22 de outubro de 2018

Dia do Podcast… E como anda essa Podosfera? (Um Papo Qualquer #30)

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[Sobre o episódio]

Diversidade... em uma definição simples, significa “Pluralidade”, uma reunião daquilo que contém vários e diferentes aspectos, características ou tipos.

Quando eu observo a podosfera – aquele universo repleto de podcasts, com seus ouvintes e também com seus produtores, vejo ali a perfeita definição de diversidade. E acho que é justamente aí que reside a genialidade deste formato encantador. Vários podcasts podem falar sobre um mesmo tema... e em todos eles você terá pequenas variações, pequenas diferenças, seja de opinião, ou apresentação ou mesmo conteúdo. E isto garante a tão desejada diversidade.

Escolhi falar sobre a diversidade porque vivemos um momento conturbado em nossa sociedade. Às vésperas das escolhas dos novos políticos que ocuparão cargos importantes como presidente e governador, tudo que vemos são discursos acalorados para um lado ou para o outro... e em muitos casos, com intenso e absoluto desprezo pela opinião do outro.

E independentemente do viés político que prevalecerá, fico com a sensação ruim de que – não importa quem ganhe – o lado vencedor dificilmente respeitará a opinião do lado vencido.

E isso é ruim para a tão desejada diversidade...

Enfim, acho que este pessoal radical deveria aprender com os podcasts... existem muitos deles... que muitas vezes falam sobre os mesmos assuntos. Imagine se cada um deles achasse que só ele tem razão, que só ele detém a verdade?

Acho que não haveria podosfera...

E por falar em podosfera, nós que pertencemos a ela devemos cuidar para que ela sempre seja assim. Diversificada, com opiniões sobre tudo e todos. Sempre respeitando as diferenças em qualquer segmento... religião, esporte, política, etnia, sexualidade, e assim por diante.

E a propósito, a podosfera brasileira está em festa... 21/10 é considerado o dia do Podcast... então, vamos celebrar a diversidade da podosfera... Que tal?

[ Podcasts citados neste episódio ]

1986, 80 Watts, Alta Fidelidade, AutoRadio Podcast, Braincast, Café Brasil, Caixa de Histórias, Doublecast, Guten Morgen (Senso Incomum), Mamilos, Nerdcast, Papo Canela, Podcast Chá com Rapadura, Rebobinando, Recrecast, Rede Geek Podcast (Ultrageek), Radiofobia Podcast Network (Incluindo aí o Alô Ténica), Scicast, Snap Judgement, Soul Music, Tecnocast, The Sporkful.

Os podcasts que não constam aqui, eu não localizei o feed para informar… Faltou algum? Por favor, me avise para que eu possa incluir aqui.

[Ficha Técnica]

[Nome do episódio] Dia do Podcast… E como anda esta Podosfera?
[Publicação Original] 22/10/2018 - [Duração] [2:38'22"]
[Formato] MPEG-1/2 Audio Layer 3 (mp3@128kbps)
[Músicas] - "Funky Suspense" by Bensound; “Ocean”, “Typhoon”, “Road Trip” by Erhling; “Prelude” by The Fat Rat; “Live-it up”, “Rocking Pop Kids”, “New Frontiers”, “Chatting” by Free Stock Music; “Carmel Shades” by Silent Partner; “Big Blues Bed” by Kevin MacLeod

19 de outubro de 2018

Para que serve o Nobel de Literatura? (SPASMO! #1)

NOTA DO EDITOR: Apesar do nosso Michel Vieira ser colaborador antigo aqui no UBQ, hoje ele estreia uma coluna de personalidade. Algo que remonta nossa história acadêmica nos tempos da Faculdade de Ciências Médicas da UNICAMP. Sejam bem-vindos à nossa releitura do nosso querido suplemento cultural do jornal “O Patológico”. E sempre com o mesmo espiríto: “O livre pensar… é só pensar!” Fiquem então com o nosso SPASMO! revisitado aqui no UBQ.

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Curto e seco, respondendo à pergunta do texto… para a gente ficar feliz. Todo prêmio é assim. Esse também, como qualquer Nobel. É massa gostar e almejar este Prêmio. Jeca é não tê-lo. Batemos na trave em todas as outras categorias - até na Economia. Na Literatura não.

Há uma lenda que Jorge Amado teria sido considerado até na última hora em 1967, perdendo nos acréscimos para Miguel Angel Astúrias, da Guatemala. É, da Guatemala. E bem melhor que Jorge Amado. Jorge Amado é um saco, caso dos únicos em que as novelas baseadas nos seus livros são melhores que os livros.

Se houve mesmo esta contenda, foi justa em favor do guatemalteco - autor de “Homens de Milho”, livro que não tem nenhuma edição no Brasil. Dá para baixar um pdf com uma edição portuguesa.

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O livro nos atropela pela história e estilo, além de ser uma das sementes do Realismo Mágico, florescida com muita força em outro vencedor do Prêmio, Gabriel Garcia Marquez, da Colômbia. "Cem anos de solidão", "O amor nos tempos do cólera" os livros de contos são obrigatórios para tomarmos contato não só com uma escrita surpreendente mas para nos reconhecer, para ver ali desnudada nossa alma sulamericana. Assim também acontece com Astúrias. Tanto um como outro foram universais cantando suas gentes.

Contar sobre sua gente, eis a chave. A Academia Sueca gosta de quem traduz para o mundo o lugarejo onde vive, fazendo reluzir o caquinho que aquilo representa no mosaico da humanidade. Nenhuma arte faz isso como a Literatura. Mas será que neste rincão não houve quem cantasse as desmaravilhas deste rincão? Guimarães Rosa não fez isso? João Cabral de Melo Neto? Lima Barreto? Graciliano? O próprio Jorge Amado? Sim, fizeram, todos estes aí. Como fez Jorge de Lima – mas este requer um parágrafo só para ele.

