luís Inácio. Mas nenhum de nós podemos admitir que o Luís Inácio seja tratado como uma cidadão superior, como um cidadão diferenciado.

Ele é culpado por um crime. Uma sentença proferida por um juiz e ratificada por um colegiado. Uma decisão amplamente baseada em FATOS e PROVAS. Não fui eu que afirmei isso. Não fui eu que decidi isso.

Foi a justiça.

Não sei se ainda restará alguma manobra para a defesa do condenado Luís Inácio. Não gostaria de ver novamente a impunidade como em 1992, quando o então presidente Collor, também cercado por denúncias de toda sorte foi afastado da vida pública, mas que – da mesma forma que Luís Inácio – procurou tratamento diferenciado e hoje está nas tribunas do Senado, alegadamente representante do povo…

É difícil engolir isso. Assim como seria difícil ver Luís Inácio se livrar de sua condenação.

E como último argumento… que fique claro mais uma coisa: não estou defendendo nenhum governo de outro viés partidário. Seja ele o atual ou então anterior ao governo petista.

Eu só queria poder ter certeza de que ao menos uma vez, a justiça irá prevalecer… e que não só o Luís Inácio pague por seus crimes, como todos aqueles que corromperam ou ainda corrompem o estado também paguem.

E que todos combinem uma pelada bem amistosa nos quintais da Papuda… ou qualquer outro presídio.

Minha opinião… você tem o direito de concordar, discordar, acrescentar ou eventualmente me corrigir. Mas não terá o direito de me ofender. Estou aberto ao debate saudável de ideias. E não a briguinhas ideológicas dos vermelhinhos ou dos coxinhas, combinado?

Até a próxima!

3 de abril de 2018

Superchunk - "What a Time to be Alive" (Disco da Semana #19)

Buenas,
Vocês não sabem o quanto estou feliz em poder falar de uma das minhas bandas de cabeceira. Uma banda que é uma das minhas maiores referências musicais (como ouvinte e como músico) há mais de 20 anos. O Superchunk após 5 anos, volta com mais um discaço, um sério candidato a disco do ano.

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Mantendo a tradição de só lançar discos de forte cunho autoral, essa bandaça de Chapell Hill (EUA), que está junta desde 1989, consegue mais uma vez se superar, mesmo tendo aqui todas as características marcantes de seu som: as guitarras distorcidas e cheias de fraseados e solos desconcertantemente simples, o baixo pesado e cheio de personalidade, a bateria brutal e super criativa, além da voz mais marcantemente esquisita (vejam isso como um baita eleogio) da cena rocker dos EUA, e quer saber? Tudo soa estranhamente perfeito!

O Superchunk tem em sua sonoridade a sua principal marca registrada. Eles são aqueles raros tipos de bandas que podem gravar o mesmo disco por anos e anos a fio, e que sempre soarão parecidos e diferentes ao mesmo tempo, estilo, baby, estilo.

Mesmo com quase 30 anos de estrada a banda se mostra em sua melhor forma, mesmo que a baixista Laura Ballance não consiga mais excursionar com a banda devido a sua "hiperacusia", ela é parte preponderante nas composições e sua voz faz o contraponto perfeito à voz do principal vocalista/guitarrista Mac McCaughan.

Tudo o que eu amo no som deles aparece em abundância nesse novo lançamento. Letras espertas, músicas mais calmas cheias de melodias distorcidas, músicas rápidas no melhor estilo hardcore, aquele sintetizador maroto beeeeem ao fundo, só pra dar um clima e preencher alguma lacuna, coisa de quem sabe qual sonoridade quer conseguir e que se auto produz há tempos. Conseguem sempre manter aquele espírito "síndrome de Peter Pan" nos seus ouvintes, pois seu som nunca envelhece nem soa datado, mesmo sendo a cara do que melhor se fez nos anos 90.

O Superchunk é uma banda singular que a cada lançamento nos dá uma aula de como uma banda deve soar, de estilo, de produção, de distribuição (eles tem seu próprio selo, há anos), e da manutenção do mais crucial espírito "punkrock": o "Faça Você Mesmo".
Quer entender o que foi a sonoridade dos anos 90 e porque eu sou alucinado por essa época? Ouça Superchunk! Quer uma banda que te faça ter vontade de pular e agitar até o fim da festa? Ouça Superchunk! Quer uma banda pra te fazzer sorrir num dia cinza? Ouça Superchunk!

Resumidamente: Ouça Superchunk!

Mais do que recomendado, essencial. E candidatíssimo a disco do ano.

Pra entender tudo o que disse, ouça-os aqui.

Logo menos tem mais.

1 de abril de 2018

Novos Samsung Galaxy S9 e S9+

Eis que finalmente chegou aqui em terras tupiniquins os novos celulares topo de linha da Samsung. Foram apresentados nesta última semana os aparelho S9 e S9+ da linha Galaxy.

Os aparelhos foram apresentados na MWC deste ano em Barcelona e trouxeram um grande apelo para as câmeras. “A câmera. Reimaginada.” é o mote dos novos aparelhos.

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Em duas versões (S9 e S9+) e, desta vez, o tamanho não é a única diferença entre eles. Em termos de tamanho, são um pouco menores que as suas versões anteriores, mas com melhor aproveitamento de tela.