Sim, ele manteve contato com um membro da Academia Sueca que chegou a colocá-lo "na fila" para o prêmio, estando mais ou menos tudo previsto para a premiação ser entregue lá pelo final dos 50. Tudo ia bem até o começo dos 50, mais precisamente em 52, quando nosso postulante morreu.

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Jorge de Lima era um poeta diletante, seus ganhos vinham do consultório - era médico. Pode ser que essa história seja um exagero anedótico, visto que ele nem na Academia Brasileira de Letras conseguiu entrar. Mas "A invenção de Orfeu" é nossa maturidade cultural. Devia ser lida como se ouve um hino. Estaria o Prêmio em boas mãos.

O que nós nunca conseguimos fazer na plenitude foi transformar em ficção os grandes temas, as grandes épocas ou mesmo as mais comezinhas de nossa história. Érico Veríssimo tentou em "O tempo e o vento", mas foi um soluço. Euclides da Cunha fez um relato jornalístico soberbo em "Os Sertões", depois recontado numa cadência de romance em "A guerra do fim do mundo", projeto ousado de Mario Vargas Llosa que redundou num belíssimo livro, a encher de orgulho nós os brasileiros, e... eles, os peruanos, conterrâneos de Llosa, também congratulado com o Nobel.

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Nossa Literatura é mais dada ao panfleto, aos conflitos pueris - soa ingênua muitas vezes. Não ousa, não rompe, sequer tenta. Não tendo a coragem de contar nossa história na forma ficcional, deixa uma lacuna e com isso se apequena.

Bem se diga a favor de certo engajamento ideológico, que impulsionou Jorge Amado, certamente este pesou na premiação dos dois chilenos ganhadores do Nobel – Gabriela Mistral e Pablo Neruda. Sim, aquela tripinha de país, com todo respeito, tem um "bicampeonato", com ganhadores que, também com todo respeito… deixa pra lá (vai parecer inveja).

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Sobre o mexicano Octavio Paz, que fecha a lista dos latino-americanos a receber o Prêmio, tenho a dizer pouco, nunca o li – queiram me desculpar.

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Mas houve Jorge Luís Borges. O argentino não recebeu o Prêmio, e consta que ficou triste por isso. Coisa de argentino, mas injustiça também. Nem isso temos. Não há um clamor mundial como houve com Borges para um brasileiro deter a láurea. Nossa literatura ainda não fez por merecer o raio do Prêmio e pronto.

Prêmio que aliás, esse ano, foi para... ninguém. Houve uma denúncia de pedofilia, ou outro escândalo sexual qualquer, sei lá, atingindo um dos membros da comissão que escolheria o escriba vencedor. O negócio pegou em cheio a rapaziada e, diante do climão, 2018 passará para a história como um ano sem Nobel de Literatura.

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Envoltos que estamos nessa verborragia pré-eleitoral nem demos pela falta da premiação. Uma pena que não houve, seja lá por qual motivo. Mas a gente nem ligou por aqui.

Talvez porque não ganharíamos mesmo...

18 de outubro de 2018

Você Nunca Esteve Realmente Aqui (2017) - A Busca Implacável de Johnny Cash

Olá meus queridos! Eu sou o Thiago Lepre, um dos novos colunistas aqui desse blog xuxu que é o Um Blog Qualquer, ou UBQ para os mais íntimos!

Meus textos irão normalmente falar sobre cinema, toda quinta feira. Mas não se preocupe, não vou vir aqui pra falar sobre lançamentos, filmes da semana e qual filme está ganhando mais dinheiro que o outro. A ideia aqui é trazer bons filmes pra indicar, filmes horríveis pra evitar e aqueles filmes que são tão horríveis que você PRECISA ver! Sem preconceito de época, preto e branco, estrangeiro, nacional, nada disso, a ideia é apreciar o cinema em todas as suas formas. Estão prontos?

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Vamos começar essa primeira coluna falando de um filme um pouco menor, nada blockbuster ou filme que faturou bilhões de dólares, mas que ainda assim tem muito a dizer, nosso primeiro filme é "Você Nunca Esteve Realmente Aqui", estrelando o Joaquin Phoenix, dirigido e roteirizado pela Lynne Ramsay, mesma diretora de "Precisamos Falar Sobre Kevin", de 2011.

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Esse filme conta a história de Joe, uma pessoa bem peculiar, ex-veterano do exército, ele ganha a vida encontrando pessoas e "resolvendo problemas" (um belo eufemismo pra espancar pessoas até que elas deixem de ser problemas). Ele é uma pessoa muito reservada e a única pessoa com quem ele tem contato verdadeiro é sua mãe, que aparentemente tem alguma forma de demência senil ou mal de Alzheimer e não faz a menor ideia do trabalho do filho ou dos riscos a que ele se expõe. Tudo muda na vida de Joe quando ele recebe um pedido de um cliente, para encontrar e recuperar a filha de um político, que aparentemente foi sequestrada por uma quadrilha que quer usar a menina como escrava sexual.

Percebe-se por essa sinopse que não é exatamente aquele filme feliz, cheio de alegria, sol brilhando, cachorrinhos pulando e tudo mais. "Você Nunca Esteve Realmente Aqui" quer te jogar na lama e te expor a maldade do mundo de frente, junto também com todos os problemas e dificuldades que o Joe sofre, sejam esses problemas a solidão, depressão ou a dificuldade de um soldado que viu coisas horríveis de se readequar à sociedade.

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Sem entregar muito da trama, nós acompanhamos o Joe em uma jornada de violência impressionante, em que ele usa a violência, sua maior e talvez única ferramenta, pra encontrar a menina. Mas claro, não é algo tão simples assim resolver essa questão, afinal, estamos lidando com a filha de um político em exercício e uma quadrilha de exploração sexual de crianças que consegue operar de forma organizada, ou seja, há forças muito maiores em ação nessa trama, muito maiores do que um veterano traumatizado que não tem medo de matar usando as próprias mãos e apanhar MUITO enquanto faz isso.

Dito isso, o filme apesar de exibir a violência muito bem, sem câmeras tremendo nem coreografias muito exageradas, passando muita realidade em cada luta, ele ainda tem alguns problemas que valem a pena ser apontados:

  1. Alguns problemas surgem e desaparecem com muita facilidade na trama, o que não te dá tempo suficiente nem pra processar exatamente o que está acontecendo na história, você apenas percebe que surgiu algum problema que foi resolvido e a trama segue em frente. Esse não é um ponto que vai estragar o filme, de forma alguma, mas ele impede que você se conecte mais ainda com a trama, fazendo você esquecer de boa parte dela algum tempo depois. Eu mesmo estou aqui escrevendo esse artigo com um sumário do filme aberto, justamente pra me lembrar dos passos que o Joe toma pra concluir a trama.
  2. O relacionamento entre o Joe e alguns personagens, cresce e se desenvolve de forma igualmente rápida, não há muita resistência nesse relacionamento, nenhuma dificuldade ou obstáculo, o que é bem estranho considerando a situação em que o Joe surge na vida dessas pessoas.
  3. O filme parece que precisava de mais algum tempo de duração pra desenvolver melhor sua própria história e seus personagens, algumas coisas ficam rasas demais, quando alguma profundidade e mais tempo trabalhando aquele personagem e os problemas dele trariam você pra mais perto, você sentiria o impacto da história com muito mais força.

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Esses são os defeitos do filme, na minha opinião, mas ele ainda assim vale bastante a pena ser visto, é um filme bem diferente, quase como um filme noir moderno e MUITO triste. O filme noir é um estilo de cinema que invariavelmente apresenta um detetive ou algum personagem com um objetivo relativamente simples, mas que acaba sendo muito mais profundo e perigoso do que o protagonista poderia antecipar. A jornada do Joe é difícil, complicada e muito triste, mas é um personagem que vai te gerar compaixão e te faz perceber que ele não faz o que faz por gosto ou prazer, ele não se comporta como um psicopata, mas sim como alguém que foi treinado pra ser violento e executar pessoas sem pensar naquilo, é o que ele sabe fazer, não o que ele gosta de fazer.

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Enfim, fica aqui essa recomendação de um filme violento, triste, bem dirigido e diferente do que costumamos ver, nada de desligar o cérebro aqui e só deixar o filme te atingir, você precisa estar realmente aqui pra curtir esse filme!

Confira a seguir o trailer do vídeo:

Espero que tenha gostado desse singelo texto e a partir de agora vamos nos ver regularmente, pra encontrar todas as colunas, dicas e bobagens que eu publicar aqui no UBQ, é só acompanhar as hashtags #umfilmequalquer e #luzcameratextao

17 de outubro de 2018

Plutão já foi planeta - "A última palavra feche a porta" (Disco da Semana #41)

Buenas,

Depois da pedrada da última resenha, resolvi que precisava desacelerar, saí da seara setentista e caí de cabeça no indiepop dos potiguares, e que acerto. Disco certo na hora certa.

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A banda “Plutão já foi planeta” existe desde 2013, mas tiveram uma projeção bastante grande em 2016, graças ao reality show da emissora dos Marinho, o "SuperStar" (mesmo programa que deu um boom na carreira de "Scalene" e "Supercombo"), que os rendeu um contrato com a "SLAP", selo da própria emissora e o lançamento de um segundo disco. E é desse segundo disco, que falaremos hoje.

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Nesse segundo disco, a banda mescla um caldeirão de referências para criar uma sonoridade esquisitamente bacana. Instrumentos inusitados (escaleta, pianos de brinquedo, ukulele) se unem a guitarras, violões, baixo e bateria para criar algumas das canções mais inspiradas das que tenho ouvido ultimamente. De um indie pop com pegada mais dançante, ao folk cheio de violões, mostra uma banda antenada e multifacetada, sem medo de arriscar.

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Há ecos de bandas atuais como "Of Monsters and Man" e de clássicas como "The Sundays", principalmente no que se refere ao vocal da Natália Noronha e na sensibilidade de suas interepretações.

Como todos os músicos praticamente tocam todos os instrumentos (exceto a bateria), nenhuma música tem a pegada igual a outra, elas se reinventam, e quando você acha que já conseguiu compreender um andamento, uma levada, na música seguinte eles mudam tudo e a sua compreensão parte do zero novamente, ou seja, são várias bandas em uma, o que é uma qualidade pra lá de bacana.

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Para criar essa identidade, contaram com a ajuda da produção de Gustavo Ruiz (vencedor do Latin Grammy de Melhor Álbum Pop em Língua Portuguesa com Dancê, da cantora Tulipa Ruiz) e de convidados pra lá de especiais: Liniker (em "Insone") e Maria Gadu (em "Duas").

Suas letras versam sobre amores, desamores, existencialismo e relações humanas de maneira delicada, mas sem soar pueril ou inocente, tudo aqui foi milimetricamente pensado para criar uma simbiose perfeita com o instrumental, o que faz a experiência de ouví-los ainda mais interessante. Esse é daqueles discos que te traz à tona as mais variadas emoções, te eleva o astral e te acalanta. Um disco complexamente simples e instigante, daqueles capazes de alegrar um dia cinza.