Primeiro, as principais diferenças:

  • Dimensões:
    • S9: tela de 5,8" num corpo de 148x69 mm
    • S9+: tela de 6,2" num corpo de 158x74 mm
    • Ambos têm espessura de 8 mm
  • Peso: 163g contra 189g
  • Memória RAM: 4 GB contra 6 GB
  • Sistema de câmeras:
    • S9: Traseira de 12 MP com sensor dual pixel, autofoco e estabilização óptica (f/1.5 e f/2.4). A câmera frontal conta com um sensor de 8 MP (f/1.7)
    • S9+: Traseira dupla (Grande angular de 12 MP e OIS e dual pixel, f/1.5 e f/2.4; Telefoto de 12 MP com autofoco e f/2.4). A câmera frontal conta com um sensor de 8 MP (f/1.7)
    • Ambas contam com ajustes manuais para fotografia

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  • O vídeo das duas são similares, permitindo gravações em 4K com 60 fps e os dois aparelhos contam com um modo super slow motion, com gravações em HD com até 960 fps.
  • Baterias: A bateria continua estacionada em 3000 mAh para o S9 e 3500 mAh para o S9+ e isto talvez seja visto como cautela por parte da Samsung após a experiência explosiva do Note7. Apesar da capacidade limítrofe, os aparelhos contam com carregamento rápido e são compatíveis com carregamento sem fio. No uso cotidiano para o usuário comum, é provável que seja suficiente para um dia inteiro de uso. Mas o uso mais intenso pode ser problemático para quem fica muito tempo longe dos carregadores.

Agora, as características comuns aos dois aparelhos:

  • O corpo é um sanduíche de metal e vidro, ou seja, marcas de dedos em seu corpo. Entretanto, o design é sensacional, contando com tela curva de "bordas infinitas". A tela é super AMOLED (com diferença apenas no tamanho) e ambos contam com resolução QHD+ no formato 18,5:9. Ele ainda possui certificação IP68, sendo resistente à água e poeira.
  • Sensor de digitais mudou de posição (ao lado no S8 e abaixo no S9). Apesar de bem organizado na versão anterior, muita gente reclamou da posição do sensor, pois era comum encostar o dedo na lente traseira.
  • O armazenamento interno subiu para para 128 GB na versão para o mercado brasileiro
  • Por falar em mercado brasileiro, desta vez os aparelhos comercializados por aqui usarão o Snapdragon 845 e não o Exynos da própria Samsung. Alguns testes sugerem que a versão com o Snapdragon é ligeiramente superior, mas não existe consenso sobre isso.
  • A gaveta para chips é híbrida, então a escolha será entre duas linhas ou então uma linha e expansão de memória. Apesar da limitação, a memória interna de 128 GB é bem confortável e não creio que isto será um impeditivo para qualquer aplicação do aparelho
  • O conector P2 está ali presente, o que pode agradar muita gente em poder manter a compatibilidade com fones de ouvido. O sistema de som é bem bacana e foi desenvolvido pela AGK (que é da Harman), contando com som surround e tecnologia Dolby Atmos
  • Os aparelhos contam com diversos sensores costumeiramente presentes em aparelhos topo de linha, os destaques vão para o sensor de íris, de frequência cardíaca e de luz RGB.
  • A questão da segurança é boa, com sensores biométricos por reconhecimento facial, íris e digitais. O aparelho conta ainda com NFC e MST e obviamente oferece compatibilidade total com o Samsung Pay

[ Resumo das especificações dos aparelhos ]

Galaxy S9Galaxy S9+
Sistema Operacional Android 8.0 OreoAndroid 8.0 Oreo
TelaCurva Quad HD+ de 5,8"Curva Quad HD+ de 6,2"
Câmera Traseira 12 MP (F/1.5~2.4)
Frontal 8 MP (F/1.7)
Traseira 12 MP (F/1.5~2.4)
Telefoto 12 MP (F/2.4)
Frontal 8 MP (F/1.7)
ProcessadorSnapdragon 845 (Octacore)
Adreno 630
CSnapdragon 845 (Octacore)
Adreno 630
Memória RAM 4GB
Interna de 128 GB
RAM 6GB
Interna de 128 GB
Cartão de MemóriaSim até 400GB (gaveta híbrida) Sim até 400GB (gaveta híbrida)
Bateria 3000 mAh
Carregamento Rápido Sem Fio compatível com WPC e PMA
3500 mAh
Carregamento Rápido Sem Fio compatível com WPC e PMA

A Samsung oferece serviços adicionais (além é claro da assistente Bixby) outros diferenciais: Samsung Cloud, AR Emojis. O aparelho conta com uma construção muito bonita, e suas especificações o colocam como o Android mais poderoso do mercado neste momento. É definitivamente um celular mais do que recomendado e vai dar conta do recado, mas fica a ressalva para o usuário comum: para uso mais básico é um poder de fogo excessivo. Algo como matar uma formiga usando uma bazuca.

Disponível em três cores: preto, cinza titânio e ultravioleta, os S9 tem preço sugerido de R$ 4.299 e o S9+ tem preço de 4.899 e provavelmente vai contar com descontos para planos de dados de operadoras.

O aparelho está em pré-venda e alguns varejistas oferecerão a possibilidade de trade-in (troca do aparelho antigo com algum desconto). Para quem adquirir o aparelho na pré-venda pelos canais oficiais entre 28/03 e 19/4 será ofertado um DeX e também um carregador sem fio de carga rápida (link para promoção aqui)

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