Aqui em casa já virou discoteca básica, e já rola uma ansiedade em vê-los ao vivo.

Quer entender? Ouve aqui.

Logo menos tem mais.

16 de outubro de 2018

Here Comes a New Challenger!

Fala galera do “Um Blog Qualquer” aqui quem vos fala é o PH e serei o porta voz dos games aqui no blog.

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bonecoÉ isso ai que vocês leram: agora o UBQ tem uma coluna sobre games e serei eu, PHzito aqui, quem irá escrever sabagaça.

Sim, eu irei escrever sobre os diversos tipos de games (most of time virtual) que eu já joguei na vida e que ainda jogarei. Mas não espere somente as novidades, aqui você vai encontrar de tudo… do clássico ao que ainda será lançado não importando a plataforma.

A estrutura vai ser mais ou menos assim: as terças-feiras, falarei basicamente de um jogo, sua jogabilidade, curiosidades (quando tiver) e por fim darei minha opinião sobre o game, se recomendo, pra quem recomendo e porque recomendo. Lembrando que o objetivo não é dar spoilers, fazer  walkthroughs (ou detonado como eu aprendi com as revistas de games da década de 90) ou ficar ensinando truques, glitchs, etc (maaaaaaas…  talvez aconteça um pouquinho). A idéia aqui é apresentar os games e incentivar vocês a jogar (ou jogarem? nunca sei) o título resenhado.

Bom, falando um pouco do porquê eu jogo vídeo-game desde criança e tudo começou no Atari. De lá pra cá joguei tudo que foi console (bom… boa parte deles) e ainda jogo no PC também que é para garantir que estou jogando o máximo de plataformas e curtindo o máximo de franquias, solo games e experiências possíveis.

Então é isso! Espero encontrar vocês por aqui e fiquem a vontade para perguntar, pedir, indicar, doar, presentear, xingar, elogiar, comentar e tudo mais com “ar” que desejar…(putz trocadilho a essa hora?").

Um abraço e sejam bem vindos.
PH

ps1: Agora fiquem com Super Mario.

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ps2: esse Super Nintendo é meu e funciona \o/. (NOTA DO EDITOR: Exibido!)

ps3: Sim eu comprei uma TV de tubo 14’ para poder jogar porque era assim que eu jogava quando era moleque.

15 de outubro de 2018

O que se ganha sendo um idiota? (Crônicas Amarelinhas #1)

NOTA DO EDITOR: Com você, nosso novo colunista do UBQ, o Luiz Filipe Mattos. Ele é de Cricíuma/SC, historiador e advogado. A partir de agora, contaremos com o talento dele aqui para a coluna “Crônicas Amarelinhas”. E por que, “Crônicas Amarelinhas”? Bom… isso você terá que aguardar a sonora do Luiz em nosso próximo Um Papo Qualquer para entender o mistério, combinado? Bora lá?

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Estava almoçando após mais um dia normal de trabalho, sentado na parte externa de um restaurante. Quando observei uma cena digna de filmes dos anos 80, em que o jovem/adolescente mais velho, comete atos de bullying com o garoto mais novo. Nos filmes tal atitude se dá pelo fato de ele ser maior e mais forte e com a ideia de impressionar as garotas. Mas contrariando tal enredo, o nosso protagonista (que nesse caso é o praticante do ato) não era maior, nem mais forte e nem haviam garotas para serem impressionadas.

Vamos aos fatos. Uma criança de idade por volta de 10 a 11 anos, jogava futebol em sua casa, quando a bola caiu para o lado de fora da casa, indo parar no canto da rua. Nesse mesmo tempo passavam dois adolescentes, com idades entre 15 e 16 anos, provavelmente voltando para casa após a aula.

Um dos adolescentes, o protagonista (ou antagonista, se o leitor for adepto do maniqueísmo), foi em direção a bola e pegou-a na mão. Neste mesmo instante, o dono da bola, já estava debruçado no muro, provavelmente pedindo para o adolescente que entregasse a bola pra ele (não consegui ouvir os dizeres de ambos, em virtude da distância que estavam de mim).

O nosso protagonista então em posse da bola, não titubeou e ao invés de devolver a bola na mão do legítimo proprietário, deu um chute na bola para cima com a intenção de jogar a bola mais longe ainda do que ela já estava. Sendo que a distancia dos dois no primeiro momento era de apenas 3 ou 2 metros.

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A bola fez uma parábola (parábola com bola, não foi intencional, ou foi) no ar, batendo no muro e caindo novamente para o lado de fora da casa. Como a sacanagem já não fosse suficiente, o rapaz que jogou a bola, se aproximou dela, que estava mais longe do que incialmente, dando a entender que iria pegar a bola e devolver de forma civilizada. Mas ele então desistiu e foi embora. Só restou ao dono da bola, pular o muro, busca-lá e voltar para sua casa. Percebi que o rapaz mais jovem, não esboçou nenhum tipo de protesto ou reclamação. A sensação que tive é que ele já estava acostumado com isso.

Voltei a comer, depois do espanto inicial e comecei a refletir. O que um jovem ganha com essa atitude? Qual a sua recompensa? Qual o seu objetivo ao não devolver a bola? Será que todos os adolescentes tomariam a mesma atitude? Era simples, pegar a bola na mão, andar 3 passos e devolver, mas não. Outras perguntas surgem, quem é culpado disso? A escola? A família? O adolescente?

Não sei responder nenhuma dessas perguntas e isso é frustrante. Enquanto pensamos no futuro de nosso país, com medidas que irão atingir a coletividade, talvez esquecemos de tomar providências com o foco no indivíduo, principalmente para aqueles que irão aproveitar mais esse país no futuro.

14 de outubro de 2018

Há 1 ano nascia o nosso “Um Papo Qualquer” (Um Papo Qualquer #29)

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[Sobre o episódio]

Comemorar... em bom português, significa “Celebrar”. Significa em amplo sentido fazer uma cerimônia festiva para enaltecer um fato, acontecimento, uma pessoa, etc...

Em 13/10/2017 estreava o nosso podcast Um Papo Qualquer. Um episódio curtinho... apenas 20 minutos, ou mais precisamente 19 minutos e quarenta e oito segundos.

Desde então, são mais de trinta episódios publicados... incluindo aí na conta os episódios especiais sobre a copa do mundo.

E hoje, um ano depois, ainda estamos aqui. E durante este tempo todo falamos sobre um pouco de tudo: tecnologia, música, ficção científica, jogos, personalidades, futebol, sociedade,  comportamento, séries de tv, cotidiano... Ufa... falei sobre tanta coisa!

É claro... algo tão especial precisa ser comemorado. Precisa ser relembrado. Junto com os entes queridos, com os amigos. Com você, que me estimulou e ajudou a chegar até aqui.

Quero então convidar você a participar deste episódio tão especial para mim. Podemos começar?

[Links]

[Ficha Técnica]

[Nome do episódio] Um Papo Qualquer… Há 1 ano no ar!
[Publicação Original] 14/10/2018 - [Duração] [55’52"]
[Formato] MPEG-1/2 Audio Layer 3 (mp3@128kbps)
[Músicas] "Funky Suspense" by Bensound (https://www.bensound.com); “Ocean”, “Road Trip”, “Sax”, “Sommar” by Ehrling (http://soundcloud.com/ehrling); “Prelude” by The Fat Rat (https://soundcloud.com/thefatrat); “Come Home” by Declan DP (https://soundcloud.com/declandp); "Chatting" by Free Stock Music.

13 de outubro de 2018

Greta Van Fleet - "From the Fires" (Disco da Semana #40)

Buenas,

A resenha dessa semana é para você que gosta do bom e velho rock’n’roll dos anos 70, aquele cheio de riffs, de guitarras, baixo e bateria, sem firula.

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Você gosta de Led Zeppelin? Quanto?

Se suas respostas para ambas as perguntas acima forem positivas, parabéns, você acaba de encontrar  uma nova paixão para suprimir o saudosismo. O GVF é isso aí, Led Zeppelin puro, na veia. Não plageia, mas se farta na fonte de Page, Plant e cia. Fazem um rock cru, direto, cheio de energia e testosterona, pra rockeiro nenhum botar defeito.

Depois do GVF não haverão mais pais falando: "No meu tempo que era bom, tínhamos o Purple, o Zeppelin, hoje vocês não tem nada." Ledo engano papai!!! Hoje temos o discaço de estreia do GVF para rebater tal afirmação.

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Disco muito bem produzido que nos remete para os anos 70 sem que saiamos da cadeira (timbres, sonoridades e aquele climão hippie/bicho grilo). Das guitarras de Jake Kisza à cozinha, tudo faz base para a voz surreal de Josh Kisza, que é praticamente a reencarnação dos melhores tempos de Robert Plant. Gritada, rasgada e com os agudos mais viscerais dos últimos tempos, é a cereja do bolo em um disco irretocável.

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Mesmo que seja curto (oito músicas em aproximadamente meia hora de porrada sonora), ele é o suficiente para os mais antigos revisitarem a sonzeira de outrora, para os mais novos terem a noçao do que era feito no passado e terem uma (belíssima) porta de entrada para a fase mais áurea e produtiva do rocknroll no mundo.

Se não tiver uma TARDIS ou um deLorean para viajar no tempo, um belo par de fones de ouvido e esse discaço devem resolver o problema.

Boa viagem com o Greta Van Fleet (Clique aqui para ouvir)

Logo menos tem mais.

5 de outubro de 2018

Uma Cidadã faz trinta anos

"O brasileiro nasceu para viver nas convulsões da inquietude ou na letargia do aborrecimento" - (Frase da peça "Candido ou o Otimismo", de Voltaire, adaptada para este texto)

Quem tem inveja da constituição dos Estados Unidos, o tem pelo motivo errado. Sim ela cabe numa ou em duas páginas. E consegue caber nesse espacinho porque na verdade é uma Carta de Princípios que norteariam a construção de uma nova pátria. Toda constituição tem este cacoete de fundar ou refundar a nação – e, bem se diga – todas as nossas seis anteriores à atual também.

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Em resumo, uma constituição é escrita olhando para frente, ainda que sob os fumos do presente, sempre conturbados nas épocas das promulgações das constituições brasileiras, com exceção da atual, feita sob uma assembléia constituinte. A de 1946 também foi, é verdade, mas no fundo todo mundo ali sabia que não iria durar muito (durou milagrosos 21 anos). As Constituições, não só as nossas, são sempre filhas das convulsões das inquietudes de tempos incertos. Elas servem para acertar o Tempo.

  O problema com a Constituição promulgada em 5 de outubro de 1988 é que foi feita mirando o passado, como que a tentar consertá-lo. Essa característica a pôs velha antes do tempo. Fruto de uma época de consolidação democrática, onde a ditadura já mais do que morrera de velha, ela teve cara de lápide, onde se lia o definitivo enterro dos tempos de repressão.

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Pelos seus artigos desfila um ordenamento não de metas mas de um passo-a-passo rumo a uma Utopia, rumo a um país idealizado. Em vez de inspirar um povo, optou-se por tutelar uma patuléia através de uma avalanche de direitos, como se uma Nação digna deste nome se construísse inicialmente com todos brigando por direitos e não cuidando de seus deveres. Num momento pleno de chances para uma construção, buscou-se uma redenção. No fim e ao cabo, saiu uma Carta Magna soberba, com muitas coisas definidas e outras nem tanto - nunca uma Constituição precisou tanto de leis complementares e regulamentares.

Enfim, nada contra ela ser fruto de seu tempo, só a lamentação de ser um facho de luz para trás.

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  Um texto longo mas que consegue ser incompleto, por vezes tão incompleto e dúbio que parece ser de propósito. Tanto é que a pequena Constituição Norte Americana precisou de 27 emendas em mais de duzentos anos e a nossa precisou de 97 em trinta anos (e contando).

  Mas que essas linhas acima não atribuam à Constituição de 88 o papel de Geni: ela não tem culpa da vergonha do Saneamento Básico, do mar de corrupção, das gerações de analfabetos funcionais, enfim se não ajudou muito também não merece o troféu de ralo por onde escoaram as possibilidades do país. Mas seu tempo está passando. O próximo mandato do próximo presidente, seja ele quem for, vai ser marcado por esta agenda, a de uma nova Constituinte.

A Nova República envelheceu, seus atores envelheceram. Nem a propaganda política será a mesma. A participação das pessoas no debate tem cara de protagonice nas Redes Sociais. Em nome disso, eis aqui um otimista que acha que o próximo mandato será uma transição que culminará numa nova Constituinte. A Constituição Cidadã impediu - e vai continuar impedindo - que nos tornemos uma Venezuela. Mas está na hora de dar lugar a uma nova Carta.

Que será elaborada por uma Assembleia a ser formada do jeito que gostamos de eleger assembleias: com grupos de pressão, caciques, corporações, todo mundo puxando as alíenas pros seus lados. Vai sair um texto que Deus nos livre. Paciência. Meu otimismo reside no fato de torcer para que toda esta ebulição a ser contemplada nas urnas neste Domingo faça com que o Brasil continue sendo o Brasil.

A peça de Voltaire reforça que não há nada metafísico na condução de nosso destino. Ele é fruto apenas e tão somente do que fazemos com nosso livre-arbítrio, e por isso o "otimismo" é algo próprio dos ingênuos.

Por isso, que a marca destes próximos quatro anos seja uma maturidade que nos leve a pensar na correta condução de nossos deveres. Assim, que uma eventual nova Carta pelo menos tenha a pretensão de refundar uma sociedade olhando para frente, sendo a semente para a esperança que conduza a uma renovação para todos nós, o povo do Brasil.

4 de outubro de 2018

Um Blog (Vlog?) Qualquer #43 - Resumo da Semana

Na semana passada eu fiz um vlog um pouco mais “chateadinho” com as coisas. Para esta semana, um novo vídeo com um resumo da semana.

Aproveitei para informar sobre os atrasos nas publicações dos episódios do podcast “Um Papo Qualquer” e que estou participando de um novo podcast que se chamará PubCast.

Lembrei também que nesta semana foi lançada a próxima expansão de Magic: The Gathering. Guildas de Ravnica teve seu evento de pré-lançamento neste final de semana.

Ainda deu tempo de falar sobre lançamentos da Apple e LG.

Enfim, um belo resumão do que rolou por aqui. Assista, opine e compartilhe!

Carne Doce - "Tônus" (Disco da Semana #39)

Buenas,

O disco da semana é de longe um dos candidatos a melhor álbum do ano. Uma baita obra de uma banda que me ganha cada vez mais a cada dia que passa.

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Que álbum! Os goianos da Carne Doce deram um passo rumo ao desconhecido nesse novo disco, e gente, acertaram em cheio. Um disco diferente de todos os outros lançamentos anteriores da banda. Sem espaço para os regionalismos do primeiro álbum, aqui a banda se reinventa, troca sua pele, coisa de quem já tá pronto pra seguir adiante, mas sem esquecer os êxitos de outrora.

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Disco todo produzido pela própria banda nos traz uma nova proposta, um Carne Doce muito mais intimista e introspectivo, porém muito mais denso e profundo. Guitarras de timbres cristalinos, mas lotados de ecos e reverberações dão o tom da sua nova sonoridade. A bateria é minimalista e o baixo pra lá de bem executado, todo sinuoso (te bota pra se mexer mesmo que involuntariamente) e encorpado, fazem a cama pra Salma Jô jorrar personalismo com seu cantar inconfundível. Coeso, não sobra nada fora do lugar, a produção é impecável e precisa.

As letras são cirúrgicas e nos mostram uma banda antenada com seu tempo. Falam sobre sua visão de mundo, amores, desamores, desilusões e sexo (sim, ele mesmo, por que não?) de uma maneira pra lá de direta, e mesmo quando são mais explícitas como em "Amor Distrai" são construídas com um baita bom gosto. Há espaço ainda pra delicadeza na minimalista "Já Passou", uma canção que faria bonito ninando qualquer criança no mundo.

Um álbum que foge totalmente dos padrões sem deixar de ser radiofônico e cantarolável. É um disco que gruda nos ouvidos e não te solta por nada. Quando você menos perceber já terá sido dominado e estará cantando todas as músicas inconscientemente (o poder de um grande álbum está na capacidade dele se tornar parte da tua essência), e aí meus queridos, só te resta a rendição. Quando isso ocorre e você se deixa levar, a viagem que o álbum te proporciona é inesquecível.

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"Tônus" é exatamente o que seu verbete significa: "estado de excitabilidade do sistema nervoso que controla ou influencia os músculos esqueléticos" ... excitação em forma de música, lascividade pura pra se deixar levar. Viagem sem volta.

Pra ouvir em alto e bom som, hoje e sempre. Disco pra lá de obrigatório, é daqueles que mudam vidas.

Ouça o disco aqui. Boa viagem!!!

Logo menos tem mais.

3 de outubro de 2018

O problema chamado Jair Messias Bolsonaro

Antes de começarmos, quero deixar claro algo que deveria ser óbvio: este texto reflete a opinião política de uma pessoa. No caso, eu, Ricardo Marques. O fato de eu expressar aqui minhas opiniões não quer dizer que ela esteja acima de qualquer outra.

Além disso, o espaço é para o diálogo… a troca de ideias. Você em nenhum momento é obrigado a aceitar minha opinião. Mas é claro, deverá respeitá-la. Assim, como eu respeitarei a sua, mesmo divergente da minha.

Se você concorda com estes termos, então vamos prosseguir.

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Pois é… o outro extremo da corda. Se de um lado temos o projeto de poder baseado em favorecimento dos companheiros de partido e corrupção desmedida, aqui temos a irresponsabilidade do radicalismo extremista.

A candidatura de Jair Bolsonaro preocupa por vários motivos… em primeiro lugar, temos aqui o culto a pessoa. O salvador da pátria… aquele que está acima do bem e do mal. Que tem a resposta para todas as questões e trará a prosperidade necessária ao Brasil.

Já vimos este filme antes… vimos com Fernando Collor em 1989, vimos com Luiz Inácio Lula da Silva em 2002. E em ambos os casos, sabemos muito bem o quão desastroso foi eleger um Messias (com o perdão do trocadilho).

Além disso, Jair Bolsonaro não é conhecido no cenário político por sua capacidade administrativa e qualidades políticas. Pelo contrário… temos um cidadão que é parlamentar há quase 30 anos e que teve poucas realizações nas legislaturas que atuou.

Também não tem uma ideologia política claramente definida… já pertenceu aos quadros do PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP, PSC e PSL (partido atual). Se você observar a trajetória de algumas destas legendas, verá que suas ideias e objetivos são em alguns pontos conflitantes. Fica a impressão que o tal Jair apenas pula de legenda em legenda de modo a adequar suas aspirações políticas. Inclusive havia a expectativa de uma nova troca de legenda… ele entrou em conversações com o Patriotas, mas as tratativas não foram adiante.

No entanto, Jair é conhecido pelas suas polêmicas e posições extremistas. Suas relações para com as minorias ou grupos ideológicos diferentes são agressivas e por vezes desrespeitosas. Teve problemas com simpatizantes LGBT, grupos feministas, ruralistas, entre outros grupos. Por diversas vezes já expressou opiniões misóginas, sexistas e homofóbicas.

Considerando o conjunto da obra - um político que não respeita minorias e o diálogo, um político de pouca articulação apesar de tantos anos na vida legislativa, um político que não tem uma ideologia política definida e pauta seus discursos com ideias extremistas e que muitas vezes são consideradas simpáticas a ditadura militar – temos uma bomba relógio. Algo demasiadamente imprevisível.

Fica difícil não se preocupar com tudo isso.

Bolsonaro ganhou notoriedade por seu discurso populista, incitando de modo até mesmo irracional a revolta ao estado atual de coisas. Ok… concordo… o país tá uma merda. Nossa política está uma bosta. A classe política está desgastada em meio a tantas denúncias de corrupção e descaminho. Bolsonaro aproveitou todo este cenário, juntamente com o desencanto da população para se apresentar como a nova via.

De novo, um messias (com o perdão do trocadilho) que se apresenta acima do bem e do mal, com a solução para tudo que está aí de errado.

Não existe isso. E ao que parece, o brasileiro não aprendeu com sua própria história… Vargas, Jânio, Collor, Lula… Bolsonaro… todos se apresentando como a solução de todos os males, acima do bem e do mal.

Um verdadeiro perigo.

Em tempo… enquanto eu preparava este texto, tive acesso a uma reflexão proposta por Luciano Pires (escritor, palestrante motivacional e podcaster, além de ser responsável pelo site Café Brasil). Em um textão do Facebook ele fez um panorama geral da votação. Em sua argumentação, ele explica a razão de ter mudado seu voto (antes ele declarou votar em João Amoedo do Partido Novo) para Jair Bolsonaro.

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Eu recomendo muito a leitura do texto. Mesmo…

Ainda que eu não concorde com as ideias do Luciano Pires sobre o Bolsonaro, devo admitir que seus argumentos são lúcidos. Acho uma reflexão muito válida e pode ajudar você a definir seu voto. Mais uma vez, recomendo a leitura.

2 de outubro de 2018

O problema chamado Luiz Inácio Lula da Silva

Antes de começarmos, quero deixar claro algo que deveria ser óbvio: este texto reflete a opinião política de uma pessoa. No caso, eu, Ricardo Marques. O fato de eu expressar aqui minhas opiniões não quer dizer que ela esteja acima de qualquer outra.

Além disso, o espaço é para o diálogo… a troca de ideias. Você em nenhum momento é obrigado a aceitar minha opinião. Mas é claro, deverá respeitá-la. Assim, como eu respeitarei a sua, mesmo divergente da minha.

Se você concorda com estes termos, então vamos prosseguir.

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Estamos às vésperas do 1º turno das eleições 2018. E com a proximidade do dia da eleição, ao que parece teremos duas vertentes políticas, aparentemente opostas, dominando o cenário da eleição presidencial.

Aliás, o cenário político brasileiro, independentemente de qualquer viés partidário, está um tanto turbulento. Com a queda do governo petista, surgiu um governo intermediário marcado mais pelo oportunismo partidário do que pelas convicções políticas.

Eu sou um severo crítico dos governos de Luiz Inácio e Dilma Rousseff. Também sou crítico do governo Temer, que nada mais é do que um arremedo provisório até que um novo governo se instale.

E é justamente aí que surge o problema… se as pesquisas se confirmarem nas urnas, teremos duas possibilidades pouco desejáveis para o Brasil. Deixarei para falar do problema chamado Jair Messias Bolsonaro em outro texto… hoje falarei do outro problema. O problema chamado Luiz Inácio Lula da Silva.

Alguns fatos importantes:

  1. O governo de Lula tentou ser marcado como um governo que trouxe igualdade social. Propagou-se a tese de que após sua ascensão ao governo, o pobre era agora menos pobre;
  2. Apesar de alguns avanços na área social, existiram retrocessos em áreas estratégicas como economia, educação e segurança:
    1. sucateamento das universidades federais com o aumento indiscriminado de vagas;
    2. inchaço da máquina estatal, com o aumento de cargos públicos e estatais, algumas delas inúteis ou sem uma clara definição de objetivos (vide aí a EPL, Empresa Brasileira de Planejamento Logístico);
    3. aumento do endividamento público, com gastos indiscriminados com o funcionalismo (entre gratificações, cargos comissionados, financiamento da dívida pública e absorção do prejuízo de estatais como a Petrobrás);
    4. ruína do pacto federativo, com uma política tributária lesiva aos estados mais produtivos e sem um desenvolvimento real dos estados mais carentes;
    5. “quebra” da educação básica, com a inexistência de um projeto sólido para a formação docente de qualidade (e proliferação indiscriminada de cursos superiores na área da educação sem uma qualidade mínima), contribuindo para o surgimento de um fenômeno triste… a criação de uma geração de analfabetos funcionais;
    6. vou incluir aqui também a desastrosa política externa, onde países como Cuba e Venezuela passaram a contar com apoio político e econômico do governo brasileiro,
  3. O governo de Lula foi marcado por graves denúncias de corrupção passiva e ativa. Ao que parece, o PT trabalhou intensamente para beneficiar os apoiadores de sua base política e criou um projeto baseado na manutenção do poder à custa da partidarização das estatais, que funcionaram como grande moeda de troca no jogo político. Os cargos em empresas estratégicas - como por exemplo a Petrobrás – foram utilizados para satisfazer aliados e dirigentes.
  4. O governo Lula também deu origem ao interessante fenômeno de partidarização do poder Judiciário, onde nomes ligados ao PT foram alçados à condição de ministros do Supremo Tribunal Federal.

A política adotada pelo PT mostrou-se no longo prazo desastrosa para o Brasil. O endividamento da sociedade, a crise de produção, o inchaço e ineficiência da máquina estatal trouxeram grandes problemas políticos e econômicos para o Brasil.

A ideia de um governo assistencialista que por meio de bolsas, cotas e programas sociais que apenas criou uma aparente igualdade econômica e social. Andar de avião e financiar carro novo não deveriam ser parâmetros para definir o que é ou não é pobreza.

E nesta altura do campeonato, o senhor Luiz Inácio já havia conseguido fazer sua sucessora. Dona Dilma assumiria o país e em meio a decisões desastrosas criou um cenário de instabilidade, corrupção e de completo descaminho.

Mas ao longo de todo o processo… Lula estava ali, aparentemente acima de tudo e todos. Até que denúncias de corrupção e lavagem de dinheiro começaram a sujar o seu aparente legado de conquistas sociais. As denúncias tomaram corpo até que finalmente atingiram o seu grande mentor.

E isso deu origem a situações vexatórias… como a nomeação de Luiz Inácio para um ministério com o único objetivo de conferir a ele foro privilegiado na tentativa desesperada de fugir do julgamento por seus crimes de corrupção, ou então por suas vergonhosas declarações durante os inquéritos da operação Lava-jato, onde até mesmo sua falecida esposa se tornou protagonista do episódio do triplex.

E podemos ainda lembrar da forma como ele transformou em um grande teatro a ocasião de sua prisão, por conta de sua condenação pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

Por fim, ele e seu partido ainda tiveram a ousadia de lançar uma candidatura à presidência da república, com o cidadão Luiz Inácio já condenado e enquadrado na lei conhecida como “Ficha Limpa”.

Lula transformou todo o processo eleitoral em uma grande piada. Ao lançar-se candidato, mesmo sabendo de suas condições que o tornavam inelegível, riu do ordenamento jurídico e se colocou acima da lei.

E agora, como que em uma atitude de desdém e desrespeito à inteligência do povo brasileiro, criou uma candidatura de fachada com Fernando Haddad, onde é ele (Lula) quem dá as cartas. É ele (Lula) quem define o que pode e o que não pode. Uma eminência parda. Aquele que realmente deterá o poder e fará de tudo para perpetuar-se nele, beneficiando amigos e correligionários… os chamados “companheiros” do partido.

O torneiro mecânico de São Bernardo poderia ter usado toda sua trajetória para entrar na história como um dos políticos que levou o povo ao governo. Mas o que ele fez foi levar apenas o PT e toda sua corrupção para o poder.

Lula é um grande problema brasileiro… pois mesmo com sua prisão, ele mantém o poder sob o pretexto de ser o governante do povo. Se eleito (afinal, o candidato é ele… e não o fantoche do Haddad), continuará com sua política assistencialista jogando migalhas e oferecendo a oportunidade para que o brasileiro esteja sempre endividado, mas que possa andar de avião e que possa financiar o seu carro.

Teremos analfabetos funcionais, vivendo na ilusão de que melhorou de vida porque agora tem conta em banco, porque agora tem um diploma universitário emitido por tantas FAPONES (faculdades de porra nenhuma) que dominaram o cenário da educação superior.

Mas como a história mostra, teremos um povo satisfeito por ter o seu pão e circo. Mesmo que isto custe o futuro do país…

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